Acima: Vídeo da apresentação final da Danjiang Bridge por Zaha Hadid Architects, com sequências de construção feitas pela Morean Digital Realities e entorno fornecido pelo Studio MIR.
Nesta época de rápidas respostas e decisões, é mais importante do que nunca para os arquitetos serem capazes de fornecer aos clientes uma ideia clara do que será construído. Felizmente para nós, existem empresas que se especializam em ajudar nesse processo. A Morean Digital Realities, por exemplo, é uma empresa de representação que trabalha em conjunto com arquitetos para criar renderizações e animações que ajudam a explicar como os projetos funcionarão. Essas visualizações podem ser feitas para clientes, concursos ou usadas como material para captação de recursos. Seu trabalho recente inclui um vídeo para o concurso da Danjiang Brigde, em que Morean forneceu uma animação dramática acompanhado por uma montagem do entorno feita por outra empresa visualização, o Estúdio MIR. Juntos, esses dois estúdios de visualização ajudaram o escritório Zaha Hadid Architects a conquistar a comissão do projeto.
O ArchDaily falou com três membros da equipe desse projeto - Saman Saffarian, diretora de projeto no Zaha Hadid Architects; Karl Humpf, diretor de pontes internacionais do Leonhardt, Andrä und Partner; e Gonzalo Portabella, arquiteto e diretor Gerente do Morean Digital Realities - sobre o papel da representação digital dentro da arquitetura e como o campo ainda pode se expandir.
Olhando para a Casa do Baile não é de todo fundamental referir o nome do autor, pois ele por si próprio emana o seu jeito de fazer arquitetura. A curva é algo que lhe é natural, mas é na forma como se integra e funde com a paisagem que afirmamos determinantemente a identidade do autor.
Implantada numa ilha artificial junto à também artificial lagoa da Pampulha em Belo horizonte (criada para o efeito) a casa foi ligada à avenida Otacílio Negrão de Lima por uma ponte de concreto de cerca de 11 metros. De facto, o concreto é um material muito presente não só neste projecto mas em todo o conjunto de Pampulha.
Nos seus artigos para ArchSmarter, Michael Kilkelly se apresenta como um tecnófilo: alguns dos seus temas favoritos são as ferramentas do Revit, a codificação, Excel, automatização e... Moleskine? Neste artigo, publicado originalmente no ArchSmarter como "Why I Still Use a Sketchbook", Kilkelly explica por que apesar de toda a tecnologia, os cadernos seguem sendo uma das ferramentas mais importantes.
Eu estava em um pânico total.
Cheguei ao hotel quando me dei conta que deixei meu caderno de desenhos no táxi. Estava ficando louco. Liguei para a companhia de táxi e lhes expliquei, com uma crescente sensação de urgência, o que aconteceu.
“Você esqueceu seu caderno de desenho? O que é isso? Uma espécie de computador portátil? "Não", expliquei. "É um caderno com um bom papel. Desenho nele. Sabe? Com uma caneta". "Por que não usa um iPad?" "Mas eu gosto de desenhar. Eu gosto da sensação do papel e nunca fica sem bateria", respondi. "Bom, eu tenho um aplicativo de desenho no meu iPad. Além de milhares de jogos. E também posso ler o jornal, revisar meu e-mail..."
Cabral examina o modelo da Capela do Chá. Cortesia de Gloria Cabral e Peter Zumthor/Rolex Mentor and Protégé Arts Initiative
Em maio do ano passado, a iniciativa Rolex Mentors & Protégés anunciou uma surpreendente parceria: a arquiteta paraguaia Gloria Cabral foi selecionada para passar um ano trabalhando ao lado do famoso arquiteto suíço Peter Zumthor. As diferenças entre ambos - do idioma que falam ao tempo de suas carreiras - eram óbvias desde o início. Mas, como explorado neste artigo de Paul Clemence, originalmente publicado na Metropolis Magazine como "Intuitive Connection" , ao longo do último ano os dois arquitetos vêm descobrindo que as coisas que têm em comum são muito mais profundas.
