O tema da mobilidade é inescapável quando se discute política urbana — ainda mais em ano eleitoral. Transporte coletivo, pedágio urbano, metrô, faixas exclusivas para ônibus e até o que fazer com os patinetes elétricos tomam conta do debate. Poucos prestam atenção, no entanto, para uma das políticas municipais mais relevantes para mobilidade urbana: o estacionamento público.
Combinando diagnóstico analítico com recomendações propositivas, o estudo “A Cidade Estacionada” direcionou sua lupa sobre a gestão do meio-fio na cidade de São Paulo. Ao analisar as discrepâncias entre os preços de estacionamentos públicos e privados, bem como ao comparar os valores com a evolução das tarifas de transportes coletivos, “A Cidade Estacionada” trouxe à luz as externalidades negativas — sociais e ambientais — de políticas públicas que privilegiam o transporte motorizado individual.
https://www.archdaily.com.br/br/949437/desestacionando-a-cidade-precisamos-rever-os-estacionamentos-publicosJoão Melhado e Paulo Speroni
O {CURA} acredita que ensino, debate e conhecimento da prática profissional precisam caminhar juntos.
Por isso, convidamos a arquiteta urbanista Elisabete França para falar sobre sua experiência profissional à frente de vários projetos dentro do poder públicos.
A aula é gratuita e aberta para todos!
_ Sobre Elisabete França____________________________________________
Atualmente secretária de Mobilidade e Transportes, foi diretora de Planejamento e Projetos da CET.
Coordena vários projetos de mobilidade urbana, com destaque para o Plano Cicloviário da cidade de São Paulo e o Manual de Desenho Urbana e Obras Viárias de São Paulo.
Arquiteta urbanista, doutora em arquitetura, com mais de vinte anos de experiência na administração pública,
Lançado no mês passado, o programa Fortaleza Mais Verde pretende criar uma rede de microparques na capital cearense e implementar corredores cicloviários arborizados. O plano começou a ser executado ainda em agosto.
"O intuito da proposta é preservar, garantir e ampliar progressivamente a cobertura verde da Cidade de Fortaleza, tornando essas áreas utilizáveis para serem usufruídas pela população", afirmou o prefeito da cidade, Roberto Cláudio. "Temos várias ações de paisagismo e urbanização em andamento. Deveremos receber sugestões a respeito deste novo projeto-piloto. Queremos deixá-lo implantado e irreversível”, complementou.
https://www.archdaily.com.br/br/947892/fortaleza-lanca-programa-para-implementar-microparques-e-ciclovias-arborizadasEquipe ArchDaily Brasil
O UNStudio revelou imagens das primeiras estações concluídas na nova rede de metrô de Doha, um dos sistemas autônomos mais avançados e rápidos do mundo. A primeira fase do Projeto Ferroviário Integrado do Catar (QIRP) envolveu a construção de três linhas de metrô (Vermelha, Verde e Dourada), com 37 estações concluídas.
Cidade do México implementou 40 km de ciclovias temporárias na Avenida Insurgientes, uma das mais extensas do mundo. Foto: Manuel Solá Pacheco/SEMOVI
Cidades têm implementado ciclovias temporárias para viabilizar deslocamentos seguros durante a pandemia de COVID-19 e evitar que usuários do transporte coletivo migrem para carros e motos. Aos poucos, a prática ganha corpo na América Latina, inclusive no Brasil. É uma oportunidade de ouro para fortalecer a mobilidade urbana por bicicleta – mas para isso, é preciso que as intervenções emergenciais incorporem boas práticas de segurança viária.
https://www.archdaily.com.br/br/946450/ciclovias-temporarias-a-resposta-de-cinco-cidades-do-brasil-e-america-latina-a-covid-19Andressa Ribeiro e Fernando Corrêa
Ciclistas em rua de metrópole. Foto de Adrian Williams, via Unsplash
O urbanismo do século XXI será marcado pelo aumento da quantidade e escala das megacidades globais - aglomerações urbanas com mais de 10 milhões de habitantes, segundo a ONU - além de um deslocamento geográfico. Até 2100, há previsões de metrópoles africanas com mais de 80 milhões de habitantes, como Lagos (Nigéria) e Kinshasa (República Democrática do Congo). O advento dessas novas e maiores metrópoles, sobretudo na África e na Ásia, somado à necessidade de enfrentamento da grave crise climática em curso, demandam mudanças urgentes no debate da mobilidade urbana.
