Bairro Next / 15 Minute City por Gehl Architects. Imagem cortesia de 3XN
O planejamento e o projeto de bairros e empreendimentos de uso misto estão em alta. Muitos dos lugares que frequentamos apresentam uma variedade de programas, trazendo muitas das atividades do nosso cotidiano para um só lugar. Mas os espaços de uso misto fazem mais do que apenas criar uma diversidade de experiências nas cidades – eles também podem contribuir para reduzir as taxas de criminalidade.
Há algo mágico em ver uma cidade do alto. Ter um novo ponto de vista e olhar através de um horizonte em vez de olhar para ele é um dos sentimentos mais poderosos e inspiradores que existem. As plataformas de observação não são apenas maravilhas arquitetônicas, mas também uma espécie de ícone cívico, orgulho de uma cidade. Hoje em dia não é apenas a altura que atrai as pessoas, mas também a programação de bares, passeios e bungee jump.
Soleira é uma palavra que deriva do latim solum e significa “referente ao solo”. A peça é um elemento construtivo do piso que serve para dar arremate quando há alguma mudança notável de materialidade ou nível. Com muito mais destaque antigamente, a peça hoje tem uma presença mais discreta na arquitetura.
Um parede vazia nem sempre é um respiro, em alguns momentos ela pode passar uma sensação fria, da falta de algo. E é por esse motivo que ela se apresenta como um espaço a ser ocupado para trazer mais originalidade e um maior caráter para o seu espaço, a questão é: como intervir nela? A seguir, reunimos algumas ideias presentes em diversos projetos para te inspirar.
Big White Pivot Door / FritsJurgens. Image Courtesy of FritsJurgens
Portas internas servem a diversos propósitos em residências, como fornecer segurança e privacidade, separar espaços e ruídos. Mas além dessas funções óbvias, elas também podem definir o tom e aprimorar a estética de uma sala com sua beleza, tornando-se poderosas características de design por si mesmas. Considerando esse impacto, arquitetos devem levar em consideração todos os fatores ao escolher uma porta, incluindo cor, material, estilo e mecanismo de abertura. As dimensões também são importantes, mas tendem a ser padronizadas, pois são limitadas pelo tamanho da estrutura da porta. Geralmente, elas tem cerca de 210 cm de altura e variam de 70 a 90 cm de largura. Recentemente, no entanto, isso deu uma guinada no design moderno.
Sem conceito definido, o uso do termo cidades inteligentes é utilizado com mais frequência a cada ano que passa. Muitos teóricos apontam que a dificuldade conceitual está atrelada à rápida adesão e expansão do seu uso por grandes corporações e instituições, tonando-se, assim, um termo da moda. Apesar do discurso “inovador”, a escolha do modelo para implementação de uma cidade inteligente pode causar impactos segregacionistas e privilegiar determinado grupo se não desenvolvida considerando as particularidades e envolvendo as lideranças locais (MENDES, 2020). Neste ensaio será adotado um entendimento de que a inovação e inteligência não estão necessariamente ligadas ao uso de tecnologias digitais ou recursos de alto custo, mas sim ao novo olhar para os problemas urbanos e o desenvolvimento de soluções não tradicionais nas tomadas de decisão e execução.
Pavilhões do Museu do Louvre / França . Imagem Cortesia de Studio Malka Architecture
Abrigando objetos de importância artística, cultural, histórica e científica, o termo ‘museu’ é derivado do latim. No que diz respeito à antiguidade clássica, em grego antigo ‘mouseion’, que significa ‘conjunto de musas’, era uma instituição filosófica, um lugar para contemplação e pensamento. Essas musas referem-se às 9 musas da mitologia grega, as deusas das artes e das ciências e patronas do conhecimento. As origens dos primeiros museus vêm de coleções particulares de famílias, indivíduos ou instituições ricas, exibidas em “gabinetes de curiosidades” e muitas vezes em templos e locais de culto. Entretanto, estas “coleções” são antecessoras do museu moderno. Elas não buscavam categorizar e exibir racionalmente suas coleções, como as exposições que vemos hoje.
