Todas as coisas deste mundo são um produto da fórmula (função por economia).
Todas essas coisas não são logo obras de arte: Toda arte é composição e portanto inapropriada. Toda vida é função e logo inartística. A ideia da «composição de um porto» é absolutamente ridícula!
Com 145 países participando da Expo 2015 e um extenso programa estabelecido pelos organizadores, há muita coisa acontecendo em Milão nesse exato momento. Tanto é que pode ser um pouco cansativo ver e participar de todas as atrações interessantes do evento.
Para ajudar nossos leitores, reunimos um guia com os principais pavilhões que estão atraindo os olhares dos visitantes. Do ícone da Expo, a Árvore da Vida de 30 metros de altura, à exposição sobre a bebida favorita dos arquitetos (isto é, o café), e os pavilhões nacionais, as coisas que você precisa ver na Exposição estão aqui.
Uma das maiores tendências na concepção de projetos sustentáveis dos últimos anos tem sido a reutilização de contêineres como estrutura da edificação. Devido ao seu tamanho conveniente, os contêineres podem ser adaptados para uso residencial e seu apelo reside na sua aparente simplicidade: você recebe um espaço pronto em uma única peça e pode empilhá-los para criar vários espaços ou juntá-los para compor áreas maiores.
Mas, obviamente, as coisas nunca são tão simples quanto parecem e utilizar contêineres para fazer uma moradia envolve muitos desafios - ainda mais pelo fato de que a ideia é relativamente nova, havendo poucas pessoas com os conhecimentos necessários para este tipo de construção. Foi por isso que o Container Home Plans entrou em contato com 23 especialistas de todo o mundo - designers e proprietários que superaram os desafios para construir suas casas de contêineres - e os questionou sobre quais informações teriam sido úteis antes de assumir este desafio. Confira, a seguir, suas 11 principais dicas.
Há poucos meios para os quais os contos do Irmãos Grimm ainda não foram adaptados. Estórias e filmes para crianças mostram versões um pouco menos macabras dos originais, mas há algo no folclore gótico dos Grimm que ainda reina na imaginação popular. Não interessa que tipo de adaptação seja feita - musical, infantil ou moderna - a essência dos contos originais permanece. A Grimm City, concebida pelo escritório FleaFolly, é uma dessas adaptações.
Em 2014 o famoso político holandês Neelie Kroes, então comissário da União Européia, afirmou que a programação deveria ser ensinada na escola primária na Holanda, argumentando que "a programação é a leitura e escrita do futuro" e que se os holandeses não incorporassem essa realidade em seu sistema educacional, eles ficariam para trás em relação a outros países. As reações, tanto às afirmações de Kroes quanto ao artigo " 5 razões para arquitetos aprenderem programação" de Michal Kilkelly, foram similares. Aqueles que já são capazes de trabalhar com programação concordam; muitos que nunca tiveram contato com isso, e muito menos escreveram algo desse gênero, responderam negativamente. Muitas das reações ao texto de Michael Kilkelly passavam pelas mesmas ideias: "Não temos tempo!" "Programar não é projetar!", ou simplesmente "Não".
Cidade e civilização são fenômenos concomitantes. A cidade pode ser vista como receptáculo, fomentadora e transmissora de civilização. De fato, como o homem diferencia-se das outras criaturas pela sua capacidade de aprender indefinidamente, i.e., pela sua perfectibilidade (formigas de seis mil anos atrás têm as mesmas características das formigas atuais: estão confinadas na estreita gama de comportamentos ditados pelos seus programas genéticos), adquiriu o poder de extrapolar a natureza e assim construir seu próprio caminho, criando história. E como cada vida humana é única e ninguém tem a capacidade de determinar previamente como ela será, pode-se afirmar que o ser humano é portador de uma duplicidade histórica: a história individual, ou educação, e a história coletiva, ou cultura.
