Nos últimos anos, com o desenvolvimento urbano acelerado dos espaços urbanos na China, os banheiros públicos receberam várias novas funções. Os arquitetos apresentaram uma variedade de propostas que sugerem transformar os banheiros públicos em um lugar onde a reunião social pode ser redefinida e a permanência temporária pode ser mais envolvente. Embora a escala dos banheiros públicos seja significativamente menor do que a de qualquer outro tipo de arquitetura, os arquitetos chineses têm trabalhado de forma inovadora para adequar os banheiros públicos aos contextos sociais em mudança. Abaixo estão alguns exemplos que demonstram experimentos arquitetônicos atuais com projetos de banheiros públicos na China.
Em maio de 2016 abria-se a 15ª Bienal de Arquitetura de Veneza, talvez o evento mais importante e emblemático da arquitetura internacional desde a década de 1980, quando foi criada. Tal abertura trazia, entretanto, uma novidade: pela primeira vez o evento tinha como curador um latino americano – Alejandro Aravena. Esse destaque não seria isolado na carreira recente do arquiteto que fez parte da comissão julgadora do Prêmio Pritzker de 2010 a 2015 sendo laureado no ano de 2016. Desde logo é fundamental perceber que tal destaque não assume caráter de absoluta exceção e pode, de certo modo, ser entendido como a ponta de uma valoração e visibilidade que a arquitetura chilena contemporânea passa a receber a partir de finais da década de 90.
Render com vista aérea do campus da Magazzino Italian Art, incluindo um novo edifício independente. Cortesia de J.C. Bragado e J. Mingorance
O Museu Magazzino de Arte Italiana está expandindo seu campus em Cold Spring, Nova Iorque, com um novo pavilhão projetado pelos arquitetos espanhóis Alberto Campo Baeza e Miguel Quismondo. Após a inauguração do museu em 2017, o novo pavilhão será dedicado a exposições especiais e programas públicos e educacionais. A estrutura independente contará com uma programação flexível, dando suporte ao amplo leque de atividades oferecidas pela instituição.
Algumas arquitetas e arquitetos conseguem propor interações entre as diferentes escalas dos projetos, atuando em uma multiplicidade de campos que vão da cidade ao detalhe dos acabamentos, passando pela escala do edifício. Embora, em muitos casos, a seleção do mobiliário que vai complementar um projeto – isto é, os elementos que acabarão por interagir com a escala humana – costuma ser relegada a uma etapa pós-construção, seu desenho nem sempre é considerado um problema secundário.
Poucas cidades no mundo contam com uma cena cultural e patrimônio arquitetônico tão vibrantes como Montreal. Com a segunda maior cidade do país, a Cidade dos Santos—como tornou-se conhecida—se firmou como um dos principais centros de design e arquitetura do mundo todo, abrigando algumas das principais feiras e eventos internacionais dedicados à comunidade criativa. Demonstrando um profundo respeito à seu contexto natural, Montreal foi nomeada assim em homenagem a montanha de três picos que fica bem no coração da cidade: o Mount Royal. Montreal, que sempre esteve na vanguarda da arquitetura e do design, continua provando que é um dos mais importantes centros para o desenvolvimento da arquitetura contemporânea no mundo todo.
Dois edifícios do Plano Piloto de Brasília receberam o Selo CAU/DF – Arquitetura de Brasília 2020 e outros seis o receberão nos próximos dias. Lançado em agosto deste ano pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal, o selo tem o objetivo de reconhecer o valor histórico das edificações não monumentais de Brasília e de seus autores, bem como divulgar as boas práticas de conservação e manutenção predial que preservaram a linguagem arquitetônica do movimento moderno.
Barcelona, Espanha. Foto de Erwan Hesry, via Unsplash
Uma em cada três ruas da região central de Barcelona será transformada em eixo verde para priorizar pedestres e ciclistas ao invés de carros. Nestas vias, 21 cruzamentos serão transformados em espaços públicos de forma que todos que estiverem na região tenham acesso a um parque a menos de 200 metros de distância.
