Em setembro de 2000, o arquiteto Paulo Mendes da Rocha propôs algo possível e impossível: cobrir a Praça da República, no centro de São Paulo, com uma piscina-praia suspensa. Essa atitude provocativa coloca em xeque questões latentes para a sociedade: o direito ao lazer, à ociosidade, à celebração, à higiene, ao autocuidado, à sociabilidade, ao entretenimento e ao corpo. “Cantinas, vestiários-máquinas e rampas” são quase todas as palavras que permeiam esse projeto-narrativa e que inspiram nossa oficina.
A partir de uma série de apresentações com convidados de diferentes campos do conhecimento, a oficina convida os participantes a explorarem espaços elevados relacionados
O benefício comunitário é um dos principais aspectos destacados ao anunciar um novo projeto público, especialmente no caso dos ginásios esportivos, que prometem melhorias no bem-estar e na coesão social. Existem duas tipologias de ginásios esportivos, cada uma com diferentes níveis de envolvimento com a comunidade: por um lado, há grandes arenas dedicadas a competições internacionais, que podem acomodar milhares de pessoas e se tornam marcos modernos, semelhantes aos estádios. Por outro lado, existem ginásios de menor escala, geralmente anexados a escolas e localizados em bairros ou áreas rurais com acesso limitado a outros serviços públicos. Embora muitas vezes sua presença seja subestimada, esses ginásios desempenham um papel multifuncional importante, oferecendo oportunidades para praticar esportes, promover conexões, organizar eventos e apoiar diversas atividades comunitárias.
Para as cidades, sediar um evento olímpico é uma honra e uma oportunidade significativa de crescimento, mas também representa um desafio importante. Com mais de 200 nações participando dos Jogos, eles se destacam como a maior competição esportiva do mundo. No entanto, adaptar a infraestrutura pública e esportiva para acomodar o aumento repentino de pessoas e a escala desses eventos pode resultar em problemas após o encerramento, como estruturas subutilizadas conhecidas como "elefantes brancos". Apesar disso, as Olimpíadas incentivam transformações urbanas, levando as cidades a investir em melhorias em transporte, moradia e espaços públicos. Um exemplo marcante é Paris, que inaugurou sua primeira linha de metrô durante a segunda edição dos Jogos Olímpicos, em 1900.
Quando se trata dos locais olímpicos, surge o desafio da reutilização adaptativa: a arquitetura precisa encontrar maneiras de transformar esses espaços, inicialmente projetados para acomodar milhares de pessoas durante os Jogos, de modo a se tornarem parte sustentável da oferta esportiva da cidade após o evento. Em várias partes do mundo, alguns desses locais têm conseguido prolongar sua utilidade além do encerramento dos jogos, integrando-se às comunidades locais e oferecendo uma variedade maior de eventos esportivos e de lazer. Apesar dos altos custos de construção, muitos desses espaços se tornaram ícones da identidade local e atrações turísticas populares, continuando a ser utilizados décadas após receberem as multidões olímpicas.
Guillaume Bontemps/Ville de Paris. Imagem cortesia dos Jogos Olímpicos de Paris 2024
A história recente de Paris está entrelaçada com os Jogos Olímpicos. Em 1900, Paris sediou a segunda edição dos Jogos, marcando o início de uma série de adaptações urbanas e desenvolvimentos arquitetônicos para preparar a cidade. Uma das mudanças mais notáveis foi a introdução da Linha 1 do metrô, inaugurada em 1900, que conectava os locais da Exposição Universal aos Jogos Olímpicos em Vincennes. Apenas 24 anos depois, Paris sediou uma das edições mais influentes dos Jogos Olímpicos, a primeira a ser transmitida por rádio, o que aumentou significativamente a popularidade do evento. Foi nessa edição que nasceu o conceito de Vila Olímpica. Muitas das infraestruturas e locais construídos há mais de um século ainda estão em uso em Paris, e alguns deles serão novamente utilizados como sedes de eventos olímpicos.
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio da quarta temporada, Sara conversa com Tomás Salgado, do ateliê Risco, sobre a Cidade do Futebol, um equipamento da Federação Portuguesa de Futebol. Ouça a conversa e leia parte da entrevista a seguir.
Pela primeira vez na história das Copas do Mundo o torneio de seleções será realizado entre os meses de novembro e dezembro. Essa decisão se deu devido ao clima extremo do país-sede nos meses de junho e julho, quando o Qatar atinge temperaturas médias de 40 a 50°C.
Elaborado inicialmente por Renzo Piano e desenvolvido pela RPBW e OBR, o Waterfront di Levante é um projeto que visa transformar o que antes era o fundo de um porto em uma nova fachada urbana para o mar. O projeto está previsto para se tornar um novo marco na frente marítima de Gênova, Itália, trazendo novas funções urbanas e portuárias, tanto públicas quanto privadas, para uma área subutilizada. Ao controlar a relação entre a área construída e aberta, o complexo procura também melhorar a conexão entre a cidade e o mar. O projeto introduz funções como o novo Parque Urbano, uma nova doca, residências, escritórios, alojamentos estudantis, instalações comerciais, apart-hotéis e um novo pavilhão esportivo.
