Anatomia de um Sistema de IA. Imagem cortesia de Kate Crawford
Os designers devem se preocupar com inteligência artificial (IA) ou aprendizado de máquina (ML)? Não há dúvida de que a tecnologia está adicionando textura ao zeitgeist atual. Nunca poderia imaginar ver um sucesso de bilheteria em que Ryan Reynolds surge como um personagem não-jogador consciente em um videogame, nem um fracasso em que Melissa McCarthy negocia o futuro da humanidade com uma superinteligência alimentada por James Corden com um ano de diferença. Mas aprender os meandros da IA e do ML realmente importa para as profissões criativas e nossa maneira - nebulosa e inestimável - de operar?
Convivir en la Amazonía en el Siglo XXI: Guía de Planificación y Diseño Urbano para las ciudades en la selva baja peruana. Image Cortesía de Belen Desmaison
Com mais de 20 anos de atuação, o escritório de arquitetura mmbb vem traçando uma produção precisa e consistente. De sua extensa obra, marcada por uma ampla gama de usos, escalas e tipologias, além de uma forte ênfase na dimensão pública da arquitetura, oito de seus projetos foram escolhidos pelo organizador Guilherme Wisnik na mais recente publicação dedicada ao escritório: a Coleção Arquitetos da Cidade – MMBB, realizada em parceria entre a Editora Escola da Cidade e as Edições Sesc São Paulo. O lançamento ocorre dia 24/06, sexta feira, a partir das 19h30, na Escola da Cidade, com sessão de
Muito além da formação básica, a leitura é uma atividade de lazer que faz parte da sociedade moderna. Seja ao ar livre, em praças e parques, seja em casa, ou até no trabalho, esse hábito, que melhora a capacidade de raciocínio e a saúde mental, já teve, nos palácios e palacetes, grandes espaços dedicados aos livros. Selecionamos 15 projetos que demonstram as diferentes formas de integrar a leitura em diferentes escalas e programas arquitetônicos.
Biblioteca e Centro Comunitário Pinch / Olivier Ottevaere + John Lin. Imagem Cortesia de Olivier Ottevaere + John Lin
Após a realização da mesa digital “Como ser antirracista na prática profissional”, a coletiva Arquitetas inVisíveis disponibilizou um pequeno guia com pontos fundamentais para a construção de uma profissão equânime e antirracista, junto de uma indicação de diversos textos que ajudam a compreender o panorama social e trazem modos de enfrentar questões racistas não apenas no campo da arquitetura e do urbanismo, mas na vida.
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Participe da campanha de crowdfunding para tradução do livro "Soft City: Building Density for Everyday Life”, de autoria de David Sim, diretor criativo e sócio da Gehl Achtects
A correria do dia a dia nos impede de enxergar e viver as cidades. Seja no ônibus, no metrô, nos carros, motos, bicicletas ou a pé. Corremos o tempo todo, sem perceber que ele é o nosso maior bem. Nessa correria, as cidades passam desapercebidas. Nosso foco é ir e voltar, dia após dia.
Mas, já pensou se esse caminho fosse mais “suave”? Certamente, nossa rotina seria ser muito melhor!
Assim são as soft cities ou, numa tradução livre, as cidades suaves. Lugares onde as janelas estão abertas, a caminhada é segura, a densidade é humana e se adaptam à nossa rotina,
Poucas figuras públicas foram mais brasileiras do que a arquiteta italiana Lina Bo Bardi. Chegando ao Brasil logo após a Segunda Guerra, ela se afeiçoou à cultura brasileira de tal maneira que se tornou uma de suas principais intérpretes, capaz de uma leitura das tradições locais ao mesmo tempo rigorosa e abrangente.
Crítico de arquitetura e ensaísta, Francesco Perrotta-Bosch examina a trajetória dessa artista brilhante à luz da seguinte questão: como uma estrangeira foi capaz de enxergar tanto de um país que não era o seu, a ponto de traduzi-lo para os próprios brasileiros?
https://www.archdaily.com.br/br/960776/lina-bo-bardi-ganha-nova-biografia-com-lancamento-em-maioEquipe ArchDaily Brasil
“Aprendendo com Las Vegas” é um dos mais importantes livros da história e da crítica em arquitetura e urbanismo. Seus três autores - Robert Venturi, Denise Scott Brown e Steven Izenour - trouxeram uma curiosa abordagem a respeito de uma cidade que viu seu crescimento acontecer em prol do jogo de azar e da associação perigosa com a máfia. Las Vegas, cidade repleta de letreiros, estacionamentos e cassinos, foi a referência para os três autores, em um projeto de pesquisa da Universidade de Yale. O objetivo era estudar o desenvolvimento de uma nova tipologia urbana, a strip, em busca de um novo ponto de vista sobre a cidade e a arquitetura.
Nos primeiros dois meses do isolamento em decorrência da Covid-19, o designer Ivan Jerônimo acumulou mais de quarenta desenhos que mostram objetos e ambientes de seu apartamento. São cenas comuns mas que, de repente, foram promovidas a primeiro plano durante a pandemia.