Esta é uma dupla improvável. Ele é um arquiteto bem estabelecido com uma longa carreira que trabalha em uma pequena cidade localizada no meio das montanhas do cantão Graubünden na Suíça; ela está no início de uma promissora carreira em Assunção, capital e maior cidade do Paraguai. Eles não compartilham nem um idioma em comum, no entanto, se conectam através de algo mais forte que a palavra falada: um senso intuitivo de espaço - e sua ética de trabalho.
A urbanização vem se desenvolvendo num ritmo acelerado, considerado como um processo sem precedentes na história. A esse respeito as Nações Unidas (ONU) alertou em 2013 que essa velocidade é uma ameaça para o desenvolvimento sustentável, colocando em risco a capacidade das cidades em satisfazer as demandas de recursos e serviços da população. Globalmente, estima-se que em 2030 chegar-se-á nos 8,5 bilhões de pessoas, dos quais 60% viverão em centros urbanos.
Por essa razão ONU coordenou a elaboração da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, aprovada na semana passada na Cúpula do organismo, e que conta com 17 objetivos focados em orientar como devem ser os programas ambientais, de bem-estar, econômicos e sociais ao longo dos próximos 15 anos.
A partir desse documento, a engenheira e professora de Meio Ambiente Urbano e Ecologia Humana da Universidade Nacional da Austrália, Xuemei Bai, dedicada a investigar sobre análise e desenvolvimento urbano, resiliência, sustentabilidade e uso do solo, elaborou 10 ideias para se ter cidades mais habitáveis em 2030.
É possível manter as mais elevadas determinações do conhecimento que deu Kant e, no entanto, contradizer sua concepção teórico-cognitiva da estrutura sobre conhecimento natural ou experiência. Estas supremas determinações descansam no sistema das categorias. Mas como se sabe, Kant não estabeleceu tais determinações como únicas, senão que fez dependente a validez das categorias para a experiência da natureza de sua relação com respeito aos contextos determinados espaço-temporalmente. Nessa explicação da dependência da validez das categorias descansa a contraposição de Kant à metafísica. A afirmação sobre a possibilidade da metafísica pode ter agora realmente pelo menos três significações diferentes, das quais Kant afirmou a positiva possibilidade de uma e discutiu a das outras duas.
“Para mim, luz e espaço são os grandes luxos” - Calvin Klein
Assim como a arquitetura, a moda é uma arte que lida com estrutura e forma, uma arte que relaciona forma e função com o corpo humano. Frequentemente, a introdução de um pequeno elemento como um zíper ou um a maçaneta pode alterar a percepção do trabalho. No fim, a imagem está nos detalhes. Assim, não deveria causar surpresa o fato de que o famoso designer Calvin Klein tenha uma forte relação com a arquitetura.
Nesta palestra, proferida no início de novembro na Harvard Graduate School of Design, Klein descreve como a arquitetura tem desempenhado um papel importante em suas coleções e campanhas ao longo de uma carreira de mais de 40 ano. Seu auto-proclamado amor pelo minimalismo é evidenciado através de sessões fotográficas em locações que vão desde as paredes brancas de Satorini e as estruturas de barro de Taos Pueblo até a Chinati Foundation de Donald Judd. Assista ao vídeo acima para saber mais da opinião de Calvin Klein sobre arquitetura, design e moda.
"Qual é o estado da arte da arquitetura atual?" foi a pergunta feita por Joseph Grima e Sarah Herda, diretores artísticos da Primeira Bienal de Arquitetura de Chicago, onde 40 arquitetos de todo o mundo foram convidados a refletir, buscando "demostrar como a criatividade e inovação podem transformar radicalmente nossas experiências vividas", segundo os organizadores.
Entre os escritórios convidados ao evento, A Equipe de Mazzanti (Giancarlo Mazzanti) defende que a arquitetura é um processo vivo muito mais do que um objeto finalizado e estático". Justificando esta postura, o escritório apresentou a A Arquitetura Falante ("Speaking Architecture"), uma exibição "pensada como um lugar para brincar, uma cobertura de ações e reações; uma arquitetura de eventos".
