Variando do amarelo ao cinza, passando pelos mais tradicionais vermelhos e alaranjados, tijolos são onipresentes em muitas das nossas cidades, amplamente utilizados na construção civil. Resumidamente, seu processo de fabricação abrange a moldagem de argila e a sua queima em fornos, permitindo a criação de blocos maciços, perfurados, cobogós, telhas e outras formas. Tijolos cerâmicos são baratos, fáceis de encontrar, apresentam uma boa resistência, inércia térmica, acabamento e não requerem uma mão-de-obra tão especializada para a construção. Mas, se a instalação for feita próxima de fontes de calor elevado, o tijolo comum acabará fissurando e quebrando e tijolos refratários serão os mais indicados. Mas o que isso quer dizer?
Há poucos episódios tão importantes para a história da arquitetura e do urbanismo quanto foi a Revolução Industrial. Para acomodar a estrutura produtiva que transformou o capitalismo a partir do século XVIII, foi criado todo um sistema de espaços que compreendia, para além das fábricas, centros de processamento de matérias-primas, núcleos de geração e distribuição de energia, armazéns de estocagem e terminais de transporte. No que diz respeito às cidades, tal processo não apenas resultou na destinação de grandes porções do território para acolher as atividades industriais, mas numa transformação multissistêmica que abrangeria as formas de morar, ocupar e deslocar-se no meio urbano.
https://www.archdaily.com.br/br/926578/arquitetura-des-industrial-8-projetos-que-ressignificam-o-espaco-da-maquinaIsabel Martin
Na segunda parte de sua entrevista com o ArchDaily, Hashim Sarkis reflete sobre o futuro da arquitetura ao abordar a questão atemporal da Bienal de Veneza de 2021. O curador da Bienal, que propõe o tema “Como viveremos juntos?”, discute o papel da profissão em meio a todos esses novos paradigmas, afirmando que “os arquitetos mudam o mundo [...] criando [... ] imagens de desejos do que o mundo poderia ser."
Neste artigo, o curador da esperada bienal e reitor da Escola de Arquitetura e Planejamento do MIT apresenta suas visões sobre a evolução da arquitetura e os novos rumos que o mundo acadêmico deve tomar para refletir "a complexidade dos problemas urbanos de hoje". Sarkis também menciona Beirute, discutindo abordagens de reconstrução, sociedade civil e a noção exasperante de resiliência.
Muitos fatores influenciam no bem-estar das pessoas, mas poucos tem um poder tão grande quanto a qualidade do sono. Adultos passam, em média, um terço de seu dia (e de sua vida) dormindo. No caso das crianças pequenas essa proporção é ainda maior. De acordo com um estudo publicado pela OMS em 2019, bebês (de 4 a 11 meses) devem dormir entre 12 e 16 horas/dia; e crianças até 4 anos devem dormir entre 10 e 13 horas/dia.
Um sono de qualidade atua diretamente no desenvolvimento cerebral da criança, principalmente durante sua primeira e segunda infância (do nascimento até os 12 anos). Durante o período de descanso o corpo libera os hormônios necessários para o crescimento e aprendizado, e isso relaciona-se diretamente ao desenvolvimento físico, motor, emocional e cognitivo. É sabido também que o ambiente onde se dorme interfere na qualidade desse sono, e alguns aspectos importantes devem ser considerados na hora de projetar espaços de dormir para crianças e bebês.
O estado de Puebla localiza-se na região do planalto central mexicano, fazendo fronteira com os estados vizinhos de Tlaxcala, Hidalgo, Veracruz, Oaxaca, Guerrero, Morelos e Estado do México. Com mais de 34 mil km² de superfície, Puebla é um dos estados mais densamente povoados do país. A capital, que empresta o seu nome ao estado, é uma das cidades não litorâneas mais visitadas em todo território nacional, atraindo milhares de turistas todos os anos.
