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Coronavírus: O mais recente de arquitetura e notícia

Reinventando espaços para o bem-estar pós pandemia

Há cerca de um ano, a palavra bem-estar tinha um efeito diferente do que hoje. A pandemia da Covid 19 cristalizou a necessidade que todos temos de saúde mental e física, e tivemos de parar para refletir sobre nosso ritmo de vida e o impacto da tecnologia e de tudo que nos cerca nas nossas vidas.

Designers e arquitetos estão olhando para o amanhã precisando pensar em como criar ambientes seguros, funcionais e confortáveis. De plantas baixas mais abertas a materiais que ajudam a mitigar a propagação de doenças, os profissionais estão olhando para o futuro considerando o que nos dá espaço para respirar e viver juntos. 

O Paimio Sanatório de Alvar Aalto na Finlândia é um dos primeiros edifícios a adotar regras sanitárias em ambientes para preservação da saúde. Imagem © Fabrice FouilletLuminária da Philips com raios ultravioleta que impedem a multiplicação de vírus e bactérias. Via TabullaEscola de Meditação MNDFL em NY, projejto de Shelly Lynch-Sparks. Imagem via MNDFLSecond Home Holland Park / Selgascano. Imagem © Iwan Baan+ 5

A escolha dos materiais na arquitetura em tempos de Covid-19

No artigo desta semana publicado pela Metropolis Magazine, a presidente do ThinkLab Amanda Schneider nos convida a refletir sobre “como nós, arquitetos e arquitetas, podemos colaborar com a criação de espaços interiores mais saudáveis e seguros em tempos de pandemia”. Questionando vários aspectos relacionados à higienização e desinfecção dos espaços habitáveis, a autora tangencia uma série de questões relativas à materialidade na arquitetura, apontando possíveis soluções para quem busca criar espaços mais seguros e saudáveis.

Turismo digital: quatro formas de visitar cidades sem sair de casa

Há mais de um ano em pandemia, o fluxo de viagens e turismo diminui no mundo todo. Mas nem por isso precisamos deixar de conhecer cidades distantes. Desde o início da quarentena, diversos museus e organizações prepararam tours virtuais que levam os usuários a imersões digitais pelas suas localidades. Pensando nisso, reunimos aqui quatro diferentes formas para você explorar lugares sem sair de casa. 

Os shopping centers de hoje serão nossas casas amanhã?

Dizem que os shopping centers e as galerias comerciais, outrora tão frequentadas, estão com os dias contados. Embora em grande parte, a forma como costumávamos consumir tenha mudado consideravelmente ao longo dos últimos anos e sobretudo após o início da crise sanitária de Covid-19, com muitas lojas passando a operar apenas no mundo virtual, parece que muitas das mudanças que a pandemia nos trouxe chegaram para ficar. À medida que as nossas cidades continuam a crescer a um ritmo bastante acelerado, e os grandes centros comerciais e shopping centers—por outro lado—permanecem vazios e ociosos, há uma pergunta a se fazer: existe alguma possibilidade de transformarmos estes ambientes de consumo em moradia para aqueles que mais necessitam?

via The Arcade Providencevia The Arcade Providencevia The Arcade Providencevia The Arcade Providence+ 8

Espaços de prevenção e tratamento: 20 projetos de postos de saúde, clínicas e centros médicos

Um ano e meio de pandemia global de coronavírus fez – ou deveria ter feito – todos perceberem a importância dos sistemas públicos de saúde de cada país. Nunca na história se falou e notíciou tanto sobre uma crise sanitária e seus impactos na sociedade, economia e espaços públicos.

Nesse contexto, para celebrar os espaços dedicados à saúde física e mental, reunimos uma série de projetos de postos de saúde, clínicias médicas e centros de terapia de pequena e média escala. Arquiteturas concebidas para o tratamento ou prevenção de doenças, que têm no bem-estar do paciente seu enfoque principal. 

Centro Maggie em Barts / Steven Holl Architects. © Iwan BaanCentro de Oncologia Infantil Princess Máxima / LIAG architects. © Ronald TillemanCentro de Tratamento de Câncer Maggie’s em Newcastle / Cullinan Studio. © Paul RafteryInstituto Verbeeten / Wiegerinck. © Kim Zwarts+ 21

A COVID e a cidade, no Brasil e em Brasília

No momento em que escrevo este artigo, o Brasil está na mais grave crise humanitária de sua história — não apenas uma “crise sanitária”, como se costuma comentar. A pandemia da COVID-19 matou, até 30 de abril de 2021, 411.854 de pessoas e, apenas nos últimos dias, a média móvel de mortes começou novamente a arrefecer — tendo chegado ao máximo de 3.125 em abril.

Epidemiologistas, microbiologistas, infectologistas etc. observam que o impacto da pandemia nas cidades brasileiras é fortemente idiossincrático: cada qual tem condições peculiares a considerar, antes de podermos ousar generalizações. Por outro lado, estima-se uma alta subnotificação (até um décimo dos casos reais), que, inclusive, varia entre cidades. Contudo, feitas as reservas, o que podemos observar no quadro geral? 