Com a intenção de que o espectador aprenda a ter controle, a instalação rompe com a concepção clássica da exibição, como espaço controlado, estático, limitado e unidirecional. Na mudança, criam "novas possibilidades e distintas configurações para habitar o espaço".
Desfrutar do tempo livre em espaços públicos bem desenhados é um dos aspectos mais importantes para a maior parte dos que vivem em uma cidade. Então, por que é investido tão pouco tempo e dinheiro para seu desenho? Neste artigo, publicado originalmente na revista Metropolis com o título "Designing Outdoor Public Spaces is Vital to the Future of our Cities", Kirt Martin, vice-presidente de Design e Marketing do escritório de mobiliário urbano Landscape Forms, afirma que o paisagismo e o design industrial focados no setor público são a chave para a saúde e a felicidade das cidades.
Todos apreciamos nosso tempo em espaços abertos. Mas por que prestamos tão pouca atenção em seu desenho?
Como designer de mobiliário urbano, sempre tenho curiosidade sobre quanto as pessoas apreciam os espaços ao ar livre. Eu gosto de ter como tema de conversa perguntas sobre a descrição de grandes cidades como Nova Iorque, Chicago ou Paris e o que ficou marcado na memória dos visitantes quando estiveram ali. Se este não é o caso, pergunto onde iriam e o que fariam se ganhassem $25,000 para gastar nas férias sonhadas. Suas melhores experiências em uma cidade célebre ou em uma paisagem natural sempre têm algo em comum, exceto por um ponto: aquelas que são mais memoráveis sempre têm como cenário os espaços ao ar livre.
https://www.archdaily.com.br/br/772473/paisagistas-a-chave-para-o-futuro-das-nossas-cidadesKirt Martin
Após ser anunciada como vencedora da chamada de intervenções urbanas do 180 Creative Camp no início deste ano, a equipe colombiana composta por María Mazzanti e Martin Ramirez construiu sua proposta no centro da cidade portuguesa de Abrantes. O projeto, intitulado "Domesticity", empregou mobiliário antigo dos habitantes de Abrantes, devidamente reformado pelos designers, na criação de um espaço de estar externo e compartilhado onde as pessoas podiam interagir.
Qual a cidade do mundo tem o sistema de metrô com mais quilômetros? Qual o metrô que transporta mais passageiros ao ano? Quanto custa viajar nos melhores sistemas de metrô do mundo?
Essas são algumas perguntas que o site americano Business Insider, que se dedica a cobrir, principalmente, notícias de economia e tecnologia, responde numa publicação em que menciona quais as principais características de onze sistemas de metrô de diferentes cidades reconhecidos como os melhores a nível mundial.
Desde o curso 2007-2008, o disciplina de Ética da School of Architecture (UIC Barcelona, Espanha) analisa a obra cinematográfica de Alfred Hitchcock, soba ênfase do projeto de arquitetura. Nesta análise do historiador e teórico de arte Alfons Puigarnau e o arquiteto Ignacio Infiesta, o espaço é entendido como uma caixa cenográfica e desenvolve um papel vital, onde se analisa a estratégia visual em relação ao roteiro e a trilha sonora, com a intenção de criar uma deliberada atmosfera de suspense/thriller.
Ao longo deste curso, direcionado a estudantes de arquitetura do terceiro ano, estuda-se o olhar o do diretor de cinema como se fosse um elemento compositivo a disposição do arquiteto que projeta. Parte-se de uma analogia entre a lente da câmera que utiliza a luz e lápis do arquiteto que contorna as formas. De fato. Hitchcock enfatiza sempre o visual sobre o diálogo [1].
Conheça o trabalho dos alunos da School of Architecture UIC a seguir.
Na Bienal de Arquitetura de Chicago, o tema escolhido pelos diretores Joseph Grima e Sarah Herda foi deliberadamente amplo em escopo, com a expectativa de que mais de cem expositores trouxessem a sua própria perspectiva sobre o que é "O Estado da Arte da Arquitetura". Mas onde entra nisto uma das missões mais amplamente adotadas na arquitetura do século XXI: a sustentabilidade? Neste artigo, originalmente publicado no Architectstasy como "Chicago Architecture Biennial: The State of the Art of Sustainability" Jessica Letaw analisa cinco projetos que abordam a sustentabilidade no contexto da Bienal de Chicago.
