Estatísticas recentes sugerem que, se alguém vive até os 80 anos, cerca de 72 desses anos serão gastos dentro de edifícios. Isso faz sentido se tivermos em mente que, quando não estamos em casa, os humanos estão trabalhando, aprendendo ou se envolvendo em atividades divertidas principalmente em ambientes construídos. Contemplando eventos atuais, no entanto, esse número deve crescer. Em um mundo cada vez mais caótico e incerto, marcado pelos efeitos contínuos das mudanças climáticas e pela pandemia global, o desejo de permanecer dentro de casa em um ambiente protegido, controlado e pacífico está mais forte do que nunca. Os arquitetos enfrentam um desafio importante: criar interiores confortáveis, produtivos e saudáveis com parâmetros bem regulamentados, considerando fatores como qualidade do ar interno, luz natural e características biofílicas dos estágios iniciais do design. Obviamente, isso envolve a escolha de materiais de maneira sensível e adequados, seja evitando certos componentes prejudiciais à saúde ou integrando produtos atóxicos que acalmam e promovem o bem-estar.
Quais são as histórias das primeiras arquitetas ibero-americanas? É a principal pergunta que buscamos responder para celebrar o tema do ArchDaily deste mês: Mulheres na arquitetura.
Buscando apresentar suas motivações, inspirações e trajetórias, realizamos um trabalho de pesquisa para visibilizar e destacar alguns nomes que não receberam o merecido reconhecimento. Conheça abaixo Doris Clark Núñez, Guadalupe Ibarra, Matilde Ucelay Maórtua, Filandia Pizzul, Dora Riedel, Luz Amorocho, María Luisa Dehesa, Arinda da Cruz Sobral e Julia Guarino.
Outubro é o mês em que muitos países do mundo celebram a conscientização a respeito da prevenção e do diagnóstico do câncer de mama. A partir de uma campanha da Fundação Susan G. Komen for the Cure, lançada em 1990 nos Estados Unidos, instaurou-se como símbolo dessa luta um laço rosa que se repete desde então nos eventos organizados com esse propósito. Para celebrar esse mês e somar às ações de conscientização, o ArchDaily selecionou um conjunto de projetos que utilizam a cor rosa, seja em fachadas, interiores ou detalhes.
A forma como planejamos nossas cidades, subúrbios e comunidades rurais é um conjunto de objetivos em constante evolução, essenciais para a criação de cidades sustentáveis. Não apenas precisamos considerar o que está dentro dessas áreas, mas também projetar os limites entre cada uma delas, onde o urbano encontra o rural, e onde o rural encontra os pequenos subúrbios. Nos últimos anos, os urbanistas têm prestado muita atenção à expansão urbana, ou ao que acontece quando as cidades crescem rapidamente para fora dos centros urbanos. O que acontece quando as cidades parecem "se espalhar" fora de controle, e os princípios de planejamento por trás do Novo Urbanismo são capazes de transformar a expansão urbana em comunidades equitativas?
Foi por pouco, mas o primeiro turno das eleições para Presidente da República infelizmente não bastou para definir quem será o próximo líder político do país e os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, e Jair Bolsonaro, do Partido Liberal, receberão mais uma vez o voto popular no próximo dia 30 de outubro.
O próximo Presidente terá, entre muitas outras, a tarefa de oferecer aporte federal ao desenvolvimento das cidades brasileiras — local onde vivem cerca de 87% da população do país. Visando contribuir com o debate e, se a tarefa couber ao ArchDaily, ajudar os indecisos a se resolverem, reunimos a seguir as propostas de ambos os presidenciáveis para o futuro das cidades, de acordo com seus respectivos planos de governo, considerando temas como habitação, infraestrutura, transporte, cultura, sustentabilidade, meio ambiente e energia.
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O paisagismo de interiores acontece das mais variadas formas, afinal, trazer o verde para os ambientes internos tem demonstrado diversos fatores benéficos para a qualidade do espaço e seus usuários. Salas e escritórios normalmente possuem um espaço dedicado para as plantas, mas isso nem sempre acontece com os banheiros. Por isso, elencamos alguns modos de levar a vegetação para este espaço muitas vezes subestimado.
A experiência de cada um em uma cidade é única. Quer esteja visitando um lugar pela primeira vez ou tenha vivido lá toda sua vida, suas experiências são moldadas por suas interações pessoais com o ambiente construído. Edifícios, paisagens e ruas se juntam para oferecer uma oportunidade de estímulo sensorial, no entanto, a maioria deles é incapaz de fornecer inspiração. Enquanto a infraestrutura de uma cidade é responsável pela habitabilidade, a mesma importância não é dada a diversão. Brincadeiras e jogos incorporados ao tecido da cidade podem ajudar a melhorar o envolvimento do usuário com os espaços urbanos.
A arquitetura é humana. Então, quando entrei na Faculdade de Arquitetura, Arte e Planejamento de Cornell em 1973 e todo o corpo docente feito de homens brancos como eu, não fazia sentido para mim, mas era um reflexo do fim do domínio masculino na minha profissão que escolhi. Naquele mundo, alguns professores costumavam comentar sobre como as alunas os olhavam. Alguns vitimavam sexualmente as alunas.
