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Desenho Urbano: O mais recente de arquitetura e notícia

Prefeitura de São Paulo lança novo Manual de Desenho Urbano e Obras Viárias

A Prefeitura de São Paulo lançou, em dezembro do ano passado, a plataforma digital do Manual de Desenho Urbano e Obras Viárias, um documento que reúne normas para projetos urbanos alinhados aos princípios de acessibilidade, equidade social, segurança no trânsito e sustentabilidade ambiental. O manual, organizado por Elisabete França, José Renato S. Malhem e Maria Teresa Diniz, visa nortear a elaboração de projetos no espaço viário que atendam às necessidades de bem-estar dos cidadãos.

Manual de Desenho Urbano e Obras Viárias. Imagem: DivulgaçãoManual de Desenho Urbano e Obras Viárias. Imagem: DivulgaçãoManual de Desenho Urbano e Obras Viárias. Imagem: DivulgaçãoManual de Desenho Urbano e Obras Viárias. Imagem: Divulgação+ 7

As tendências de arquitetura potencializadas ou reconsideradas em 2020

O ano de 2020 provavelmente será difícil de esquecer, um ano onde tudo parece ter virado de cabeça para baixo, transformando nossas rotinas e a maneira como nos relacionamos com as outras pessoas e com os espaços construídos. A atual crise sanitária mundial trouxe à tona uma série de especulações sobre como será a nossa vida no futuro. Neste momento de encerramento e recomeço, percebemos cada vez mais que a pandemia foi responsável por acelerar algumas das tendências que já se desenhavam no campo da arquitetura e mais do que isso, questionando muitas ideias já bem estabelecidas.

© Magda BiernatCourtesy of AppliedSuperblock of Sant Antoni. Image © Del Rio BaniRomainville by Brenac & Gonzalez & Associés. Image © Sergio Grazia+ 8

Miralles Tagliabue EMBT vence concurso para renovar a Century Square em Shangai, China

O estúdio de arquitetura, paisagismo, planejamento, design de interiores e design de interiores Miralles Tagliabue EMBT, liderado por Benedetta Tagliabue, venceu o concurso internacional para transformar a Century Square em um novo marco verde para Shanghai (China). Sua proposta, premiada com o primeiro prêmio, prevaleceu sobre a de outras equipes, incluindo David Chipperfield Architects. Propõe-se a renovar a praça localizada numa das zonas comerciais mais movimentadas do mundo, "re-naturalizando" o centro da cidade e introduzindo espaços verdes para melhorar o microclima urbano.

Cortesia de Miralles Tagliabue EMBTCortesia de Miralles Tagliabue EMBTCortesia de Miralles Tagliabue EMBTCortesia de Miralles Tagliabue EMBT+ 9

UN-Habitat lança manual para o desenvolvimento urbano sustentável em pequenas cidades

A Un-Habitat ou agência das Nações Unidas para o desenvolvimento urbano sustentável, cujo foco principal é lidar com os desafios impostos pelo rápido e voraz processo de expansão urbana em países em desenvolvimento, vem desenvolvendo abordagens inovadoras no campo da arquitetura e do urbanismo, centradas nos usuários e nos processos participativos. Pensando nisso, p ArchDaily se associou à UN-Habitat para trazer notícias semanais, artigos e entrevistas que destacam neste setor, disponibilizando conteúdos em primeira mão e direto da fonte.

Com a principal intenção de apoiar e dar suporte aos governos locais de países em processo de desenvolvimento no que se refere a implementação de uma Nova Agenda Urbana que esteja de acordo com os objetivos traçados para estabelecer processos de Desenvolvimento Urbano Sustentável, a UN-Habitat acaba de lançar um Guia de Planejamento Urbano Participativo, “uma espécie de roteiro ou guia para avaliar, projetar, operacionalizar e implementar processos participativos de planejamento urbano sustentável”. O livro guia propõe um cronograma dividido em fases, blocos e atividades, ajudando os líderes comunitários assim como todas as partes interessadas a ter uma visão mais abrangente e estratégica do projeto à execução.

