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Mobilidade Urbana: O mais recente de arquitetura e notícia

Desestacionando a cidade: precisamos rever os estacionamentos públicos

O tema da mobilidade é inescapável quando se discute política urbana — ainda mais em ano eleitoral. Transporte coletivo, pedágio urbano, metrô, faixas exclusivas para ônibus e até o que fazer com os patinetes elétricos tomam conta do debate. Poucos prestam atenção, no entanto, para uma das políticas municipais mais relevantes para mobilidade urbana: o estacionamento público.

Combinando diagnóstico analítico com recomendações propositivas, o estudo A Cidade Estacionada” direcionou sua lupa sobre a gestão do meio-fio na cidade de São Paulo. Ao analisar as discrepâncias entre os preços de estacionamentos públicos e privados, bem como ao comparar os valores com a evolução das tarifas de transportes coletivos, “A Cidade Estacionada” trouxe à luz as externalidades negativas — sociais e ambientais — de políticas públicas que privilegiam o transporte motorizado individual.

Aula aberta com Elisabete França, no CURA

O {CURA} acredita que ensino, debate e conhecimento da prática profissional precisam caminhar juntos.

Por isso, convidamos a arquiteta urbanista Elisabete França para falar sobre sua experiência profissional à frente de vários projetos dentro do poder públicos.

A aula é gratuita e aberta para todos!


_ Sobre Elisabete França____________________________________________

Atualmente secretária de Mobilidade e Transportes, foi diretora de Planejamento e Projetos da CET.

Coordena vários projetos de mobilidade urbana, com destaque para o Plano Cicloviário da cidade de São Paulo e o Manual de Desenho Urbana e Obras Viárias de São Paulo.

Arquiteta urbanista, doutora em arquitetura, com mais de vinte anos de experiência na administração pública,

UNStudio conclui as primeiras 37 estações da rede de metrô de Doha, no Catar

O UNStudio revelou imagens das primeiras estações concluídas na nova rede de metrô de Doha, um dos sistemas autônomos mais avançados e rápidos do mundo. A primeira fase do Projeto Ferroviário Integrado do Catar (QIRP) envolveu a construção de três linhas de metrô (Vermelha, Verde e Dourada), com 37 estações concluídas.

Estação  Msheireb. Imagem © Hufton+CrowEstação  Msheireb. Imagem © Hufton+CrowEstação DECC. Imagem © Hufton+CrowEstação Qatar National Library. Imagem © Hufton+Crow+ 19

Deslocamentos de bicicleta em uma megacidade: os desafios da extensão territorial, segurança viária e transposição de barreiras

O urbanismo do século XXI será marcado pelo aumento da quantidade e escala das megacidades globais - aglomerações urbanas com mais de 10 milhões de habitantes, segundo a ONU - além de um deslocamento geográfico. Até 2100, há previsões de metrópoles africanas com mais de 80 milhões de habitantes, como Lagos (Nigéria) e Kinshasa (República Democrática do Congo). O advento dessas novas e maiores metrópoles, sobretudo na África e na Ásia, somado à necessidade de enfrentamento da grave crise climática em curso, demandam mudanças urgentes no debate da mobilidade urbana.

100architects transforma ponte em Xangai em equipamento lúdico de lazer e mobilidade

O escritório 100architects desenvolveu uma proposta para recuperar a ponte peatonal Puji Road em Xangai, China. Intitulado High Loop, o projeto procura transformar a plataforma de 1km de extensão em um equipamento lúdico e colorido, sem alterar profundamente sua estrutura.

Cortesia de 100 ArchitectsCortesia de 100 ArchitectsCortesia de 100 ArchitectsCortesia de 100 Architects+ 42

A importância da micromobilidade durante e após a pandemia

As cidades estão na linha de frente no enfrentamento da Covid-19. Esta pandemia manifesta-se como uma crise global, e as decisões tomadas neste delicado momento pelos governantes, formuladores de políticas, tomadores de decisão e a população têm sérias consequências futuras. Inúmeros contextos já estão sofrendo alterações que modificam — mesmo que momentaneamente — o comportamento da humanidade. Medidas de distanciamento social, lockdown, cuidados sanitários e a contenção da mobilidade urbana apresentam-se como elementos consideráveis na transformação dos novos cenários urbanos.

