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Moradia: O mais recente de arquitetura e notícia

Quais as cidades que mais constroem moradia?

Um dos principais objetivos deste site é disseminar ideias que permitam que cidades tenham moradia mais acessível. Há alguns indicadores que podem ser úteis na observação e na análise do mercado habitacional de uma cidade, como a razão entre preço de imóveis e renda, que cobrimos em artigo anterior. Nenhum indicador será perfeito, mas pode servir de orientação em relação à escala de grandeza ou à direção que um determinado mercado imobiliário está indo.

Habitação Social: 45 exemplos em planta

Habitação Social é um dos principais temas quando pensamos o direito à cidade, pois fornecer moradia digna à todos em zonas urbanas de boa conexão é fundamental para a construção de territórios mais democráticos. 

Infelizmente, em muitos países o termo "Habitação Social" ainda é visto como um empreendimento imobiliário que busca construir o maior número possível de unidades, com os materiais mais baratos e sem preocupação com a qualidade de vida de seus moradores - se fechando em um objeto imobiliário ao invés de servir à urbe e às pessoas.  Embora este fato seja recorrente, existem diversos exemplos que retrataram o oposto desta ideia, nos quais arquitetos ao desenhar manifestam seu ponto de vista político através de projetos excepcionais em suas diferentes soluções e que também aprimoram a experiência urbana.

A fim de ressaltar estes projetos, reunimos aqui 45 exemplos que retratam diversos modos de habitação social, a diversa seleção começa com residências unifamiliares de menor escala e que integram programas de subsídios públicos de interesse social até grandes empreendimentos públicos de conjuntos habitacionais multifamiliares. Conheça todos, a seguir. 

© Tim Crocker © Guy Wenborne © Sergio Grazia © Takuji Shimmura + 91

Quais são as cidades brasileiras com moradia mais acessível?

No livro “Order Without Design”, Alain Bertaud menciona que indicadores são importantes na gestão urbana para que a cidade tenha uma visualização em tempo real do que está acontecendo com a cidade. Um indicador interessante relacionado à acessibilidade da moradia é o chamado “Price/Income Ratio”, ou “Razão Preço/Renda”. É, basicamente, a divisão entre o preço médio de um imóvel na cidade e a renda média de um morador. Ele é um indicador bastante genérico, não levando em consideração as diferenças entre imóveis, como a sua localização, nem aborda imóveis de aluguel (ainda uma minoria no Brasil), mas dá uma noção geral sobre a acessibilidade à moradia em uma cidade.

Reavaliando a política habitacional: o acesso à moradia através da infraestrutura

O Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) foi uma das principais bandeiras da política habitacional em nível federal dos últimos governos. O MCMV, que se configura através do financiamento de novas habitações populares, incentiva incorporadoras a desenvolver seus projetos em áreas distantes dos centros urbanos. Isto ocorre pois, em razão das métricas de desempenho considerarem apenas quantidade de unidades entregues, há um forte incentivo econômico às incorporadoras para construir longe dos centros urbanos, onde os terrenos são mais baratos. Isso significa que boa parte dos empreendimentos estão distantes de boas oportunidades de emprego e serviços básicos, assim como isolados das redes públicas de transporte de massa que, por natureza, não têm condições de atender áreas periféricas de baixa densidade urbana.

Parem de construir casas para resolver a falta de moradia

Casas impressas em 3D. Casas pré-fabricadas. Casas “open-source”. Minha Casa, Minha Vida. São inúmeras as soluções, de panaceias tecnológicas a programas governamentais, que vislumbram resolver o déficit de moradia construindo casas. O problema dessa estratégia é que a escassez em moradia não são casas, mas sim apartamentos.

