Fortaleza, Ceará. Foto: Arthur Fonseca, CC BY 3.0 BR, via Wikimedia Commons
Para ajudar nas celebrações do Dia Mundial da Bicicleta, comemorado em 3 de junho, 10 cidades do mundo receberam um presente e tanto: foram selecionadas para receber um importante apoio na construção de infraestrutura cicloviária inovadora e opções de mobilidade sustentável para seus residentes. A iniciativa da Bloomberg Philanthropies ganhou o nome de BICI, abreviação do inglês para Bloomberg para Infraestrutura Cicloviária.
Fortaleza, no Brasil, vai receber um prêmio especial de US$ 1 milhão. Adis Abeba, na Etiópia; Bogotá, Colômbia; Lisboa, Portugal; Milão, Itália; Mombaça, Quênia; Pimpri-Chinchwad, Índia; Quelimane, Moçambique; Tirana, Albânia; e Wellington, na Nova Zelândia, receberão US$ 400 mil em financiamento.
Singapura, China, Dubai (Emirados Árabes Unidos), Londres (Inglaterra), Toronto (Canadá), Hong Kong, Nova York (EUA) e Paris (França) são exemplos de lugares que vêm se verticalizando mais intensamente nos últimos anos e adotando uma série de medidas para conter a expansão de seus territórios ao mesmo tempo em que buscam atender à demanda por mais moradias e infraestrutura. Nesse sentido, essas regiões têm visto crescer cada vez mais o número de arranha-céus ou prédios altos — como também são chamados — sendo construídos em seus bairros, inclusive em áreas centrais e históricas.
https://www.archdaily.com.br/br/1001430/arranha-ceus-a-solucao-e-crescer-para-cima-com-terreos-amigaveisSomos Cidade
Cidades em todo o mundo podem salvar milhares de vidas todos os anos por meio de medidas bastante simples: a moderação do tráfego e a gestão das velocidades. Readequar os limites de velocidade veicular nas vias urbanas é uma das iniciativas destacadas pela ONU e a OMS para que países cumpram a meta de reduzir à metade as mortes e lesões graves no trânsito até 2030.
https://www.archdaily.com.br/br/1001245/5-mitos-sobre-a-reducao-da-velocidade-do-transito-urbanoPaula Manoela dos Santos, Andressa Ribeiro e Adriana Jakovcevic
O transporte nos conecta. É como chegamos à escola e ao trabalho, como visitamos nossas famílias e como acessamos locais para comprar alimentos e receber tratamentos de saúde. Também é como enviamos e recebemos mercadorias e serviços. À medida que as economias e populações crescem, aumenta também a necessidade de meios de transporte eficientes, acessíveis e sustentáveis.
https://www.archdaily.com.br/br/999059/5-mudancas-para-transformar-o-transporte-e-cumprir-as-metas-climaticasWRI Brasil
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Panorâmica do Corredor Vera Arruda. Imagem via Tribuna Hoje
Esse não é o primeiro texto a falar sobre isso, muito menos será o último. Diversos artigos apontam a inconsistência de vender políticas urbanas que favoreçam o automóvel como soluções de mobilidade. Eu mesmo escrevi em 2021 sobre a necessidade de pararmos de construir viadutos e dizer que eles vão resolver os problemas de mobilidade. Porém, recentemente, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) de Maceió, autarquia vinculada à prefeitura, abriu uma consulta pública para questionar a população sobre a abertura de ruas no maior parque linear da cidade, o Corredor Vera Arruda. O objetivo da proposta é melhorar a “mobilidade” e “fluidez” da região, que “sofre” com congestionamentos nos horários de pico.
https://www.archdaily.com.br/br/999312/maceio-abrir-ruas-em-um-parque-pode-melhorar-o-transitoRuan Victor Amaral
A nova frota de bikes está sendo gradualmente incorporada. Foto: Prefeitura de Madri
A prefeitura de Madri quer incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte. Exemplo disso é que, desde 2014, a cidade possui o BiciMAD, um sistema público que dispõe de bicicletas como parte do serviço de transporte da capital da Espanha. A novidade agora é que o programa será gratuito em viagens de até 30 minutos.