Courtesy of UN-HabitatCourtesy of UN-HabitatCourtesy of UN-HabitatCourtesy of UN-Habitat+ 23

Por que devemos integrar superfícies táteis na arquitetura

© zlikovec / Shutterstock© Sutthi Chuvichit / Shutterstock© Sutthi Chuvichit / Shutterstock© love pattern / Shutterstock+ 17

Acessibilidade é uma das considerações mais importantes na arquitetura, que é o de garantir que o ambiente construído atenda a pessoas de todas as capacidades. No entanto, as concepções populares sobre a deficiência e acessibilidade permanecem limitadas e, frequentemente, abrangem apenas pessoas com deficiência física, como os usuários de cadeiras de rodas. Principalmente entre os projetistas arquitetônicos, é comum abordar a acessibilidade como adição de rampas, corredores largos e elevadores. No entanto, a deficiência pode assumir diversas formas, algumas menos visíveis do que outras. Para os deficientes visuais, a incorporação de elementos táteis específicos na arquitetura e no desenho urbano pode melhorar muito a navegabilidade de um espaço desconhecido. Neste artigo, falamos especificamente sobre os pisos podotáteis, incluindo suas diferentes formas, sua história e suas formas de implementação.

Henning Larsen vence concurso para complexo de uso misto na Coreia do Sul

A proposta da Henning Larsen para o Vale de Seul foi selecionada como vencedora do Concurso de Desenvolvimento Central da cidade. Com a intenção de configurar um novo lar para o público no centro da cidade, o empreendimento de uso misto "mescla o perfil comercial global de Seul com uma pegada ecológica, enfatizando à vida dos pedestres no centro da cidade". Outras propostas incluíram projetos do MVRDV e SOM.

Cortesia de Henning LarsenCortesia de ProloogCortesia de ProloogCortesia de Henning Larsen+ 16

Psicologia da escala: pessoas, edifícios e cidades

Na introdução de seu famoso livro entitulado Cidades para Pessoas, o arquiteto dinamarquês Jan Gehl afirma claramente que a escala humana tem sido historicamente negligenciada pelos processos de planejamento urbano na maioria das grandes cidades ao redor do mundo. A medida que as novas tecnologias foram nos permitindo construir edifícios cada vez mais altos, maiores e mais complexos, deixamos de conceber espaços para as pessoas e passamos a desenvolvendo um novo tipo de arquitetura— uma arquitetura completamente alheia à nossa própria condição humana. Estratégias de planejamento urbano tomadas de cima para baixo desconsideram a necessidade de espaços adequados aos nossos sentidos, priorizando a velocidade, a funcionalidade e obviamente, a lucratividade.

Precisando a forma como experimentamos o espaço construído e consequentemente, como percebemos as relações estabelecidas entre o nosso corpo e o ambiente no qual estamos inserido, a noção de escala humana é fundamental para um espaço urbano que se pretende habitável. Neste artigo, falaremos sobre a transfiguração dos processos de planejamento urbano e quais podem ser as consequências imediatas desta mudança de direção em nossas vidas cotidianas. Paralelamente, o fotógrafo de arquitetura Kris Provoost—através de sua série fotográfica Eden of the Orient—nos convida a mergulhar ainda mais fundo neste universo “sem escala”.

© Kris Provoost© Kris Provoost© Kris Provoost© Kris Provoost+ 15

Da utopia à realidade: os desafios da prática urbana no Brasil

A busca pela cidade ideal sempre permeou a história da humanidade constituindo uma utopia perseguida por governantes, artistas, filósofos e, na história mais recente, por nós, urbanistas. Desde o século XIX foram propostos – e, por vezes construídos, - diversos modelos de cidades ideais, passando das cidades-jardim de Howard, às cidades mecanizadas, às radiais, às caminhantes do grupo Archigram, às nômades como a Nova Babilônia de Constant Nieuwenhuis, às modernistas, entre outras.

Como um espaço público pode transformar uma vizinhança inteira? A ideia de rua modelo da UN-Habitat

A Un-Habitat ou agência das Nações Unidas para assentamentos humanos e desenvolvimento urbano sustentável, cujo foco principal é lidar com os desafios da rápida urbanização, vem desenvolvendo abordagens inovadoras no campo do desenho urbano, com projetos centrados na participação ativa da comunidade. O ArchDaily se associou ao UN-Habitat para trazer notícias semanais, artigos e entrevistas que destacam este trabalho, com conteúdo direto da fonte, desenvolvido por nossos editores.

Associada ao crime, ao desperdício e ao lixo, Dandora, nos limites de Nairóbi, é o lar de cerca de 140.000 habitantes. Em uma colaboração contínua, entre moradores e grupos de jovens, a UN-Habitat, a coalizão Making Cities Together e a “Liga de Transformação de Dandora”, foi criado o projeto "Rua Modelo", que vem transformando os espaços comunitários repletos de lixo em espaços livres de resíduos, atraentes e envolventes. Com foco na melhoria dos espaços compartilhados de conjuntos residenciais, uma competição anual liderada pelos jovens do bairro, o Changing Faces Challenge, tornou-se uma iniciativa para mobilizar cidadãos em Nairóbi.

