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Ciclismo: O mais recente de arquitetura e notícia

O que é preciso para viabilizar a bicicleta como opção de mobilidade nas cidades brasileiras?

Grandes manchas urbanas, temperaturas elevadas, relevos bastante acidentados, falta de segurança. Quais são os caminhos para promover o uso das bicicletas como alternativa de mobilidade nas cidades brasileiras? Para aprofundar o tema, o Caos Planejado recebe Glaucia Pereira, fundadora da Multiplicidade Mobilidade Urbana e diretora e integrante da Cidadeapé, e Rosa Félix, investigadora em mobilidade urbana em bicicleta do laboratório U-Shift.

Por uma cidade onde mulheres sempre possam pedalar

Em 2018, a socióloga e cicloativista Marina Harkot defendeu sua tese de mestrado A Bicicleta e as Mulheres na Universidade de São Paulo (SP). Para criar uma metodologia qualitativa dos desafios da mulher ciclista na cidade, ela ouviu diversas mulheres: as que pedalam para trabalhar, as que pedalando conhecem a cidade e as que adoram subir o relevo ondulado da capital.

Foi possível com sua metodologia revelar um traço comum entre as diversas ciclistas: “É a rede em torno dessas mulheres que parece fazer com que elas comecem a pedalar e que permaneçam pedalando — e os exemplos femininos, as mulheres (conhecidas ou não) que pedalam e as inspiraram”, escreveu a pesquisadora. 

Deslocamentos de bicicleta em uma megacidade: os desafios da extensão territorial, segurança viária e transposição de barreiras

O urbanismo do século XXI será marcado pelo aumento da quantidade e escala das megacidades globais - aglomerações urbanas com mais de 10 milhões de habitantes, segundo a ONU - além de um deslocamento geográfico. Até 2100, há previsões de metrópoles africanas com mais de 80 milhões de habitantes, como Lagos (Nigéria) e Kinshasa (República Democrática do Congo). O advento dessas novas e maiores metrópoles, sobretudo na África e na Ásia, somado à necessidade de enfrentamento da grave crise climática em curso, demandam mudanças urgentes no debate da mobilidade urbana.

Arquitetura para bicicletas: 13 projetos inspiradores

A bicicleta não é mais utilizada apenas para esportes ou atividades recreativas. Cada vez mais, as pessoas optam por ela como principal meio de transporte.

A arquitetura cumpre um papel fundamental no incentivo do uso da bicicleta, já que uma cidade equipada com ciclovias seguras, bicicletário e áreas livres para lazer inspira as pessoas a deixarem seus automóveis.

© Russ Flatt© Sergey Kuznetsov© Iwan Baan© Jesus Granada+ 32

Com urbanismo tático, cidades enfrentam COVID-19 priorizando pedestres e ciclistas

Ciclovias criadas da noite para o dia, vias convertidas em zonas calmas, calçadas estendidas às pressas – tudo para acomodar a necessidade de mobilidade urbana em um cenário de pandemia. A COVID-19 tem gerado grandes intervenções urbanas, muitas vezes sem a possibilidade de grande planejamento ou investimento. Cidades convertem-se em laboratórios de experiências que podem trazer benefícios durante a crise e legar um mundo mais sustentável quando o pior passar.

Paris, a (nova) cidade das bicicletas?

Quando se fala em “cidade das bicicletas”, certamente Paris não é a primeira cidade a vir à mente. Apesar dos esforços constantes em se tornar uma cidade mais amigável para as bicicletas, a capital francesa é geralmente lembrada por seu sistema de metrô eficiente e suas ruas caminháveis. Desde 2015, Paris encara seu mais recente desafio: se tornar a “capital do ciclismo urbano” até o ano de 2020.

Piso que gera energia começa a ser testado em ciclovia de Curitiba

Conhecida por seu sistema de transporte coletivo, Curitiba dá um interessante passo em direção à mobilidade ativa. Desde semana passada, a capital paranaense colocou em teste um tipo de pavimentação que gera energia elétrica a partir das vibrações geradas na ciclovia.

Implementada sobre a ponte do Rio Belém, próximo ao Palácio 29 de Março, no centro cívico da cidade, o piso capta a vibração transmitida pelas bicicletas e pedestres e a converte em energia suficiente para iluminar a pista com sinais ao longo do trajeto. 

