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Estudio Guto Requena e Facebook criam mural urbano para celebrar orgulho LGBTQIA+

Para celebrar o mês do orgulho LGBTQIA+, em junho, o Facebook coloriu São Paulo com uma instalação híbrida intitulada #JuntosComOrgulho, resultado da fusão entre o analógico e o digital, em um lugar emblemático da cidade, o Minhocão. A via elevada, que é aberta para pedestres à noite e aos finais de semana, está com uma imensa empena pintada com as cores da bandeira do movimento LGBTQIA+, concebiuda pelo Estudio Guto Requena em parceria com a Mutato e o Studio Curva.

© Manuel Sá© Manuel Sá© Manuel Sá© Manuel Sá+ 19

Olhares queer sobre a arquitetura

Um número crescente de teóricos e profissionais está discutindo o impacto de gênero e raça na profissão e na teoria da arquitetura. Questões ligadas à relação entre o ambiente construído, orientação sexual e identidade de gênero, no entanto, permanecem particularmente pouco estudadas, talvez por causa de sua relativa invisibilidade e consequências discriminatórias menos claramente identificáveis; elas também são completamente negligenciadas pela teoria do design no mundo francófono. Este artigo corrige parcialmente a situação.

Arquitetura fora do armário

A arquitetura pode ser muitas coisas, inclusive bicha. Este termo junto de tantos outros que são desviantes e transitam distintas possibilidades e significados, disparam novos olhares sociais e colocam em conflito o modo como surge um projeto arquitetônico ou urbanístico, seu programa e ocupação. Se está dito como a arquitetura deve ser feita, se há uma certeza sobre o que ela representa, aqui se expressa o desejo de não saber o que ela é e o direito de duvidar das suas tradições para assim expandir a possibilidade do seu sentido, profissão e representatividade.

Husos Architects: “Não queremos contribuir para a homogeneização do mundo que nos rodeia”

A obra da Husos Architects avança num diálogo contínuo entre o projeto e a investigação. Fundado em 2003 entre a Espanha e a Colômbia, o escritório de arquitetura e urbanismo se destaca por abordar diferentes escalas, do micro ao global, respondendo às necessidades de usuários específicos, mas tecendo profundas redes contextuais com o meio ambiente e além. Como eles abordam efetivamente essa complexidade, por sua vez promovendo a transformação social? Conversamos com Diego Barajas e Camilo García Barona sobre seus processos de abordagem de usuários e outros agentes envolvidos –não apenas humanos–, sobre como abordam a colonização da biosfera que causou as mudanças climáticas e sobre sua investigação sobre o ativismo a partir de uma série de campos de batalha habitualmente negligenciados nos discursos tradicionais da arquitetura.

A arquitetura britânica se diz progressista, mas atua pela exclusão

Este artigo foi publicado originalmente em Common Edge como “Presenting Architecture as Progressive, but Practicing Through Exclusion.”

Para uma profissão que gosta de se vangloriar por suas boas intenções e que se acha super liberal, diversa, aberta e progressista, no contexto do Reino Unido e além, por outro lado, podermos dizer que a arquitetura é completamente o oposto disso tudo. A profissão da arquitetura foi, ao longo de toda sua história, e permanece sendo nos dias de hoje, um território dominado por uma pequena comunidade de origem abastada. Atualmente, ainda que o Reino Unido tenha sido responsável pela formação de uma horda de arquitetas brilhantes ao longo das últimas décadas, a indústria da arquitetura e da construção civil ainda não foi capaz de estabelecer um piso salarial congênere e independente de gênero. Como consequências disso, a profissão da arquitetura tem assistido historicamente uma imensa perda de arquitetas mulheres após os 30 anos de idade, principalmente por ser incapaz de consentir um equilíbrio entre o trabalho e a vida familiar. Etnicamente falando, a arquitetura é uma profissão majoritariamente branca, isso considerando que estamos entrando no ano de 2021. Uma suposta luz no fim do túnel é a suposta aceitação da comunidade LGBTQ dentro de uma disciplina que se auto denomina inclusiva, mas assim como muitas arquitetas mulheres denunciam com frequência, minorias religiosas e étnicas bem como toda a comunidade não heteronormativa costumam conviver diariamente com comentários não profissionais e inadequados.

Gerson Castelo Branco: a impressionante obra de um arquiteto autodidata

Paraqueira em Forma de Vela (1978) © Tadeu Lubambo Paraqueira Ilha dos Poldros Imagem cedida por Gerson Castelo Branco. Paraqueira Pedra do Sal (1987). Imagem cedida por Gerson Castelo Branco.Paraqueira Cumbuco. Imagem cedida por Gerson Castelo Branco.+ 63

Gerson Castelo Branco é um arquiteto autodidata do Piauí. Sua arquitetura é composta por um conjunto de referências e experiências vividas que ele sintetiza como "uma expressão de liberdade", a Paraqueira. 

Afinal, fazemos arquitetura e urbanismo para quem?

O que seria de todo o ambiente construído sem seus usuários? Esta pergunta talvez facilite a compreensão de que a arquitetura e o urbanismo não se sustentam apenas como espaço físico, pelo contrário, ganham significado principalmente através das movimentações e vínculos humanos e não-humanos que -  juntos dos traços arquitetônicos ou espontâneos que compõem a paisagem urbana - provocam as sensações que cada indivíduo sente de forma única.

As cidades devem permitir que as pessoas brilhem

Se sentir livre na cidade. Se sentir livre e seguro na cidade. Quantas vezes caminhamos com plenitude por nosso bairro, ao voltar para casa, ao passear em um parque? Alguns espaços nos parecem mais cômodos e tranquilos. Mas, para manter essa calma, até que ponto nos expressamos e até que ponto nos contemos? Como nos protegemos para nos sentir o melhor possível ao habitar nosso entorno?

Um homem, seu bulldog, uma horta e a casa que compartilham / Husos Architects

  • Arquitetos: Husos Architects
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  46
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes: Acor, Cortizo