Sentido horário do canto superior esquerdo: Guggenheim Helsinki, participante GH-3355371286; Nine Elms Bridge entry number 66; and Bamiyan Cultural Center entry BCC3008. Imagem Cortesia de Malcolm Reading Consultants, Nine Elms Vauxhall Partnership e UNESCO
O que estes três projetos têm em comum? Eles nunca serão publicados em uma revista de arquitetura respeitável. Esta notícia não é nenhuma surpresa: apenas alguns projetos em todo o mundo merecem o direito de serem publicados. Os editores definem tendências, colocam o foco em temas especiais, dão visibilidade a escritórios emergentes e confirmam as estrelas estabelecidas na arquitetura.
A revista impressa tem espaço limitado e, portanto, envolve um processo muito rigoroso de tomada de decisão; apenas poucos são mostrados. Nesta seleção darwiniana, alguns arquitetos dignos e brilhantes perecem. Por outro lado, um site na internet tem a possibilidade de expandir o leque de projetos. A web tem espaço praticamente ilimitado - mas ainda assim, este espaço não deve ser desperdiçado. Muito poucos se beneficiariam de um site que publica todos os projetos de arquitetura do planeta.
Olhando para os andares mais altos do novo Whitney Museum of American Art, pesadas nuvens atravessam diagonalmente o céu. Quando refletidas na grande janela da galeria principal do museu, elas parecem mudar de direção, ao mesmo tempo que a fachada branca reflete o claro e o escuro em resposta às mudanças das condições de luz. Sobreposto a esta cena, um letreiro em negrito pronuncia o título de um artigo: simples, mas dramático, "A New Whitney.”
Esta é a visão que os leitores tiveram a partir da análise de Michael Kimmelman sobre o Museu no New York Times. Corro os olhos rapidamente e a primeira coisa que encontro é uma lista de créditos: Jeremy Ashkenas e Alicia Desantis produziram o artigo; as ilustrações foram feitas por Mika Gröndahl, Yuliya Parshina-Kottas e Graham Roberts; e vídeos por Damon Winter (o editor por trás de todo o esforço, Mary Suh, não é mencionado).
Antes mesmo de ler as palavras de abertura do artigo, uma coisa é clara: esta não é apenas a crítica de um edifício. O artigo pode até mesmo ser o mais importante na memória arquitetônica recente.
Ainda duraõ hoje alguns dos amphitheatros, que a soberba Romana edificou para divertir hum povo soberbissimo. Ainda se mostraõ os vestigios das estradas famozas, que sahindo da Cidade capital daquelle Império, hiaõ ter a outras capitaes da sua vasta dominaçaõ. Ainda existem as magestozas piramides do Egypto. A voracidade dos seculos naõ tem podido anihilar tantos illustres monumentos; antes guardaõ nas ruinas hum authentico signal da sua grandeza; como se naquelles tristes restos quizessem competir com o tempo em duraçaõ; ou como se o tempo naõ tivesse força para os destruir, nem actividade para os acabar. Felices edificios, cujos fragmentos destroçados servem para conservar inteira a memória da sua pompa: e assim, que importa que a vicissidaõ das cousas lhes tenha feito perder o esplendor primeiro, se ainda sem uso, e depois de extincto o fim para que foraõ levantados, tem no mesmo abatimento tudo o que basta para infundir respeito; sendo maravilhas raras, ainda no estado inútil em que se achaõ, e sendo admiráveis nesse pouco que agora saõ, independentemente do muito que já foraõ?
Durante boa parte do século passado, o discurso arquitetônico foi dominado pelo modernismo e outras formas de futurismo e funcionalismo. Para alguns, essa constante inovação e a busca pelo novo começou a se esgotar. Com o retorno às inspirações do passado que irrompeu nos anos 1980 surgiu o pós-modernismo, porém, paralelamente, surgiu naquele período uma nova forma de arquitetura inspirada em elementos clássicos e neoclássicos que rejeitava completamente qualquer continuidade com o modernismo e se voltava às regras tradicionais da arquitetura. Desde então, essa arquitetura de Novo Clássica ressuscitou uma miríade de formas pré-modernas, incorporando soluções de projeto que, para começar, nunca teriam sido consideradas clássicas - incluindo elementos de estilo Gótico e não ocidentais. Compilamos, a seguir, alguns dos exemplos mais interessantes - alguns inclusive high tech - desse "estilo" arquitetônico.
