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Cemitérios: O mais recente de arquitetura e notícia

Espaços sagrados: o que os cemitérios podem dizer sobre nossa história e sociedade?

Cemitério em Guangzhou, China. Photograph by @nk7, found on @fromwhereidroneCimetière parisien de Pantin, Paris, França. Created by @dailyoverview, source imagery: @geomnimapprosCementerio de Nuestra Señora de la Almudena, Madri, Espanha. Created by @overview Source imagery: @maxartechnologies Panteón Civil San Nicolás Tolentino, Cidade do México. Drone por @dronerobert + 7

Memento mori é uma antiga expressão em latim que significa “lembre-se de que você é mortal”. Ao contrário do que parece à primeira vista, os romanos a usavam não para representar uma visão fatalista da morte, mas sim, como uma forma de valorização da vida.

Alguns séculos depois, chegando ao nosso contexto atual, quando o mundo atinge a aterrorizante cifra de 2 milhões de mortos em decorrência da pandemia de Covid-19, o memento mori está mais presente do que nunca.

Precisamos repensar os cemitérios

“No dia seguinte ninguém morreu”. Assim começa o romance As Intermitências da Morte, do Nobel em literatura José Saramago. Nele, a morte suspende seus serviços e por algum tempo todos se mantêm vivos em um país imaginado. A metáfora magistral pensada pelo autor português, já em seus últimos pares de sapato, é base para discutir os dilemas e conflitos do fim da vida.

Sem solo disponível, futuro dos cemitérios asiáticos precisa ser repensado

Em algumas das cidades mais densas do mundo, está se tornando um desafio cada vez maior encontrar um espaço confortável para morar - e o mesmo fato se aplica para sepultar. Estima-se que 55 milhões de pessoas morrem a cada ano e, para cada pessoa viva, há 15 vezes o número de mortos. No entanto, urbanistas e arquitetos estão mais interessados em lidar com os vivos do que se envolver com a morte. Como resultado, é criada uma tensão entre os dois mundos paralelos - e com o passar do tempo, mais questões estão sendo levantadas sobre como abordamos o espaço público de forma que ele seja projetado para que os vivos e os mortos possam coexistir.

Projetando o espaço da morte: a arquitetura de cemitérios

Cortesia de VERO Visual. ImageHofmanDujardin
Cortesia de VERO Visual. ImageHofmanDujardin

Embora os cemitérios tenham servido por muito tempo como um lugar no qual podemos honrar e recordar nossos entes queridos, eles historicamente também atuaram como epicentros da arte, arquitetura e paisagismo. No final do século XIX, os cemitérios evoluíram a partir de espaços urbanos superlotados e insalubres, para centros sociais e semelhantes a parques. Nas cidades carentes de parques públicos, os cemitérios tornaram-se destinos populares para piqueniques, lazer e outras reuniões familiares.

A história do Cemitério La Recoleta, um dos mais incríveis do mundo

Recentemente destacado como um dos cemitérios de arquitetura mais interessante do mundo, por Architectural Digest, o cemitério La Recoleta, localizado adjacente à Praça Intendente Torcuato de Alvear do bairro Recoleta, conserva uma grande trajetória histórica que se manifesta em todas as personalidades políticas e intelectua que descansam nele.

Os mausoléus de mármore, as numerosas abóbadas e as estátuas realistas provocam uma atmosfera única que torna o cemitério uma visita obrigatória em Buenos Aires.

Cemitério Islâmico em Altach / Bernardo Bader