Vencedor na categorial "Renderização em tempo real - Escolha do júri". EXIT por Çeren Arslen
O Prêmio de Visualização de Arquitetura do ArchDaily 2022 acaba de selecionar os vencedores de sua segunda edição. Das visualizações enviadas de todo o mundo, foram escolhidas 8 imagens vencedoras, duas para cada uma das categorias — Exterior, Interior, Conceitual e Renderização em Tempo Real
No mundo todo, a arte e o design brasileiros são valorizados por sua técnica, qualidade e sustentabilidade. No setor de móveis, não é diferente: o Brasil é o 6º maior produtor e 28º maior exportador do setor. Para fortalecer ainda mais o segmento e impulsionar suas vendas internacionais, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações vai levar mais de 50 empresas ao Fuorisalone, em Milão, na Itália, entre os dias 6 e 12 de junho.
https://www.archdaily.com.br/br/982994/brasil-levara-mais-de-50-empresas-de-moveis-a-semana-de-design-de-milaoArchDaily Team
Para o advogado especialista em Direito Urbanístico e consultor legislativo do Senado Federal Victor Carvalho Pinto, mais importante que financiar obras municipais seria apoiar a modernização das administrações das cidades e estados, o chamado “desenvolvimento institucional”. Em entrevista exclusiva ao Geocracia, Carvalho Pinto, que é Coordenador do Núcleo Cidade e Regulação do Laboratório Arq.Futuro de Cidades do Insper, não se diz preocupado com o fim do Ministério das Cidades, já que o orçamento federal, a Caixa Econômica Federal e o BNDES destinam recursos a fundo perdido para muitas obras municipais.
https://www.archdaily.com.br/br/982566/antes-de-obras-municipais-vem-informacao-cartografia-e-cadastro-imobiliarioCarlos Vieira e Victor Carvalho Pinto
Olson Kundig anunciou a abertura do novo Bob Dylan Center, um armazém transformado em museu que oferece aos visitantes acesso exclusivo aos tesouros culturais encontrados no The Bob Dylan Archive®. Liderado pelo diretor do projeto Alan Maskin, o centro mostra o significado cultural de Bob Dylan em nível mundial, apresentando uma coleção de mais de 100.000 itens que abrangem quase 60 anos de carreira de Dylan, desde manuscritos e correspondências a filmes, vídeos, obras de arte e gravações originais em estúdio.
Claramente, designers gráficos não são arquitetos, mas projetos colaborativos entre esses dois campos do saber que se interseccionam em seus detalhes, podem vir a funcionar bem.
A indústria criativa como um setor evoluiu e muitas pessoas agora estão em novos campos. Se você está colaborando, pode avançar rapidamente e já falamos disso aqui. A tendência é ser colaborativo, e muito diferente de 25 anos, quando você deveria ser um designer gráfico sozinho fazendo layout e gramaturas de papel ou um arquiteto isolado num escritório em seu autocad.
Historicamente associadas à imagem de fábricas e edifícios industriais em geral, as instalações aparentes também têm sido adotadas nos últimos anos em outras tipologias, entre elas a residencial. Os eletrodutos, tubos hidráulicos e demais elementos utilizados nas instalações, que por muito tempo foram relegados ao segundo plano, escondidos por paredes e forros, podem ser elementos chave de partidos arquitetônicos.
Em uma tarde de domingo quente e nebulosa, os cortiços de concreto de Nairóbi se elevam sobre os barracos (ou “favelas”) da cidade. Homens e mulheres penduram roupas em telhados e varandas — fazendo com que os edifícios pareçam uma colcha de retalhos, um mosaico de tecido.
David Chipperfield Architects e o escritório de Toronto Zeidler Architecture, venceram um concurso internacional para transformar bloco 2 do Parlamento, uma área de 51.000 m² no centro de Ottawa, Canadá. Como se trata um local de importância nacional significativa, o projeto visa não apenas fornecer instalações para um governo democrático e infraestrutura urbana, mas também representar os valores de uma nação e uma visão para seu futuro sustentável e inclusivo. O projeto propõe uma nova praça pública ao lado do edifício principal e no mesmo eixo da Peace Tower, além de um espaço aberto para promover o diálogo entre os parlamentares, a comunidade e o público em geral.
Já ouviu falar em neuroarquitetura? Como seriam os espaços se os arquitetos projetassem os edifícios baseados nas emoções, na cura e na felicidade do usuário? Hospitais que ajudam na recuperação do paciente, escolas que estimulam a criatividade, ambientes de trabalho que te deixam mais concentrado…
Isso é neuroarquitetura: projetar ambientes eficientes baseados não apenas em parâmetros técnicos de legislação, ergonomia e conforto ambiental, mas também em índices subjetivos como emoção, felicidade e bem-estar.
O novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas destaca o enorme potencial da natureza para reduzir os riscos das mudanças climáticas e aumentar a resiliência. O contexto político tem se tornado propício para essa abordagem. Em 2021, por exemplo, 137 países se comprometeram, de forma coletiva, a acabar com a perda de florestas e a degradação de paisagens até 2030 como parte da Declaração dos Líderes de Glasgow sobre Florestas e Uso da Terra. Os signatários reafirmaram a importância de todas as florestas para a adaptação aos impactos das mudanças climáticas e para manter saudáveis os serviços ecossistêmicos. Promessas de financiamento se seguiram à declaração, incluindo US$ 19,2 bilhões para proteger e restaurar florestas em todo o mundo.
A Foster + Partners apresentou o projeto da BWDC Residential Tower, um edifício de apartamentos de luxo em Manila, nas Filipinas. A nova torre combina a arquitetura própria da cidade, e seu tradicional estilo de vida nas varandas, com a vida moderna em arranha-céus. O projeto é o mais recente da empresa nos trópicos, e responde aos sistemas climáticos intensos das regiões, mitigando altas temperaturas e umidade por meio de estratégias de design passivas.
Cidades com deficiências são aquelas que apresentam espaços e ambientes que impedem ou dificultam o acesso, a participação e a interação do cidadão, independentemente de qualquer perda ou anormalidade relacionada à sua estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatómica. Convido os leitores para que, comigo, mudem o foco da abordagem sobre as deficiências, transferindo para as cidades e os ambientes construídos a incapacidade em atender de maneira digna e eficaz a diversidade das habilidades e capacidades inerentes aos seres humanos.
O escritório dinamarquês BIG venceu o concurso para o Basque Culinary Center, um novo centro de tecnologia de alimentos localizado em San Sebastian, Espanha. Além do projeto do BIG, outros quatro escritórios de renome apresentaram suas propostas: OMA, Snøhetta, 3XN e Toyo Ito & Associates. The Gastronomy Open Ecosystem (GOe) é um projeto de 9.000 m2 que busca impulsionar a arte e a ciência da inovação gastronômica, reunindo startups de alimentos, pesquisadores e chefs. O edifício se concentrará no desenvolvimento de proteínas alternativas, robótica agrícola, prevenção do desperdício de alimentos e muito mais.
Há muito tempo a história das civilizações vem sendo contada e ensinada de forma linear, com um sentido evolutivo, em prol de uma apreensão facilitada por uma didática mais direta. É fato que, muitas vezes, questionou-se esse método de pensar e organizar a forma como os eventos ou manifestações culturais aconteceram no decorrer do tempo, nas diversas partes do mundo, com suas especificidades que, muitas vezes, são deixadas de lado nas grandes narrativas históricas produzidas, sobretudo, no âmbito ocidental e, mais ainda, europeu.
Entre senhora e arquiteta, Lina Bo Bardi aparece nas páginas da revista O Cruzeiro, tanto nas colunas femininas por seu risoto à milanesa, como nas matérias sobre cultura como a arquiteta do MASP (Museu de Arte Moderna de São Paulo). Publicada semanalmente pelos Diários Associados de Assis Chateaubriand, O Cruzeiro dispunha de notoriedade e circulação no âmbito nacional e, apesar de direcionada para donas de casa das classes mais altas, apresentava um conteúdo bem amplo, abrangendo matérias de moda, cultura, cinema, política, além de “secções (sic) de aconselhamento feminino”.
Niamey 2000, by United4design, um coletivo que inclui Kamara, agrega densidade à cidade sem perturbar o tecido cultural da região. É construído principalmente com tijolos de terra não queimados, feitos localmente, para evitar o uso de concreto e aço importados. Imagem Cortesia de TORSTEN SEIDEL
A arquiteta Mariam Kamara - fundadora do escritório Atelier Masōmī, sediado em Niamey, no Níger - é contrária à pedagogia do design como a que é amplamente praticada hoje. Para Kamara, moderno não é sinônimo de formas europeias, arquitetura não é apenas para os ocidentais, e o chamado cânone dos grandes edifícios na verdade ignora a maior parte do mundo construído. O escritório de rápido crescimento da arquiteta sediada no Níger influenciou uma série de palestras que ela deu recentemente no MIT, na Columbia University GSAPP, no African Futures Institute em Gana e em Harvard GSD.
Assim como hospitais e consultórios médicos, clínicas odontológicas são locais que costumam trazer ansiedade e angústia aos pacientes, reações que podem ser intensificadas em um ambiente pouco amigável e acolhedor. Ambientes brancos e neutros podem trazer consigo a noção de assepsia e higiene, requisitos essenciais para a arquitetura hospitalar. Porém, a falta de elementos mais acolhedores, como o uso de cores e materiais mais quentes, também pode ser responsável por causar certo distanciamento entre os profissionais e os pacientes, além de reforçar os estereótipos atribuídos às clínicas odontológicas.