O escritório Zaha Hadid Architects divulgou o projeto para o novo Museu de Ciência e Tecnologia de Shenzhen, China. Projetado para se tornar uma instituição de referência na região, o projeto faz parte do masterplan para o Corredor de Inovação e Tecnologia Científica Guangzhou-Shenzhen.
“Do que falamos quando falamos de arquitetura cubana contemporânea” é o título do último artigo escrito por Fernando Martirena para a Revista Rialta, no qual o autor expõe a realidade sobre a disciplina da arquitetura em seu país: quase não se fala disso. Em resposta, ele e seus colegas decidiram fundar o Grupo de Estudos Cubanos em Arquitetura, uma iniciativa que busca proporcionar uma maior visibilidade à arquitetura cubana contemporânea.
Recentemente, o ArchDaily entrevistou Martirena para saber mais sobre as suas aspirações, motivos e reflexões sobre a atuação profissional em Cuba nos dias de hoje.
"As ruas pensam, têm ideias, filosofia e religião. Como tal, nascem, crescem, mudam de caráter. E, eventualmente, morrem." A partir dessa sentença de João do Rio, na Alma Encantadora das Ruas, Guilherme Wisnik conversa com Luiz Antonio Simas sobre as culturas de rua a partir das ideias de terreirização e corporeidade, entendendo as cidades como espaços tensionados, disputados, encantados e desencantados cotidianamente.
https://www.archdaily.com.br/br/952424/culturas-de-rua-corpo-e-espaco-publico-guilherme-wisnik-conversa-com-luiz-antonio-simasEquipe ArchDaily Brasil
Na introdução de seu famoso livro entitulado Cidades para Pessoas, o arquiteto dinamarquês Jan Gehl afirma claramente que a escala humana tem sido historicamente negligenciada pelos processos de planejamento urbano na maioria das grandes cidades ao redor do mundo. A medida que as novas tecnologias foram nos permitindo construir edifícios cada vez mais altos, maiores e mais complexos, deixamos de conceber espaços para as pessoas e passamos a desenvolvendo um novo tipo de arquitetura— uma arquitetura completamente alheia à nossa própria condição humana. Estratégias de planejamento urbano tomadas de cima para baixo desconsideram a necessidade de espaços adequados aos nossos sentidos, priorizando a velocidade, a funcionalidade e obviamente, a lucratividade.
Precisando a forma como experimentamos o espaço construído e consequentemente, como percebemos as relações estabelecidas entre o nosso corpo e o ambiente no qual estamos inserido, a noção de escala humana é fundamental para um espaço urbano que se pretende habitável. Neste artigo, falaremos sobre a transfiguração dos processos de planejamento urbano e quais podem ser as consequências imediatas desta mudança de direção em nossas vidas cotidianas. Paralelamente, o fotógrafo de arquitetura Kris Provoost—através de sua série fotográfica Eden of the Orient—nos convida a mergulhar ainda mais fundo neste universo “sem escala”.
O ArchDaily tem o orgulho de anunciar a seleção de Jovens Escritórios 2020. Esta primeira edição destaca escritórios e profissionais emergentes que mostram abordagens, propostas e soluções inovadoras para alguns dos maiores desafios da atualidade. Da crise climática a questões de raça e gênero; da evolução tecnológica à coesão social – estes desafios estão alterando o curso da arquitetura, posicionando a disciplina no contexto de uma nova sociedade e economia.
Escolhidos dentre mais de 350 inscritos de 72 países e 215 cidades de todas as regiões do globo, os escritórios e profissionais selecionados refletem as mudanças pelas quais a arquitetura tem passado nos últimos vinte anos, com o surgimento e consolidação de novas tecnologias, ferramentas, formatos, tópicos, escalas e abordagens interdisciplinares.
A Adjaye Associates acaba de divulgar o seu projeto para a Biblioteca Presidencial Thabo Mbeki em Joanesburgo, África do Sul. Nomeada em homenagem e memória do antigo presidente sul-africano, o projeto é uma oportunidade de concretizar um dos maiores sonhos de Thabo Mbeki, segundo palavras do arquiteto recipiente da RIBA Royal Gold Medal de 2021, Sir David Adjaye.
