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Elefantes brancos: projetos caríssimos, fracassados e vergonhosos em todo o mundo

  • 15:00 - 19 Outubro, 2016
  • por
  • Traduzido por Camilla Sbeghen
Elefantes brancos: projetos caríssimos, fracassados e vergonhosos em todo o mundo
Elefantes brancos: projetos caríssimos, fracassados e vergonhosos em todo o mundo, Cortesia Desconhecido
Cortesia Desconhecido

Nem todas as obras de arquitetura são um êxito econômico e social. Mas há um temido termo, reservado somente para os projetos mais embaraçosos: 'elefantes brancos'. O termo provém da história dos reis de Siam, a atual Tailândia, que segundo a lenda, presenteavam os cortesões que não lhes agradavam com um sagrado elefante albino. Rejeitar o presente de um rei era inaceitável, mas sendo sagrados, estes animais não poderiam ser usados como força de trabalho, o que levaria, inevitavelmente, o cortesão à ruína.

Claro que na arquitetura, o termo 'elefante branco' é utilizado com frequência para menosprezar certos projetos e se o projeto merece tal infâmia, isso costuma ser uma questão de perspectiva. Frequentemente monstruosidades ou lembranças dos fundos mal gastos, estes projetos se negam a ser esquecidos, apesar de existir poucas pessoas que os querem recordar. Salpicados pelo mundo e através da história, todos eles têm algo em comum: ainda que talvez (ou talvez não) alguma vez eles tenham parecido um bom projeto no papel, provavelmente eles deveriam ter ficado por aí. 

1. Estação Central de Ônibus de Tel Aviv  – Tel Aviv, Israel

© <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Moshe2006_0605_110114.JPG'>Wikimedia user Mozesy2k</a> licensed under <a href='https://en.wikipedia.org/wiki/en:public_domain'>public domain</a>
© Wikimedia user Mozesy2k licensed under public domain

Esta estação de ônibus de 230.000 metros quadrados e oito pavimentos inaugurou em 1993 com aspirações de um 'interior micro-metrópole'. O arquiteto Ram Karmi, inclusive chegou a ganhar o Prêmio Israel de arquitetura. Entretanto, a Estação Central de Ônibus de Tel Aviv chegou a contradizer seu êxito, dado ao estado de abandono da megaestrutura. As milhares de lojas tiveram dificuldades para encontrar inquilinos, as entranhas do gigante de concreto são um labirinto confuso de corredores e sua localização, no sul de Tel Aviv, era ilógica para um terminal de ônibus.

Hoje em dia, seções completas da estrutura estão desabitadas ou utilizadas somente para fins ilícitos; antigas lojas e corredores serpenteantes ocultam trabalhadores sexuais, vendedores de drogas, festeiros e outras pessoas que apreciam a sinuosa escuridão. – 99% Invisible

2. Palácio do Parlamento – Bucareste, Romênia

© <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Parlamentspalast_in_Bukarest_am_Tag.jpg'>Wikimedia user Marco Almbauer</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en'>CC BY-SA 3.0</a>
© Wikimedia user Marco Almbauer licensed under CC BY-SA 3.0

O terceiro maior edifício do mundo, o Palácio do Parlamento, possui uma superfície construída de 365.000 metros quadrados e gasta mais de $6 milhões ao ano somente em calefação e luz, um feito que é especialmente surpreendente levando em conta que 70% do edifício permanece vazio. O edifício nasce da ditadura de Nicolae Ceausescu e a construção do palácio incluiu o deslocamento de quarenta mil pessoas e a demolição de igrejas, hospitais e edifícios religiosos.

A construção envolveu 700 arquitetos e 20.000 pedreiros que faziam três turnos durante o dia, além de 5.000 membros do exército, 1,5 milhões de trabalhadores da fábrica e um exército de supostos voluntários. - CNN

3. Estádio Olímpico – Montreal, Canadá

© <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Le_Stade_Olympique_3.jpg'>Wikimedia user Tolivero</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en'>CC BY-SA 3.0</a>
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O edifício Olímpico que talvez tenha causado o maior detrimento per-capita, o estádio de 1976 em Montreal, gerou muitos problemas desde sua concepção até a atualidade. Seu complexo desenho e atrasos aumentaram o custo do projeto fazendo com que a dívida olímpica final de C$ 1.16 milhões de dólares não fosse paga até o ano de 2006. Hoje em dia, o estádio ainda precisa de um inquilino permanente e sua cobertura se mantem estruturalmente inadequada.