Montreal quer adotar leis de trânsito diferentes para ciclistas

A medida parte do princípio que não faz sentido algum continuar aplicando as mesmas condições para dois tipos de veículos tão diferentes.

A prefeita Valérie Plante promete melhorias no ciclismo da cidade. E suas ideias estão de total acordo com a Conselheira Marianne Giguère, que é responsável pelo desenvolvimento sustentável e transporte. Para Marianne, de acordo com as atuais leis, a mensagem aos que pedalam é que eles precisam ser tão cautelosos com a bike quanto os que dirigem o carro “mesmo que você [ciclista] seja muito menos perigoso”.

Utrecht inaugura o maior estacionamento de bicicletas do mundo

A primeira fase daquela que se tornará a maior garagem de bicicletas do mundo foi inaugurada ao público em Utretch, Países Baixos. Atualmente com 6.000 vagas, ao final de 2018 terá espaço suficiente para abrigar 12.500 bicicletas - superando a atual estação de metrô de Kasai, em Tóquio, que detém o record de 9.400 vagas. Quando concluída, na garagem e seus arredores poderão estacionar 22 mil bicicletas. 

© CU2030.nl© CU2030.nl© CU2030.nl© CU2030.nl+ 9

A única coisa que os defensores do urbanismo "estilo Copenhague" frequentemente negligenciam

© <a href='https://www.flickr.com/photos/diversey/15325678721/'>Flickr user diversey</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/'>CC BY 2.0</a>
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Este artigo foi originalmente publicado em Common Edge como "What We Can (and Can’t) Learn from Copenhagen. [O que podemos (e o que não podemos) aprender com Copenhague] "

Passei quatro dias gloriosos em Copenhague recentemente e deixei-a com um agudo caso de inveja urbana. (Eu ficava pensando: é como... uma Portland, exceto que é melhor.) Por que não podemos fazer cidades assim no resto do mundo EUA? Essa é a pergunta que um nerd urbano como eu faz ao passear pelas famosas ruas amigáveis para os pedestres, enquanto hordas de ciclistas tremendamente loiros e magros passam.

Copenhague é uma das cidades mais civilizadas do planeta. A "mais habitável" do mundo, muitas vezes batizada, com alguma justificativa. (Embora um parente dinamarquês me tenha cautelado, "Gaste algumas semanas aqui em janeiro antes de fazer essa afirmação".) Mas a civilidade aparentemente sem esforço, o incrível nível de bondade de Copenhague, não é um acidente do lugar ou uma casualidade. É o produto de uma crença compartilhada que transcende o desenho urbano, embora a cidade seja um verdadeiro laboratório para praticamente todas as melhores práticas no campo.

A Gran Vía de Madri terá espaço para ciclistas em 2018

A Prefeitura de Madri anunciou a reconversão de uma das principais artérias da capital espanhola em um espaço viário mais adequado aos pedestres, com uma ciclovia de duas mãos, vegetação e calçadas mais amplas. O projeto ainda está sendo redigido e buscará potencializar as relações entre as pessoas, facilitando os deslocamentos em bicicleta e contribuindo, assim, para melhorar as condições de vida da cidade. 

Projetos pequenos, mas com grande alcance. Está e uma das vertentes exploradas pela Prefeitura de Madri e que toma forma em iniciativas como esta: a Gran Vía será uma via mais humana, restringindo o acesso de veículos motorizados e facilitando os deslocamentos de bicicleta. Com esta medida, a Prefeitura aprofunda sua intenção de humanizar Madri, uma cidade claramente dominada pelo automóvel. 

A mais nova infraestrutura cicloviária de Copenhague é uma "ponte estúpida"

Este artigo foi originalmente publicado no blog de Copenhagenize Design Co, intitulado "Copenhagen's Fantastic & Stupid Bicycle Bridge Inderhavnsbro."

Não é segredo que Copenhague continua investindo maciçamente em infraestruturas para o ciclismo como nenhuma outra cidade do planeta. A rede já é abrangente e eficaz, mas a cidade continua acrescentado ligações importantes, especialmente sobre o porto e os canais. Uma das adições mais recentes é a Ponte Inderhavnsbroen, que abarca o Porto de Copenhague em um ponto chave, estratégico e icônico. Ela conecta o centro da cidade com o bairro Christianshavn e os bairros do sul. Ela é uma da série de 17 novas pontes ou passagens subterrâneas para o tráfego em bicicleta que foram adicionadas à rede de transporte da cidade nos últimos anos.