Porto Alegre. Foto de William Veerbeek, via VisualHunt
Fórum da Liberdade terá painel com especialistas sobre problemas e soluções para cidades
O Fórum da Liberdade, que terá sua 36ª edição realizada em 13 e 14 de abril deste ano, em Porto Alegre, contará com um painel voltado para um debate contemporâneo sobre cidades. A análise do modo como as pessoas usufruem dos centros urbanos e como eles devem ser planejados no futuro tem sido um tema em ascendência, principalmente após um período em que uma pandemia nos fez questionar as relações com esses espaços.
Participarão do painel, que será realizado no início da tarde de 14 de abril,
Com uma população de mais de 17,5 milhões de habitantes e 23 milhões de bicicletas — sendo mais de três milhões delas elétricas —, a Holanda é uma referência quando o assunto é mobilidade e o desenvolvimento de localidades que priorizam os pedestres e ciclistas em seus projetos urbanos. Cerca de 27% de todas as viagens realizadas no país são feitas pedalando, anualmente são percorridos mais de 15,5 bilhões de quilômetros, apontam dados do governo da nação. Apesar do índice elevado, o objetivo é adotar iniciativas que estimulem ainda mais os municípios a transformarem seus espaços e darem mais lugar para o ciclismo como principal opção para o deslocamento entre trajetos curtos, de até 15 quilômetros.
https://www.archdaily.com.br/br/998139/fietsgeluk-o-conceito-holandes-de-felicidade-do-ciclismoSomos Cidade
Tecnólogos ambiciosos afirmam há décadas que os carros autônomos são o futuro. No entanto, nos últimos anos, a maior revolução veio dos veículos de duas rodas, não de quatro. Alimentados pela pandemia, aumento dos preços do petróleo, mudanças climáticas e o desejo de estilos de vida mais saudáveis, vivemos agora no meio de um renascimento da bicicleta. Mas para entender como chegamos até aqui, é fundamental olhar para trás. Quando o automóvel foi difundido no início dos anos 1900, rapidamente se tornou um símbolo de progresso com tudo o que ele implicava: velocidade, privatização e segregação. Adotando uma abordagem centrada no carro, os urbanistas tiveram que reorganizar cidades inteiras para separar o tráfego. Os carros ocuparam os espaços públicos que costumavam abrigar a vida dinâmica da cidade e estacionamentos, rodovias e postos de gasolina tornaram-se paisagens comuns. Os pedestres que antes dominavam as ruas foram conduzidos para as calçadas e as crianças relegadas a playgrounds cercados. Ironicamente, as cidades estavam sendo projetadas para carros em vez de seres humanos.
Ciclovia em São Paulo-SP. Imagem: Joana Oliveira/WRI Brasil
De meados do século XX até os dias de hoje, o tempo perdido no trânsito tornou-se uma das principais fontes de sofrimento da vida urbana. Historicamente, a fórmula clássica para combater esse problema foi adicionar cada vez mais faixas de carro e construir viadutos com a promessa nunca realizada de melhorar a fluidez.
A consequência já está bem documentada, cada nova faixa de carro adicionada representa uma barreira a outros meios de transporte e maiores distâncias a serem percorridas por todos. O resultado é a indução da demanda, um convite para que cada vez mais pessoas desejem se locomover por automóvel.
