
Salvador: O mais recente de arquitetura e notícia
Casa das Amendoeiras / Play Arquitetura
Arquivo: Des-construção e reuso de materiais para uma arquitetura circular

O setor da construção civil enfrenta hoje um paradoxo incontornável: a necessidade urgente de soluções sustentáveis para o futuro das cidades colide com o esgotamento do próprio termo "sustentabilidade", muitas vezes reduzido a um selo comercial vazio. Diante desse cenário, a Arquivo — uma das vencedoras do prêmio Next Practices 2025 do ArchDaily — emerge como uma facilitadora e uma mediadora entre os diferentes agentes no campo da construção a partir da desmontagem – ou ainda, des-construção – e o reuso de elementos construtivos. Etimologicamente, se "construir" deriva do latim construere ("amontoar, reunir"), o prefixo "des-" impõe uma inversão conceitual: não se trata de destruir, mas de desmontar com inteligência para compreender a lógica das partes.
Enquanto a prática convencional das demolições gera um grande volume de resíduos e gasto energético, a Arquivo propõe o reuso como uma alternativa viável para a economia circular. A empresa atua na lacuna entre o descarte e a nova obra, operando sob uma premissa clara: “O reuso só se dá por completo quando o material ganha uma nova vida”.
Pizzaria Pissa / FRS Arquitetura
O significado histórico do forro da Igreja de São Francisco de Assis em Salvador e os desafios de preservação do patrimônio cultural

O que aconteceu na Igreja conventual de São Francisco de Assis em Salvador é mais um triste capítulo de um processo que aflige o patrimônio cultural brasileiro, intensificado nos últimos anos com os incêndios do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, da Cinemateca e do Museu da língua portuguesa em São Paulo. Assim, nesses últimos dias, tem-se debatido muito sobre quem teria a "culpa" do que se passou em Salvador, ou quem teria a "responsabilidade" de evitar esse desastre, que também levou a vida de uma jovem turista: se os administradores da Igreja, se o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), se os órgãos locais de cultura e patrimônio etc. Esse tema é difícil, e importante de se discutir, sim, a demandar investigações cuidadosas sobre as causas do sinistro. Mas o debate deve ser mais amplo, tendo sobretudo a finalidade de se pensar como é que poderemos evitar que eventos como esses aconteçam: maior investimento, maior valorização do patrimônio artístico e arquitetônico, protocolos mais rígidos e efetivos de segurança, conservação preventiva, educação patrimonial. Nos dias que se seguiram ao incidente em Salvador, inúmeros edifícios do período colonial foram interditados em lugares do país, sob a alegação de que também poderiam ruir. Nosso patrimônio pede atenção, em muitos casos com urgência.
Entre a rua e a fé: espaços urbanos e as festas populares brasileiras

No Brasil, as festas populares costumam ter uma profunda ligação espacial, histórica e simbólica com os espaços públicos das cidades, proporcionando uma experiência única de ocupação, apropriação e reelaboração coletiva desses locais durante suas ocorrências. Esses eventos não apenas utilizam os espaços urbanos de maneiras diferenciadas de seus cotidianos, mas também constituem a paisagem cultural e social das cidades, lançando outros modos e possibilidades de apreendê-la. Ao apropriarem-se das ruas, em suas possibilidades e em seu sentido e entendimento mais amplo, elas as concedem outros usos, o que, muitas vezes, ainda transgridem suas atividades habituais.
Casa Alphaville Salvador / NR Arquitetura
A arquitetura barroca no Brasil: adaptação e influências

Uma das primeiras impressões em relação à história da arquitetura é a aparente alternância entre estilos e linguagens. Sempre que prevalece uma vertente mais sóbria, a que se segue costuma retomar motivos mais ornamentais, e assim por diante. É preciso atentar-se que esse “fluxo” é uma mera impressão: a história é sempre mais complexa que os registros indicam, e a prevalência deste ou daquele estilo são interpretações dos historiadores, situados no futuro do período sobre o qual se debruçam. O Barroco é um desses estilos.
O Pelourinho em Salvador: da arquitetura colonial ao Olodum

