Lateral Office, um estúdio canadense de design experimental que opera na interseção entre arquitetura, paisagem e urbanismo, instalou 12 gangorras no Garment Distric, em Nova Iorque. Intitulada Impulse, a intervenção urbana permanecerá montada até 31 de janeiro de 2020.
A ONU-habitat ou a agência das Nações Unidas para assentamentos humanos e desenvolvimento urbano sustentável, cujo foco principal é lidar com os desafios da urbanização rápida, vem desenvolvendo abordagens inovadoras no campo do design urbano, a fim de incentivar a participação ativa, especialmente de crianças, mulheres e indivíduos carentes.
O BIG acaba de divulgar seu mais recente projeto, a Toyota Woven City, primeiro empreendimento imobiliário da empresa no Japão. Localizado aos pés do monte Fuji, o projeto, desenvolvido em colaboração com a Toyota Motor Corporation, é a primeira incubadora urbana do mundo voltada para o desenvolvimento de estratégias de mobilidade.
Usado na Cidade do México e em Reno, EUA, o Streetmix permite que os usuários experimentem e participem do desenho de suas ruas. A abordagem bottom-up é o elemento essencial desta ferramenta participativa que permite incluir todos na tomada de decisões, mesmo pessoas sem conhecimento técnico específico.
Centro de São Paulo. Foto: Mariana Gil/EMBARQ Brasil
Cinco brasileiros morrem em acidentes de trânsito a cada hora. Estatísticas de extrema relevância como essa podem despertar muitas reações positivas, mas nem sempre são o suficiente para mudar a realidade. Porém, saber que na cidade de São Paulo os cruzamentos concentram mais acidentes por quilômetro e que esses aumentaram 5% de 2017 para 2018, já é uma informação capaz de dar insumos aos tomadores de decisão sobre medidas que possam reduzir tais números. Agir nos cruzamentos mais perigosos salvará vidas.
https://www.archdaily.com.br/br/928474/como-o-desenho-das-ruas-de-sao-paulo-influencia-nos-acidentes-de-transitoWRI Brasil
Padre Alonso de Ovalle, Santiago de Chile. Image Cortesía de Urb-I
Proporcionar mais espaço aos pedestres é uma das principais metas dos projetos de renovação urbana em muitas cidades do mundo.
Recorrendo à distribuição do espaço público, que implica, muitas vezes, em restringir o espaços dos automóveis - seja nas ruas ou estacionamentos -, plantar mais árvores, construir mais calçadas e ciclovias e estabelecer novas zonas de lazer, é possível projetar lugares mais acolhedores, com menos congestionamento viário e que fomentam o uso de meios de transporte sustentáveis, como as caminhadas e o ciclismo.
A 6ª edição da Exposição de Arte Pública chamada de Passages Insolites ou Passagens Inusitadas, foi inaugurada no último dia 20 de junho na cidade de Quebec no Canadá. Aberta até o próximo dia 14 de outubro, Passages Insolites é uma exposição de arte pública instalada ao longo de um percurso de quatro quilômetros pelas ruas dos históricos distritos de Petit Champlain e Saint-Roch, um percurso cultural pontuado por 14 instalações produzidas por 40 artistas locais, internacionais e coletivos de arquitetura.
Intervenção e urbanismo tático em cruzamento da rua João Alfredo, em Porto Alegre. Foto: Daniel Kener Neto/WRI Brasil
A medição de impacto é uma etapa indispensável para que uma Rua Completa seja implementada com sucesso e de fato atenda às necessidades da população. Como não existe um modelo único de Rua Completa, o processo se torna ainda mais necessário: para garantir que as diferentes intervenções sejam eficazes e positivas, é fundamental conhecer os cenários de antes e depois das mudanças e avaliar os impactos do projeto na prática.
Infill Village Europe. Image Made by EFFEKT Architects for SPACE10
Faz tempo que a IKEA caiu nas graças do povo, e porque não, de grande parte da comunidade de arquitetos. O conceito de "Do it Yourself" parece cada vez mais apelativo em uma sociedade cada dia mais individualista. Seus móveis de design simples e requintado passaram a ser objetos de desejo de tal forma que a IKEA se tornou um sinônimo de design, praticidade e beleza. Todos os dias, do Japão aos Estados Unidos e da Noruega à Honk Kong, casas inteiras são montadas exclusivamente com móveis da IKEA. Pensando nisso, a empresa multinacional fundada na Suécia está planejando alçar voos mais altos: construir casas inteiras. Durante o último Democratic Design Days, um evento anual onde a IKEA apresenta as suas novidades para o mundo, a empresa lançou o The Urban Village Project, uma colaboração desenvolvida em parecia com o SPACE10 (Laboratório de Pesquisa da IKEA) e o EFFEKT Architects. Após dois anos de pesquisas e prototipagem, o The Urban Village está pronto para ser divulgado ao público, uma nova maneira de projetar, construir, compartilhar e habitar nossas cidades.
Vista marquise a partir da via pública. Image Cortesia de Coletivo de Arquitetos
O projeto para uma praça no povoado do Crasto propõe a criação de um espaço de lazer cultural e esportivo inédito nesse vilarejo pesqueiro localizado no litoral sul de Sergipe. O projeto cuida ainda da resolução de questões referentes à acessibilidade, interconectando o empraçamento desenhado ao entorno construído pré-existente.
Inovação e tecnologia geralmente são apresentadas como dois conceitos semelhantes, quando não utilizadas como sinônimos. Entretanto, quando se trata de resolver os atuais problemas de nossas cidades, tecnologia nem sempre é a melhor solução.
