Precisamos repensar os cemitérios

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“No dia seguinte ninguém morreu”. Assim começa o romance As Intermitências da Morte, do Nobel em literatura José Saramago. Nele, a morte suspende seus serviços e por algum tempo todos se mantêm vivos em um país imaginado. A metáfora magistral pensada pelo autor português, já em seus últimos pares de sapato, é base para discutir os dilemas e conflitos do fim da vida.

O mundo anda bastante inverossímil, mas a ficção de Saramago continua sendo apenas isto: ficção. Invariavelmente, portanto, ainda precisamos pensar na morte e suas implicações. Para os interessados em políticas públicas e vida urbana, como os deste espaço, a conversa é inexorável. Parte da própria ideia da fixação do ser humano (e o que de nós sobrará) em um determinado lugar, eternizada e estabelecida nos locais de sepultamento. Fincamos comunidades para estarmos perto dos nossos antepassados — e, assim, de nós mesmos.

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Sobre este autor
Cita: João Melhado. "Precisamos repensar os cemitérios" 01 Out 2020. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/924035/precisamos-repensar-os-cemiterios> ISSN 0719-8906

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