O escritório 100architects desenvolveu uma proposta para recuperar a ponte peatonal Puji Road em Xangai, China. Intitulado High Loop, o projeto procura transformar a plataforma de 1km de extensão em um equipamento lúdico e colorido, sem alterar profundamente sua estrutura.
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Ciclovia em Manaus, AM. Cortesia de Caos Planejado
As cidades estão na linha de frente no enfrentamento da Covid-19. Esta pandemia manifesta-se como uma crise global, e as decisões tomadas neste delicado momento pelos governantes, formuladores de políticas, tomadores de decisão e a população têm sérias consequências futuras. Inúmeros contextos já estão sofrendo alterações que modificam — mesmo que momentaneamente — o comportamento da humanidade. Medidas de distanciamento social, lockdown, cuidados sanitários e a contenção da mobilidade urbana apresentam-se como elementos consideráveis na transformação dos novos cenários urbanos.
Nas aulas de matemática do ensino médio aprendemos que a velocidade média pode ser calculada a partir da razão entre a distância percorrida e o tempo gasto. Durante muitas décadas, o pensamento que impulsionou as políticas de transporte esteve ancorado nesta equação: acreditava-se que objetivo das ações era aumentar a eficiência dos sistemas e que, para isso, bastava diminuir os tempos de viagem através do aumento da velocidade média. Desta forma, a variável distância era considerada menos importante, já que a construção de sistemas de transporte livres de interferências como linhas de metrô, corredores de BRT ou avenidas expressas seriam capazes de manter ou reduzir o tempo de viagem em percursos cada vez maiores.
https://www.archdaily.com.br/br/942854/o-que-e-acessibilidade-na-mobilidade-e-nos-transportes-urbanosITDP Brasil
O Atlanta Beltline reaproveita linhas ferroviárias extintas em caminhos e parques. Foto: Blulz60/iStock
Hoje se celebra o Dia Mundial da Bicicleta devido aos vários benefícios sociais, econômicos e ambientais que o uso deste meio de transporte e lazer oferece. Ao aprovar a comemoração deste dia, a ONU reconhece a contribuição do ciclismo dentro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, incluindo a construção de cidades e comunidades mais sustentáveis. Tal pensamento ganha ainda mais força durante e pós pandemia, e ao pensar formas saudáveis de se locomover pela cidade, a mobilidade ativa se destaca entre as alternativas possíveis e exequíveis em curto prazo, e ela não diz apenas sobre ciclovias, mas sobre abraçar o cidadão num todo.
Playground interditado em Vancouver, Canadá. Foto: Rod Raglin / Creative Commons / Flickr
No momento em que este artigo é escrito, ainda é difícil vislumbrar o mundo pós-pandemia de COVID-19 que se espalhou por todo o planeta em apenas 3 meses desde que os primeiros casos foram detectados na cidade Wuhan, naChina, em dezembro de 2019. Cenários distópicos de devastação humana e econômica gerenciados por regimes totalitários ainda caminham em paralelo a visões de sociedades que consigam voltar às ruas adotando padrões mais sustentáveis e seguros para seus hábitos, formas de produção, consumo e organização social. De qualquer forma, paira a impressão de que o mundo não será mais o mesmo e que precisaremos reorganizar uma parte significativa das nossas vidas coletivas e individuais. A paralisação das atividades em escala global em virtude da COVID-19 pode orientar saídas não apenas para a pandemia, mas também para outras urgências que estão batendo à nossa porta faz algum tempo, em especial as mudanças climáticas e a perseverante (e ainda brutal) desigualdade social.
https://www.archdaily.com.br/br/938731/mobilidade-e-pandemia-o-que-podemos-esperar-para-o-futuro-da-vida-nas-cidadesITDP Brasil
Um dos cernes do pensamento urbanístico é, e foi historicamente, o planejamento dos grandes equipamentos e infraestruturas de transporte nas cidades. Esses são projetos que lidam com uma diversidade de aspectos de um programa que, em geral, responde a demandas coletivas no espaço público, e por isso costumam ser construções de grande escala para amparar grandes fluxos de circulação e funcionar como verdadeiros articuladores das formas de se deslocar no espaço urbano.
Ao longo de 2019, o ITDP e a União de Ciclistas do Brasil (UCB) trabalharam em conjunto para disponibilizar um mapa para facilitar e ampliar o acesso a dados sobre a infraestrutura cicloviária nas cidades brasileiras. Em setembro do ano passado, o público votou no nome que seria dado à plataforma, e o CicloMapa foi lançado no Fórum Nordestino da Bicicleta (FNEBici) em Aracaju.
Vista aérea de São Paulo. Foto de Sergio Souza via Unsplash
Quantos postos de trabalho alguém consegue acessar em menos de uma hora usando transporte público? Quanto tempo se leva para chegar até o posto de saúde ou escola mais próxima da sua casa? As respostas a essas perguntas dependem diretamente das políticas de transporte e de desenvolvimento urbano das cidades. Essas políticas determinam, em larga medida, a acessibilidade urbana, isto é, a facilidade com a qual pessoas de diferentes grupos sociais e níveis de renda diversos conseguem acessar oportunidades de emprego, serviços de saúde e educação, atividades culturais e de lazer. No entanto, o tema da acessibilidade urbana tem recebido pouca atenção dos gestores públicos no Brasil, e a pesquisa sobre o tema ainda se encontra restrita a estudos de casos de algumas poucas cidades. Isso se deve em parte a dificuldades de disponibilidade de dados.
https://www.archdaily.com.br/br/932079/desigualdades-socioespaciais-e-o-acesso-a-oportunidades-nas-cidades-brasileirasRafael Pereira, Carlos Braga, Bernardo Serra e Vanessa Nadalin
Ainda não sabemos quando, mais é apenas uma questão de tempo até que os algoritmos assumam o controle de tudo, ou de quase tudo. Embora não seja nenhuma novidade, veículos auto-dirigidos ou autônomos vem sendo desenvolvidos há mais de 3000 anos quando marinheiros adaptavam cata-ventos conectados aos lemes de seus navios para que o mesmo pudesse navegar de forma independente. Acontece que ao longo dos últimos dez anos, a humanidade assistiu um esforço sem precedentes em busca do desenvolvimento de novas tecnologias de auto-direção voltadas para o aprimoramento de veículos urbanos autônomos. Atualmente, a tecnologia vem sendo testada em pelo menos trinta e seis estados dos EUA, e acredita-se que em um futuro não muito distante, 90% da frota de veículos de cidades como Lisboa e Austin poderão ser substituídos por veículos auto-dirigidos.
https://www.archdaily.com.br/br/931701/como-a-chegada-dos-veiculos-autonomos-transformara-nossas-cidadesNiall Patrick Walsh
O BIG acaba de divulgar seu mais recente projeto, a Toyota Woven City, primeiro empreendimento imobiliário da empresa no Japão. Localizado aos pés do monte Fuji, o projeto, desenvolvido em colaboração com a Toyota Motor Corporation, é a primeira incubadora urbana do mundo voltada para o desenvolvimento de estratégias de mobilidade.
Photo credit: M a r t i n M o n t i n g e l l i on VisualHunt.com / CC BY-NC-SA
A Prefeitura de Salvador está lançando a segunda fase do programa "Eu Curto Meu Passeio", que tem o objetivo de promover a reforma das calçadas mal mantidas e que ofereçam risco à população.
https://www.archdaily.com.br/br/929898/prefeitura-de-salvador-vai-melhorar-calcadas-e-cobrar-os-donos-dos-imoveisMarcos de Souza
Não depende só dos ônibus um sistema de transporte coletivo de qualidade: a qualidade também está diretamente associada a elementos adjacentes – como os pontos de ônibus. Em todas as cidades que fazem parte do Grupo de Benchmarking QualiÔnibus, esse foi o elemento apontado pela população como um dos fatores mais problemáticos. Mas o que as cidades podem fazer para melhorá-los?
https://www.archdaily.com.br/br/928810/pontos-de-onibus-boa-impressao-ou-frustracao-no-transporte-coletivoMariana Müller Barcelos, Priscila Pacheco e Manon Masi