Cortesia de Strelka Institute for Media, Architecture, and Design, via Flickr
Nesta entrevista, publicada originalmente na The Architectural Review, Andrew Mackenzie senta com fundador do OMA, Rem Koolhaas, para discutir a Bienal de Veneza, a extinção da identidade nacional, sua fascinação pela Ásia, a ligação entre "De Rotterdam" e "Delirious New York" e o futuro da profissão.
Sua proposta deste ano para a Bienal de Arquitetura de Veneza pergunta se a identidade nacional tem sido, como você diz, "sacrificada para a modernidade". Alguns podem ver isso como um projeto de recuperação, não muito diferente do regionalismo de Frampton. Como você diferencia sua proposta da de Frampton?
Bem, Kenneth Frampton é um cara inteligente, mas o problema é que ele olhou para o regionalismo como um antídoto para o desenvolvimento cosmopolita. Ao fazê-lo, perverteu a causa do regionalismo, porque de repente o regionalismo foi mobilizado como uma causa particular que não poderia ser sustentada. No entanto, a questão da identidade nacional é uma questão aberta. Por exemplo, à primeira vista, a Holanda é um país muito internacionalista, mas olhando de perto você pode ver um enorme retorno da arquitetura quase-vernacular e das fortalezas antigas que foram recentemente construídas com um sabor nacional. Olhe para Zaandam e seu enorme conjunto das chamadas construções vernaculares.
As convicções isoladas, fortes como sejam, não podem fazer uma revolução nas artes. Se hoje em dia nós procuramos reatar aqueles fios quebrados, apanhar num passado que nos pertence em propriedade os elementos de uma arte contemporânea, que não seja em prol do gosto de tal ou tal artista ou de uma confraria; nós não estamos ao contrário mais que dos instrumentos dóceis dos gostos e das ideias de nosso tempo, e é assim por isso que temos fé em nossos estudos e que a descoragem não nos alcançará. Não somos nós que redirecionamos as artes da nossa época, é nossa época que nos arrasta..... Para onde? Quem sabe! É preciso ao menos que nós preenchamos do nosso melhor a tarefa que nos é imposta pelas tendências do tempo em que vivemos. Esses esforços, é verdade, não podem ser mais que limitados, já que a vida do homem não é bastante longa para permitir ao arquiteto abraçar um conjunto de trabalhos ao mesmo tempo intelectuais e materiais; o arquiteto não é nem pode ser mais que uma parte de um todo: ele começa aquilo que outros conquistaram, ou termina aquilo que outros começaram; ele não saberia então trabalhar em isolamento, já que sua obra não lhe pertence em propriedade, como o quadro ao pintor, o poema ao poeta. O arquiteto que pretenda impor sozinho uma arte a toda sua época fará um ato de insigne tolice.
Historicamente, a habilidade de desenhar à mão - seja para produzir desenhos técnicos precisos ou perspectivas expressivas - é um ponto central na profissão da arquitetura. Mas, com o lançamento e subsequente popularização de programas CAD desde o início dos anos 1980, o prestígio de desenhar à mão foi ameaçado. Hoje, com softwares de projeto e apresentação cada vez mais sofisticados - do Revit ao Rhinoceros - ganhando popularidade, a importância de desenhar à mão se tornou tema de uma discussão acalorada.
Croquis de Gaudí à esquerda, com o desenho de Joan Matamala à direita. Cortesia de 6sqft
Desde sua explosão vertical no final do século XIX e início do século XX, Manhattan se tornou um ícone da construção em todo o mundo, com estimativas recentes apontando mais de 47 mil edifícios construídos na ilha. No entanto, projetos concluídos são apenas a ponta do iceberg: Manhattan também é o lar de milhares de propostas renegadas, incompletas e absolutamente impossíveis que nunca chegaram a ser realizadas na "Grande Maçã".
Evidentemente, os desafios de Nova Iorque são muitos e mesmos arquitetos mundialmente renomados encontram dificuldades para construir na cidade. A seguir, veja três propostas de Antoni Gaudí, Frank Lloyd Wright e Frank Gehry para Nova Iorque que nunca saíram do papel.
