
O grande debate começa: como projetamos e construímos uma cidade de forma que todos se beneficiem? Naturalmente, você já tem uma posição nessa guerra urbana. Ou você é um NIMBY, acrônimo de “Not In My Backyard” (não no meu quintal, em tradução livre), o que significa que você se opõe a novos empreendimento em seu bairro; ou você é um YIMBY, “Yes In My Backyard”, e é pró-desenvolvimento, seja qual for seu motivo. Mas essas siglas não descrevem os problemas reais que levam as pessoas a se posicionarem de um lado ou de outro desse infinito cabo de guerra do “Não construa isso!” e “Sim! Construa isso!”
Assim como o YIMBYism cresceu nos últimos anos, também cresceu sua oposição, o movimento NIMBYism, que em muitos lugares surgiu do desejo de manter as pessoas fora das cidades e os valores das propriedades em alta. Mas essa dinâmica binária e divergente está começando a se confundir e se tornar mais cooperativa, especialmente porque as cidades continuam a enfrentar a necessidade de mais instalações públicas e áreas habitacionais mais densas e acessíveis. Aqueles que uma vez protestaram contra novos arranha-céus agora estão olhando mais favoravelmente para eles. Já que, se isso significa que mais casas estarão em oferta, os preços tendem a cair, permitindo que pessoas de diferentes origens socioeconômicas possam prosperar e usufruir dos benefícios da vida urbana. Pelo menos esse é o objetivo final, em um cenário onde o YIMBYism brilha é onde o NIMBYism é muitas vezes visto como limitado. Em cidades como Los Angeles e Nova York, onde o número de guindastes no céu aparentemente nunca acompanhará a projeção de crescimento populacional, a quantidade raramente reflete a real necessidade.
