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Bicicleta: O mais recente de arquitetura e notícia

Mobilidade ativa como possibilidade de uma cidade melhor

Hoje se celebra o Dia Mundial da Bicicleta devido aos vários benefícios sociais, econômicos e ambientais que o uso deste meio de transporte e lazer oferece. Ao aprovar a comemoração deste dia, a ONU reconhece a contribuição do ciclismo dentro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, incluindo a construção de cidades e comunidades mais sustentáveis. Tal pensamento ganha ainda mais força durante e pós pandemia, e ao pensar formas saudáveis de se locomover pela cidade, a mobilidade ativa se destaca entre as alternativas possíveis e exequíveis em curto prazo, e ela não diz apenas sobre ciclovias, mas sobre abraçar o cidadão num todo.

Guia de Sistemas de Bicicletas Compartilhadas

Cortesia de ITDP
Cortesia de ITDP

Este Guia de Planejamento de Sistemas de Bicicletas Compartilhadas compila o conhecimento, experiência e práticas adquiridas por especialistas sobre o tema, bem como experiências com sistemas bem sucedidos (e não tão bem-sucedidos) para que as novas iniciativas possam obter sucesso.

Mapas de calor mostram o fluxo de ciclistas em 9 cidades do mundo

O aplicativo chileno Kappo está disponível para que os ciclistas de qualquer cidade do mundo possam compartilhar seus percursos enquanto pedalam. A lógica é como a de um jogo e permite que os usuários atribuam pontuações para as condições de percurso e rendimento.

Deste modo, a equipe que desenvolveu o aplicativo busca fomentar o uso da bicicleta e, com isso, tornar nossas cidades lugares mais agradáveis. Assim, para a celebração do Dia Mundial sem Carros a equipe criou o Prêmio Cool Place to Bike, para as empresas que incentivam seus funcionários a usarem a bicicleta como meio de transporte.

A bicicleta como uma aliada no acesso ao transporte coletivo

O acesso a um sistema de transporte público coletivo de qualidade pode transformar vidas. Sistemas de transporte de média e alta capacidade têm sido a forma mais utilizada para comportar os deslocamentos de grandes distâncias nas cidades, seja para trabalho ou lazer. No entanto, esses sistemas não são apropriados para deslocamentos mais curtos, além de não fornecerem serviços de porta-a-porta. Os deslocamentos em cidades grandes precisam ser vistos em cadeia, com integração intermodal, nos quais o transporte de público cumpre parte dos trechos. Assegurar que todos tenham acesso a sistemas completos de transporte, com integração efetiva, é uma tarefa fundamental para tornar as cidades mais conectadas, justas e sustentáveis.

O Invisível Respeito à Bicicleta nas ruas

Texto por Germano Johansson Neto e João Pedro Maciente Rocha 

Pedalando pela cidade é possível perceber, cada vez mais, que embora nós tenhamos muito a evoluir como sociedade ainda, as pessoas se respeitam mais do que a gente pensa. Na maioria das vezes, nós, ciclistas, acabamos nos apegando a uma ou duas buzinadas que recebemos de motoristas impacientes. No entanto, muitas vezes não lembramos das centenas de veículos que cruzam nossos caminhos de forma respeitosa, ultrapassando a bicicleta com distância segura, reduzindo a velocidade, ou pacientemente seguindo-nos até o próximo semáforo. 

Lei aprovada em São Paulo pagará a quem utilizar a bicicleta para ir ao trabalho

Foi aprovada esta semana uma lei que define que quem se deslocar ao trabalho de bicicleta pela cidade de São Paulo terá direito a um incentivo financeiro. O texto substitutivo ao PL 147/2016, de autoria do vereador Police Neto, foi aprovado na íntegra. A Lei 16.547, que cria o Programa Bike SP, foi sancionada no dia 21 de setembro e publicada no dia seguinte no Diário Oficial.

