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Crise Habitacional: O mais recente de arquitetura e notícia

Transformando escritórios em casas: soluções para vacância e escassez de moradia

The Cosmopolitan Building / BOGDAN & VAN BROECK. Imagem © Bogdan van Broek
The Cosmopolitan Building / BOGDAN & VAN BROECK. Imagem © Bogdan van Broek

A escassez de moradias é o catalisador para a especulação arquitetônica sobre cenários de resgate adaptativos ou a valorização de locais subutilizados nas cidades. Ao mesmo tempo, a crise da saúde e seus imperativos de trabalho em casa, trouxeram para o foco o potencial de reutilização adaptativa dos espaços de escritórios em habitações. A probabilidade de que alguns edifícios comerciais permaneçam vazios após a pandemia abre a possibilidade de trazer de volta moradias para os centros das cidades, possibilitando a implementação de uma visão de cidade de 15 minutos. A seguir, discutiremos os desafios e oportunidades de transformar espaços de escritórios em moradias, destacando a viabilidade e o impacto desse fenômeno limitado a longo prazo.

The Cosmopolitan Building / BOGDAN & VAN BROECK. Imagem © Jeroen VerrechtTransformação de um edifício de escritórios em 90 apartamentos / MOATTI-RIVIERE. Imagem © Michel_DenancéSede do Slack  / Studio O+A. Image © Garrett Rowland and Amy Young. Imagem Foto <a href="https://unsplash.com/@jpgbarbosa?utm_source=unsplash&utm_medium=referral&utm_content=creditCopyText">João Barbosa</a> on <a href="https://unsplash.com/s/photos/city-of--london?utm_source=unsplash&utm_medium=referral&utm_content=creditCopyText">Unsplash</a>   + 7

Hotelaria e a crise habitacional: recuperando a arquitetura abandonada

No mundo inteiro, os países estão enfrentando uma crise habitacional. As estatísticas das Nações Unidas estimam que o número de pessoas que vivem em moradias abaixo do padrão é de 1,6 bilhão, e 100 milhões de pessoas não tem acesso a uma casa. À medida que os conflitos e as mudanças climáticas forçam os refugiados a se deslocarem para novos países, e os preços das casas continuam a subir, as cidades estão tendo que buscar opções para fornecer moradia segura e acessível para seus habitantes.

Hotel abandonado (Hotel Goričina) - Kupari, Croácia. Imagem © Flickr User jbdodane sob a licença (CC BY-NC 2.0).Hotel abandonado (Hotel Goričina) - Kupari, Croácia. Imagem © Flickr User jbdodane sob a licença (CC BY-NC 2.0).Hotel abandonado - Ilha de Hainan, sudeste da China. Imagem © Wikimedia User Dounai sob a licença Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported.Hotel Abandonado - Bunbeg, Irlanda. Imagem © Humphrey Bolton e licenciado para reutilização sob (CC BY-SA 2.0) Licença.+ 10

A moradia média como solução para o futuro das cidades

O planejamento urbano e a maneira como o espaço construído afeta a vida cotidiana de seus habitantes são dois elementos que não podem ser considerados separadamente ao analisar a qualidade de vida em uma determinada cidade. Estratégias de planejamento urbano incluem a construção de moradias acessíveis, instalações e serviços públicos, sistemas de mobilidade, áreas verdes etc. Ainda assim, gerir uma cidade não é tarefa fácil, e muitos dos motivos pelos quais as cidades de hoje estão se tornando cada vez mais caras, densas e desiguais, têm a ver com regras de zoneamento desatualizadas e pouco flexíveis, as quais, consequentemente, não facilitam em nada o acesso à moradia digna e o direito à cidade de forma equitativa a todos os seus habitantes.

"As tecnologias para enfrentar os desafios habitacionais de hoje são as mesmas que nos levarão ao espaço": entrevista com Jason Ballard

Fundada no ano de 2017 e nomeada uma das “Empresas Mais Inovadoras do Mundo” em 2020, a ICON está revolucionando a industria da construção civil de cima a baixo, desafiando os limites impostos pelas tecnologias atualmente disponíveis no mercado. Relativamente jovem, a start-up com sede no Texas começou desenvolvendo e construindo projetos de casas impressas em 3D nos Estados Unidos e no México como uma estratégia para enfrentar os desafios impostos pela atual crise habitacional. Simultaneamente, esta frente de ação está sendo explorada como um campo de testes para o desenvolvimento de novos sistemas construtivos que poderiam ser futuramente utilizados em viagens exploratórias fora do planeta Terra. Nesta empreitada, a ICON tem buscado se aproximar de importantes parceiros como o BIG e também a NASA.

