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Pedestres: O mais recente de arquitetura e notícia

Quais são as melhores cidades do mundo para pedestres?

Um estudo publicado recentemente pelo Institute for Transportation and Development Policy (ITDP) revela quais são as melhores cidades do mundo para quem não quer usar o carro para encontrar serviços básicos como escolas e centros de saúde, além ter acesso a pé para outras facilidades.

Entre as cidades mais indicadas para pedestres estão Londres, Paris, Hong Kong e Bogotá. Mais de mil cidades foram avaliadas de acordo com o acesso que oferecem a quem precisa encontrar produtos e serviços sem depender de outros meios de transporte, a não ser os próprios pés. Segundo o relatório, as cidades americanas estão entre as menos adequadas aos pedestres, com a sua expansão urbana.

Foto: Pixabay, via CicloVivoFoto: Pixabay, via CicloVivoFoto: Pixabay, via CicloVivoFoto: Guilherme Stecanella | Unsplash+ 6

3XN projeta um campus vertical no centro de Londres

O 2 Finsbury Avenue, primeiro projeto do escritório 3XN no Reino Unido, desenvolvido em parceria com o GXN, consiste em um complexo arquitetônico composto por um embasamento de 12 pavimentos e duas torres – a East Tower com 35 pavimentose a West Tower com 20. O projeto será construído no bairro de Broadgate, próximo à movimentada estação intermodal Liverpool Street Station. Este primeiro projeto compõe uma ampla iniciativa de transformar a área em uma atrativa região de uso misto.

UNStudio conclui as primeiras 37 estações da rede de metrô de Doha, no Catar

O UNStudio revelou imagens das primeiras estações concluídas na nova rede de metrô de Doha, um dos sistemas autônomos mais avançados e rápidos do mundo. A primeira fase do Projeto Ferroviário Integrado do Catar (QIRP) envolveu a construção de três linhas de metrô (Vermelha, Verde e Dourada), com 37 estações concluídas.

Estação  Msheireb. Imagem © Hufton+CrowEstação  Msheireb. Imagem © Hufton+CrowEstação DECC. Imagem © Hufton+CrowEstação Qatar National Library. Imagem © Hufton+Crow+ 19

Lições da ONU-Habitat: como projetar espaços para e com as pessoas?

A ONU-Habitat ou Agência das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos e Desenvolvimento Urbano Sustentável, cujo foco principal é lidar com os desafios da rápida urbanização, tem desenvolvido abordagens inovadoras no campo do desenho urbano, centrado na participação ativa da comunidade.

Descubra neste artigo a primeira lição a ser aprendida com a ONU-Habitat, sobre como projetar com e para as pessoas. Para criar espaços públicos melhores, o único segredo é ouvir a comunidade. Refletindo sobre “como podemos projetar juntos”, este artigo apresenta casos em Gana, Brasil e Índia, com foco em projetos de implantação de ruas, mercados e espaços públicos abertos.

Mind the Step - Jardim Nakamura, São Paulo, Brazil. Image Cortesia de UN-HabitatMind the Step - Jardim Nakamura, São Paulo, Brazil. Image Cortesia de UN-HabitatChild Play Spaces in Malata & Nima Markets - Accra, Ghana. Image Cortesia de UN-HabitatChild Play Spaces in Malata & Nima Markets - Accra, Ghana. Image Cortesia de UN-Habitat+ 48

Carlo Ratti Associati divulga projeto de parque tecnológico em Brasília

Trabalhando em parceria com a Ernst&Young em um projeto que vem sendo desenvolvido desde 2018, o escritório Carlo Ratti Associati (CRA) divulgou detalhes de sua mais recente empreitada, um arrojado projeto de expansão urbana para a cidade de Brasília que reinterpreta as superquadras e o plano diretor modernista concebido por Lúcio Costa em um “novo distrito de inovação e tecnologia imerso em natureza”.

Cortesia de Carlo Ratti AssociatiCortesia de Carlo Ratti AssociatiCortesia de Carlo Ratti AssociatiCortesia de Carlo Ratti Associati+ 6

100architects transforma ponte em Xangai em equipamento lúdico de lazer e mobilidade

O escritório 100architects desenvolveu uma proposta para recuperar a ponte peatonal Puji Road em Xangai, China. Intitulado High Loop, o projeto procura transformar a plataforma de 1km de extensão em um equipamento lúdico e colorido, sem alterar profundamente sua estrutura.