Frequentemente as crianças não recebem prioridade ou até são desconsideradas no planejamento urbano. Estima-se que morram até 500 crianças por dia no mundo em acidentes de trânsito. Outras milhares acabam feridas em decorrência das colisões ou desenvolvem traumas psicológicos que podem acompanhá-las por anos. Seja nas ruas ou em espaços públicos, o sentimento de insegurança ou desconforto desencoraja as crianças da atividade física ao ar livre – e isso em um momento em que 80% das crianças entre 11 e 17 anos não são fisicamente ativas e outras 38 milhões com até 5 cinco anos estão acima do peso ou obesas.
https://www.archdaily.com.br/br/949972/como-desenhar-espacos-urbanos-mais-seguros-e-saudaveis-para-criancasNikita Luke, Rohit Tak, Ariadne Samios e Claudia Adriazola-Steil
Blur Building at the 2002 Swiss Expo. Image Courtesy of Diller Scofidio + Renfro
Escala é um termo permeia a prática profissional da arquitetura desde que o homem começou a edificar suas primeiras estruturas. No sentido literal, escala representa a compreensão ou incorporação das dimensões que compõe um determinado espaço—como a largura das portas, uma vaga de estacionamento e obviamente, a métrica que utilizamos ao desenvolver nossos projetos de arquitetura. De forma mais abstrata e figurativa, escala também serve para descrever a sensação que experimentamos ao comparar a nossa presença com objetos familiares e estruturas alheias ao nosso corpo ou espaço cotidiano.
Imagem: Ivo Gonçalves – Prefeitura de Porto Alegre/Flickr, licença CC BY-NC-SA 2.0
O Plano Diretor é o instrumento básico de definição do modelo de desenvolvimento de um município. Ele estabelece diretrizes e estratégias para a execução de planos, programas e projetos, buscando enfatizar a participação popular, a sustentabilidade econômica, social e ambiental. Mas sua influência sob a cidade vai muito além do que se imagina: ele acaba influenciando fortemente o volume e a forma de toda nova edificação.
Na era moderna da arquitetura, onde os avanços em tecnologia e construção permitiram aos arquitetos construir melhor, mais rápido e mais alto, o céu é o limite. A cada mês, uma nova manchete exibe a torre residencial mais alta ou o prédio comercial recém-construído, que quebra mais um recorde por sua altura impressionante. Mas à medida que o tempo passa e novos projetos são concluídos, as tendências mostram que os Estados Unidos estão saindo dos holofotes em termos de poder reivindicar o título de detentor do edifício mais alto do mundo, e as pranchetas mostram que nenhuma cidade americana irá reivindicá-lo em breve.
Facebook Data Centre. Image Courtesy of Liam Young
Centros de processamento de dados, linhas de produção automatizadas, torres de telefonia e depósitos são algumas das principais tipologias utilitárias que povoam o nosso ambiente construído, infra-estruturas cada vez mais importantes para o desenvolvimento da vida cotidiana. Ainda que estejam longe de tangenciar o interesse da maioria dos arquitetos e arquitetas, estas tipologias estão se fazendo cada dia mais presentes em nossas vidas e, consequentemente, no discurso arquitetônico — levantando questões sobre como podemos dar um novo significado à estas estruturas que sustentam as engrenagens da nossa atual sociedade.
Visualizações Arquitetônicas somente serão consideradas realmente boas se as cenas nas quais estiverem inseridas também o forem. Ou seja, não importa quão fantástico seu projeto seja, se ele estiver implantado num contexto de baixa qualidade com recursos low-poly, ele não terá o destaque merecido. Essa é uma das razões pela qual arquitetos e designers passaram a confiar no Quixel Megascans para contextualizar as cenas de suas visualizações arquitetônicas (Archviz).
Praia do Jacaré, Cabedelo, Paraíba. Imagem: Cacio Murilo/MTur
Viver, trabalhar e experimentar cidades com ruas, centros e parques vibrantes, passeios com dimensões adequadas, transporte público eficiente e um baixo nível de congestionamento são desejos de muitas pessoas ao redor do mundo. Atingir estas condições não é uma tarefa fácil, e cidades que possibilitam tais situações certamente não as obtiveram através de um planejamento orientado ao automóvel.