Bretagne, Louvre, Viadutos, Planalto. Estes são apenas alguns dos projetos assinados por Artacho Jurado, um personagem controverso no universo arquitetônico paulista. Com uma atenção especial dada aos elementos decorativos, o arquiteto autodidata foi extremamente criticado na época pela classe profissional, mas aceito pelo público. Hoje, sua obra costuma ganhar cada vez mais atenção por despontar como algo que se vislumbrou além do cânone moderno, de modo que seus edifícios se tornaram símbolos da paisagem urbana de São Paulo. Numa investigação sobre sua arquitetura, está em cartaz a exposição Artacho Jurado, arquiteto?, com curadoria de Abilio Guerra na Chácara Lane, Museu da Cidade de São Paulo até abril de 2022.
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Envelhecer significa aprender a conviver com a dependência — seja ela física, social ou espacial — e nesse longo processo, que sequer pode ser medido em anos, cada vez mais se entende que o envelhecimento está muito relacionado à genética, ao estilo vida, à localização e ao grupo socioeconômico. Por isso, trata-se de um processo muito diversificado, variando conforme cada indivíduo, com uma gama de interesses diferentes assim como capacidades e preferências no modo de vida.
Apesar de todas as conquistas das mulheres na sociedade e os avanços da própria, a cidade ainda continua sendo planejada e produzida pela ótica do patriarcado. O planejamento urbano não leva em consideração as demandas da população no que refere a inclusão de pluralidade de raça, gênero e classe social, que, desse modo, influenciam no uso do espaço e no traçado urbano.
A cidade de Brasília, inaugurada em abril de 1960, talvez seja um dos maiores marcos de como a arquitetura, o urbanismo e a política nacional se entrelaçam. Resultado do programa de governo de Juscelino Kubitschek que prometia avançar 50 anos em 5, a cidade é uma evidência do modernismo, que revela algumas das estratégias políticas da época como o investimento no automobilismo e o uso do concreto armado. Ainda que Brasília seja um marco para a arquitetura mundial, sua existência deriva de estratégias políticas e econômicas tomadas pelo governo durante o final da década de 1950. Com as eleições de 2022 próximas de serem definidas, é importante, enquanto categoria, entendermos como nossa profissão é impactada pela presidência, e o que podemos exigir do poder executivo.
Além de denotar uma demonstração de pensamento cuidadoso, em termos arquitetônicos a palavra ‘atencioso’ também sugere uma abordagem emocional e talvez até empática. E por que não deveria?
A boa arquitetura pode e deve ser atenciosa – em todos os significados da palavra. Partindo da motivação para fazer o bem e exigir uma abordagem moral inicial, essa sensibilidade, combinada com um conhecimento meticuloso das necessidades individuais/comunitárias e uma comunicação transparente, gera um ambiente construído bem adaptado e acessível que pode promover o crescimento.
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As recentes mudanças no mundo visando priorizar o bem-estar tem influenciado as pessoas a buscarem estilos de vida mais saudáveis, entendendo o corpo e a mente coletivamente. Fatores externos, como a localização geográfica, o ambiente, a comunidade, a situação financeira e as relações com amigos e familiares, mostraram ter impactos consideráveis na saúde de um indivíduo. No entanto, ficou evidente que a garantia da saúde física e mental não se limitava ao acesso a instalações médicas e tratamentos profissionais, Ela também era determinada por vários fatores relacionados à qualidade do ambiente construído.
Os arquitetos têm a opção de projetar melhor e, consequentemente, ajudar as pessoas a fazer melhores escolhas. Então, o que é considerado um bom design de interiores e quais são os fatores que tornam qualquer espaço interior bom? Neste Interior Focus, exploraremos esse lado "bom" do design, observando como os arquitetos garantiram as necessidades dos usuários, considerando a acessibilidade, a diversidade demográfica, a economia e o meio ambiente, independentemente da estética.
O Youtube é a rede social que mais tem usuários ativos mensais – cerca de 2 bilhões, quase o dobro do Instagram. Como mecanismo de pesquisa, fica em segundo lugar, apenas atrás do Google. Não é surpresa, então, que as indústrias de moda, música e beleza tenham abraçado a plataforma de braços abertos. Por outro lado, o design e a arquitetura ficaram para trás.
As ilhas têm se revelado as grandes favoritas das cozinhas contemporâneas, aparecendo em ambientes de diferentes tamanhos e estilos e em materiais diversos. Antes de instalar uma ilha na cozinha, porém, é necessário pensar em alguns fatores para tomar uma decisão mais acertada de projeto.
Terra. Termo usado para definir o planeta no qual vivemos, o solo no qual pisamos, matéria-prima para as mais distintas obras. Dela deriva a palavra território, que para além do significado simbólico em sentidos de configuração de cultura, de visões de mundo, é também a base de qualquer assentamento e da própria natureza. A potência de todos os significados que essa palavra carrega é tomada como título da 6ª Trienal de Arquitectura de Lisboa, que explora temas sobre a relação humana com seu contexto e os processos de revolução que envolvem as mais distintas escalas da arquitetura.
O direito de reconstruir a icônica Nakagin Capsule Tower de Kisho Kurokawa está atualmente à venda em um dos maiores sites de NFT. Embora a demolição da torre tenha começado no início deste ano, o leilão vende o direito de reconstruir a estrutura tanto no metaverso quanto no espaço real. A ideia de recriar o edifício Metabolic em um espaço virtual parece natural, já que isso poderia permitir que mais pessoas explorassem e experimentassem essa peça icônica da arquitetura - uma ideia alinhada aos ideais do Metabolismo. Por outro lado, a ideia de reconstruir um edifício histórico demolido no mundo físico suscita um conjunto de emoções conflitantes. Réplicas arquitetônicas não são a norma, mas sua existência levanta questões quanto à identidade e autenticidade da arquitetura.