
Esse não é o primeiro texto a falar sobre isso, muito menos será o último. Diversos artigos apontam a inconsistência de vender políticas urbanas que favoreçam o automóvel como soluções de mobilidade. Eu mesmo escrevi em 2021 sobre a necessidade de pararmos de construir viadutos e dizer que eles vão resolver os problemas de mobilidade. Porém, recentemente, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) de Maceió, autarquia vinculada à prefeitura, abriu uma consulta pública para questionar a população sobre a abertura de ruas no maior parque linear da cidade, o Corredor Vera Arruda. O objetivo da proposta é melhorar a “mobilidade” e “fluidez” da região, que “sofre” com congestionamentos nos horários de pico.
O Corredor Vera Arruda é um espaço de lazer e esportes com quase 1,5 quilômetro de extensão. A área possui 15 ruas, das quais apenas duas são acessíveis para veículos. A história da criação do Corredor Vera Arruda remete à implantação do Loteamento Stella Maris no início da década de 1980. Embora a construção do Corredor tenha ocorrido apenas nos anos 2000, desde o princípio já se planejava a área central do loteamento como um espaço de convivência destinado à população.