Na primeira bienal de arquitetura da América do Norte, a Bienal de Chicago, sob o tema "O Estado da Arte da Arquitetura", firmas e estúdios de arquitetura de todos os seis continentes habitados foram convidados a mostrar seus trabalhos. Abrangendo todos os tamanhos e tipos de projetos, a Bienal apresenta soluções para problemas de projetos, desde teias de aranha à habitação social.
Os edifícios dos EUA usam cerca de 40% de todo o consumo de energia do país. É uma verdade desconcertante e mesmo que cada novo edifício passe a ser auto-suficiente no consumo de energia e água, o país ainda estaria em um curso intensivo, drenando recursos mais naturalmente disponíveis do que o nosso único planeta pode sustentar permanentemente . Neste ambiente, os arquitetos têm uma responsabilidade especial para educar-se sobre técnicas inovadoras de design sustentável, desde aqueles que têm trabalhado durante milhares de anos até aqueles que, como o título da Bienal sugere, são o estado da arte.
Então, o que a Bienal tem a dizer sobre sustentabilidade? Cinco projetos expostos demonstram diferentes abordagens em cinco escalas diferentes: materiais, edifícios, recursos, cidades e o globo.
https://www.archdaily.com.br/br/777489/5-projetos-na-bienal-de-chicago-que-mostra-o-estado-de-arte-da-sustentabilidadeJessica A S Letaw
Edifícios de madeira são regularmente celebradas por seu aspecto sustentável, pois o dióxido de carbono retirado da atmosfera pelas árvores permanece retido na estrutura do edifício. Mas e se pudéssemos fazer melhor, projetar edifícios que não só retém o carbono, mas ativamente absorvem dióxido de carbono para reforçar a sua estrutura? Neste artigo, originalmente publicado pela Federação Internacional de Arquitetos Paisagistas como "Baubotanik: Botanically Inspired Biodesign", Ansel Oommen explora a teoria e técnicas de Baubotanik, um sistema de construção com árvores vivas que busca alcançar exatamente isso.
As árvores são as guardiãs altas e tranquilas de nossa narrativa humana. Elas passam a vida inteira respirando para o planeta, sustentando vários ecossistemas, ao mesmo tempo que asseguram serviços essenciais na forma de alimento, abrigo e medicamentos. Seus ramos resilientes elevam tanto o céu como nossos espíritos. Sua grandeza refletida no velho musgo é um testamento da mudança dos anos e séculos, tanto que imaginar um mundo sem árvores é como imaginar um mundo sem vida.
Para continuar existindo, então, a humanidade não só deve coexistir com a natureza, mas também ser o seu benfeitor ativo. Na Alemanha, esta aliança é encontrada através da Baubotanik, ou Construções com Plantas Vivas Construções. Criado pelo arquiteto Dr. Ferdinand Ludwig, a prática foi inspirada na antiga arte da arborescultura.
Em Oslo a contaminação atmosférica é um problema que vem sendo combatido de maneira radical desde os anos 90, quando se propôs reduzir em 50% as emissões de gases de efeito estufa até 2020.
Naquela década começaram a ser implementadas normas que até hoje regulam as emissões das indústrias e veículos motorizados, sendo este último a principal fonte de poluição na cidade.
Por este motivo, as autoridades propuseram um plano - ainda em discussão - que a partir de 2019 proibirá a circulação de automóveis no centro da cidade, o que ajudaria a reduzir o trânsito nas demais partes da cidade e melhoraria a qualidade do ar.
Nos últimos anos, o sucesso crescente de Bjarke Ingels e sua empresa BIG tem sido difícil de não notar. Para um escritório que tem apenas 10 anos de existência, o número e alcance dos seus projetos é surpreendente; para lidar com a demanda, a empresa tem crescido e emprega hoje cerca de 300 pessoas. Este crescimento, porém, não aconteceu por acaso. Neste artigo, originalmente publicado em DesignIntelligence como "The Secret to BIG Success" Bob Fisher conversa com o CEO da empresa e a sócia Sheela Maini Søgaard a fim de descobrir o plano de negócios por trás do fenômeno BIG.