BRT de Curitiba e estação tubo. Foto Mariana Gil/EMBARQ Brasil, via Flickr. Licença CC BY-NC 2.0
A cidade de Curitiba, localizada no Estado do Paraná, tem sido reconhecida no cenário internacional como uma das principais referências do planejamento urbano brasileiro, principalmente pelo sucesso de seu modelo de transporte coletivo. Nesse contexto, é interessante percorrer os caminhos que fizeram a capital paranaense conquistar tal reconhecimento. Abordando o processo de difusão de ideias, este ensaio traz à luz diferentes posições de Curitiba na história do urbanismo: ora importadora de ideias, ora exportadora.
https://www.archdaily.com.br/br/995427/o-modelo-de-transporte-publico-de-curitiba-na-contramao-das-ideias-estrangeiras-adotadas-no-brasilValdinei de Souza Castro
Conforme a urgência em substituir combustíveis fósseis aumenta, novos modelos de carros elétricos são anunciados com cada vez mais frequência. De carros criados para áreas urbanas a modelos que já trazem painéis solares, a ideia é dar prioridade aos veículos elétricos, com montadoras anunciando mudanças na sua produção e países e cidades criando leis para acelerar a transição energética.
Mobilidade urbana como um direito social. Figura produzida pela autora
É perceptível a exclusão do gênero feminino da formação do espaço, refletindo um lugar de insegurança e de vulnerabilidade. Neste contexto, a mobilidade urbana, tal qual conhecemos, reproduz as desigualdades de gênero, raça e classe existentes em nossa sociedade. Seja por meio da caminhabilidade ou do transporte público, o fato é que a forma como os deslocamentos são realizados não se adequa às necessidades das mulheres, especialmente aquelas autodeclaradas pretas e pardas e com menor renda. Buscamos aqui, portanto, dar especial atenção para o modo como as noções de interseccionalidade têm operado nessa mobilidade urbana como um direito social para todas e todos.
Como resposta a desafios globais como mudanças climáticas, discriminação e vulnerabilidade física, designers e engenheiros de todo o mundo desenvolveram materiais de construção inovadores que colocam o bem-estar humano em primeiro lugar em projetos urbanos, de arquitetura e de interiores.
Os interessados em comprar meios de transporte que gastem pouco ou nenhum combustível podem contar com uma linha de crédito. O Banco do Brasil (BB) lançou este mês a linha BB Crédito Mobilidade, que financiará itens como bicicletas, patinetes, scooters elétricas ou mecânicas e motos abaixo de 125 cilindradas em até cinco anos.
O antigo aeroporto de Berlim-Tegel está previsto para ser reestruturado. O plano diretor inclui o Schumacher Quartier, um novo bairro residencial com 200 hectares de área verde, e um parque industrial de pesquisa para tecnologias urbanas, o Berlin TXL – a Urban Tech Republic. Além de criar um espaço para a indústria, os negócios e a ciência, o parque de inovação pretende pesquisar e testar tecnologias urbanas. O parque se concentrará em temas principais no desenvolvimento das cidades: o uso eficiente da energia, construção sustentável, mobilidade ecológica, reciclagem, controle de sistemas em rede, água limpa e aplicação de novos materiais.
Durante a pandemia, em um momento em que muitos dos padrões aceitos de vida na cidade foram alterados, bairros e comunidades ao redor do mundo estão começando a considerar a possibilidade de não voltar a ser como eram.
Várias pessoas precisaram vender seus carros por ficarem mais tempo em casa e isso teve uma consequência nas ocupação das vagas de estacionamento. Ao mesmo tempo, atividades ao ar livre foram estimuladas e até comer e fazer compras no meio da rua com ventilação natural se tornou mais saudável para diminuir os índices de contaminação.
A pandemia da Covid-19 levou muitas cidades a acelerar a implementação de ciclovias pop-up ou temporárias para facilitar viagens seguras durante os períodos mais críticos da crise sanitária. Muitas dessas ciclovias foram inovadoras em seus contextos – vide o caso de Buenos Aires, que implementou, pela primeira vez, ciclovias em grandes avenidas, oferecendo conexões mais diretas para quem pedala.
https://www.archdaily.com.br/br/983552/5-licoes-latino-americanas-para-a-implementacao-de-infraestruturas-para-a-bicicletaSonia Aguilar, Arie Gurts Novoa , Adriana Jakovcevic, Jessica Kisner Giraldo, Surya Salgado, Paula Santos e Juliana Vega