Livro Biselli Katchborian Arquitetos

ACÁCIA CULTURAL LANÇA O LIVRO BISELLI KATCHBORIAN ARQUITETOS NO DIA 18 DE JUNHO

Escritório completa 32 anos de produção com arquitetura que busca compreender e responder às transformações econômicas e culturais brasileiras; evento será no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo

São Paulo, 2019 – Com 32 anos de trajetória, o escritório de Mario Biselli e Artur Katchborian tem projetado em todas as escalas e temas: residências, edifícios públicos e privados, projetos comerciais e de serviços, escolas, centros esportivos e projetos urbanos. Sua arquitetura procura compreender e responder às transformações econômicas e culturais brasileiras. No próximo dia 18 de junho lançam

Workshop de Assistência Técnica em Melhorias Habitacionais

Este workshop, além de ser uma grande oportunidade para profissionais e estudantes de diferentes áreas de atuação que tenham afinidade e interesse pelo tema da Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social, é o primeiro workshop de uma sequência em vários Estados que tem por objetivo ampliar a Rede de ATHIS iniciada em São Paulo, no curso Vivência em ATHIS para Melhorias Habitacionais. Essa Rede pretende fomentar essa prática e favorecer a troca de informações e oferecer suporte aos envolvidos, através da metodologia do Arquiteto de Família.

O Módulo I é focado no atendimento individualizado às famílias e tem por objetivo

Arrecadação para Realocação das famílias do Mangue UFRJ

Os moradores da Praia do Mangue, também conhecida como Praia do Oi, pertencentes à Família Silva, habitavam o local desde meados de 1928. Os Silva sofreram, e sofrem, sucessivos processos de remoções até serem despejados de suas moradias por decisão judicial, em 25 de julho de 2018.

Após isso, o Movimento de Luta pela Moradia + Pró-Vila + AMAVILA (Associação de Moradores da Vila Residencial) se aliaram à UFRJ + Abricó - EMAU (Escritório modelo de Arquitetura e Urbanismo), no Projeto Habitações Sociais - Realocação dos Moradores do Mangue, que constitui a construção

Morar, viver e [re]existir nas cidades! Chamada de artigos para a SAAU’19

Morar, viver e [re]existir nas cidades será o tema da próxima Semana Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo do Instituto de Educação Superior da Paraíba. A cada ano, o evento busca discutir o papel social da profissão em seus mais diversos vieses. Em 2019, o eixo central dos debates da SAAU será habitação.

A Comissão Organizadora da SAAU’19 divulgou no último dia 26 de novembro a chamada de artigos para a II Sessão de Pesquisas e Mostras de TCCs, que será realizada durante o evento, entre os dias 22 e 26 de abril de 2019. Quatro eixos temáticos nortearão o tema central

Habitações podem ser consideradas de baixo custo se não forem eficientes?

Cerca de três bilhões de pessoas, ou 40% da população mundial, precisarão de novas moradias até 2030. Isso exigirá a construção de aproximadamente 21 milhões de novas residências por ano em todo o mundo.

Vários dos países que mais crescem têm metas ambiciosas para atender a essa necessidade. O governo indiano pretende construir 20 milhões de habitações de baixo custo até 2022. A Nigéria tem como meta um milhão de casas construídas por ano para a próxima década. O presidente da Indonésia iniciou o programa Um Milhão de Casas para atender cidadãos de baixa renda.

Curso “Vivência em Assistência Técnica para melhorias habitacionais”

A ONG Soluções Urbanas e o Arquitecasa, em parceria com o Banco do Povo – Crédito Solidário e com apoio do Sindicato dos Arquitetos de São Paulo (SASP), promovem o curso “Vivência em Assistência Técnica para melhorias habitacionais” com a arquiteta Mariana Estevão.

O curso será realizado entre 09 de julho a 01 de setembro e é voltado para arquitetos, engenheiros, designers, técnicos de edificações e estudantes dos cursos de graduação das profissões mencionadas.

O objetivo é a formação de profissionais para atuação com assistência técnica para melhorias habitacionais, adotando a metodologia do projeto Arquiteto de Família, bem como prestar assistência

Direito à moradia, acesso à própria casa

Imagem Cortesia de PISEAGRAMA. Image
Imagem Cortesia de PISEAGRAMA. Image

27 de setembro de 2010 

“Foi naquele lá, olha. Naquele. Tá vendo?”  Dona Ana apontava para o apartamento do 7º andar, onde, uma semana antes, havia ocorrido o incêndio.  Mais abaixo, no 4º andar, Anastasia, Aécio e Itamar sorriam amarelo num banner eleitoral.