O que é acessibilidade na mobilidade e nos transportes urbanos

Nas aulas de matemática do ensino médio aprendemos que a velocidade média pode ser calculada a partir da razão entre a distância percorrida e o tempo gasto. Durante muitas décadas, o pensamento que impulsionou as políticas de transporte esteve ancorado nesta equação: acreditava-se que objetivo das ações era aumentar a eficiência dos sistemas e que, para isso, bastava diminuir os tempos de viagem através do aumento da velocidade média. Desta forma, a variável distância era considerada menos importante, já que a construção de sistemas de transporte livres de interferências como linhas de metrô, corredores de BRT ou avenidas expressas seriam capazes de manter ou reduzir o tempo de viagem em percursos cada vez maiores.

Corredor de BRT em Guanghzhou, China. Ações de prioridade ao transporte coletivo podem aumentar a acessibilidade nas cidades. Image © Thiago BenicchioA cidade de Amsterdã (Holanda) possui boa densidade populacional, boa rede de transporte público, uso do solo misto e boa distribuição de oportunidades. Image © Thiago BenicchioSão Paulo (Brasil), cidade espraiada, com grandes distâncias e baixo índice de acessibilidade. Image © Thiago BenicchioVia preferencial para bicicletas em Amsterdã (Holanda). Cidades com bons índices de acessibilidade garantem a proximidade de origens e destinos, facilitando o uso de transportes ativos como a bicicleta e a caminhada.. Image © Thiago Benicchio+ 5

Mobilidade ativa como possibilidade de uma cidade melhor

Hoje se celebra o Dia Mundial da Bicicleta devido aos vários benefícios sociais, econômicos e ambientais que o uso deste meio de transporte e lazer oferece. Ao aprovar a comemoração deste dia, a ONU reconhece a contribuição do ciclismo dentro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, incluindo a construção de cidades e comunidades mais sustentáveis. Tal pensamento ganha ainda mais força durante e pós pandemia, e ao pensar formas saudáveis de se locomover pela cidade, a mobilidade ativa se destaca entre as alternativas possíveis e exequíveis em curto prazo, e ela não diz apenas sobre ciclovias, mas sobre abraçar o cidadão num todo.

Mobilidade e pandemia: o que podemos esperar para o futuro da vida nas cidades?

No momento em que este artigo é escrito, ainda é difícil vislumbrar o mundo pós-pandemia de COVID-19 que se espalhou por todo o planeta em apenas 3 meses desde que os primeiros casos foram detectados na cidade Wuhan, naChina, em dezembro de 2019. Cenários distópicos de devastação humana e econômica gerenciados por regimes totalitários ainda caminham em paralelo a visões de sociedades que consigam voltar às ruas adotando padrões mais sustentáveis e seguros para seus hábitos, formas de produção, consumo e organização social. De qualquer forma, paira a impressão de que o mundo não será mais o mesmo e que precisaremos reorganizar uma parte significativa das nossas vidas coletivas e individuais. A paralisação das atividades em escala global em virtude da COVID-19 pode orientar saídas não apenas para a pandemia, mas também para outras urgências que estão batendo à nossa porta faz algum tempo, em especial as mudanças climáticas e a perseverante (e ainda brutal) desigualdade social.

17 Estações intermodais que mesclam projeto de transporte e infraestrutura urbana

Um dos cernes do pensamento urbanístico é, e foi historicamente, o planejamento dos grandes equipamentos e infraestruturas de transporte nas cidades. Esses são projetos que lidam com uma diversidade de aspectos de um programa que, em geral, responde a demandas coletivas no espaço público, e por isso costumam ser construções de grande escala para amparar grandes fluxos de circulação e funcionar como verdadeiros articuladores das formas de se deslocar no espaço urbano.

