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Nas aulas de matemática do ensino médio aprendemos que a velocidade média pode ser calculada a partir da razão entre a distância percorrida e o tempo gasto. Durante muitas décadas, o pensamento que impulsionou as políticas de transporte esteve ancorado nesta equação: acreditava-se que objetivo das ações era aumentar a eficiência dos sistemas e que, para isso, bastava diminuir os tempos de viagem através do aumento da velocidade média. Desta forma, a variável distância era considerada menos importante, já que a construção de sistemas de transporte livres de interferências como linhas de metrô, corredores de BRT ou avenidas expressas seriam capazes de manter ou reduzir o tempo de viagem em percursos cada vez maiores. Esta lógica de diminuição do tempo de viagem através do aumento da velocidade desprezava dois elementos fundamentais: a multiplicidade de destinos desejados ou necessários para a vida das pessoas nas cidades e a eventual saturação dos sistemas de transporte decorrente do crescimento populacional nas cidades. Além disso, esta lógica também despreza o fato de que o aumento das distâncias percorridas causa grandes impactos ambientais resultantes do consumo energético e aumenta o gasto público, já que a implantação e manutenção de qualquer sistema de transporte em uma cidade espraiada é mais caro se comparado com redes implantadas em cidades mais compactas. Veja mais Veja a descrição completa
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