
Com a pandemia do coronavírus, a questão da moradia ganhou ainda mais importância. O que já era um tópico de grande relevância nos territórios populares – através da aquisição da casa própria o trabalhador passa a ser reconhecido efetivamente como parte integrante da cidade – ganha magnitude, uma vez que a não obtenção de condições mínimas podem ser fatores de mortalidade; se tornando essencial a necessidade de ter acesso à habitação adequada, com direito a infraestrutura e bem localizada.
Dessa forma, os movimentos de moradia autogestionários – com destaque para União Nacional por Moradia Popular (UNMP) – ganham novas dimensões e se colocam como protagonistas das redes de solidariedade praticadas durante este período. São eles quem chegam nas famílias periféricas, levando doações, informações e ajuda, deixando claro como conhecem suas redes e particularidades; e fazendo o uso da autogestão, tão bem conhecida nos canteiros, para uma nova forma de organização. Essa prática indica um duplo papel dos movimentos, de tirar a fome e dar moradia digna, mantendo-se presente na vida das pessoas em um momento de paralisações gerais.