Pela proposta negociada entre o vereador e a prefeitura, o Bilhete Único passa a ser o Bilhete da Mobilidade. Quem fizer uma parte do percurso diário de bike passará a acumular créditos que serão calculados conforme a distância, o local e o horário percorridos, e poderão ser resgatados em dinheiro ou consumidos em uma rede credenciada de serviços.

Lisboa planeja ampliar sua rede de ciclovias devido ao aumento de ciclistas

A rede de ciclovias prevista para a cidade está disponível na página da Câmara Municipal na internet e, segundo o presidente da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB), José Manuel Caetano, até junho ou julho de 2017, Lisboa terá "mais do dobro do que já existe" em termos de ciclovias.

Segundo Caetano,  "o que está em execução vai permitir que exista uma rede muito importante" de ciclovias na região. "Já não somos um mau exemplo para a Europa" e "já não é por faltas de ciclovias que as pessoas não andam de bicicleta", comentou o presidente da FPCUB.

"Ciclobuses": uma opção intermodal de transporte público em Cuba

Faz mais de 20 anos que em Cuba é possível combinar os percursos feitos de bicicleta e de ônibus. Este tipo de intermodalidade é possibilitado por uma invenção local: os Ciclobuses [ciclo-ônibus].

Trata-se de ônibus sem os assentos adaptados para ciclistas e motociclistas. Similares a muitos outros veículos que circulam no país, os ciclobuses são o resultado de modificações realizadas no início dos anos 90 para atender às necessidades de transporte dos habitantes.

Ranking das cidades com as maiores estruturas cicloviárias do Brasil

A página Mobilize, conhecida por publicar conteúdos relacionados à mobilidade sustentável no Brasil e no mundo, compartilhou um gráfico que mostra as cidades brasileiras com as maiores estruturas cicloviárias em quilômetros de extensão. O gráfico foi atualizado a partir de informações coletadas em abril de 2015 em prefeituras e organizações de cicloativistas associados à UCB - União dos Ciclistas do Brasil.

Entre 2011 e 2015, Brasília ultrapassou o Rio de Janeiro e é a cidade com maior estrutura cicloviária do Brasil. A capital federal e São Paulo foram as cidades brasileiras que mais ampliaram a estrutura para bicicletas nos últimos dois anos , mas ambas são criticadas por falhas e pela baixa qualidade das vias construídas ou demarcadas.

MIT apresenta proposta para melhorar a segurança nos cruzamentos através de sensores

Os cruzamentos podem ser locais complexos que acabam sendo conhecidos como lugares perigosos nas cidades. Em parte, isto é explicado pelo fluxo dos automóveis, que circulam em diferentes direções e competem pelo espaço público.

Esta situação foi abordada por Carlo Ratti, pesquisador e diretor do centro de inovação social e urbana, Senseable City Lab, vinculado ao MIT, que elaborou uma proposta para os cruzamentos que é muito mais eficiente que os semáforos.

Chip instalado nas bicicletas garante a preferência em semáforos na Dinamarca

A cidade dinamarquesa de Aarhus lançou uma nova tecnologia (ainda em fase de testes) para aumentar a segurança dos ciclistas. Trata-se do RFID (sigla em inglês para "identificação de radiofrequência"), um chip instalado nas bicicletas que coordena a sinalização viária para dar preferência aos ciclistas que se aproximam dos cruzamentos.

O chip é instalado na roda dianteira da bicicleta e é lido por um sensor nos semáforos equipados com esta nova tecnologia. O dispositivo detecta a aproximação dos ciclistas que estão a até 100 metros do semáforo. A tecnologia foi testada em 200 bicicletas em 2015 e deve ser instalada em outras mil ainda este ano.