No final do século XIX surgia o skate nos Estados Unidos, patenteado oficialmente em 1936, o esporte já enfrentou diversos preconceitos, mas assim como as dinâmicas social e urbana, das quais faz parte, perdurou para demonstrar que sua vivência vai muito além das visões conservadoras e trouxe uma nova forma de vivenciar a cidade ao experimentar movimentos do próprio corpo diante do desenho urbano ou arquitetônico.
Depois do atraso de um ano devido à pandemia de Covid-19, as Olimpíadas de Tóquio foram iniciadas na penúltima semana do mês de Julho. Nesta edição três novas modalidades estreiam na maior competição do mundo: o basquete 3x3, o surfe e o skate. Trazendo medalhas para países como Japão, Estados Unidos, Brasil, Austrália, Rússia, Sérvia, China e Letônia, e envolvendo mais um grande número de atletas e nações, esses esportes carregam a cultura urbana em seus movimentos e histórias e são parte importante das relações na cidade.
Projetado pelo escritório SPF:architects, o Centro Esportivo Michelle and Barack Obama em Los Angeles celebra a rica história desta instituição e seu compromisso com a comunidade. Anteriormente conhecido como Complexo Esportivo Rancho Cienega, o novo projeto faz uso de estruturas pré-fabricadas para ampliar o edifício existente e oferecer novas instalações recreativas. A construção está em andamento desde 2018 e deve ser concluída em meados deste ano.
Diz-se que o esporte une as pessoas. Historicamente, seja dentro ou fora de quadra, o esporte tem aproximado milhões de pessoas do mundo todo – de todas as origens e com pouco ou quase nada em comum – as quais se reunem em campo, em bares ou estádios. Pelo amor ao esporte, deixamos de lado nossas diferenças para celebrar uma paixão comum: o amor pelo esporte.
Dizem que o esporte costuma unir as pessoas, tanto aquelas que encontram-se dentro quanto fora de campo. Reconhecido também como uma pratica social, o esporte transcende fronteiras, aproximando pessoas de diferentes origens, gêneros, credos e classes sociais ao redor do mundo.
Projetos de requalificação urbana podem assumir as mais diferentes formas, mas é fato que, infraestruturas esportivas são elementos fundamantais para se construir comunidades engajadas e aproximar pessoas. De fato, espaços voltados à prática esportiva em pequenas comunidades são capazes de encorajar as pessoas a reivindicar um direito fundamental: o direito à cidade.
Compilamos aqui uma série exemplos de projetos do mundo todo, onde espaços para a prática de atividades físicas funcionam como indutores da requalificação urbana e da qualidade de vida.
A equipe curatorial da quinta edição da Bienal de Arquitetura de Tallinn (TAB), da qual o ArchDaily é parceiro, anunciou o vencedor de seu concurso “Huts and Habitats”. A proposta vencedora, Steampunk, projetada por SoomeenHahm Design, Igor Pantic e Fologram, do Reino Unido, foi escolhida entre as mais de 137 projetos enviados.
https://www.archdaily.com.br/br/912791/parametrizando-a-cabana-primitiva-bienal-de-arquitetura-de-tallinn-divulga-instalacao-vencedora-do-concurso-huts-and-habitatsKatherine Allen
Videos
Cortesia de URBAN POWER para Hvidovre municipality
À medida que a população mundial cresce desenfreadamente, começa-se a especular mais seriamente sobre possíveis novos futuros. Pensando nisso, o URBAN POWEr, escritório de arquitetura e planejamento urbano, desenvolveu o projeto de nove ilhas artificiais estrategicamente localizadas na costa sul da cidade de Copenhague e tem o objetivo de responder a muitos dos desafios iminentes pelos quais a cidade tenderá de passar nos próximos anos. As ilhotas, chamadas de "Holmene", atendem às crescentes demandas por espaço, produção de energias limpas e barreiras contra enchentes.
BIG revelou o desenho de um novo distrito de esportes e entretenimento em Austin (Texas) que reúne esportes, música, áreas comerciais, restaurantes e hotéis, sob uma mesma cobertura.
Denominado East Austin District, o projeto de 120.774 metros quadrados está situado no terreno do atual Rodeo Austin, oferecendo uma nova experiência de entretenimento a essa cidade em expansão demográfica.
A NIKE criou um novo laboratório experimental para os aficionados por corrida: a primeira pista de corrida de LED em tamanho real do mundo. Construídaem Manila, Filipinas, o "Unlimited Stadium" coincidiu com o lançamento do seu novo tênis de corrida LunarEpic. O percurso de 200 metros de comprimento - com 8 pistas que assumem a forma da sola de um tênis - é iluminado com luzes LED e se localiza no coração de Manila.