CicloMapa: um mapa colaborativo da infraestrutura cicloviária das cidades brasileiras

Ao longo de 2019, o ITDP e a União de Ciclistas do Brasil (UCB) trabalharam em conjunto para disponibilizar um mapa para facilitar e ampliar o acesso a dados sobre a infraestrutura cicloviária nas cidades brasileiras. Em setembro do ano passado, o público votou no nome que seria dado à plataforma, e o CicloMapa foi lançado no Fórum Nordestino da Bicicleta (FNEBici) em Aracaju.

Desigualdades socioespaciais e o acesso a oportunidades nas cidades brasileiras

Quantos postos de trabalho alguém consegue acessar em menos de uma hora usando transporte público? Quanto tempo se leva para chegar até o posto de saúde ou escola mais próxima da sua casa? As respostas a essas perguntas dependem diretamente das políticas de transporte e de desenvolvimento urbano das cidades. Essas políticas determinam, em larga medida, a acessibilidade urbana, isto é, a facilidade com a qual pessoas de diferentes grupos sociais e níveis de renda diversos conseguem acessar oportunidades de emprego, serviços de saúde e educação, atividades culturais e de lazer. No entanto, o tema da acessibilidade urbana tem recebido pouca atenção dos gestores públicos no Brasil, e a pesquisa sobre o tema ainda se encontra restrita a estudos de casos de algumas poucas cidades. Isso se deve em parte a dificuldades de disponibilidade de dados.

Como a chegada dos veículos autônomos transformará nossas cidades?

Ainda não sabemos quando, mais é apenas uma questão de tempo até que os algoritmos assumam o controle de tudo, ou de quase tudo. Embora não seja nenhuma novidade, veículos auto-dirigidos ou autônomos vem sendo desenvolvidos há mais de 3000 anos quando marinheiros adaptavam cata-ventos conectados aos lemes de seus navios para que o mesmo pudesse navegar de forma independente. Acontece que ao longo dos últimos dez anos, a humanidade assistiu um esforço sem precedentes em busca do desenvolvimento de novas tecnologias de auto-direção voltadas para o aprimoramento de veículos urbanos autônomos. Atualmente, a tecnologia vem sendo testada em pelo menos trinta e seis estados dos EUA, e acredita-se que em um futuro não muito distante, 90% da frota de veículos de cidades como Lisboa e Austin poderão ser substituídos por veículos auto-dirigidos.

BIG projeta a primeira cidade da Toyota no Japão

O BIG acaba de divulgar seu mais recente projeto, a Toyota Woven City, primeiro empreendimento imobiliário da empresa no Japão. Localizado aos pés do monte Fuji, o projeto, desenvolvido em colaboração com a Toyota Motor Corporation, é a primeira incubadora urbana do mundo voltada para o desenvolvimento de estratégias de mobilidade.

Cortesia de BIG - Bjarke Ingels GroupCortesia de BIG - Bjarke Ingels GroupCortesia de BIG - Bjarke Ingels GroupCortesia de BIG - Bjarke Ingels Group+ 20

Prefeitura de Salvador vai melhorar calçadas e cobrar os donos dos imóveis

A Prefeitura de Salvador está lançando a segunda fase do programa "Eu Curto Meu Passeio", que tem o objetivo de promover a reforma das calçadas mal mantidas e que ofereçam risco à população.

Pontos de ônibus: boa impressão ou frustração no transporte coletivo

Não depende só dos ônibus um sistema de transporte coletivo de qualidade: a qualidade também está diretamente associada a elementos adjacentes – como os pontos de ônibus. Em todas as cidades que fazem parte do Grupo de Benchmarking QualiÔnibus, esse foi o elemento apontado pela população como um dos fatores mais problemáticos. Mas o que as cidades podem fazer para melhorá-los?

Como o desenho das ruas de São Paulo influencia nos acidentes de trânsito

Cinco brasileiros morrem em acidentes de trânsito a cada hora. Estatísticas de extrema relevância como essa podem despertar muitas reações positivas, mas nem sempre são o suficiente para mudar a realidade. Porém, saber que na cidade de São Paulo os cruzamentos concentram mais acidentes por quilômetro e que esses aumentaram 5% de 2017 para 2018, já é uma informação capaz de dar insumos aos tomadores de decisão sobre medidas que possam reduzir tais números. Agir nos cruzamentos mais perigosos salvará vidas.