Dia Mundial da Bicicleta

Hoje, 19 de abril, é comemorado o Dia Mundial da Bicicleta. Comemorado desde 1943 após uma curiosa história envolvendo o químico suíço Albert Hofmann e um experimento para determinar os efeitos do LSD no corpo e na mente, o dia da bicicleta -- deixando este inusitado fato histórico de lado -- é, hoje em dia, uma bela oportunidade de lembrar e destacar que cada vez em maior número, os habitantes de cidades de todas as partes do globo estão optando pela mobilidade ativa sobre duas rodas.

Aproveitamos a ocasião para revistar alguns artigos relacionados à bicicleta, ao ciclismo urbano e à mobilidade sustentável que temos publicados em nossa página. Veja a seguir:

10 artigos sobre bicicletas, ciclovias e ciclistas

O uso da bicicleta como meio de transporte urbano é um assunto que estará cada vez mais presente nas agendas das cidades mais importantes do mundo. 

Motivos para adotar a bicicleta não faltam. Além de ser um exercício saudável para o usuário, fatores importantes como a sustentabilidade e até mesmo a economia do município são argumentos decisivos na hora de planejar a mobilidade urbana integrada ao uso deste veículo.

Por este motivo, separamos dez publicações no nosso arquivo que trazem importantes informações sobre o ciclismo urbano. Veja todos, a seguir.

Milão pretende pagar os cidadãos que forem trabalhar de bicicleta

Em dezembro, a cidade de Milão, Itália, mostrou níveis de poluição atmosférica tão altos que fizeram com que as autoridades locais rapidamente decretassem várias medidas para dar aos seus habitantes outras opções de transporte que não fossem os automóveis. 

Nesse sentido, a cidade investiu no fomento da mobilidade sustentável, estabelecendo o valor de 1,50 Euro na passagem de ônibus e metrô durante o dia, a gratuidade do uso das bicicletas públicas e a proibição dos automóveis no centro da cidade entre as 10h e as 16h. 

Ir ao trabalho de bicicleta é 40% menos estressante segundo pesquisa britânica

O benefício à saúde é um dos argumentos mais comuns entre aqueles que promovem o uso da bicicleta como meio de transporte urbano. E não é por acaso, como já demonstram várias pesquisas realizadas com ciclistas de diversas partes do mundo.  

Por exemplo, em Copenhague foi realizada uma pesquisa envolvendo 30.604 pessoas que apontou que, em geral, os ciclistas perdem um dia a menos de trabalho em comparação às pessoas que usam outros meios de transporte para irem ao trabalho. 

Perfil do Ciclista Brasileiro: saiba quem usa a bicicleta no Brasil

Para preencher uma lacuna onde até então havia escasso conhecimento sobre os usuários e o uso da bicicleta como transporte urbano no Brasil, nasceu o Perfil do Ciclista Brasileiro. Iniciativa da Parceria Nacional Pela Mobilidade em Bicicleta, união de organizações ao redor do Brasil em prol de quem pedala.

Foram entrevistados 5012 ciclistas em dez cidades das diferentes regiões brasileiras: Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Niterói, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Para isso, foram a campo, durante os meses de julho e agosto de 2015, mais de 100 pesquisadores.

Projeto de mobilidade ativa busca qualificar os deslocamentos a pé e de bicicleta em Brasília

O Plano Piloto de Brasília, elaborado em 1957, hoje engloba apenas 10% dos atuais 3 milhões de habitantes da capital federal. As demais regiões – como Ceilândia, Planaltina, Gama e Taguatinga – não cresceram seguindo o mesmo modelo, e hoje milhares de pessoas deslocam-se todos os dias saindo dessas áreas em direção ao Plano Piloto, que concentra a maior parte da atividade econômica da cidade.

Brasília, sabe-se, foi projetada para o uso do automóvel, com avenidas largas e serviços divididos em setores, resultando em distâncias muitas vezes longas demais para os trajetos a pé ou de bicicleta. Cinquenta anos depois, o modelo tornou-se insustentável, e uma das soluções adotadas em cidades do mundo inteiro para qualificar a mobilidade tem no transporte ativo e não motorizado o principal foco de ações.