Frente a uma população que experimenta diariamente maus exemplos de como uma cidade deve operar, alguns paradigmas, fenômenos e medidas dificultam o planejamento e funcionamento de “cidades para pessoas”.
A Croácia é um encontro de culturas. Localizada ao longo do Mar Adriático, faz fronteira com cinco países e possui uma das mais ricas biodiversidades da Europa. O ambiente construído reflete influências da Europa Central e do Mediterrâneo, bem como dos Impérios Romano e Bizantino. Hoje, novos projetos residenciais reinterpretam o passado do país, ao passo que arquitetos e designers procuram reimaginar o que o futuro reserva.
O passado industrial das cidades pode deixar marcas inquietantes no presente. Grandes estruturas abandonadas e amplas instalações esquecidas são um atrativo tanto para o voraz mercado imobiliário como para a imaginação daqueles que sonham acordados com um passado que já não promete nenhum futuro. Este é o caso do Vale do Ruhr, a região metropolitana mais populosa da Alemanha e maior zona industrial da Europa.
Em 16 de outubro é comemorado o Dia Mundial da Alimentação. Nesse mesmo dia, em 1945, foi criada a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e desde 1981 a data é comemorada como forma de lançar luz sobre questões relativas ao acesso aos alimentos e à promoção de uma dieta saudável para todos.
Como forma de traçar um importante paralelo entre a arquitetura e urbanismo e questões relativas à alimentação, selecionamos uma série de artigos que mostram as possibilidades de promover, por meio de projetos arquitetônicos e urbanos, uma maior segurança alimentar para as pessoas.
Arquitetura desconstrutivista de Daniel Libeskind. Royal Ontario Museum, Toronto, Canadá. Imagem: Alexandre Kozoubsky/Flickr
O modernismo deixou de existir como movimento da arquitetura e urbanismo desde, pelo menos, os anos 1980. Na arquitetura, movimentos como o metabolismo japonês e o desconstrutivismo ajudaram a superar os resquícios da arquitetura moderna. No urbanismo, nomes como Jane Jacobs e Christopher Alexander, ainda na década de 1960, contribuíram para sepultar as premissas do urbanismo moderno.
https://www.archdaily.com.br/br/925778/afinal-por-que-ainda-falamos-sobre-o-modernismoPaulo Sa Vale
Cortesia de PC3 - Pensamento Crítico e Cidade Contemporânea
Este empreendimento, concebido e iniciado no governo de João Goulart, pode ser considerado um exemplo de transição entre a antiga gestão do IAPB [Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários] e a nova política habitacional que começa a ser implementada em 1964.
https://www.archdaily.com.br/br/949703/uma-nova-politica-habitacional-para-sao-paulo-conjunto-residencial-santo-antonioPC3 - Pensamento Crítico e Cidade Contemporânea
O tema da mobilidade é inescapável quando se discute política urbana — ainda mais em ano eleitoral. Transporte coletivo, pedágio urbano, metrô, faixas exclusivas para ônibus e até o que fazer com os patinetes elétricos tomam conta do debate. Poucos prestam atenção, no entanto, para uma das políticas municipais mais relevantes para mobilidade urbana: o estacionamento público.
Combinando diagnóstico analítico com recomendações propositivas, o estudo “A Cidade Estacionada” direcionou sua lupa sobre a gestão do meio-fio na cidade de São Paulo. Ao analisar as discrepâncias entre os preços de estacionamentos públicos e privados, bem como ao comparar os valores com a evolução das tarifas de transportes coletivos, “A Cidade Estacionada” trouxe à luz as externalidades negativas — sociais e ambientais — de políticas públicas que privilegiam o transporte motorizado individual.
https://www.archdaily.com.br/br/949437/desestacionando-a-cidade-precisamos-rever-os-estacionamentos-publicosJoão Melhado e Paulo Speroni