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Seis filmes de suspense, sete estratégias de projeto arquitetônico

  • 13:00 - 27 Novembro, 2015
  • por Alfons Puigarnau e Ignacio Infiesta
  • Traduzido por Camilla Sbeghen
Seis filmes de suspense, sete estratégias de projeto arquitetônico
Seis filmes de suspense, sete estratégias de projeto arquitetônico

Desde o curso 2007-2008, o disciplina de Ética da School of Architecture (UIC Barcelona, Espanha) analisa a obra cinematográfica de Alfred Hitchcock, soba ênfase do projeto de arquitetura. Nesta análise do historiador e teórico de arte Alfons Puigarnau e o arquiteto Ignacio Infiesta, o espaço é entendido como uma caixa cenográfica e desenvolve um papel vital, onde se analisa a estratégia visual em relação ao roteiro e a trilha sonora, com a intenção de criar uma deliberada atmosfera de suspense/thriller.

Ao longo deste curso, direcionado a estudantes de arquitetura do terceiro ano, estuda-se o olhar o do diretor de cinema como se fosse um elemento compositivo a disposição do arquiteto  que projeta. Parte-se de uma analogia entre a lente da câmera que utiliza a luz e lápis do arquiteto que contorna as formas. De fato. Hitchcock enfatiza sempre o visual sobre o diálogo [1].

Conheça o trabalho dos alunos da School of Architecture UIC a seguir.

Psicose: Marta Delgado. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC Psicose: Marta Delgado. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecturede laUIC Barcelona , School of Architecture UIC Psicose: Moises Shabot. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC Psicose: Sergi Viñals.Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC + 39

Tradicionalmente as disciplinas de arquitetura foram divididas entre as que abarcam o campo prático da profissão e as que se inscrevem dentro da teoria. Há anos, a School of Architecture da UIC está realizando um esforço para implementar uma parte prática em todas as matérias da Área de Pensamento, com uma pedagogia capaz de ensinar os estudantes a imediata utilidade da teoria para o projeto próprio do arquiteto.

Esta disciplina foi estruturada em duas seções complementares. Por um lado, o historiador e teórico de arte Alfons Puigarnau dita conferências que desmascaram distintas estratégias de projeto, através da análise formal-compositiva dos elementos formulados por Hitchcock. Por outro, e ao mesmo tempo, o arquiteto  Ignacio Infiesta pretende criar uma parte prática a fim de propor aos estudantes do grupo de expressão gráfica que possam funcionar como materializações cenográficas da ideia de suspense no espaço arquitetônico.

Arquitetura e suspense: um plus de emoção para o projeto

Deixar o espaço em suspense. Talvez seja este um dos aspectos mais destacáveis que o cinema  pode contribuir com a arquitetura no momento de projetar/imaginar espaços intensamente emocionais. Hitchcock pensava o espaço arquitetônico como um modelo no qual representaria o conteúdo psicológico de um file a e coreografia dos seus movimentos dramáticos [2]. Neste sentido, os filmes analisados vão se desprendendo a fim de obter conceitos arquitetônicos que ajudem os alunos a desenvolver estratégias de suspense nos seus projetos.

O suspense é um poderoso meio para prender a atenção do espectador, seja "técnico"- deliberado hiato entre uma ação e um resultado - ou,"psicológico", onde prevalece o processo mental do espectador sobre a literalidade da ação filmada [3]. Por isso, todo o bom projeto de arquitetura, com os filmes de Hitchcock, deve desenvolver uma só ideia que acabe expressando-se no momento em que a ação alcança seu ponto dramático culminante [3]. Nesta disciplina este poder de fazer vibrar o expectador é algo comum no cinema e na arquitetura. 

Como afirma Hitchcock na entrevista realizada por François Truffaut: não se deve confundir o suspense com surpresa. As emoções são ingredientes indispensáveis para que exista o suspense. Para que haja suspense é necessário conhecer a situação espacial, sabendo que o ponto final é a surpresa. Para que haja suspense o espaço deve ser honesto, deve existir um elemento que coloque em tensão toda a ação, que torne inesperada a conclusão da experiência sobre este espaço. O suspense proporciona a atmosfera perfeita para que exista a surpresa.