Ninguém sabe como começou o fogo em um dos meio-apartamentos da torre de número 100, ocupado por um catador de papel. Mas o espetáculo que se seguiu aconteceu comme il faut.  Pânico, gritos, chamas, luzes, um helicóptero que sobrevoava o local, jornalistas que abordavam supostos feridos e devoravam relatos impossíveis, sirenes, fumaça, comoção, ação.

Lançamento da campanha: Fábrica Experimental de Cidades

Está no ar a campanha da Fábrica Experimental de Cidades Solano Trindade!
benfeitoria.com/fabricaexperimentalmnlmdc

Um espaço de educação e emancipação, onde será possível fabricar diferentes componentes, experimentar tecnologias alternativas e outras formas de construir a cidade coletivamente.

O projeto, fruto do acordo de cooperação técnica entre o MNLM-Duque de Caxias/RJ e a UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro, será construído na Ocupação Solano Trindade, em Duque de Caxias, e conta com uma rede interdisciplinar de colaboradores.

Os programas habitacionais não levam em conta que produzir habitação também é produzir cidade. O resultado disso é a construção de casas e bairros que não consideram

ONU considera urgente a implementação de políticas públicas habitacionais no mundo

Todos os anos, desde 1985, na primeira segunda-feira de outubro, é celebrado o Dia Mundial do Habitat. Esta tem sido uma das estratégias da agência ONU-Habitat para disseminar, a governos e cidadãos, campanhas e mensagens relacionadas ao tema. Neste Dia Mundial do Habitat, depois de muitos anos sem abordar a questão, a declaração da agência enfoca a necessidade urgente de implementação de políticas habitacionais de interesse social pelos governos.

Campanha de financiamento coletivo para documentário de 30 anos do movimento de moradia Leste 1

Restam cinco dias para a campanha de financiamento coletivo para finalizar o documentário de 30 anos do Movimento Sem Terra Leste 1, um movimento de moradia da Zona Leste da cidade de São Paulo.

Em 1987, esse movimento surge para encampar a luta de famílias já unidas em torno de uma demanda central de acesso à cidadania: a moradia. Sem que essa questão esteja plenamente resolvida, isto é, quando não temos como pagar a habitação e/ou vivemos em condições de precariedade, grande parte dos outros direitos se tornam inacessíveis. A história de formação desse movimento é tão forte e importante para uma mais ampla compreensão da construção dessa cidade tal como a conhecemos hoje. 

Trabalhador coletivo: de dentro e através do mutirão

Desde 2009 o programa federal Minha Casa, Minha Vida contratou a construção de 4,6 milhões de unidades habitacionais no Brasil. Dessas, 72,3 mil estão inseridas no Minha Casa, Minha Vida - Entidades, modalidade do programa que tem como objetivo tornar acessível a habitação para famílias organizadas dentro de associações ou movimentos de moradia. Nesse número estão as 396 unidades dos condomínios Florestan Fernandes e José Maria Amaral na Cidade Tiradentes em São Paulo, sob regime de auto-gestão pelo Movimento Sem Terra - Leste 1.

Este documentário, desenvolvido para a disciplina de Estúdio Vertical na Escola da Cidade, é fruto do contato direto com a obra em andamento do mutirão, e surge da necessidade de atualizar a discussão acerca da produção de habitação a partir do regime de mutirão autogestionário. Reunindo depoimentos, entrevistas e imagens de diferentes momentos da luta do movimento social e da construção do conjunto, o filme busca lançar luz à possibilidade de uma revisão do tema, reconhecendo-o como um processo emancipador e formador que resiste como importante contraponto à produção capitalista hegemônica de habitação popular.

Arq. Futuro reúne especialistas em Habitação e Desenvolvimento Urbano em São Paulo

Seminário “Economia e Cidade: Habitação e Desenvolvimento Urbano” é aberto ao público e acontece nos dias 21 e 22 de Novembro no Auditório da FAU-USP.