A Ponte Inderhavnsbroen teve problemas em sua construção e estava extremamente atrasada, tendo sido inaugurada apenas em julho de 2016. Deixe-me ser claro: estou muito feliz que temos uma nova e moderna conexão sobre o porto para acomodar especialmente o tráfego de bicicletas e pedestres. Eu estou impressionado com o fato de que o número de ciclistas que a cruzam diariamente excede toda a quantidade projetada. A cidade estimou que entre 3.000-7.000 ciclistas usariam a ponte mas os números mais recentes são de 16.000. É um enorme sucesso. Mas às vezes você está tão apegado aos detalhes que não vê o todo. Desculpe, mas Inderhavnsbro é uma estúpida, estúpida ponte.

Lisboa ampliará em 90 km sua rede cicloviária até 2017

A capital portuguesa lançou mais uma iniciativa em favor dos que defendem uma muito necessária mudança do paradigma da mobilidade em Lisboa, assunto que tem ocupado o topo da agenda da mídia e da política na cidade. A Câmara Municipal de Lisboa (CML) prepara-se para anunciar, em breve, o avanço para a criação de uma rede cicloviária com cerca de 90 quilômetros de extensão, a qual deverá ser concretizada ao longo de 2016 e 2017. A intervenção não implica, porém, a construção das tradicionais ciclovias.

Rio de Janeiro sediará o maior encontro de ciclismo do mundo em 2018

Maior evento sobre mobilidade em bicicletas do mundo, a conferência Velo City Global acontecerá no Rio de Janeiro em 2018. Esta será a primeira vez que o evento será realizado na América do Sul.

Organizado pela Federação Européia de Ciclismo (ECF – European Cycling Federation) o congresso tornou-se global a partir de 2010 e acontece a cada dois anos em cidades que promovem o uso da bicicleta. São cerca de 4 dias em que técnicos e políticos da administração, empresários e membros da sociedade civil vindos do mundo todo reunem-se para discutir soluções para promover a cultura ciclística e as pedaladas como meio de transporte.

Vídeo: The Bicycle Snake / Dissing+Weitling

O Louisiana Channel visitou recentemente uma das cidades mais abertas ao ciclismo urbano para conhecer o novo "marco arquitetônico de Copenhague", o projeto "The Bicycle Snake", do escritório Dissing+Weitling Architecture. "Surpreendentemente delgada" e ostentando uma única pista de cor alaranjada, a Bicycle Snake é uma ponte de 230 metros de comprimento dedicada exclusivamente aos ciclistas. A passarela busca "não ser mais do que realmente é" - diferentemente de muitos outros ícones arquitetônicos -, conectando os ciclistas a duas importantes regiões da cidade por um caminho que se eleva sete metros acima do solo.

Paris pretende se tornar a nova capital mundial do ciclismo urbano

Duplicar a quantidade de ciclovias na cidade, estabelecer uma rede expressa, criar um fundo econômico de auxílio para a compra de uma bicicleta e construir 10 mil novas vagas de estacionamento para bicicletas são algumas das medidas do Plano de Bicicletas 2015-2010 apresentado recentemente pela Prefeitura de Paris e que pretende transformar a cidade na "capital mundial do ciclismo".

Embora hoje em dia esse "título" seja atribuído àquelas cidades em que mais da metade dos habitantes se desloca de bicicleta, como Amsterdã e Copenhague, um dos objetivos do plano parisiense é que a quantidade de pessoas que usam diariamente a bicicleta passe de 5% para 15% da população até 2020.

Genre de Vie: Um filme sobre o impacto do ciclismo na vida urbana

Estamos hoje enfrentando mudanças ambientais maiores que nunca. Enquanto arquitetos, planejadores urbanos, políticos e pensadores discutem o futuro de nossas cidades, cada vez mais pessoas se conscientizam de seu próprio impacto e uso do espaço. Genre de vie é uma documentário sobre bicicletas, cidades e conscientização cidadã que mergulha na questão do ciclismo urbano e em como ele contribui com a habitabilidade das cidades.

Assista ao documentário completo, a seguir.