BIG é provavelmente o melhor nome do mundo para uma empresa.
O Bjarke Ingels Group (BIG) parece ter um impacto desproporcional em tudo o que faz. A empresa de arquitetura com sede em Copenhague vira convenções e hipóteses de cabeça para baixo e combina possibilidades contrastantes em maneiras escandalosamente ousadas, criativas e lúdicas. Projetos como Via na West 57th Street em Nova York e a Usina Amager Bakke em Copenhague são bons exemplos: o primeiro, um prédio de apartamentos em forma de pirâmide que desafia a floresta de torres retangulares em torno dele, e o segundo, uma usina de reciclagem que funciona como uma pista de esqui e solta fumaça em forma de anel.
O mundo tomou conhecimento. Seja através de elogios ou críticas e meios empresariais e culturais arquitetônicos tendem a utilizar um tom heroico ao descrever o trabalho da empresa: radical, ambicioso, ousado, confiante. Em suma ... BIG.
Neste artigo, publicado originalmente em MetaSpace como "Assassin's Creed 2 - Arquitetos que fazem jogos de videogame", o arquiteto espanhol Manuel Saga entrevista sua compatriota María Elisa Navarro, professora de arquitetura com ênfase em História e Teoria, que trabalhou na companhia Ubisoft Montreal como assessora histórica da equipe de desenho do jogo eletrônico Assassin's Creed II, desde os primeiros esboços até seu lançamento em novembro de 2009.
Durante seu doutorado na Universidade de McGill (Montreal), em um projeto de pesquisa entre a instituição e a Ubisoft Montreal, María Elisa Navarro assessorou todo o processo de desenvolvimento do jogo eletrônico, trabalhando com "uma pequena equipe de 20 pessoas até chegar a mais de 400 em um sótão enorme em Montreal", quando o projeto era totalmente secreto e trabalhando desde o figurino do final do século XV até a correção de erros arquitetônicos nas cidades recriadas, passando por detalhes ornamentais e pelo aspecto das edificações.
"Às vezes, por jogabilidade, necessitavam ter paredes muito texturizadas para que Ezio pudesse escalar, mas na hora de planejar estes elementos eram cometidas imprecisões. Por exemplo, lembro de um balcão com uma varanda de ferro que não pudia existir naquela época. Eu era responsável por detectar estes problemas", afirma Navarro nesta conversa com MetaSpace.
Por Daniela Hidalgo, arquiteta, mestre em arquitetura e planejamento rural. Candidata ao doutorado na Universidade de Tsinghua, Pequim. Trabalhou no escritório do arquiteto japonês Kengo Kuma. Atualmente é pesquisadora da Universidade de Tsinghua.
Os padrões idiossincráticos são uma série de variáveis constantes de traços, temperamento, caráter etc., distintivos e próprios de um indivíduo ou coletivo. Antes de iniciar uma proposta, o planejador deveria realizar um estudo de como as pessoas interatuam no espaço para, assim, conhecer os limites da comunidade. Isto é, identificar os locais por onde as pessoas mais circulam, atividades e pontos de interesse. Além disso, buscar padrões de porquê um espaço é bem quisto ou não por seus habitantes. E, finalmente, mapear como as pessoas realizam qualquer tipo de atividade comum no espaço.
A Case Study House 21 (Bailey House) de Pierre Koenig representa um ícone no programa Case Study, projeto visionário que reinventa o estilo de vida moderno desenvolvido por John Entenza para a revista Arts & Architecture. Ao ser concluída em 1959, a Arts & Architecture aplaudiu-a como "uma das ideias mais limpas e genuínas no desenvolvimento da pequena casa contemporânea", e continua sendo uma residência unifamiliar muito influente para arquitetos em todo o mundo. Agora o Archilogic modelou este ícone em 3D, para que você possa explorá-lo sozinho.
https://www.archdaily.com.br/br/776740/um-passeio-virtual-pela-case-study-house-number-21-ou-bailey-house-de-pierre-koenigDavid Tran and Pascal Babey, Archilogic
Cada ano morrem 1,2 milhão de personas em acidentes de trânsito, um problema que, caso se mantenha durante os próximos 15 anos, se converterá na quinta maior causa de morte no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Neste contexto, as Nações Unidas declararam que entre 2011 e 2020 seria a Década de Ação para a Segurança Viária, por isso estão sendo estudadas medidas para que no final deste período diminuam as mortes pela metade. Os resultados serão apresentados este mês em uma conferência em Brasília.