Figurando na lista dos 100 líderes emergentes que estão moldando o futuro da humanidade, a Times’ Next 100, Jason Ballard, CEO e cofundador da ICON conversou diretamente com nossos editores do ArchDaily, contando um pouco mais sobre o início da empresa, os desafios impostos pela crise habitacional no planeta e como a ICON tem investido em novas tecnologia de impressão 3D como uma ferramenta para transformar a industria da construção civil no mundo hoje, além é claro, da recente parceira firmada com o escritório de arquitetura de Bjarke Ingels.

ICON_3D-PrintedHomes_CommunityFirstVillage_Exteriors_AustinTX_ForHomeless. Image © Regan Morton PhotographyICON_Nex-Gen_Vulcan_Construction_System_Extrusion_May2021. Image Courtesy of ICONProject_Olympus_ConceptRender. Image Courtesy of BIG-Bjarke Ingels GroupNewStoryProject_ICON_Mexico. Image © Joshua Perez+ 12

Como o boom da arquitetura pode se tornar um rombo na economia?

É inútil dizer que a arquitetura é uma profissão que flutua de acordo com a economia. Todos nós conhecemos histórias ou até sentimos na pele as consequências de um período de recessão. Para a industria da construção civil, a depressão econômica se traduz em um estado de espera, na escassez de novos projetos e portanto, em um impacto negativo considerável em termos de novos contratos e vínculos empregatícios—sem mencionar as terríveis consequências para a massa de trabalhadores informais, entre eles, arquitetos e arquitetas. É evidente que a economia opera em ciclos, ora com períodos de vacas magras, ora com momentos de vacas gordas. Quando no entanto, uma mal temporada coincide com uma situação de crise na qual a população global continua a crescer rapidamente e o valor da terra a atingir níveis exorbitantes, é inegável que a arquitetura não passará ilesa por tal momento. Ainda assim, existem aqueles que, ao invés de culpar a economia pelos altos e baixos da profissão da arquitetura e da industria da construção civil, afirmam que é ela a principal responsável pelas principias crises econômicas globais.

© Wikimedia User Smithfl© Marshall Gerometta/CTBUH© SOM© Christopher Furlong+ 7

Ao ar livre: novas formas de vivermos juntos na natureza

“Precisamos de um novo contrato espacial.” Este é o apelo de Hashim Sarkis, curador da Bienal de Veneza 2021, como um convite aos arquitetos imaginarem novos espaços em que possamos viver juntos. Entre um movimento de êxodo urbano e crises globais de habitação, o crescimento de empreendimentos mais densos e prédios baixos pode fornecer uma resposta. Afastando-se das residências unifamiliares em áreas rurais e subúrbios, os projetos habitacionais modernos estão explorando novos modelos de vida compartilhada na natureza.

© Shu He© HG Esch© Christian Wöckinger© Dio Guna Putra+ 13

San Francisco: habitação moderna na cidade dourada

San Francisco é uma cidade definida pela sua relação com a moradia. Desde o início dos anos 90, San Francisco tem enfrentado a escassez de habitação popular e, por outro lado, atualmente conta com um dos mais autos valores médios de aluguel de todos os EUA. A medida que as autoridades locais estão procurando encontrar soluções para este problema, arquitetos e urbanista encontram em San Francisco um território fértil para explorar novas soluções e tipologias habitacionais. Desde torres residenciais de alta densidade até conjuntos multifamiliares, a arquitetura residencial em uma das principais cidades da Costa leste procura seu equilíbrio entre a economia e urbanidade.