Cortesia de UN-HabitatCortesia de UN-HabitatCortesia de UN-HabitatCortesia de UN-Habitat+ 21

Urbanismo radial: nove exemplos no mundo vistos de cima

Arco do Triunfo. Created by @benjaminrgrant, source imagery: @digitalglobeDiscovery Bay. Created by @dailyoverview, source imagery: @nearmapAl Falah Housing Project. Created by @benjaminrgrant, source imagery: @digitalglobeThe Pearl-Qatar. Created by @benjaminrgrant, source imagery: @digitalglobe+ 10

O chamado "traçado urbano radioconcêntrico" é conformado por ruas que partem de determinado centro e dirigem-se radialmente para o limite mais externo da cidade, além de ruas dispostas de forma concêntrica, que estabelecem a conexão entre as vias radiais e os lotes. Este padrão está presente, ao longo da história, desde a antiguidade até os dias atuais.

A depender do contexto histórico, localização ou proposta do planejamento da cidade, o elemento presente no centro da cidade pode variar. Praças, igrejas ou centros político-administrativos estão entre os elementos mais comuns e a sua localização central, assim como o desenho urbano destas localidades, não é por acaso. Em linhas gerais, a delineação feita pela distribuição radial das ruas tem como objetivo evidenciar um determinado elemento ou local que possui grande importância política, religiosa, econômica ou simbólica para o conjunto urbano.

Como construir lugares para melhorar a saúde mental dos habitantes

O placemaking é um conceito cunhado pela ONG norte-americana, Project for Public Spaces (PPS), para definir os processos de desenho colaborativo de espaços públicos que levam em conta os desejos, interesses e necessidades das comunidades locais.

Seus alcances foram estudados sob a perspectiva de diversos temas presentes em nossas cidades, como ecologia, psicologia, sustentabilidade, resiliência, entre outros. 

Plaza Brasil, Santiago. © Flickr: Claudio Olivares Medina. Licença CC BY-NC-ND 2.0Parque Metropolitano Sur, Cerros de Chena, Santiago. © Flickr: Pilar Berguido. Licença CC BY 2.0© Flickr: Claudio Olivares Medina. Licencia CC BY-NC-ND 2.0Parque Araucano, Santiago. © Plataforma Urbana+ 7

Como podemos transformar nossas cidades com o uso da tecnologia?

Segundo estimativas das Nações Unidas, atualmente mais de 55% da população mundial vive em cidades ou áreas urbanizadas, com uma forte probabilidade de este numero aumentar para quase 70% ao longo das próximas décadas. Apesar deste previsível e vertiginoso crescimento populacional urbano, muitas das grandes cidades do mundo têm feito pouco ou quase nada para qualificar suas infraestruturas já muito precárias e insuficientes. De fato, o que se desenha a nossa frente é o grande desafio da vez, talvez um dos maiores que a humanidade já enfrentou. Se a solução dos problemas de grande escala parece algo impraticável ou até impossível, talvez devêssemos buscar resolver os pequenos problemas, um de cada vez.

Mask Architects projeta estações de resfriamento para ilha de calor em Abu Dhabi

A Mask Architects foi nomeada uma das dez equipes vencedoras do Cool Abu Dhabi, uma competição internacional de arquitetura. A proposta deles, "The Oasys", é um sistema onde os moradores de Abu Dhabi podem relaxar e desfrutar de espaços ao ar livre sem sentir o calor. Selecionado entre mais de 1.570 participantes em 67 países, o projeto visa combater os efeitos das mudanças climáticas por meio de uma solução localizada para o efeito da ilha de calor urbana.

Cortesia de Genc Design StudioCortesia de Genc Design StudioCortesia de Genc Design StudioCortesia de Genc Design Studio+ 18

Habitações compactas e o futuro das cidades: uma entrevista com Gary Chang

Habitações compactas se tornaram a regra na maioria das grandes cidades do mundo. Altas densidades e o valor do solo nas áras urbanas tornou obrigatório que a maioria dos empreendimentos explorassem ao máximo a área edificável. O resultado disso são residências cada vez menores. Hong Kong talvez seja o caso mais extremo – com cerca de três quartos de seu território preservado como mata nativa, a porção restante é lar de mais 7 milhões de pessoas que vivem em um dos ambientes urbanos mais densos do planeta.

Recentemente, tivemos a oportunidade de conversar com o arquiteto Gary Chang, fundador do Edge Design Institute de Hong Kong, sobre sua visão em relação a habitações compactas, arquitetura de pequena escala, flexibilidade e o futuro de nossas cidades.

