Recentemente exibido no Arquitectura Film Festival Santiago de Chile 2012, o documentário "Grande Hotel" mostra o decadente estado atual de um hotel de 12000 m², ostentoso e imponente, construído em 1955 nas costas da colônia portuguesa de Beira, em Moçambique. A diretora Lotte Stoops contrapõe imagens da época - que ilustram a majestosidade de seus espaços interiores e jardins - com material contemporâneo que coloca em evidência a transformação do edifício 60 anos mais tarde, onde atualmente vivem em suas ruínas mais de 2500 pessoas que tentar seguir a diante.
FICHA TÉCNICA
Titulo original: Grande Hotel Ano: 2010 Duração: 70 min. Origem: Bélgica, Moçambique Diretor: Lotte Stoops Produtor: Ellen De Waele Co-Produtor: Denis Vaslin Diretor de Fotografia: Joao Robeiro Produção: Serendipity films, Volya Films
Enquanto em algumas cidades os edifícios abandonados são demolidos para serem erguidos novos projetos nem sempre reivindicam o caráter público nem comunitário de um lugar, existem outros que o fazem. estes casos de revitalização urbana validam o direito a cidade por parte de seus habitantes e lhe dão uma nova concepção do espaço público, como lugar de encontro, identificação e entretenimento.
Bookworm é a resposta escultórica do escritório de arquitetura Atelier 010 ao encargo de projetar e produzir uma estante orgânica. Devido a sua forma curva, o mobiliário oferece também um lugar para sentar e relaxar.
A cidade do século XIX é produto da Revolução Industrial. Os efeitos do abandono das áreas rurais e das condições extremas de aglomeração foram os temas centrais aos quais buscou dar respostas. Em Buenos Aires, o problema da cidade era sua concentração populacional e sua pressa de crescimento. A pobreza historicamente tem sido um mal endêmico, mas se redimensionou quando milhares de ricos tomaram contato com milhares de pobres.
Toshiko Horiuchi MacAdam é conhecida por seus enormes e coloridos esculturas/playgrounds. O exemplo mais famoso de seu trabalho é a extensa estrutura-rede dentro do Pavilhão "Woods of Net" Pavilion no Hakone Open Air Museum no Japão - na qual Horiuchi MacAdam tricota, inteiramente a mão, no período de um ano.
Nós reservamos um momento para conversar com a Sra. Horiuchi MacAdam sobre o Pavilhão e seus outros trabalhos, como eles ligam o mundo da arte e da arquitetura, e como eles convidam o mundo para brincar. Você pode ler a entrevista, e ver mais imagens dessas estruturas fantásticas, abaixo...
Sketchbook No. 76 é a reprodução de um caderno de desenho do arquiteto renomado Português e laureado com o Prêmio Pritzker do ano passado, Eduardo Souto de Moura. O caderno estava em uso entre setembro de 2011 e janeiro de 2012, e registra as primeiras ideias, esboços, estudos e anotações espontâneas que oferecem um ponto de partida para cada projeto, mas também a função como um recurso de trabalho. Pode-se literalmente experimentar o processo de projeto arquitetônico e o desenvolver de idéias existentes em diferentes variantes. Sketchbook No. 76 é uma homenagem ao meio do desenho e manifesta que este método de trabalho continua a ser um elemento essencial do processo criativo.
Sentado em sua mesa de trabalho, rodeado de seus “objets trouvés”, seus livros, sua luz, Antoni Arola expressa nesta entrevista como aborta o processo de criação de uma luminária, o caminho que segue para passar da ideia primária a um objeto de iluminação com entidade própria. Fala de sua forma de olhar, sua forma de fazer... de como se deve olhar para enxergar o que não há. E de seu desejo de alcançar em cada projeto seu objetivo: domesticar a luz, fazer com que seja próxima, encontrar o arquétipo que a converte em universal e atemporal.
O estúdio de design Form us With Love foi encarregado por ONFC para desenhar a primeira peça desta coleção, e eles decidiram começar pelo móvel mais emblemático que existe: a cadeira. Estas são particularmente complicadas porque é difícil encontrar um estilo que se sente que é genuinamente novo. Mas como a ONFC tem um novo enfoque como empresa, sentiram que era uma oportunidade para acrescentar algo novo no universo das cadeiras. Como projetistas, em geral enquanto mais limitações existem, melhor será o produto final.