Pesquisadores e entusiastas da fotografia têm agora mais uma grande ferramenta à disposição. Acaba de ser lançada a Base de Dados de Livros de Fotografia (BDLF): uma plataforma de referências bibliográficas exclusivamente dedicada aos livros fotográficos. O projeto foi idealizado pelo fotógrafo e pesquisador Leonardo Wen, e começou a ser executado em 2018, com financiamento do edital Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.
A Universidade de São Paulo (USP) disponibilizou mais de 3 mil livros e periódicos para consulta e download na página da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. Entre os volumes estão diversos livros raros, mapas, documentos históricos, imagens e manuscritos indexados por autor, assunto, título e ano.
De fácil acesso, o acervo abrange uma grande variedade de assuntos que vão de agricultura a direto constitucional, passando por artes, ciências, jornalismo, cinema e também arquitetura e cidades.
Com a virada do ano, a rotina se atenua e podemos ler os livros que deixamos de lado durante o ano. Em tempos de crescimento das áreas urbanas e do aumento da representatividade das cidades para a sustentabilidade do planeta, é fundamental que busquemos entender melhor o lugar que escolhemos para viver a fim de, assim, construir uma melhor convivência para todos. Separamos algumas indicações de leitura para que sigamos alinhados nos debates sobre cidades sustentáveis.
O espaço público urbano entre dois maciços arquitetônicos é intitulado como rua. Por ela criamos uma relação entre veículos motorizados, não motorizados e pedestres. No relacionamento entre pedestres e veículos, o espaço público carece de uma série de sistemas à garantia da permanência, além de infraestrutura e segurança. Posto isso, o correto desenho de vias e entorno imediato público torna-se imprescindível. Indo além do que os olhos veem, redes de água, gás, eletricidade, telecomunicação, etc., são dispostas sob nossos pés sem que percebamos.
Encarar as inúmeras responsabilidades, entregas e posicionamentos a serem assumidos durante um semestre acadêmico é, por vezes, um desafio. Para muitos estudantes, torna-se um tormento, onde a crise de estresse pode tomar conta. No entanto, como futuras arquitetas e arquitetos, é imprescindível que a constante busca por melhores resultados e soluções projetuais conciliadas ao orquestrar as inúmeras tarefas auxiliem no treinamento da futura carreira profissional.
Com a difícil tarefa de apresentar uma gama de projetos de maneira convincente somado a poucas horas de sono, várias xícaras de café e em alguns casos, a rotina como estagiário, o fim do semestre pode parecer a luz no fim do túnel, onde o cansaço e a oportunidade para colocar os projetos pessoais em dia se encontram. Para ajudar aqueles mais esforçados e aqueles na busca por tarefas desintoxicantes da relação mais direta com a arquitetura, compilamos dez tarefas que ajudarão ocupar sua rotina de férias após o fim do semestre acadêmico.
Historicamente relegadas à esfera do privado, foi somente a partir do século XX que a mulher passou, de fato, a exercer seu direito à cidade e sua dinâmicas. Até hoje, no entanto, esta apropriação é cerceada. Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva deste ano, oito em cada 10 mulheres brasileiras têm medo de andar sozinhas à noite.
Além da questão da violência, se colocam como entraves para o pertencimento, circulação e ocupação livre do espaço público pelas mulheres a ausência de políticas que visem contemplar necessidades urgentes do gênero feminino, além de suas identidades e olhares.
Ao lado de Tiê, uma capivara-aventureira,Lina parte em uma viagem por dez espaços públicos pelo mundo – como o High Line em Nova York ou a Avenida Paulista em São Paulo –, para descobrir os segredos da construção das cidades. As duas são as personagens principais do livro Casacadabra – Cidades para Brincar, lançamento da Pistache Editorial, que começa a campanha de financiamento coletivo dia 16 de abril, pelo Catarse. O livro tem texto de Bianca Antunes e Simone Sayegh, e ilustrações de Luísa Amoroso. Este é o segundo título da série Casacadabra – o primeiro, chamado Invenções para morar, apresentou a arquitetura de dez casas pelo mundo.
Muito antigamente, os livros eram mantidos em baús e, posteriormente, em armários. Com o passar do tempo, livramo-nos das portas e as estantes de livros começaram a evoluir. Hoje, as estantes são usadas como elementos arquitetônicos que ajudam a definir o espaço e, em alguns casos, até a luz. Em comemoração ao Dia Internacional do Livro, em 23 de abril, o ArchDaily compilou este conjunto de estantes impressionantes e, por vezes, inovadoras.
Veja, a seguir, projetos de Alberto Kalach, ARCHSTUDIO, Toyo Ito, entre outros, que incorporam de maneira inventiva as estantes de livros.
Livros nos fazem crescer, nos dizem coisas que nunca pensaríamos, nos mostram lugares que nunca conheceríamos, nos ensinam. Ao mesmo tempo, uma pessoa pode viver sua vida inteira em uma cidade sem realmente enxergá-la ou percebê-la. Para isso temos os livros. Neste post selecionamos 26 títulos de autores brasileiros e estrangeiros, obras com propósitos variados, mas com duas principais temáticas: cidades e mobilidade urbana. É possível descrever cada rua, prédio ou espaço público em livros, pensar em como é a vida em meio ao urbano, como nos movemos e como tudo é planejado (ou não planejado).