1. PSICOSE: Muxarabi como elemento de suspense

Psicose(1960). Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC
Psicose(1960). Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC

Em Psicose (1960), manifesta-se uma das formas mais recorrentes para gerar uma atmosfera de suspense na obra de Hitchcock: o voyeurismo ou "ver sem ser visto". Na nossa retina está gravada a imagem de Norman Bates observando Marion Crane do quarto contíguo ao seu escritório. Dominar através do olhar sem que o outro sujeito esteja consciente, a dupla personalidade de Norman, assim com sua fixação por voyeurismo nos faz pensar que o potencial do muxarabi como elemento arquitetônico representa esta ambiguidade entre um estado mental e outro, entre a união da pele como ossos (taxiodermia). O conceito de voyeurismo também se expressa arquitetonicamente no filme pelo predomínio simbólico que exerce a casa de estilo vitoriano sobre a deliberada funcionalidade do edifício do Motel Bates. 

O muxarabi é um lugar intermediário. Espaço de suspense se situa sempre na fronteira entre dois meios: interior-exterior. Como os animais dissecados por Norman Bates, é uma pele viva. Também é importante enfatizar a trilha sonora de Bernard Hermann que, utilizando instrumentos de corda, nos leva a pensar que somente com um registro sonoro podemos ser capazes de criar suspense. 

2. FESTIM DIABÓLICO: O projeto como crime

Festim Diabólico (1948). Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC
Festim Diabólico (1948). Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC

O crime como a forma de arte mais pura. Assim é como Brandon e Philip planejam o assassinato de David. O planejamento e o preparo da ação nos podem ajudar a imaginar espaço arquitetônicos com esta metodologia. O crime tem a capacidade de acelerar o espaço ao buscar dramaticamente um desfecho. 

Festim Diabólico (1948) é o primeiro filme que Alfred Hitchcock rodava em Technicolor, cuja emulsão cromática acentuava a princípio os tons pastéis e a atenuava as cores frias, na mesma linha dos refinamentos buscados pelo diretor. O tempo deste filme não é um tempo narrativo, mas sim real. A estratégia central é o desenvolvimento da ação como se fosse rodado em uma só tomada, sem montagem. O próprio filme é considerado como um projeto de arquitetura, é possível entendê-lo em um só olhar, em uma só tomada contínua.

A unidade entre espaço-tempo é absoluta. Tudo o que acontece no espaço corresponde ao tempo, como podemos ver na mudança de luz do diorama que mostra a cidade de Nova Iorque. O Festim Diabólico possui a estrutura narrativa de uma tragédia grega: anticlímax-de início até a ação-clímax. A famosa unidade da ação, postulada na Poética de Aristóteles. 

Festim Diabólico: Camila Valenzuela. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC Festim Diabólico: Laura Vall. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC Festim Diabólico: Isabel Apan.Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC Festim Diabólico: Valeria García. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC + 39

3. UM CORPO DE CAI: O projeto como transição

Um corpo que cai (1958). Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC
Um corpo que cai (1958). Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC

A fita de Moebius é um fio-condutor em Um Corpo que Cai (1958). O símbolo da espiral que aparece em diferentes sequências da trama: o ramo de flores, os anéis das sequoias, o travelling de 360° no beijo da habitação ou o primeiro plano do coque de Kim Novak ou Carlota Valdés. A fita de Moebius entendida como eterno retorno, mas sobretudo como capacidade de transitar pela mesma superfície sem mudar de plano. Assim é como se desloca o personagem que interpreta Kim Novak, transitando entre as personagens cinematográficas de Madeleine e Judy Barton. 

Em uma das cenas mais emotivas do filme também podemos visualizar de forma efetiva o conceito de transição. O momento em que Scottie persegue Madeleine subindo pelo campanário da missão São João, Hitchcook brinca com o zoom da câmara, que não é outra coisa que uma metáfora entre o mundo dos vivos e dos mortos. 

Na arquitetura as formas de transição foram a consequência de objetos fixados previamente, e da necessidade prática que impõe a construção material de um edifício. Por exemplo, a passagem da forma quadrada da planta de cruz em uma igreja, até a forma poligonal ou circular da cobertura da cúpula. O interesse em um espaço em transição está em como se transita de uma forma à outra. 