Presente na narrativa do Dilúvio no livro do Gênesis, Noé teria construído uma arca após um chamado de Deus, que decidiu inundar e destruir toda a vida na Terra por conta do mau comportamento da Humanidade. Apenas a família de Noé e um casal de cada espécie de animais poderia entrar na enorme embarcação e se salvar. Na bíblia, a arca é descrita com as medidas exatas de 300 côvados de comprimento por 50 de largura e 30 de altura. Esta era uma unidade utilizada na época, baseada no comprimento do antebraço, desde a ponta do dedo médio até o cotovelo. Um holandês que tem se dedicado a construir uma réplica da Arca de Noé, sem sucesso em encontrar um valor correspondente preciso no sistema métrico, utilizou as medidas do seu próprio corpo como o módulo. Modulação na arquitetura quer dizer adaptar o projeto a um módulo definido, geralmente uma medida base ou um material. Seja um metro, um tijolo, um azulejo ou um container, ela serve para facilitar o processo de projeto e torná-lo mais eficiente e sustentável.
Quando tive a oportunidade de visitar a cidade de Copenhague por primeira vez, alguns anos atrás, saí de lá deslumbrado e com um caso crônico de inveja urbana. (Eu pensei comigo mesmo: é como a melhor das cidades que eu sou capaz de imaginar, só que melhor). Por que não fazemos cidades como esta nos Estados Unidos? Esse é o tipo de pergunta que um arquiteto e urbanista norteamericano se faz enquanto passeia pelas encantadoras ruas às margens dos belos canais de Copenhague—ao mesmo tempo que tenta evitar de ser atropelados pela horda de ciclistas dinamarqueses que passa a toda velocidade ao seu lado o tempo todo.
O governo do Espírito Santo anunciou, na última semana, o lançamento do Programa GERAR, que prevê triplicar os investimentos em geração distribuída solar fotovoltaica e ampliar incentivos para as fontes renováveis. O programa tem o apoio da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e mostra comprometimento com as metas assumidas pelo estado para reduzir suas emissões de poluentes, contribuindo para o combate à crise climática.
https://www.archdaily.com.br/br/952397/espirito-santo-lanca-programa-de-incentivo-a-geracao-de-energia-solarEquipe ArchDaily Brasil
O escritório Snøhetta divulgou seu primeiro projeto em Hong Kong: Airside, um edifício de uso misto de 176 mil metros quadrados. Localizado no terreno do antigo aeroporto Kai Tak, o projeto encomendado pelo Nan Fung Group compreende uma torre de 200 metros de altura e um embasamento com programas variados.
Nos últimos anos, temos publicado muitos artigos sobre madeira. Desde abordar as tendências no seu uso, as possibilidades com madeira bruta, painéis, curvas, acabamentos, até suas inovações em estruturas de edifícios altos ou seu comportamento ao fogo, o assunto sempre gera bastante repercussão. Mais especificamente, as estruturas de Madeira Laminada Cruzada (CLT) têm despontado como altamente eficientes estruturalmente, além de apresentarem outros benefícios térmicos, sísmicos e mesmo sensoriais aos ocupantes, sendo apontado por especialistas como o concreto do futuro. Mas ao postarmos os artigos nas redes sociais, sempre nos deparamos com comentários dos nossos leitores preocupados sobre o impacto no corte das árvores para todos estes usos. Ao mesmo tempo que apostamos na madeira como um grande material de construção do futuro, nos indagamos: será que é possível continuar usando madeira e chamá-la de sustentável?