O Pelourinho, localizado no Centro Histórico de Salvador, Bahia, é uma das imagens e cartões-postais mais conhecidos, divulgados e visitados da capital baiana. Possuindo um acervo colonial urbano e arquitetônico de grande importância cultural, recebeu o título de Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, em 1985. Com mais de quatro séculos de história, a região já abrigou as mais diversas atividades, funções e dinâmicas, e sua trajetória se imbrica à da própria cidade. Atualmente, é um dos principais pontos turísticos soteropolitanos e, além de seu próprio acervo colonial, concentra uma série de equipamentos do setor como hotéis, restaurantes e museus.
Casa do Parque / Sidney Quintela Architecture + Urban Planning
Residência Alphaville / Sidney Quintela Architecture + Urban Planning
Casarão 28 / Naia Alban

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Arquitetos: Naia Alban
- Área: 900 m²
- Ano: 2023
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Fabricantes: Arquivo, Só Piso Bahia
O avesso da folia: a cidade efêmera do carnaval de Salvador

Às vésperas de embarcarmos, coletivamente, à bordo de mais uma aventura conhecida como carnaval, o primeiro propriamente dito após o longo e difícil período da pandemia de Covid-19, é importante falarmos sobre um outro aspecto da folia, menos abordado e visibilizado nas narrativas dominantes sobre o tema. Num recorte temporal mais recente, é possível perceber que em algumas cidades, com o aumento da escala, proporção e engajamento dos festejos carnavalescos, aliado ao grande interesse turístico e econômico disparado pela festa, o carnaval passou a mobilizar engendramentos cada vez mais amplos de logísticas, equipamentos e estruturas. Esses elementos passaram a tensionar uma série de espacialidades e outras dinâmicas urbanas existentes, incorporando-se, cada vez mais invasivamente, na relação entre essa importante festa popular e determinados espaços das cidades.
A influência da arquitetura baiana: entrevista com Sotero Arquitetos

Em mais um episódio de entrevista, o Arquicast conversa com o fundador do escritório Sotero Arquitetos, o arquiteto Adriano Mascarenhas, formado na Universidade Federal da Bahia com trabalhos bastante diversificados em escala e programas. Com sua sede às margens da Baía de Todos os Santos, a equipe adota uma postura investigativa na sua prática projetual, e vem conquistando diversos prêmios nacionais, com publicações das suas obras no Brasil e no exterior.
Desmonte da cidade portuária: o potencial marítimo em Salvador

Em 1972, Caetano Veloso anuncia na canção Triste Bahia que “o vapor de Cachoeira já não navega mais no mar”. De fato, somos uma geração que desconhece a capacidade náutica de Salvador, uma vez que a maioria não teve a oportunidade de conviver com o cotidiano da cidade portuária. Um breve olhar nos registros realizados por fotógrafos como Marcel Gautherot, Pierre Verger e Lázaro Roberto, entre as décadas de 1950 a 1970, permite verificar que as dinâmicas cotidianas realizadas junto ao mar eram abissalmente diferentes das atuais.
Requalificação Urbana da Praça Marechal Deodoro / Sotero Arquitetos

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Arquitetos: Sotero Arquitetos
- Área: 21395 m²
- Ano: 2018
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Fabricantes: Pedras Jacobina, Trimble, Wingramar, ZWCAD, mmcite
Apartamento Dendê / Sinta Arquitetura

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Arquitetos: Sinta Arquitetura
- Área: 49 m²
- Ano: 2020
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Fabricantes: Home Design
Dell’Architettura: a presença italiana na paisagem soteropolitana

Nas três primeiras décadas do século passado, a paisagem soteropolitana foi transformada de forma indelével por um grupo de imigrantes italianos: engenheiros, arquitetos, construtores, decoradores, pintores e escultores, oriundos das mais diversas regiões italianas, da Calábria à Toscana, da Basilicata ao Lácio, do Piemonte à Sicília.



