O método paramétrico funciona bem se o problema é bem entendido -, mas nos estágios iniciais de um projeto, muitas vezes você compreende o que está resolvendo enquanto você o resolve. Imagem Cortesia de Daniel Gillen
Em seus artigos para o ArchSmarter, Michael Kilkelly frequentemente elogia o valor dos computadores e da automação, um ponto de vista por vezes controverso que divide opiniões. Em particular, seu post anterior publicado no ArchDaily, "5 razões para arquitetos aprenderem programação" gerou uma discussão significativa. Mas qual é o valor dessa automação? Neste post, publicado originalmente em ArchSmarter, ele expande sua visão sobre em quais aspectos os computadores podem ser úteis - e o mais importante, em quais eles podem não ser.
Eu escrevo muito sobre a tecnologia digital e automação aqui no ArchSmarter, mas lá no fundo, tenho uma fraqueza por todas as coisas analógicas. Ainda construo modelos físicos. Carrego um caderno Moleskine comigo em todos os lugares e também comprei recentemente um toca-discos Crosley .
Posso ouvir qualquer tipo de música que quiser através do Spotify. O mundo da música está literalmente na ponta dos meus dedos. Não mudou o que eu escuto, mas mudou a forma como eu ouço música. Há mais atrito envolvido nos vinis. Tenho que possuir o LP e tenho que colocá-lo manualmente na plataforma giratória. É um ato deliberado que exige muito mais esforço do que simplesmente selecionar uma lista de reprodução no Spotify. E é muito mais divertido.
Quando começamos a estudar a arquitetura da idade média, não existiam obras que pudessem nos mostrar a via a seguir. Recordamos que então um grande número de mestres em arquitetura não admitiam com reservas a existência desses monumentos que cobrem o solo da Europa, e da França particularmente. A penas nos foi permitido o estudo de algum edifício da renascença francesa e italiana; quanto àqueles que foram construídos depois do Baixo Império até o século XV, não falávamos mais que para citar-lhes como produtos da ignorância e da barbárie. Se nos sentíssemos repletos por uma sorte de admiração misteriosa por nossas igrejas e nossos fortes franceses da idade média, não ousávamos admitir qualquer vínculo que nos parecesse uma sorte de depravação do gosto, de inclinação pouco confessável. E não obstante, por instinto, estávamos atraídos àqueles grandes monumentos cujos tesouros nos pareciam reservados àqueles que queriam dedicar-se a sua busca.
Antes dos computadores, simulações de iluminação natural eram usadas para otimizar a atmosfera e a energia nos edifícios, e gerações de construtores desenvolveram princípios simples para criar as melhores janelas para cada situação. Dois especialistas em iluminação estudaram essas tradicionais aberturas em edifícios visando encontrar inspiração para projetos atuais mais sustentáveis. Francesco Anselmo, designer de iluminação da Arup, e John Mardaljevic, professor de simulação de iluminação natural na School of Civil & Building Engineering da Loughborough University, analisaram as variações de sol e iluminação natural em latitudes que vão desde Estocolmo até o Haiti e Abu Dhabi.
Continue lendo para saber mais sobre a variedade de janelas tradicionais em cada região.
Realidade Virtual. Trata-se um termo antigo, e até mesmo de uma tecnologia antiga, mas que carrega um novo peso - e chegará à arquitetura em breve. Sua prevalência é resultado de sua acessibilidade quase universal; a experiência pode agora ser alimentada pelos telefones celulares modernos. Ela provavelmente está em sua mesa de trabalho ou em seu bolso - você pode até estar lendo em um mecanismo de realidade virtual agora. E o preço para acessá-la, graças ao Google Cardboard e a um dispositivo que você já possui, é de menos de vinte dólares.
O Google Cardboard pode ser considerado uma "tecnologia vestível", mas não se arrepie ao pensar no Google Glass. Tal como está, a tecnologia está mais na linha de uma smart tv ou similares e não de algo para ser usado em público. Antes de entrar nesta questão, vamos falar sobre o que ela pode fazer. Como designers, nos tornamos bons em pensar como um espaço deveria ser, mas de muitas maneiras não avançamos em pensar como um espaço deveria ser sentido.