4. Jantar Mantar – Jaipur, Índia

© <a href='https://www.flickr.com/photos/mckaysavage/1026583267/'>Flickr user mckaysavage</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/'>CC BY 2.0</a>
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Construído em 1734 por Maharaja Jai Singh II, o local ao ar livre do Jantar mantar de Jaipur consta de dezenove instrumentos astronômicos de pedra, incluindo o maior relógio de sol do mundo, com um gnômon de 22,6 metros de altura. A razão da monumentalidade dos instrumentos foi a crença do Maharajá de que os instrumentos de pequena escala utilizados por Ptolomeo apresentavam resultados imprecisos. Entretanto acontece totalmente o contrário, sua amplitude facilita o desalinhamento, por isso o complexo caiu em desuso.

5. Cidade da Cultura da Galícia – Santiago de Compostela, Espanha

© <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santiago_Cidade_da_Cultura_01-05.JPG'>Wikimedia user P.Lameiro</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en'>CC BY-SA 2.0</a>
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Parcialmente aberta em 2011, a construção dos dois edifícios finais da cidade desenhada por Peter Eisenman, a Cidade da Cultura da Galícia, foi finalmente interrompida em 2013, após o baixo número de visitantes e custos extremamente altos.

'Nasceu na Espanha do excesso e abre-se durante um colapso econômico, como uma espécie de monumento a bolha da construção', escreveu um jornalista espanhol; o crítico britânico Oliver Wainwrihgt o chamou de 'um projeto de vaidade inflada' – Architect Magazine

6. Novo Centro Comercial China Sul – Dongguan, China

© <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:NewSouthChinaMall-Court.jpg'>Wikimedia user David290</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/publicdomain/mark/1.0/'>public domain</a>
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Alguns restos fragmentários de vida (renovações e um leve aumento no tráfego de visitantes) mantem o centro comercial à tona, ainda que a duras penas. O centro comercial de 2350 lojas continua estando em grande parte vazio, 11 anos depois da sua abertura, principalmente devido a sua localização em Dongguan, onde a maior parte dos 10 milhões de habitantes são trabalhadores imigrantes economicamente pobres e não de classe média ou alta.

Fora do centro comercial, uma gigante esfinge egípcia e uma réplica do Arco do Triunfo foram erguidas junto a fontes e canais completos com gôndolas venezianas. Ela inclusive se vangloriava por ter uma montanha russa na parte interna. – CNN

7. Aeroporto Central da Cidade Real – Ciudad Real, Espanha

© <a href='https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a1/Airport_Ciudad_Real_LERL_1.JPG'>Wikimedia user Africa Twin</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/publicdomain/mark/1.0/'>CC BY PDM</a>
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O Aeroporto Central da Ciudad Real é um claro elefante branco, custando € 1.1 bilhões para ser construído e fechar depois de três anos de funcionamento. Com sua decolagem final em 2011, sua função em um episódio de 2013 de Top Gear é, provavelmente, a maior ação que teve a história recente do aeroporto. O proprietário inicial do aeroporto declarou falência com 300 milhões de euros em dívida e o aeroporto foi finalmente vendido este ano por €56 milhões de euros após uma série de leilões falidos, entre eles um que teve somente uma oferta de meros €10,000.

8. Cidade de NaypyidawNaypyidaw, Myanmar

© <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:20160808_Naypyidaw_9054.jpg'>Wikimedia user Jakub Hałun</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/deed.en'>CC BY-SA 4.0</a>
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Naypyidaw converteu-se na capital de Myanmar depois de uma misteriosa mudança desde Yangon (também conhecido como Rangún). As advertências de um astrólogo encontra-se entre as razões especuladas para a mudança em 2006. O tamanho geográfico de Naypyidaw (seis vezes a área da cidade de Nova Iorque), suas ruas com 20 vias e seus gigantes, porém vazios, centros comercias, todos enfatizam seu estado fantasma.

A cidade se sente como uma prova extrema da teoria 'se constrói, eles vendem'. Porém até agora, com o governo que moveu pelo menos uma das suas agências de investimento novamente a Rangún, está parecendo um fracasso espetacular. – The Guardian

9. Hotel Ryugyong – Pyongyang, Coreia do Norte

© <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Views_from_Yanggakdo_International_Hotel_09.JPG'>Wikimedia user Nicor</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en'>CC BY-SA 3.0</a>
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Talvez o principal símbolo dos elefantes brancos da arquitetura é o Hotel Ryugyong em Pyongyang. O projeto possui uma data de abertura perpetualmente atrasada, com 105 pavimentos vazios, é o edifício desocupado mais alto do mundo.

