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Poesia e Arquitetura: Indolente / Raymond Carver

Poesia e Arquitetura: Indolente / Raymond Carver
Poesia e Arquitetura: Indolente / Raymond Carver, © flickr Avius Quovis
© flickr Avius Quovis

As pessoas que eram melhores que nós estavam confortáveis.
Elas viviam em casas pintadas com vasos sanitários.
Dirigiam carros cujo ano e marca eram reconhecíveis.
Os que eram piores eram pesarosos e não trabalhavam.
Seus carros estranhos ficavam em pátios empoeirados.
Os anos passam e tudo e todos são substituídos.
Mas uma coisa ainda é certa: Eu nunca gostei de trabalhar.
Minha aspiração era sempre ser indolente.
Eu via o mérito nisso.
Eu gostava da ideia de sentar numa cadeira em frente à sua casa por horas,
fazendo nada mais que usar um chapéu e beber coca-cola.
O que há de errado nisso?
Fumando um cigarro de vez em quando.
Cuspir.
Fazer coisas de madeira com uma faca.
Onde está o dano aí?
Às vezes chamar os cães a caçar coelhos.
Experimente isso algum dia. Alguma vez acenar a um menino gordo e louro como eu e dizer,
‘Eu não te conheço?’
E não, ‘O que você vai ser quando crescer?’

 

© Da tradução: Igor Fracalossi.

Referência: CARVER, Raymond. “Shiftless”, em Ultramarine, 1986.

Sobre este autor
Cita: Igor Fracalossi. "Poesia e Arquitetura: Indolente / Raymond Carver" 26 Set 2012. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/72557/poesia-e-arquitetura-indolente-raymond-carver> ISSN 0719-8906

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