A inovação, por outro lado, deve ser uma atuação responsiva, a qual considera todas as funções e processos de uma cidade, incluindo suas carências e potencialidades. Tecnologia pode sim ajudar, mas isso não significa que devemos confiar cegamente em tudo aquilo que surge com a promessa de resolver todos os nossos problemas.
Enquanto as grandes cidades se esforçam para recuperar e revitalizar áreas urbanas centrais, zonas periféricas geralmente são ignoradas ou esquecidas. Geralmente, e com pouquíssimas exceções, o centro de uma cidade é onde se encontra a maioria das infra-esturturas urbanas, serviços públicos e principalmente, uma maior acessibilidade aos sistemas de transporte público. Em si só, isso é um motivo bom o suficiente para que uma cidade se esforce em manter a qualidade e a vitalidade de suas áreas centrais. Entretanto, isso também significa que políticas públicas voltadas tão somente para áreas centrais e que, por outro lado, negligenciam áreas periféricas - historicamente pobres e carentes em infra-estrutra urbana -, penalizam duplamente as zonas mais afastadas e principalmente, a população que ali vive. Com isso em mente, o escritório russo de arquitetura Meganom desenvolveu um projeto chamado de "Dvorulitsa", o que significa literalmente "rua -jardim". Dvorulitsa é um projeto de desenvolvimento urbano que pretende contribuir com a recuperação de áreas periféricas de Moscou. A ideia é um desdobramento de um antigo projeto do estúdio fundado por Yury Grigoryan e Iliya Kouleshov. Desenvolvido em 2013, "Archaeology of the Periphery," foi um projeto de recuperação de um antigo estaleiro que apresentava o conceito de "super parque", uma alternativa para a transformação da periferia das cidades pós-soviéticas.
Ruas mais inteligentes e sinalização viária em Bogotá, Colômbia, buscam aumentar a segurança para pedestres e ciclistas. Foto: Dylan Passmore / Flickr. Image Cortesia de WRI Brasil
Apesar de mais de 1,35 milhões de pessoas perderem a vida em acidentes de trânsito todos os anos, esse tipo de fatalidade não tem a mesma atenção de políticos e da mídia quando desastres de avião, trem ou embarcações. Algumas acreditam que as mortes em acidentes com veículos são parte da rotina ou inevitáveis – mas elas não precisam ser.
https://www.archdaily.com.br/br/912986/8-estrategias-de-planejamento-desenho-e-mobilidade-para-criar-ruas-mais-segurasNikita Luke e Anna Bray Sharpin
Entre várias estratégias de desenho urbano e ocupação dos lugares públicos da cidade, as ruas completas talvez sejam, atualmente, as mais em vista. Partem de uma ideia bastante simples: tornar o espaço da rua verdadeiramente público, no sentido mais amplo da palavra. Em outras palavras, seu objetivo é proporcionar opções de transporte e acesso ao maior número possível de modais de transporte - a pé, bicicleta, cadeira de rodas, transporte público coletivo e carros particulares.
https://www.archdaily.com.br/br/912447/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-ruas-completas-e-suas-vantagens-para-as-cidadesEquipe ArchDaily Brasil
A expressão artística é muitas vezes indisciplinada. Às vezes, o tumulto de cores e a explosão de linhas e formas ajudam a criar uma ilustração 2D, que é precisamente o que o Drawing Architecture Studio (DAS) fez na nova filial da Ucommune em Dajiang Hutong, Pequim.
No final de 2018, Li Han, co-fundador do Drawing Architecture Studio, ganhou o Drawing Prize por seu desenho digital de The Samsara of Building No.42 on Dirty Street, que também ilustra uma narrativa visual da cidade de Pequim e sua cronologia residencial ao longo do século XXI. Este ano, o DAS assumiu a área de Qianmen, co-trabalhando com a marca Ucommune, transformando sua rede rodoviária, arquitetura e composição urbana em um panorama dinâmico e meticulosamente detalhado intitulado Under the Zhengyangmen.
A arquitetura é poderosa, e assim como a energia nuclear, ela depende da forma como é utilizada. Pode criar cidades inabitáveis, mas também pode criar cidades mais seguras e melhorar nossa qualidade de vida.
Em diversos exemplos, o desenho urbano forneceu uma resposta aos espaços públicos deteriorados ou abandonados, o que não só evidencia o quanto a organização e a iluminação são imprescindíveis, mas também permite considerar os usuários e gerar espaços para o encontro.
O resultado oficial para o Concurso Nacional para Requalificação do Espaço Público do Eixo Monumental de Maringá foi divulgado. Trata-se de uma área central na cidade, compreendida entre a Praça da Catedral e o complexo esportivo da Vila Olímpica. O Eixo Monumental totaliza, aproximadamente, 169 mil m², e inclui jardins, áreas públicas, estacionamento de veículos e calçamento perimetral às fachadas. Por se tratar de uma área bastante grande, o projeto deveria ser apresentado em 7 trechos, para garantir a licitação e execução das obras por fases. O projeto vencedor foi elaborado pela equipe formada por Pedro Paes Lira, Manoela Muniz Machado, Julia Marini, Laura Figueiredo e Juliette Tellier, do escritório Natureza Urbana; com consultoria de paisagismo de Bianca Vasone, Gabriella Ornaghi e Lilian Dazzi; e de engenharia de Alexandre Horiye Ferreira e Felipe Macedo Barbosa.
A comissão julgadora, formada pelos arquitetos e urbanistas Haroldo Pinheiro, José Gilberto Purpur, Mario Figueroa, Orlando Busarello e Renato Leão Rego deliberou pelos seguintes vencedores: