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Mobilidade: O mais recente de arquitetura e notícia

Quanto custa uma linha de metrô?

“Quanto custa uma linha de metrô?” é uma pergunta feita com frequência quando se discute soluções ferroviárias de alta capacidade para cidades brasileiras. No entanto, o custo da implementação de projetos ferroviários varia enormemente em diferentes geografias globais.

Por exemplo: uma linha ferroviária em Nova York custa cerca de vinte vezes mais por quilômetro que uma linha em Seul, chegando ao orçamento de U$6,4 bilhões para um trecho de apenas 2,6 quilômetros na segunda fase do metrô Second Ave., ao norte da ilha de Manhattan. A questão geográfica, ou mesmo da alta densidade construída da metrópole americana, são respostas insuficientes para justificar tamanha disparidade em custos de construção.

Green Line, em Boston, EUA. Imagem: PixelDownpour/FlickrLinha 4 do metrô do Rio de Janeiro. Imagem: Fernando Frazão/Agência BrasilMetrô de São Paulo. Foto: Pedro Hartmann, via UnsplashLinha de metrô em Istambul, Turquia. Imagem: WRI/Flickr+ 5

Japão vai eliminar carros à gasolina até 2035

Os carros com motor à gasolina estão com os dias contados no Japão. Na verdade são anos: em 15 anos o país vai eliminar veículos que usam a gasolina como combustível. O anúncio foi feito pelo governo japonês no final de 2020 e a medida é parte da meta de zerar essas emissões de carbono até 2050.

A estratégia de desenvolvimento verde inclui ainda a geração de US$ 2 trilhões por ano com adoção de novas fontes de energia, como o hidrogênio, e crescimento de indústrias mais sustentáveis.

Pesquisa avalia impacto ambiental de diferentes meios de transporte

Um estudo desenvolvido pela Fundação Espaço ECO e pelo Instituto Akatu busca entender o impacto da mobilidade urbana a partir das condições brasileiras. A pesquisa usou a metodologia de Análise de Ciclo de Vida (ACV) para analisar os diferentes meios de transporte usados nas cidades em toda a cadeia: produção do equipamento, transporte em toda cadeia, uso, manutenção e descarte.

A cidade de São Paulo foi escolhida como foco, graças à diversidade de alternativas de modais e hábitos de consumo da população, além do acesso a bases de dados existentes e secundários para reunir as informações que permitiram as análises.

Brasileiro abandonaria carro por transporte sustentável, mas deseja conforto e praticidade

Muitas coisas têm mudado nas cidades – algumas, felizmente, para melhor. Mais brasileiras e brasileiros passaram a ver a bicicleta como a melhor escolha para a mobilidade urbana, e 67% das pessoas trocariam seus carros ou motos por alternativas de transporte mais limpas. A avaliação da qualidade do ar entre a população é desanimadora, mas a consciência sobre as mudanças climáticas aumentou, e 92% das pessoas desejam ônibus elétricos em suas cidades.

Buenos Aires expande rede cicloviária para avenidas principais em resposta à Covid-19

A infraestrutura cicloviária tem crescido rápido nas cidades latino-americanas ao longo da última década. Cidades como Bogotá e Santiago mais do que dobraram a extensão de suas redes cicloviárias. Uma boa notícia, pois estudos mostram que cidades que priorizam infraestrutura segura registram reduções significativas no número de mortes e ferimentos de ciclistas e somam benefícios econômicos consideráveis a partir da redução de congestionamentos e de pedidos de licença médica.

Ainda assim, boa parte da infraestrutura cicloviária já existente nas cidades latino-americanas foi construída em vias locais e secundárias. A implementação pode ser mais fácil em ruas menos movimentadas, mas também diminui a eficiência e o impacto geral do uso da bicicleta, além de criar problemas de segurança. Os ciclistas tendem a procurar por atalhos e pelos caminhos mais diretos, possivelmente gerando interações perigosas com os carros quando entram em vias arteriais não planejadas para o transporte não motorizado.

Bairros mais caminháveis promovem a ascensão social?

Em um uso revelador de big data, Raj Chetty e seus colegas no Projeto de Igualdade de Oportunidades usaram registros fiscais anônimos para rastrear, a partir da infância, a renda de pessoas que cresceram nos Estados Unidos. Os resultados mostram que os bairros e áreas metropolitanas onde essas pessoas foram criadas têm um grande impacto nas suas perspectivas econômicas durante a vida.

Surpreendentemente, crianças de famílias de baixa renda que crescem em alguns bairros, especialmente aquelas com rendas mistas e níveis mais baixos de segregação racial, se saem melhor economicamente.

Uma a cada três ruas da região central de Barcelona será transformada em eixo verde

Uma em cada três ruas da região central de Barcelona será transformada em eixo verde para priorizar pedestres e ciclistas ao invés de carros. Nestas vias, 21 cruzamentos serão transformados em espaços públicos de forma que todos que estiverem na região tenham acesso a um parque a menos de 200 metros de distância.

Praça Superilla de Sant Antoni, por Leku Studio. Foto © DEL RIO BANIPraça Superilla de Sant Antoni, por Leku Studio. Foto © DEL RIO BANICortesia de Prefeitura de BarcelonaPraça Superilla de Sant Antoni, por Leku Studio. Foto © DEL RIO BANI+ 6

O que podemos (e não podemos) aprender com Copenhague

Este artigo foi publicado originalmente em Common Edge

Quando tive a oportunidade de visitar a cidade de Copenhague por primeira vez, alguns anos atrás, saí de lá deslumbrado e com um caso crônico de inveja urbana. (Eu pensei comigo mesmo: é como a melhor das cidades que eu sou capaz de imaginar, só que melhor). Por que não fazemos cidades como esta nos Estados Unidos? Esse é o tipo de pergunta que um arquiteto e urbanista norteamericano se faz enquanto passeia pelas encantadoras ruas às margens dos belos canais de Copenhague—ao mesmo tempo que tenta evitar de ser atropelados pela horda de ciclistas dinamarqueses que passa a toda velocidade ao seu lado o tempo todo.

Engajamento comunitário e capital social são essenciais para a segurança nas ruas

A segurança nas ruas vai muito além de policiamento e iluminação. Embora estes fatores possam ser importantes em determinados contextos, o engajamento comunitário e a produção de capital social são fatores-chave para tornar as cidades mais seguras. “Sentir-se seguro é crucial para que as pessoas abracem o espaço urbano”, afirma Jan Gehl.

Desestacionando a cidade: precisamos rever os estacionamentos públicos

O tema da mobilidade é inescapável quando se discute política urbana — ainda mais em ano eleitoral. Transporte coletivo, pedágio urbano, metrô, faixas exclusivas para ônibus e até o que fazer com os patinetes elétricos tomam conta do debate. Poucos prestam atenção, no entanto, para uma das políticas municipais mais relevantes para mobilidade urbana: o estacionamento público.

Combinando diagnóstico analítico com recomendações propositivas, o estudo A Cidade Estacionada” direcionou sua lupa sobre a gestão do meio-fio na cidade de São Paulo. Ao analisar as discrepâncias entre os preços de estacionamentos públicos e privados, bem como ao comparar os valores com a evolução das tarifas de transportes coletivos, “A Cidade Estacionada” trouxe à luz as externalidades negativas — sociais e ambientais — de políticas públicas que privilegiam o transporte motorizado individual.

Aula aberta com Elisabete França, no CURA

O {CURA} acredita que ensino, debate e conhecimento da prática profissional precisam caminhar juntos.

Por isso, convidamos a arquiteta urbanista Elisabete França para falar sobre sua experiência profissional à frente de vários projetos dentro do poder públicos.

A aula é gratuita e aberta para todos!


_ Sobre Elisabete França____________________________________________

Atualmente secretária de Mobilidade e Transportes, foi diretora de Planejamento e Projetos da CET.

Coordena vários projetos de mobilidade urbana, com destaque para o Plano Cicloviário da cidade de São Paulo e o Manual de Desenho Urbana e Obras Viárias de São Paulo.

Arquiteta urbanista, doutora em arquitetura, com mais de vinte anos de experiência na administração pública,

UNStudio conclui as primeiras 37 estações da rede de metrô de Doha, no Catar

O UNStudio revelou imagens das primeiras estações concluídas na nova rede de metrô de Doha, um dos sistemas autônomos mais avançados e rápidos do mundo. A primeira fase do Projeto Ferroviário Integrado do Catar (QIRP) envolveu a construção de três linhas de metrô (Vermelha, Verde e Dourada), com 37 estações concluídas.

Estação  Msheireb. Imagem © Hufton+CrowEstação  Msheireb. Imagem © Hufton+CrowEstação DECC. Imagem © Hufton+CrowEstação Qatar National Library. Imagem © Hufton+Crow+ 19

Mobilidade em Florianópolis: em direção à ressignificação das ruas

Uma cidade é um espaço compartilhado onde cada indivíduo busca a realização de seus desejos e objetivos. As ruas, calçadas e espaços públicos permitem o encontro e o contato entre os diversos, fortalecendo o senso de comunidade. A mobilidade urbana tem papel fundamental no desenvolvimento social e econômico das cidades, especialmente na qualidade de vida dos cidadãos. Não se trata apenas de transporte, mas da forma pela qual as pessoas se deslocam na cidade, interferindo no tempo e energia utilizados pelos cidadãos e, também, na migração, na comunicação, na formação das redes sociais pessoais, nos fluxos de tráfego, na habitação, na saúde e na distribuição espacial dos mais diversos locais de interesse. Segundo Ole B. Jensen, “cidades e lugares contemporâneos são definidos pela mobilidade e por seus fluxos.”

Assista ao primeiro episódio da minisérie online sobre habitação, saneamento e mobilidade do CAU/RJ

Dia a dia é uma minissérie de três médias-metragens desenvolvida pela Comissão de Política Urbana (CPU) do CAU/RJ. Cada episódio é dedicado a um dos três eixos propostos dentro da temática do direito à cidade – saneamento, mobilidade e habitação – através da visão e do cotidiano de três mulheres que vivem em regiões do Rio de Janeiro totalmente distintas: Realengo, Barra da Tijuca e morro Santo Amaro (Catete). O primeiro episódio, que estreou no dia 21 de agosto e aborda o tema da habitação, está disponível online.

Captura de tela do episódio "Habitação"Captura de tela do episódio "Habitação"Captura de tela do episódio "Habitação"Captura de tela do episódio "Habitação"+ 7

Deslocamentos de bicicleta em uma megacidade: os desafios da extensão territorial, segurança viária e transposição de barreiras

O urbanismo do século XXI será marcado pelo aumento da quantidade e escala das megacidades globais - aglomerações urbanas com mais de 10 milhões de habitantes, segundo a ONU - além de um deslocamento geográfico. Até 2100, há previsões de metrópoles africanas com mais de 80 milhões de habitantes, como Lagos (Nigéria) e Kinshasa (República Democrática do Congo). O advento dessas novas e maiores metrópoles, sobretudo na África e na Ásia, somado à necessidade de enfrentamento da grave crise climática em curso, demandam mudanças urgentes no debate da mobilidade urbana.

Como evitar o colapso do transporte coletivo pós-pandemia

O sistema de transporte coletivo nas grandes cidades brasileiras já estava em crise anterior à pandemia do coronavírus. Operadores de transporte viram a demanda de passageiros cair gradualmente ao longo das últimas décadas, em um cenário envolvendo múltiplos fatores como: políticas urbanas incentivando o uso do transporte individual; espraiamento urbano, perdendo ganhos de escala no atendimento de periferias; congestionamentos crescentes; rotas cada vez mais defasadas em relação aos padrões de deslocamento das cidades; a exigência crescente de transferências/baldeações nas rotas realizadas pelos passageiros; a depreciação das frotas e da qualidade de serviço; o aumento da renda da população, com a adoção de alternativas como o automóvel individual, a motocicleta e, ainda, serviços de transporte individual por aplicativo; e, acima de tudo, tarifas de transporte coletivo cada vez mais altas.

Andar a pé eu vou: como podemos defender cidades para pedestres?

Hoje, dia 08 de agosto, é comemorado o Dia Mundial do Pedestre. A data ficou reconhecida pela foto icônica dos Beatles atravessando a Abbey Road, em 1969. Estamos em 2020, mais de cinquenta anos se passaram e ainda encontramos muitas dificuldades em ser pedestre nas cidades: quantas vezes você enfrentou o desafio de atravessar a rua? Ou de ter que caminhar por calçadas estreitas e mal iluminadas?

A importância da micromobilidade durante e após a pandemia

As cidades estão na linha de frente no enfrentamento da Covid-19. Esta pandemia manifesta-se como uma crise global, e as decisões tomadas neste delicado momento pelos governantes, formuladores de políticas, tomadores de decisão e a população têm sérias consequências futuras. Inúmeros contextos já estão sofrendo alterações que modificam — mesmo que momentaneamente — o comportamento da humanidade. Medidas de distanciamento social, lockdown, cuidados sanitários e a contenção da mobilidade urbana apresentam-se como elementos consideráveis na transformação dos novos cenários urbanos.