© William Timmerman© Bruce Damonte© Blake Marvin© Bruce Damonte+ 11

Como a Índia está moldando o futuro da habitação

A Índia está repensando o futuro da habitação por meio de novas tipologias. Definida por influências históricas e culturais, a arquitetura contemporânea do país centra-se em discussões sobre a melhor forma de se modernizar. Construídos ao longo de milênios, os projetos habitacionais da Índia são feitos para atender a diversas escalas, programas e funções. Explorando uma paisagem urbana revitalizada, estes projetos habitacionais modernos começaram a dar um novo tom para o futuro.

© Hemant Patil© Carlos Chen© Umang Shah© Shamanth Patil+ 10

Arquitetura de emergência: construção in loco ou pré-fabricação?

Sikorsky Skycrane transportando uma casa pré-fabricada. Image © Russavia [Wikimedia] bajo dominio público
Sikorsky Skycrane transportando uma casa pré-fabricada. Image © Russavia [Wikimedia] bajo dominio público

Se bem que a previsão e prevenção de problemas e danos são fatores cada vez mais relevantes na hora de projetar nossos edifícios, espaços e cidades, determinadas situações extraordinárias ainda escapam ao nosso controle, demandando respostas arquitetônicas imediatas e urgentes, capazes de oferecer abrigo e qualidade de vida às comunidades afetadas por desastres naturais e conflitos das mais variadas ordens, soluções que – nos casos mais extremos – podem ser a única chance de sobrevivência para muitas pessoas.

Desastres naturais como terremotos, tsunamis, furacões, inundações assim como conflitos armados, disputas territoriais ou outras crises humanitarias de escala mundial – como a atual pandemia de COVID-19 –, demandam uma reação imediata para controlar e evitar o agravamento das suas consequências – ajudando a salvar vidas. A arquitetura de emergência pode ser definida como uma resposta construtiva que faça frente às necessidades humanas mais urgentes, as quais emergem em momentos de crise e situações excepcionais, materializadas em forma de infra-estruturas responsíveis que buscam oferecer soluções imediatas abrangendo desde abrigos para acolher pessoas em situação de emergência até instalações de saúde e atenção médica nas zonas afetadas.

Startup seleciona Adjaye Associates para equipe encarregada de pensar soluções para a crise de habitação no Reino Unido

A nova startup chamada Cube Haus está procurando alterar o mercado imobiliário existente, oferecendo moradias de alto valor a preços razoáveis "que podem ser configuradas para se adequarem a locais urbanos pequenos e desajeitados". Para fazer isso, a Cube Haus está contratando uma equipe de arquitetos e designers da Grã-Bretanha: Adjaye Associates, Faye Toogood, Carl Turner Architects e Skene Catling de la Peña. A equipe criará uma série de casas modulares personalizáveis com foco em uma linguagem impactante.

Projetado por Adjaye Associates. Imagem © Edit.rsProjetado por Faye Toogood. Imagem © Edit.rsProjetado por Faye Toogood. Imagem © Edit.rsProjetado por Skene Catling de la Peña. Imagem © Edit.rs+ 13

As cidades mais caras do mundo em 2017 (e os porquês de serem tão caras)

Qualquer um que tenha tentado recentemente encontrar um apartamento em uma grande área urbana confirmará: habitações com preços razoáveis podem ser difíceis de serem encontradas para a maioria e os salários nem sempre parecem corresponder ao real custo de vida. Essa lacuna vem contribuindo para uma crise habitacional em países desenvolvidos e em desenvolvimento em todo o mundo. As pessoas simplesmente estão sendo jogadas para fora das cidades, uma vez que a habitação tornou-se uma mercadoria e não um direito humano básico. A especulação financeira e o apoio dos Estados para os mercados financeiros de forma a tornar a moradia inacessível criou uma crise habitacional global insustentável.

No início deste ano, o 13º Relatório Anual de Acesso à Moradia Demographia (13th Annual Demographia International Housing Affordability Survey) foi lançado para o ano de 2017, revelando que o número de mercados imobiliários "severamente inacessíveis" aumentou de 26 para 29 este ano; o problema está cada vez pior. O estudo avalia 406 mercados de habitação metropolitanos em nove das maiores economias do mundo, utilizando a abordagem de "múltiplas medianas" para determinar a acessibilidade. Ao dividir o preço da casa mediana pelo rendimento familiar médio de uma área, esse método deve ser um sumário das condições de acesso à habitação da classe média.