Um corpo que cai (1958). Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC
Um corpo que cai (1958). Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC

Um corpo que cai: Sofia Gómez. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC Um corpo que cai: Philip Mountain. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC Um corpo que cai: Marta Delgado. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC Um corpo que cai: Lea Credidio. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC + 39

4. JANELA INDISCRETA: O projeto como olhar

Janela Indiscreta (1954). Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC
Janela Indiscreta (1954). Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC

Em Janela Indiscreta (1954), é produzida uma tensão entre quem vê e o que está sendo visto. Tudo isto através da seção do pátio interior da quadra. Hitchcock, ao conceder uma exagerada atenção aos objetos ópticos, nos introduz no tema do olhar. A arquitetura como somente olhar pode alcançar sua maior expressão em um jogo de seções. É justamente na parte onde se descobre o que está acontecendo com em um projeto, assim como se descobre o assassinato no filme.

Alfred Hitchcock foi um grande editar do ponto de vista dominado pela subjetividade. Esta força de predispor o olhar nos futuros espaços, manipulando os usuários que vemos sem ser vistos, também a possui o arquiteto quando se vê submergido no processo de esboço projetual ou anteprojeto. Em Janela Indiscreta, encontramos, além disso, um olhar tipicamente metropolitano. Somente em um espaço metropolitano o crime pode ser considerado uma obra de arte. Na vida ordinária da cidade qualquer coisa é possível. A seção de um ambiente metropolitano também explica a contradição entre a impossibilidade de estar sozinho e a forçosa solidão do anonimato. 

Janela Indiscreta (1954). Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC
Janela Indiscreta (1954). Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC

Janela Indiscreta: Ana Capella. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC Janela Indiscreta: Camila Valenzuela.Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC Janela Indiscreta: Ernesto Preciado. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC Janela Indiscreta: Marta Delgado. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC + 39

5. PACTO SINISTRO: O projeto como montagem

Pacto Sinistro (1950). Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC
Pacto Sinistro (1950). Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC

Costuma-se dizer que este é um dos poucos filmes do mestre de suspense que pertence ao gênero do "cinema negro " nascido em torno da Grande Crise de 1929. O cinema preto e branco trabalho o contraste entre luzes e sombras, sobretudo através da luz zenital. Pacto Sinistro (1950) está baseado em um livro de Patrícia Highsmith que leva o mesmo nome. Diferentemente de Festim Diabólico, este filme estrutura-se através de muitos fragmentos. O ato de montagem, unindo diferentes tomadas sem renunciar a uma composição total foi muito trabalhoso.

É possível criar um suspense realizando um trabalho de montagem? Hitchcock nos mostra no primeiro filme, onde intensifica e dramatiza o que poderia ser uma ação cotidiana. A câmera a nível do solo nos mostra o movimento antitético de dois homens distintos que se dirigem ao trem. Somente quando os pés se chocam acidentalmente, a câmera inicia uma panorâmica vertical e podemos ver os rostos dos personagens. A arquitetura de Enric Miralles é um exemplo de trabalho feito com base em fragmentos de anotações onde aparecem linhas que tecem e unem a obra. O fragmento sempre dá a possibilidade de explorar a tonalidade, seja de luz ou do próprio material. Entende-se o projeto como um processo, inclusive um processo aberto.

Pacto Sinistro: Shama Slaqui. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC Pacto Sinistro: Marta Delgado. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC Pacto Sinistro: Moises Shabot. Imagem Cortesia do Curso de Éticaa, School of Architecture UIC Pacto Sinistro: Camila Valenzuela. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC + 39

6. PACTO SINISTRO (II): O projeto como campo magnético

Pacto Sinistro (1950). Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC
Pacto Sinistro (1950). Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC

Em Pacto Sinistro, existe outro tema do qual não queríamos prescindir: o magnetismo da arquitetura e sua relação direta com a noção de suspense. O filme é rodado em Washington, cidade monumental de grandes eixos e praças. É revelador observar como no filme o enfrentamento entre dos homens (Guy e Bruni), está sempre mediatizado pela arquitetura. Ali o monumento possui esta carga cenográfica e força magnética que coloca em suspense toda a cena. A arquitetura funciona neste caso, como uma analogia de dominação que exerce Bruno sobre Guy.