Alpinistas gozam de um estilo de arquitetura próprio. Entre estruturas industriais abandonadas, paredes verticais e arenas multifuncionais, a prática do bouldering se apropria de uma enorme variedade de diferentes espaços e materiais. Com a popularização da escalada como um esporte tanto indoor quanto outdoor, centros e instalações esportivas estão incluindo em seus projetos e espaços estruturas escaláveis para atender este crescente interesse pelo esporte. Seja como um esporte ou por divertimento, as academias de escalada podem assumir as mais diferentes formas, apropriando-se das mais variadas estruturas para criar ambientes criativos e inspiradores para os adeptos deste tipo de atividade física.
The Twelve Ideal Cities- 1971. Image via Fondazione MAXXI
Nos anos 1960, Cristiano Toraldo di Francia e Adolfo Natalini, então estudantes de arquitetura da Universidade de Florença, assumiram um posicionamento pungente e questionador em relação à disciplina da arquitetura, despertando uma onda revolucionária que viria a se espalhar rapidamente por toda a Europa. Inspirados em histórias de fantasia e ficção científica e buscando encontrar respostas para os principais problemas de sua época, a dupla que se autodenominava Superstudio, buscou continuamente reinventar o próprio significado do que é ser um arquiteto. Os projetos desenvolvidos pelos dois logo chamaram a atenção da comunidade internacional de arquitetos, uma abordagem que ficaria conhecida como “anti-arquitetura”, uma estratégia concebida para direcionar as atenções não para o conteúdo formal dos projetos em si, mas para o campo do debate político, elaborando críticas ferrenhas ao capitalismo e ao idealismo modernista. Em suas propostas, o Superstudio propunha edifícios e cidades onde os seres humanos parecem se desconectar do tempo, do lugar onde vivem e principalmente, das necessidades impostas por uma sociedade baseada em consumo de massa.
De acordo com a Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento de 2018, 25,8% da população nordestina não têm acesso à água e 72% dos nordestinos não têm acesso à rede de esgoto. “Agora me diz, como eu faço pra ter um banheiro em casa nessas condições?”. Essa era a pergunta que tirava o sono e a tranquilidade de Vera.
Vera mora na pequena comunidade de Riacho das Almas (PE) e sua história se assemelha a de milhares de famílias que vivem na zona rural do semiárido nordestino. Onde o acesso a água é escasso e o esgotamento sanitário é praticamente inexistente, o uso de banheiros tradicionais, com torneira, chuveiro e descarga d’água, é incomum na região. Por conta disso, famílias como a de Vera e tantas outras utilizam espaços improvisados ao ar livre para suas necessidades: o banheiro de aveloz.
https://www.archdaily.com.br/br/952215/ong-leva-banheiros-secos-ao-nordeste-brasileiroEquipe ArchDaily Brasil
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Background photograph courtesy of Charlie Hui, Viswerk. 2020
Liderado por Khensani de Klerk e Solange Mbanefo, Matri-Archi é um coletivo com sede na Suíça e África do Sul que visa aproximar e empoderar mulheres para a educação espacial e o desenvolvimento das cidades africanas. Por meio da prática projetual, textos, podcasts e outras iniciativas, Matri-Archi — eleito um dos melhores novos escritórios de 2021 pelo ArchDaily — se dedica ao reconhecimento e à capacitação das mulheres no campo espacial e na indústria da arquitetura.
O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com as codiretoras do coletivo sobre temas como espaço hegemônico, arquitetura informal, tecnologia, idiossincrasias locais e o futuro das cidades africanas e globais. Acompanhe a entrevista a seguir.
Lost in Melbourne. Vencedor por voto popular na categoria Conceitual
Após três semanas de votação, os resultados finalmente foram computados. Os vencedores da primeira edição do Prêmio de Visualização de Arquitetura do ArchDaily foram selecionados. De mais de 750 imagens enviadas por participantes de todas as regiões do globo, seis visualizações vencedoras foram escolhidas, duas para cada categoria: Exterior, Interior e Conceitual.
Apresentado por IPEVO, Cove.tool e Concepts, e tendo recebido mais de 10 mil votos de nossas leitoras e leitores, o concurso teve como objetivo encontrar os profissionais mais talentosos que nos inspiram e nos ajudam a visualizar o futuro de nossas cidades e edifícios.