'Hoje em dia, quase 30 anos e uma estimativa de $750 milhões de dólares depois, esta ameaçante, reluzente, ponta de flecha futurista-modernista de edificio é essencialmente uma antena de telecomunicações glorificada.' – The Daily Beast

10. Cidade das Artes e das Ciências – Valência, Espanha

© <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:The_City_of_Arts_and_Sciences_complex_by_Santiago_Calatrava_and_F%C3%A9lix_Candela._Valencia,_Spain,_Southwestern_Europe._September_28,_2014.jpg'>Wikimedia user Mstyslav Chernov</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/deed.en'>CC BY-SA 4.0</a>
© Wikimedia user Mstyslav Chernov licensed under CC BY-SA 4.0

O arquiteto Santiago Calatrava ficou muito conhecido pela triste história do seu complexo de arte feito na sua cidade natal, tanto por sua cobertura em ruínas em somente oito anos depois da finalização quanto por superar o orçamento original em quatro vezes. Apesar do seu atrativo turístico e a aparição no filme Tomorrowland, os cidadãos locais têm sido indiferentes ao complexo monumental. Em uma forma alternativa de turismo, era um destino chave no 'tour do esbanjamento' de Valência, que pretendia mostrar aos estrangeiros onde vai sua contribuição econômica. "Eles estão interessados em saber onde está o dinheiro...", explicou Miguel Ángel Ferris Gil a NPR quando fez o tour em 2013. "E nós vamos mostrar onde não está o dinheiro. nas escolas públicas, nos hospitais".

11. Centro Nacional de Música Popular – Sheffield, Reino Unido

© <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:National_Centre_for_Popular_Music.jpg'>Wikimedia user Mark Morton</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/deed.en'>CC BY-SA 2.0</a>
© Wikimedia user Mark Morton licensed under CC BY-SA 2.0

Após o primeiro lugar de Nigel Coates Architects no concurso RIBA, este projeto de £15 milhões abriu suas portas em março de 1999. Entretanto, o número de visitantes não foi suficiente para manter o fluxo de caixa e fecha depois de somente um pouco mais de ano. A Universidade de Sheffield Hallam, finalmente dá esperança a construção no ano 2003 através da compra por £1,85 milhõess para o uso como União de Estudantes.

Correção: Quanto a Cidade das Artes e das Ciências de Valência, este artigo definiu que o complexo 'é' a parada chave no tour do 'esbanjamento' mencionado. De fato, o percusso atualmente não funciona, por isso o artigo foi atualizado. O link mudou, já que originalmente dirigia a um artigo sobre Calatrava sendo acusado pela cidade de Valência e Calatrava nunca foi acusado pela cidade. Além disso, mesmo que (como se mencionou na introdução deste artigo) a designação de 'elefante branco' seja subjetiva, os representantes de Santiago Calatrava solicitaram a inclusão das seguintes aclarações:

  • O fato do projeto final superar o orçamento original sucedeu em grande parte devido ao alcance do projeto ter mudado significativamente. O requerimento e orçamento inicial era para três edifícios, porém o complexo foi composto por sete edifícios e duas pontes.
  • O problema dos azulejos na fachada foi resolvido com satisfação do cliente e com a colaboração de Santiago Calatrava. Por outro lado, a reconstrução da fachada danificada foi feita seguindo o desenho original e os materiais especificados por Calatrava, demostrando que os defeitos não eram sua responsabilidade.
  • A Cidade das Artes e das Ciências é o segundo complexo cultural mais visitado na Espanha, depois de Alhambra, em Granada.

Sobre este autor
Sharon Lam
Autor
Cita: Lam, Sharon. "Elefantes brancos: projetos caríssimos, fracassados e vergonhosos em todo o mundo" [White Elephants: Over-Budget, Unsuccessful, and Embarrassing Architecture Projects From Around the World] 19 Out 2016. ArchDaily Brasil. (Trad. Sbeghen Ghisleni, Camila) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/797403/elefantes-brancos-projetos-carissimos-fracassados-e-vergonhosos-em-todo-o-mundo> ISSN 0719-8906

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