Domestic Transformer em Hong Kong. Cortesia de Edge Design InstituteThe Arch project. Cortesia de Edge Design InstituteSuitcase House - Living Mode. Cortesia de Edge Design InstituteJogo de Chá Kung-Fu para Alessi. Cortesia de Edge Design Institute+ 18

11 Passos para criar espaços públicos de qualidade na escala local

A UN-Habitat, ou Agência das Nações Unidas para Assentamentos Humanos e Desenvolvimento Urbano Sustentável, cujo foco principal é lidar com os desafios da rápida urbanização, vem desenvolvendo abordagens inovadoras no campo do desenho urbano, centradas na participação ativa da comunidade. O ArchDaily fez uma parceria com a UN-Habitat para trazer notícias semanais, artigos e entrevistas que destacam este trabalho, com conteúdo direto da fonte, desenvolvido por nossos editores.

Com cada vez mais frequências, as comunidades locais estão exigindo poder de voz e decisão quando se trata de reprojetar os espaços públicos nas cercanias de onde vivem”. Em nossa terceira colaboração com o UN-HABITAT, descubra diferentes exemplos de como projetar espaços públicos de qualidade a partir de estudos de avaliação das características específicas de uma localidade, o qual consiste em uma série de exercícios e ferramentas que nos ajudam a melhor compreender as características de uma área, fornecendo as bases para o planejamento e o desenvolvimento de soluções projetuais através de processos participativos.

Sharjah, UAE. Image Cortesia de UN-HabitatVietnam. Image Cortesia de UN-HabitatTripoli, Lebanon. Image Cortesia de UN-HabitatNiger. Image Cortesia de UN-Habitat+ 14

Como projetar espaços para crianças em áreas marginalizadas? 3 exemplos da UN-Habitat

A Un-Habitat ou agência das Nações Unidas para assentamentos humanos e desenvolvimento urbano sustentável, cujo foco principal é lidar com os desafios da rápida urbanização, vem desenvolvendo abordagens inovadoras no campo do desenho urbano, centradas na participação ativa da comunidade. O ArchDaily se associou a UN-Habitat para trazer notícias semanais, artigos e entrevistas que destacam este trabalho, com conteúdo direto da fonte, desenvolvido por nossos editores.

Nesta segunda colaboração com UN-Habitat, descubra diferentes exemplos de como projetar com e para crianças em áreas marginalizadas. Na verdade, o planejamento responsivo à criança leva a uma cidade inclusiva vibrante e animada. Com foco em espaços para crianças, destacam-se casos em Bangladesh, Níger e Vietnã. Esses projetos de implantação de espaços públicos buscam promover cidades habitáveis, ecologicamente corretas, assumindo abordagens participativas e envolvendo os jovens desde o início do processo.

Rayerbazar Boishakhi Playground - Bangladesh. Image Cortesia de UN-HabitatRayerbazar Boishakhi Playground - Bangladesh. Image Cortesia de UN-HabitatTrang Keo Park - Vietnam. Image Cortesia de UN-HabitatSinka Park - Niger. Image Cortesia de UN-Habitat+ 35

Kickflips e slides: pistas de skate em contextos urbanos

O skate é uma experiência urbana. Com espaços públicos interativos e superfícies táteis, as pistas de skate começaram lentamente a moldar a maneira como pensamos o desenho urbano. Além do limite dos parques, os skatistas observam a arquitetura do ambiente construído, e a transformam, por sua vez, repensando como nos reunimos, nos movemos e reimaginando o futuro da vida urbana.

© Mikkel Frost© José Hevia© Achim Birnbaum© Lars Gartå+ 12

Lições da ONU-Habitat: como projetar espaços para e com as pessoas?

A ONU-Habitat ou Agência das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos e Desenvolvimento Urbano Sustentável, cujo foco principal é lidar com os desafios da rápida urbanização, tem desenvolvido abordagens inovadoras no campo do desenho urbano, centrado na participação ativa da comunidade.

Descubra neste artigo a primeira lição a ser aprendida com a ONU-Habitat, sobre como projetar com e para as pessoas. Para criar espaços públicos melhores, o único segredo é ouvir a comunidade. Refletindo sobre “como podemos projetar juntos”, este artigo apresenta casos em Gana, Brasil e Índia, com foco em projetos de implantação de ruas, mercados e espaços públicos abertos.

Mind the Step - Jardim Nakamura, São Paulo, Brazil. Image Cortesia de UN-HabitatMind the Step - Jardim Nakamura, São Paulo, Brazil. Image Cortesia de UN-HabitatChild Play Spaces in Malata & Nima Markets - Accra, Ghana. Image Cortesia de UN-HabitatChild Play Spaces in Malata & Nima Markets - Accra, Ghana. Image Cortesia de UN-Habitat+ 48