Cortesia de 100 ArchitectsCortesia de 100 ArchitectsCortesia de 100 ArchitectsCortesia de 100 Architects+ 42

Andar a pé eu vou: como podemos defender cidades para pedestres?

Hoje, dia 08 de agosto, é comemorado o Dia Mundial do Pedestre. A data ficou reconhecida pela foto icônica dos Beatles atravessando a Abbey Road, em 1969. Estamos em 2020, mais de cinquenta anos se passaram e ainda encontramos muitas dificuldades em ser pedestre nas cidades: quantas vezes você enfrentou o desafio de atravessar a rua? Ou de ter que caminhar por calçadas estreitas e mal iluminadas?

BIG e WXY projetam um Brooklyn mais verde e seguro

Bjarke Ingels Group e a WXY architecture + urban design, em colaboração com a Downtown Brooklyn Partnership, imaginaram um novo futuro para a região centra do Brooklyn, em Nova Iorque. A proposta apresenta uma abordagem mais verde e segura voltada para um bairro que privilegie os pedestres.

Cortesia de BIG and Downtown Brooklyn PartnershipCortesia de BIG and Downtown Brooklyn PartnershipCortesia de BIG and Downtown Brooklyn PartnershipCortesia de BIG and Downtown Brooklyn Partnership+ 16

O poder econômico e social das cidades caminháveis

Nos últimos anos, as prioridades de mobilidade dos habitantes dos EUA apresentaram notórias mudanças, sobretudo entre os jovens. Se antes, a opção quase unânime de deslocamento era o automóvel, agora as opções incluem caminhadas, bicicletas ou o transporte coletivo, segundo apontam pesquisas recentes.

7 Dicas para criar cidades para os pedestres

A Associação de Pesquisa e Planejamento Urbano de San Francisco (SPUR), é uma ONG que se dedica a elaborar estratégias que procuram melhorar a qualidade de vida urbana, especificamente nas cidades que conformam a região da Baía de San Francisco.

Três direitos dos pedestres que podem ser assegurados por meio do desenho urbano

Ainda que todos sejamos pedestres, muitas vezes quem está atrás do volante não respeita o espaço, o tempo ou a prioridade de quem anda a pé. Esse é um dos motivos que faz de qualquer caminhada nas cidades um desafio. Além das questões de segurança pública, a hierarquia e o consequente desenho urbano que configuram as vias urbanas brasileiras dificultam o atendimento dos direitos básicos dos pedestres.

Cidades caminháveis: como qualificar os atributos urbanos que afetam os pedestres na escala do bairro

A caminhada é a mais comum forma de transporte no mundo e é um direito humano básico. Ela nos conecta diretamente com o ambiente ao redor, não polui a cidade e apresenta inúmeros benefícios para a saúde, como a redução de doenças crônicas, da obesidade e de diabetes. É essa a mensagem que o ITDP e StreetFilms traz no filme The Right to Walk, lançado em este ano.

Se caminhar é tão bom, por que é tão difícil caminhar no ambiente urbano? O crescimento rápido das nossas cidades e o planejamento urbano focado no carro reduz cada vez mais o espaço e o respeito ao pedestre. Todo ano 1,3 milhões pessoas são vítimas fatais do trânsito, sendo metade pedestres, ciclistas ou motociclistas, e acidentes de trânsito causam entre 20 e 50 milhões de internações, sendo o principal causador de deficiências físicas em todo o mundo. Mais de 90% das mortes no trânsito ocorrem em países com renda média ou baixa como o Brasil, país com maior número de mortes de trânsito por habitante da América do Sul.

Como podemos planejar cidades que priorizem pedestres?

© Cidade Ativa
© Cidade Ativa

Cidades ativas são aquelas em que a população pode fazer escolhas mais saudáveis e sustentáveis. Para que isso seja possível, as cidades devem proporcionar acesso a espaços públicos e serviços de qualidade a todas as pessoas, garantindo que possam passear, descansar, brincar e se exercitar em praças, parques e equipamentos. Cidades ativas são também compactas, nas quais a proximidade entre a moradia e o trabalho, escola, serviços, lazer faz com que as redes de mobilidade a pé, cicloviária e de transporte público sejam mais eficientes e melhores distribuídas no território. Assim, a escolha pelo modal a pé ou bicicleta nos deslocamentos diários se torna viável. Por isso, cidades ativas são, necessariamente, mais caminháveis.