Neurodiversidade e biofilia: o futuro do espaço de trabalho na era pós-pandêmica

Qual o papel dos escritórios corporativos nos dias de hoje? A pandemia do Coronavírus evidenciou necessidades e transformações profundas nas vidas de todos nós: nas relações, no trabalho, nos hábitos de consumo, no aumento da desigualdade. Certamente o tema dos espaços de trabalho veio à tona em uma fase histórica quando, pela primeira vez na era pós-moderna, as pessoas viram suas próprias liberdades limitadas.

Grande parte das pessoas foi obrigada a trabalhar de casa e desde o começo da quarentena a reflexão sobre o futuro dos espaços de trabalho se fez inevitável. Alguns dados interessantes mostram que o Coronavírus apenas impulsionou uma prática que vinha se consolidando há anos em alguns países. Segundo estudos realizados em parceria pela Global Workplace Analytics e FlexJobs, entre 2005 e 2015, o número de profissionais nos Estados Unidos que fazem pelo menos 50% de seus trabalhos a partir de casa ou de outro lugar fora de seus escritórios cresceu 115% e hoje esse número chega a 4.7 milhões, 3.4% da força do trabalho.

O papel do transporte informal na recuperação pós-pandemia

As crises geralmente provocam mudanças na maneira como nos movemos. A prosperidade pós-guerra fez do automóvel um item doméstico e um estilo de vida. A crise fiscal e petrolífera global dos anos 70 trouxe um boom de bicicletas de curta duração e uma retirada dos dólares das cidades para o transporte público. E a crise financeira de 2008 preparou o caminho para que o capital de risco no Vale do Silício estourasse, apoiando novas plataformas como Uber e Waze.

Cientistas criam primeiro atlas global dos microrganismos urbanos

"Se você me der seu sapato, poderia dizer com 90% de precisão a cidade no mundo de onde você veio.” Este é o nível de exatidão garantido pelo professor Christopher Mason, da Weill Cornell Medicine, principal autor do primeiro atlas global de microrganismos urbanos. O estudo, desenvolvido pelo Consórcio Internacional Metagenômica e Metadesenho do Metrô e Biomas Urbanos (MetaSUB), que também conta com pesquisadores brasileiros da Fiocruz e da USP, mapeia o microbioma de algumas das maiores cidades do mundo.

12 Estratégias para construir cidades mais resilientes em tempos de pandemia

A UN-Habitat ou agência das Nações Unidas para o desenvolvimento urbano sustentável, cujo principal foco é encontrar soluções para os desafios impostos pelo rápido e voraz processo de crescimento e expansão urbana em países de economias emergentes, vem desenvolvendo abordagens inovadoras no campo da arquitetura e do urbanismo, centradas no usuário e nos processos participativos. Pensando nisso, o ArchDaily associou-se a UN-Habitat para trazer notícias, artigos e entrevistas semanais que se destacam neste setor, disponibilizando a nossos leitores conteúdos em primeira mão e direto da fonte.

A medida que a luta contra o coronavírus parece ainda muito distante de um final feliz, as restrições impostas para tentar minimizar o risco de contágios e consequentemente, de hospitalizações e mortes, continua a castigar muitas cidades ao redor do mundo. Neste contexto, a necessidade de se criar instrumentos alternativos que possam ajudar as entidades urbanas e governos locais a sair desta situação parece mais urgente do que nunca. Embora a pandemia tenha provocado uma mudança drástica na maneira como nos relacionamos uns com os outros e principalmente no modo como nos apropriamos dos espaços públicos, a demanda por mais áreas verdes e espaços abertos não diminuiu, muito pelo contrário. As pessoas, mais do que nunca, precisam sair, se exercitar, ter um contato mínimo com a natureza, poder se locomover, trabalhar, estudar e socializar com outras pessoas para manter um estado mental minimamente saudável. Pensando nisso, a UN-Habitat está lançando uma campanha que procura apontar os possíveis caminhos para se estabelecer uma resposta urbana eficaz em combate à Covid-19, delineando ferramentas que podem ajudar os governos locais a prevenir a disseminação e propagação do vírus além de desenvolver estratégias de resiliência urbana para encarar possíveis situações similares no futuro.

Kosovo - Implementation during Covid-19. Image Courtesy of UN-Habitat, Global Public Space ProgrammeIncreasing Hygiene in local markets in Niamey, Niger. Image Courtesy of UN-Habitat, Global Public Space ProgrammeImproving Livelihood for Street Vendors during Covid-19 Dhaka and Khulna, Bangladesh. Image Courtesy of UN-Habitat, Global Public Space ProgrammeSupporting market vendors’ relocation to open fields in Kisumu, Kenya. Image Courtesy of UN-Habitat, Global Public Space Programme+ 19

Um ano de pandemia: o que mudou na forma de se deslocar?