Em definição, o museu moderno é um edifício ou instituição que cuida ou exibe uma coleção de artefatos de importância cultural, histórica, científica ou artística. Por meio de exposições permanentes e temporárias, a maioria dos museus públicos disponibiliza esses artefatos para visualização e, muitas vezes, procuram conservar e documentar sua coleção, para atender tanto à pesquisa quanto ao público em geral. Em essência, os museus abrigam coleções importantes, sejam elas em pequena ou grande escala.
Ao longo dos anos, a arquitetura de interiores evoluiu de acordo com as necessidades que foram surgindo mas, sobretudo, com as experiências que procura evocar no usuário. Nos últimos dois anos pudemos testemunhar uma mudança radical e um interesse especial por este tema visto que a pandemia obrigou-nos a dar uma atenção específica à configuração dos lugares que habitamos. Isso trouxe consigo projetos muito mais abrangentes que buscam atender ao bem-estar do usuário, combinando cores, experiências sensoriais, tecnologia e elementos naturais que promovem a saúde.
Le Corbusier disse uma vez que “a luz cria ambiência e senso de lugar, bem como a expressão de uma estrutura”. Apesar de outras tecnicalidades externas e escolhas projetuais feitas dentro dos espaços públicos, como a forma na qual o espaço é construído e o uso de cores e da materialidade, esses elementos seriam essencialmente inutilizados sem o uso adequado da iluminação.
Muitas escolhas e decisões de projeto de arquitetos atendem à iluminação geral de um determinado ambiente e à sensação e ao humor que os arquitetos pretendem que os indivíduos do público experimentem enquanto ocupam o espaço. A iluminação, portanto, deve ser integrada ao mobiliário e à arquitetura, pois a iluminação desempenha um papel decisivo na criação da atmosfera certa.A iluminação mais baixa cria uma atmosfera íntima e sofisticada, especialmente em restaurantes, bares e lounges, onde os indivíduos são mais propensos a se aproximarem.
Pisos de madeira trazem aconchego, personalidade e estilo para quaisquer interiores, sejam eles antigos ou novos. Com um aspecto ao mesmo tempo rústico e elegante, a madeira entrega boas características térmicas, com uma temperatura agradável ao toque, além de melhorar a acústica do ambiente, por absorver parte das ondas sonoras. Também são altamente duráveis e resistentes ao desgaste diário e, não por acaso, um dos materiais preferidos e mais cobiçados para interiores residenciais. Sua aparência também agrada a muitos: mesmo de uma mesma espécie e fabricante, há variações entre as peças, conforme o local de onde saiu do tronco. Entre diferentes espécies de árvores, tonalidades e desenhos também variam muito, de amarelos claros a marrom escuro, com infinitas possibilidades. Além disso, é possível paginar os pisos de madeira das formas mais diversas, conforme as dimensões das peças e o efeito desejado para o espaço. Veja, abaixo, uma série de possibilidades de pisos de madeira no Architonic.
As mãos seguram o peso do corpo inteiro, sentindo em sua membrana fina a textura áspera da argamassa não rebocada. Mesmo com todo corpo estirado contra o muro ainda assim não era possível ver o que havia por trás dele. O suor, num misto de adrenalina e calor, escorria por entre as têmporas indicando a movimentação para um esforço final, um derradeiro impulso antes da queda iminente que, por alguns segundos, permitiu ultrapassar a última fiada. Abriu-se, então, o campo de visão para um mundo fragmentado, desconexo e estranhamente livre. Uma potência urbana que se deixava estrangular pelo alento da vegetação tropical enquanto era consumida pelo abandono em meio a cidade ativa e dinâmica.