É preciso respeitar os documentos. Mas os documentos não falam por si mesmos: aguardam ser interpretados. E nunca é demais lembrar, como bem apontou Marina Waisman, que “se bem os objetos da reflexão provém da realidade, a problemática que comportam não se revela neles de um modo direto e evidente; será a reflexão que há de descobrir ou revelar problemas e questões que subjazem na realidade fática, pois o ato de formular questões ou perguntas se apoia em conceitos, em ideias; com base neles é que se produzem as descobertas; e logo será a práxis que responderá – positiva ou negativamente – às perguntas ou exigências formuladas pela reflexão”.[1]
https://www.archdaily.com.br/br/01-84215/quando-documentar-nao-e-suficiente-obras-datas-reflexoes-e-construcoes-teoricas-slash-ruth-verde-zeinRuth Verde Zein
Fernando Hidalgo Romero, do Terapia Urbana nos forneceu seu projeto do jardim vertical de 40 m², incluído na ampliação da Clínica Coração Sagrado USP de Sevilha, realizada pelos arquitetos do estúdio Penteado Arquitetos Este é o primeiro jardim vertical localizado em um centro hospitalar em toda a Europa e sua implementação foi concluída no início de setembro.
Para homenagear o nosso grande arquiteto, organizamos uma série de frases célebres proferidas pelo mestre sobre arquitetura, política e a vida ao longo de seus 104 anos. Veja a seguir nossa seleção:
"O importante não é sair da escola como profissional competente, mas estar consciente dos problemas da vida, desta miséria imensa que precisa ser eliminada."
LOOP, criado pela designer Paula Colchero e o arquiteto José Subero, do escritório Pivot Creative, é um assento que reinventa o conceito de mobiliário urbano com uma presença leve e surpreendente. LOOP é descrito pelos designers como “uma grande tira de tecido que passa por um anel de suporte criando cinco aros que atuam como assentos”.
Eu desconfiava: todas as histórias em quadrinho são iguais. Todos os filmes norte-americanos são iguais. Todos os filmes de todos os países são iguais. Todos os best-sellers são iguais. Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol são iguais. Todos os partidos políticos são iguais. Todas as mulheres que andam na moda são iguais. Todas as experiências de sexo são iguais. Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais e todos, todos os poemas em verso livre são enfadonhamente iguais.
Todas as guerras do mundo são iguais. Todas as fomes são iguais. Todos os amores, iguais iguais iguais. Iguais todos os rompimentos. A morte é igualíssima. Todas as criações da natureza são iguais. Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais. Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou coisa. Não é igual a nada. Todo ser humano é um estranho ímpar.
"A vida é uma viagem em paraquedas e não o que tu queres crer."
Basta senhora arpa das belas imagens Dos furtivos comos iluminados Outra coisa outra coisa buscamos Sabemos pousar um beijo como um olhar Plantar olhares como árvores Enjaular árvores como pássaros Regar pássaros como heliotrópios Tocar um heliotrópio como uma música Esvaziar uma música como um saco Degolar um saco como um pingüim Cultivar pingüins como vinhedos Ordenhar um vinhedo como uma vaca Desarvorar vacas como veleiros Pentear um veleiro como um cometa Desembarcar cometas como turistas Enfeitiçar turistas como serpentes Colher serpentes como amêndoas Despir uma amêndoa como um atleta Lenhar atletas como ciprestes Iluminar ciprestes como faróis Aninhar faróis como calhandras Exalar calhandras como suspiros Bordar suspiros como sedas Derramar sedas como rios Tremular um rio como uma bandeira Desplumar uma bandeira como um galo Apagar um galo como um incêndio Vogar em incêndios como em mares Segar mares como trigais Repicar trigais como campanas Dessangrar campanas como cordeiros Desenhar cordeiros como sorrisos Engarrafar sorrisos como licores Engastar licores como jóias Eletrizar joias como crepúsculos Tripular crepúsculos como navios Descalçar um navio como um rei Pendurar um rei como auroras Crucificar auroras como profetas Etc, etc, etc. Basta senhor violino afundado num ola ola Cotidiana onda de religião miséria De sonho em sonho possessão de pedrarias
As pessoas que eram melhores que nós estavam confortáveis. Elas viviam em casas pintadas com vasos sanitários. Dirigiam carros cujo ano e marca eram reconhecíveis. Os que eram piores eram pesarosos e não trabalhavam. Seus carros estranhos ficavam em pátios empoeirados. Os anos passam e tudo e todos são substituídos. Mas uma coisa ainda é certa: Eu nunca gostei de trabalhar. Minha aspiração era sempre ser indolente. Eu via o mérito nisso. Eu gostava da ideia de sentar numa cadeira em frente à sua casa por horas, fazendo nada mais que usar um chapéu e beber coca-cola. O que há de errado nisso? Fumando um cigarro de vez em quando. Cuspir. Fazer coisas de madeira com uma faca. Onde está o dano aí? Às vezes chamar os cães a caçar coelhos. Experimente isso algum dia. Alguma vez acenar a um menino gordo e louro como eu e dizer, ‘Eu não te conheço?’ E não, ‘O que você vai ser quando crescer?’