Mais de um ano se passou desde que a pandemia impôs ao mundo uma nova rotina e um protocolo de cuidados atípico. Um levantamento do NZN Intelligence, em parceria com o Estadão Summit Mobilidade Urbana, mostra que, no Brasil, 45,3% das pessoas mudaram a forma de se deslocar desde então.

A fuga de aglomerações levou 40,2% a aumentarem o uso do carro particular e 31, 6% a se deslocarem mais a pé ou de bicicleta, respondendo a uma tendência global de incentivo à mobilidade ativa.

Parque Ibirapuera delimita áreas para garantir distanciamento social

Com o objetivo de oferecer mais segurança àqueles que desejam aproveitar o contato com a natureza, a Urbia desenhou 40 círculos no gramado da Praça da Paz, no Parque Ibirapuera. A medida foi adotada pela concessionária, responsável pela gestão do maior parque da capital paulista, com a finalidade de incentivar o distanciamento entre os frequentadores.

Os círculos, com cerca de 4 metros de diâmetros, foram desenhados utilizando resíduo de manejo da flora do próprio local, o que os tornam totalmente sustentáveis. Assim, o visitante poderá ficar seguro dentro do seu núcleo de distanciamento. Vale ressaltar que é importante a utilização de máscara durante todo o período em que os frequentadores permanecerem no Parque.

From Bauhaus to the New House: paisagens pós-pandêmicas

A Ordem dos Arquitectos propõe um diálogo sobre os desafios actuais para um futuro pós-pandêmico, cruzando arquitetura, arte, a cidade e a política, respondendo ao desafio da Presidente da Comissão Europeia para a construção de uma Nova Bauhaus Europeia. Um debate sobre novas formas de habitar sob a premissa da sustentabilidade.

O design estratégico deve refletir uma nova cultura de trabalho pós-pandemia

Após mais de um ano nesta experiência mundial de trabalhar em casa, ainda não encontramos a fórmula perfeita para que a força de trabalho retorne aos respectivos escritórios. Além disso, não apenas a situação do "trabalhar em casa" - Working From Home (WFH) durou mais do que o previsto, mas também se incorporou à maneira como trabalharemos para sempre. À medida que as vacinas são lançadas, os líderes de diversas organizações devem agora considerar seriamente como lidar com o retorno de seus funcionários ao escritório físico.

A importância da arquitetura na prevenção e no controle de doenças

No atual cenário mundial, conciliar estudos de arquitetura com a saúde é sempre bem-vindo. O ano de 2020 parou o mundo e refletiu a importância de se voltar os olhares para as áreas mais vulneráveis. Como abranger, igualmente, serviços públicos de qualidade para toda uma população, se uma parcela dela está com seu espaço urbano fragilizado? É essencial buscar respostas à essa questão para planejar um futuro sustentável para a humanidade. 

Nesse sentido, o objetivo deste artigo é proporcionar uma reflexão acerca da desigualdade socioeconômica espacial, promovendo a arquitetura como elemento para auxiliar a transformação desses espaços, apresentando dados que elucidem a situação urbana habitacional dos aglomerados subnormais e que realizem análises das doenças negligenciadas desses assentamentos.

Do emergencial ao permanente: transformando a infraestrutura cicloviária para além da pandemia

Quando a pandemia de Covid-19 estourou, a preocupação com a transmissão do vírus no transporte coletivo levou muitas pessoas a optarem por outras alternativas de mobilidade – principalmente pedalar. A bicicleta ganhou popularidade tanto para uso recreativo quanto como meio de transporte, uma tendência especialmente evidente nos Estados Unidos, no México, na Colômbia, na Alemanha e na França. Nos casos de França, Alemanha e Estados Unidos, a média semanal de uso da bicicleta aumentou respectivamente em 4%, 7% e 20% em relação aos números de 2019.

Tecnologia, luta de classe e o mercado imobiliário em tempos de pandemia

Já faz mais de um ano que fomos todos pegos de surpresa com o então surto de coronavírus que, posteriormente, se transformaria em pandemia e nos mantém ainda hoje em completo estado de suspense. Entretanto, não demorou muito para toda esta situação passasse a ser encarada como um desafio a ser superado, inspirando arquitetos e arquitetas ao redor do mundo a desenvolver soluções e estratégias projetuais para combater a maior e mais longa crise sanitária da modernidade. Neste contexto, é importante mencionar o fato de que a grande maioria destas inovações foram comissionadas ou comercializadas pelo setor imobiliário e portanto, representam um benefício a apenas uma pequena parcela da população. Entretanto, à medida que estas empresas se esforçam para oferecer melhores alternativas aos clientes com melhores condições financeiras, a pandemia faz muito mais vítimas junto à classe trabalhadora, principalmente no que se refere às restrições que lhes são impostas e os poucos benefícios que lhes são oferecidos. Somado a isso, quando observamos as condições de moradia das classes mais baixas, especialmente em países mais pobres ou aqueles de economia emergente, a precarização dos espaços habitáveis é um agravante o qual, resulta diretamente da total liberdade e da falta de fiscalização que gozam os empreendedores do mercado imobiliário nestes países.