Multar pedestres e ciclistas melhorará a segurança? ITDP Brasil manifesta preocupação

No final de outubro, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) publicou a resolução 706/2017, que padroniza a aplicação de multas para pedestres e ciclistas, previstas nos artigos 254 e 255 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro). Ainda que a garantia de direitos e o estabelecimento de deveres seja uma premissa para o bom funcionamento do trânsito, o ITDP Brasil acredita que a aplicação de multas a pedestres e ciclistas nas cidades brasileiras não irá contribuir com a melhoria das condições de segurança e nem promover o acesso à cidade, objetivo estabelecido na Política Nacional de Mobilidade Urbana.

Em geral, as cidades brasileiras ainda não oferecem condições mínimas de segurança e atratividade para os deslocamentos a pé ou de bicicleta: calçadas esburacadas e estreitas, limites de velocidade incompatíveis com as vias urbanas, ausência de redes cicloviárias que permitam o uso seguro da bicicleta, ausência de faixas de travessia de pedestre e tempos semafóricos que permitam a travessia segura são alguns dos desafios enfrentados cotidianamente pela população.

Por um futuro caminhável: para mudar a forma como vivemos nas cidades é preciso colocar os pés na rua

Ah, a urb!... O vaivém nas ruas, o signo pulsante da modernidade, o espaço público por excelência. No início do século XX, João do Rio, o cronista marginal, fez um inventário dos “tipos” que circulavam pela cidade em A alma encantadora das Ruas, um clássico nacional. Mais do que um livro sobre crônicas de costumes, a obra retrata as transformações urbanas que o Rio sofria no momento de autoestima elevada da Belle Époque, quando despontava como capital da república nascente.

Vagas de estacionamento custam caro para quem não tem carro

Quanto mais carros nas ruas, mais vagas de estacionamento são necessárias. Não é incomum que as pessoas se questionem se existem vagas suficientes. Mas provavelmente o problema é que perguntas erradas levam a respostas erradas. Na verdade, não faltam vagas: sobram carros. O que acontece de fato é que quanto maior a oferta de vagas, maiores as chances de que as pessoas escolham o automóvel como transporte individual, o que gera, claro, maior demanda por vagas. 

Evento debaterá oportunidades e desafios de Estatutos do Pedestre em cidades brasileiras

No próximo 08 de agosto, Dia Mundial do Pedestre, o projeto Como Anda, desenvolvido pelas organizações Cidade Ativa e Corrida Amiga com o apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS), promoverão a mesa-redonda “Estatuto do Pedestre: Oportunidades e Desafios em cidades brasileiras”. O evento, que será realizado no MobiLab (Laboratório de Mobilidade Urbana), visa discutir o recém-sancionado Estatuto do Pedestre na cidade de São Paulo e sua repercussão no Brasil sob a perspectiva de atores que influenciam e participam das tomadas de decisões relacionadas aos marcos regulatórios municipais.

Estão confirmados para o debate José Police Neto, vereador de São Paulo

Elevadores urbanos: integração e continuidade em cidades com relevos acidentados

Quando falamos de urbanização e enfrentamos uma topografia complexa, o tema da integração urbana começa a tomar mais força e protagonismo. Muitos dos bairros mais deteriorados socialmente se encontram em pontos geográficos complexos rodeados de desníveis que fazem com que o pedestre, o ciclista ou os idosos se vejam excluídos de uma acessibilidade urbana eficiente.

Neste contexto, os elevadores urbanos aparecem como uma solução e um elemento articulador, funcional e escultórico. Com até 30 metros de altura, convertem-se em marcos urbanos e turísticos ao criar um novo ponto de vista mediante passarelas e mirantes, ao mesmo tempo que respeitam o patrimônio histórico dos entornos.

A seguir mostramos alguns exemplos interessantes de elevadores urbanos que têm sido chave no ordenamento de seus entornos urbanos imediatos.