Como parte deste período, o Centro para Cidades Sustentáveis da Embarq e o Banco Mundial elaboraram um relatório que implica que os sistemas de corredores de ônibus (Bus Rapid Transit, BRT) incorporem em seus projetos determinadas características que são capazes de melhorar a segurança e reduzir os acidentes e vítimas fatais em até 50%.
Conheça, a seguir, as recomendações do informativo para projetar sistemas de BRT.
As principais cidades do mundo assumiram nos últimos anos a tarefa de elaborar planos em longo prazo que permitam melhorar a qualidade de vida de seus habitantes. Para isso, têm fomentado medidas que apontam para a criação de áreas verdes, infraestrutura para a mobilidade sustentável e redistribuição do espaço viário tendo em visa seu uso por pedestres e ciclistas.
Na semana retrasada, a Bienal de Arquitetura de Chicago abriu para mais de 31.000 visitantes e com muito alarde, por uma boa razão - trata-se do maior evento de arquitetura no continente desde a Exposição Universal de 1893 , com mais de cem expositores de mais de trinta países. Com um tema tão ambíguo como "O Estado da Arte da Arquitetura", e com a esperança de fazer a bienal, de acordo com diretores Joseph Grima e Sarah Herda, "um espaço de debate, diálogo e de produção de novas idéias", o evento certamente geraria opiniões igualmente abrangentes. Leia mais para descobrir o que os críticos têm a dizer sobre a Bienal.
"The Rendering View" é uma coluna publicada mensalmente no ArchDaily, escrita pela PiXate Crietive, fundada por Jonn Kutyla, que se dedica a elaborar dicas, sugestões e discussões mais amplas sobre a renderização na arquitetura.
Renderizações arquitetônicas digitais e suas homólogas desenhadas à mão servem o propósito de permitir que os clientes e investidores vislumbrem um edifício ou espaço muito antes de sua construção.
Mas enquanto as renderizações podem fornecer representações surpreendentemente precisas de edifícios, uma renderização feita no "estilo" errado pode criar expectativas irreais para o cliente, trazendo desapontamento com o arquiteto e os construtores, criando tensão e desconfiança. Por essa razão, entre outras, muitas pessoas no meio da arquitetura condenam o uso de renderizações, especialmente as digitais. No entanto, elas são simplesmente ferramentas e nada mais. Se você perguntar a dois artistas ou especialistas em renderização, separadamente, para criar uma imagem para o seu projeto, os resultados também dependem da habilidade e visão dessas pessoas. Hoje eu quero mostrar que, quando usado corretamente, as renderizações digitais deveriam ser as melhores amigas de um arquiteto.
Affonso E. Reidy, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, dezembro de 1959. Vista interna do Bloco de Exposições —segundo pavimento— durante sua construção. (Fonte: Centro de Documentação MAM. Foto de Aertsens Michel)
A obra de Affonso Eduardo Reidy condensa boa parte das preocupações contidas na introdução da arquitetura moderna no Brasil. Formado pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1930, foi membro do grupo dirigido por Agache para a remodelação do Rio e do grupo de jovens arquitetos que projetaram o edifício do Ministério da Educação, com a colaboração de Le Corbusier. Em 1932, se integra como arquiteto chefe da Prefeitura do Distrito Federal do Rio de Janeiro, cargo no qual permanece até finais da década de cinquenta.
https://www.archdaily.com.br/br/776776/uma-arquitetura-para-a-cidade-a-obra-de-affonso-eduardo-reidyEline Maria Moura Pereira Caixeta