Percebe-se também, em todos os filmes de Hitchcock, a relação misteriosa entre centro e periferia. Que não é outra coisa senão a relação entre a pequena e a grande escala, onde os pequenos objetos obtém outro tipo de conotação ao estarem submersos em um contexto metropolitano.

Pacto Sinistro (1950). Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC
Pacto Sinistro (1950). Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC

Pacto Sinistro: Philip Mountain. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC Pacto Sinistro: Salomon Addish.Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC Pacto Sinistro: Sergi Viñals. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC Pacto Sinistro: Sofía Gómez. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC + 39

7. A SOMBRA DE UMA DÚVIDA: O projeto como dúvida

Shadow of a Doubt (1943). Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC
Shadow of a Doubt (1943). Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC

A sombra de uma dúvida (1943) é um filme feito com uma linguagem cinematográfica mais primitiva. Define-se como um thriller psicológico. Um homem fora da lei decide ir a Santa Rosa (periferia) para instalar-se em um ambiente rural, ingênuo e pouco sofisticado. O tio Charlie é um foragido que lança a dúvida da sua culpabilidade no seu entorno familiar (está de visita), quanto ao assassinato de uma "viúva alegre". Mas não é o único suspeito, fato que acrescenta ainda mais dúvidas. Este conceito de dúvida se expressa fisicamente no filme através da escada, um dos elementos mais significativos do filme. É possível sair por qualquer escada, de forma de qualquer suspeito pode ser culpado. 

Em A sombra de uma dúvida, a escada principal serve para acentuar a violência do espaço interior da casa. Planeja-se a problemática do dilema: aquilo que nos faz duvidar entre uma opção e outra. O dilema no projeto arquitetônico cria sempre um estado de incerteza, que pode ser considerado como uma estratégia de projeto. Seria lógico pensar assim, já que na arquitetura moderna, ao liberar-se da parede auto-portante, instalou-se uma contínua dúvida.

A sombra de uma dúvida: Marta Delgado. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC A sombra de uma dúvida: Antonio Patiño. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC A sombra de uma dúvida: Judit Puig. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC A sombra de uma dúvida: Paola Sacramento. Imagem Cortesia do Curso de Ética, School of Architecture UIC + 39

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Notas

[1]Françoise Truffaut, El cine según Hitchcock, 1974, p.20; p.59
[2]Steven Jacobs, The Wrong House: The Architecture of Alfred Hitchcock, 2013, p.10-15
[3]Françoise Truffaut, El cine según Hitchcock, 1974, p.66

Referências

- Steven Jacobs, The Wrong House: The Architecture of Alfred Hitchcock, Rotterdam 2013
- Hitchcock by François Truffaut, The Definite Study of Alfred Hitchcock by François Truffaut,(Revised Edition), New York, Simon and Schuster Inc., 1985 (1983)
- Th. De Quincey, On Murder as a Fine Art, London, Philip Alan & Co., Quality Court, 1925 (1827)
- S. Gottlieb (ed.), Hitchcock on Hitchcock. Selected Writings and Interviews, London, Faber and Faber Limited, 1995
- E. Trías, Vértigo y pasión, Vértigo y pasión: un ensayo sobre la película "Vértigo" de Alfred Hitchcock, Barcelona, Taurus, 1998

Alfons Puigarnau graduou-se em História da Arte na Universidade de Barcelona com honra e obteve seu doutorado em 1999. Desde 2001, é professor de Estética na School of Architecture de laUIC Barcelona dirigindo a área e Pensamento.

Ignacio Infiesta é arquiteto formado pela School of Architecture de laUIC Barcelona desde 2012, e professor associado da mesma escola. Colaborou com a artista audiovisual Eugenia Balcells, colabora nas últimas cenografias de Carlus Padrissa e exerce a profissão de arquiteto no SSCV Arquitectos.

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Sobre este autor
Cita: Alfons Puigarnau e Ignacio Infiesta. "Seis filmes de suspense, sete estratégias de projeto arquitetônico" [Seis películas de suspenso, siete estrategias de proyecto arquitectónico] 27 Nov 2015. ArchDaily Brasil. (Trad. Sbeghen Ghisleni, Camila) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/777092/seis-filmes-de-suspense-sete-estrategias-de-projeto-arquitetonico> ISSN 0719-8906

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