Arquitetura Japonesa

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Quando os edifícios se tornam relevantes? Repensando o patrimônio a partir do tempo local

Um edifício ainda em processo de ajuste, reparo e debate é declarado Patrimônio Mundial. Outro, igualmente influente, precisa sobreviver por cinco séculos antes que alguém considere protegê-lo. Isso não é uma anomalia no sistema de preservação patrimonial; é o próprio sistema. Em diferentes partes do mundo, a arquitetura não envelhece no mesmo ritmo porque o próprio tempo não é neutro. Ele é cultural, político e profundamente desigual. Aquilo que chamamos de “patrimônio” não é simplesmente arquitetura antiga; é arquitetura que alcançou o momento certo em um determinado lugar.

Um Dia no Bazar: A Arquitetura Vista Através do Tempo

A arquitetura costuma ser representada como um objeto estável: um edifício capturado em um momento de clareza visual, isolado das contingências ao redor. Plantas, cortes e fotografias prometem legibilidade ao suspender o tempo. No entanto, muitos dos espaços públicos mais duradouros do mundo resistem completamente a esse modo de representação. Eles não foram feitos para serem compreendidos de imediato, nem revelam sua lógica apenas pela forma. Sua inteligência espacial emerge aos poucos — pela repetição, pela ocupação e pela duração.

Arquitetura como um meio vivo: conheça a obra do IGArchitects

Fundado em 2020 por Masato Igarashi, IGArchitects é um escritório de arquitetura com sede em Tóquio e Saitama, Japão. O estúdio, um dos vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, explora uma arquitetura duradoura por meio de um trabalho cuidadoso, mas assertivo, de estrutura, escala e materialidade. Antes de estabelecer seu próprio escritório, Igarashi trabalhou na renomada empresa Shimizu Sekkei, bem como no Suppose Design Office, adquirindo experiência em projetos que vão desde grandes empreendimentos a projetos de pequena escala, mais conceituais. Essa ampla experiência continua a direcionar o foco atual do IGArchitects em arquitetura residencial e comercial em todo o Japão.

De elefantes brancos a estruturas sustentáveis: a história das arquiteturas olímpicas

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Para as cidades, sediar um evento olímpico é uma honra e uma oportunidade significativa de crescimento, mas também representa um desafio importante. Com mais de 200 nações participando dos Jogos, eles se destacam como a maior competição esportiva do mundo. No entanto, adaptar a infraestrutura pública e esportiva para acomodar o aumento repentino de pessoas e a escala desses eventos pode resultar em problemas após o encerramento, como estruturas subutilizadas conhecidas como "elefantes brancos". Apesar disso, as Olimpíadas incentivam transformações urbanas, levando as cidades a investir em melhorias em transporte, moradia e espaços públicos. Um exemplo marcante é Paris, que inaugurou sua primeira linha de metrô durante a segunda edição dos Jogos Olímpicos, em 1900.

Riken Yamamoto: conheça a obra construída do vencedor do Prêmio Pritzker 2024

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Este ano, o Prêmio Pritzker foi concedido a Riken Yamamoto, arquiteto nascido em Pequim, que logo após a Segunda Guerra Mundial se estabeleceu em Yokohama, Japão, onde desenvolveu um profundo interesse pela arquitetura e por como ela poderia moldar as vidas das pessoas e da sociedade como um todo. Yamamoto fundou sua prática, Riken Yamamoto & Field Shop, em 1973, apenas cinco anos após se formar na Universidade Nihon, Departamento de Arquitetura, Faculdade de Ciência e Tecnologia, e após obter seu Mestrado em Artes em Arquitetura pela Universidade de Artes de Tóquio, Faculdade de Arquitetura em 1971. Desde então, Yamamoto tem atuado como professor titular e professor visitante em várias universidades e instituições, incluindo a Universidade Kogakuin, Departamento de Arquitetura, a Escola de Pós-Graduação de Arquitetura de Yokohama e a Universidade de Artes de Tóquio.

Arquiteto japonês Riken Yamamoto recebe o Prêmio Pritzker de Arquitetura 2024

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O arquiteto japonês Riken Yamamoto foi agraciado com o Prêmio Pritzker de Arquitetura 2024. Conhecido por estabelecer uma “relação de parentesco entre os domínios público e privado" e criar "arquitetura como pano de fundo e também destaque para a vida cotidiana", Yamamoto é o 53º homenageado do mais prestigiado prêmio arquitetura do mundo — e o nono arquiteto do Japão a receber a honraria, juntando-se a Arata Isozaki, Shigeru Ban, Kazuyo Sejima, Ryue Nishizawa, Kenzō Tange, Fumihiko Maki, Toyo Ito e Tadao Ando. Sucessor de David Chipperfield em 2023, Francis Kéré em 2022, e Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal em 2021, Yamamoto receberá prêmio durante a 46ª cerimônia do Prêmio Pritzker em Chicago ainda no primeiro semestre deste ano, e dará uma palestra no S.R. Crown Hall, no Instituto de Tecnologia de Illinois, em 16 de maio.

BIG divulga projeto para casas de férias no Japão que combinam arquitetura dinamarquesa e japonesa

O BIG divulgou imagens de seu projeto "Not A Hotel Setouchi" (Não é um Hotel em Setouchi) no Japão. A inspiração para o projeto provém da beleza circundante e das obras de arte paisagísticas japonesas, localizadas no cabo sudoeste da Ilha Sagi, com vista para o Mar Interior de Seto. Composto por três vilas de férias distintas, o Not a Hotel pretende harmonizar influências arquitetônicas japonesas e dinamarquesas.

Da descarbonização à expressão ornamental: projetos inovadores impressos em 3D

A impressão 3D apresenta um vasto potencial devido à sua facilidade de fabricação em larga escala, flexibilidade na exploração de materiais e capacidade de materializar diversas geometrias. No decorrer de 2023, arquitetos e designers exploraram essa tecnologia para descarbonizar os materiais de construção, integrar a estética contemporânea com métodos construtivos tradicionais e adicionar uma camada de artesanato e arte tanto aos interiores quanto às fachadas.

Elevar a conectividade das cidades: as passarelas urbanas

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Em uma cidade, celebrar o ato de caminhar tornou-se uma forma de planejamento não convencional. Na era dos carros, ao longo de quase todo o século XX, desafiar a supremacia do transporte automotivo ao promover a experiência pedestre não era muito comum. Por essa razão, as passarelas para pedestres em todo o mundo se destacam como símbolos de conectividade e engenhosidade arquitetônica. Inicialmente concebidas como soluções práticas para o gerenciamento de tráfego, essas passarelas às vezes assumem o caráter de marcos icônicos e elementos cruciais no planejamento urbano.

Harmonia com o lugar: uma conversa com Kengo Kuma

A 3ª edição do Shaping the City, um fórum sobre desenvolvimento urbano sustentável, ocorreu em Veneza entre os dias 24 e 25 de novembro, após eventos bem-sucedidos em Chicago e Nova Orleans. Organizado pelo European Cultural Centre, o fórum faz parte da exposição Time Space Existence, da Bienal de Arquitetura de Veneza, e reuniu urbanistas, arquitetos, acadêmicos e políticos de todo o mundo. O arquiteto japonês Kengo Kuma estava entre os especialistas convidados para falar sobre a interseção entre a natureza e o ambiente construído na arquitetura japonesa.