
Está no ar a campanha da Fábrica Experimental de Cidades Solano Trindade!
benfeitoria.com/fabricaexperimentalmnlmdc

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Todos os anos, desde 1985, na primeira segunda-feira de outubro, é celebrado o Dia Mundial do Habitat. Esta tem sido uma das estratégias da agência ONU-Habitat para disseminar, a governos e cidadãos, campanhas e mensagens relacionadas ao tema. Neste Dia Mundial do Habitat, depois de muitos anos sem abordar a questão, a declaração da agência enfoca a necessidade urgente de implementação de políticas habitacionais de interesse social pelos governos.
Restam cinco dias para a campanha de financiamento coletivo para finalizar o documentário de 30 anos do Movimento Sem Terra Leste 1, um movimento de moradia da Zona Leste da cidade de São Paulo.
Em 1987, esse movimento surge para encampar a luta de famílias já unidas em torno de uma demanda central de acesso à cidadania: a moradia. Sem que essa questão esteja plenamente resolvida, isto é, quando não temos como pagar a habitação e/ou vivemos em condições de precariedade, grande parte dos outros direitos se tornam inacessíveis. A história de formação desse movimento é tão forte e importante para uma mais ampla compreensão da construção dessa cidade tal como a conhecemos hoje.
Desde 2009 o programa federal Minha Casa, Minha Vida contratou a construção de 4,6 milhões de unidades habitacionais no Brasil. Dessas, 72,3 mil estão inseridas no Minha Casa, Minha Vida - Entidades, modalidade do programa que tem como objetivo tornar acessível a habitação para famílias organizadas dentro de associações ou movimentos de moradia. Nesse número estão as 396 unidades dos condomínios Florestan Fernandes e José Maria Amaral na Cidade Tiradentes em São Paulo, sob regime de auto-gestão pelo Movimento Sem Terra - Leste 1.
Este documentário, desenvolvido para a disciplina de Estúdio Vertical na Escola da Cidade, é fruto do contato direto com a obra em andamento do mutirão, e surge da necessidade de atualizar a discussão acerca da produção de habitação a partir do regime de mutirão autogestionário. Reunindo depoimentos, entrevistas e imagens de diferentes momentos da luta do movimento social e da construção do conjunto, o filme busca lançar luz à possibilidade de uma revisão do tema, reconhecendo-o como um processo emancipador e formador que resiste como importante contraponto à produção capitalista hegemônica de habitação popular.

Seminário “Economia e Cidade: Habitação e Desenvolvimento Urbano” é aberto ao público e acontece nos dias 21 e 22 de Novembro no Auditório da FAU-USP.

quais são os elementos que ainda caracterizam um lar? como a tecnologia influencia a criação de nossos espaços? de que modo o estilo de vida define o desenho de uma casa? novos padrões de moradia podem melhorar a mobilidade urbana?

O Governo Municipal de São Paulo está estudando a possibilidade de desapropriar 41 edifícios localizados na região central da cidade para transforma-los em habitações populares; uma estratégia para revitalizar a região.
Segundo José Floriano, secretário municipal de Habitação, a prefeitura pretende adquirir estas 41 edificações, muitas das quais há muito tempo ocupadas por movimentos bem organizados. O secretário deixa claro, entretanto, que “ocupação com menos de um ano não vai ficar.”
Dentre as ocupações que serão convertidas em moradias definitivas para sem-teto estão a Ocupação Mauá e a Ocupação Prestes Maia, ambas na região da Luz. Outros dois edifícios tombados pelo patrimônio histórico, o Hotel Lord, na região de Santa Cecília, e o Hotel Cambridge, na Bela Vista, serão revitalizados e transformados em conjuntos de habitação popular.

Prefeitura anuncia a desapropriação de 24 edifícios, dentre os quais alguns ocupados por famílias sem-teto. A iniciativa visa criar 20 mil unidades habitacionais na região do centro de São Paulo.
A Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo (Sehab) anunciou a desapropriação de 24 prédios de particulares no centro de São Paulo, visando à implementação de programas habitacionais. Alguns dos quais, como os hotéis Cambridge e Othon, abrigam hoje em dia aproximadamente 4,5 mil famílias pertencentes a movimentos de moradia que serão atendidas prioritariamente pelos programas.