Movimentos sindicais têm sido uma tendência entre os jovens com formação universitária nos EUA, segundo o New York Times. Eles buscam solidariedade e fortalecimento através da coletividade para alcançar mudanças desejadas em contrapartida à resistência que eles têm encontrado. Enquanto a Amazon e a Starbucks ganham as manchetes dos jornais quando o assunto é sindicalização, arquitetos mais jovens também estão se organizando. Isso é incentivado pelo The Architecture Lobby, um grupo que se inclina para o campo do socialismo democrático. O escritório SHoP, com sede em Manhattan, foi alvo recente de um grupo de funcionários que não obtiveram sucesso na sua proposta de sindicalização.
Beijing Daxing International Airport / Zaha Hadid Architects. Image by @seven7panda
Na arquitetura e no urbanismo, os movimentos de aproximação e se afastamento de determinado objeto de estudo, seja na escala do edifício ou da cidade, são corriqueiros e permitem ora visualizar melhor os detalhes, ora ter uma visão mais ampla do todo – ambas essenciais para compreensão do objeto em questão. A mudança do ponto de vista possibilita percepções distintas de um mesmo local: ao nos deslocarmos do nível térreo, ou do observador, ao qual somos habituados a vivenciar no cotidiano, para o ponto de vista aéreo, podemos estabelecer relações que se aproximam das obtidas através plantas de situação, de localização e planos urbanísticos.
Centro comercial futurista. Imagem via Os Jetsons, 1962 / Hanna-Barbera Productions
O surgimento da energia nuclear, avanços dramáticos no desenvolvimento de foguetes e o desejo de ser o primeiro a colocar homens no espaço e na lua deram início a uma era conhecida como a "Era Espacial". Após o encerramento da Segunda Guerra Mundial, tanto os soviéticos quanto os aliados se encontraram em um estado de antagonismo, pois ambos começaram a lutar para avançar na exploração espacial antes do outro, uma corrida pelo espaço. A era daria lugar a rápidos avanços na tecnologia e grandes realizações, incluindo o pouso na Lua em 1969. A estética da Era Espacial mudou completamente a forma como os designers visualizavam o novo mundo e deixou uma marca dramática na arquitetura e nos interiores. Uma nova visão de futurismo e prosperidade.
Para o advogado especialista em Direito Urbanístico e consultor legislativo do Senado Federal Victor Carvalho Pinto, mais importante que financiar obras municipais seria apoiar a modernização das administrações das cidades e estados, o chamado “desenvolvimento institucional”. Em entrevista exclusiva ao Geocracia, Carvalho Pinto, que é Coordenador do Núcleo Cidade e Regulação do Laboratório Arq.Futuro de Cidades do Insper, não se diz preocupado com o fim do Ministério das Cidades, já que o orçamento federal, a Caixa Econômica Federal e o BNDES destinam recursos a fundo perdido para muitas obras municipais.
https://www.archdaily.com.br/br/982566/antes-de-obras-municipais-vem-informacao-cartografia-e-cadastro-imobiliarioCarlos Vieira e Victor Carvalho Pinto
Claramente, designers gráficos não são arquitetos, mas projetos colaborativos entre esses dois campos do saber que se interseccionam em seus detalhes, podem vir a funcionar bem.
A indústria criativa como um setor evoluiu e muitas pessoas agora estão em novos campos. Se você está colaborando, pode avançar rapidamente e já falamos disso aqui. A tendência é ser colaborativo, e muito diferente de 25 anos, quando você deveria ser um designer gráfico sozinho fazendo layout e gramaturas de papel ou um arquiteto isolado num escritório em seu autocad.
Historicamente associadas à imagem de fábricas e edifícios industriais em geral, as instalações aparentes também têm sido adotadas nos últimos anos em outras tipologias, entre elas a residencial. Os eletrodutos, tubos hidráulicos e demais elementos utilizados nas instalações, que por muito tempo foram relegados ao segundo plano, escondidos por paredes e forros, podem ser elementos chave de partidos arquitetônicos.
Em uma tarde de domingo quente e nebulosa, os cortiços de concreto de Nairóbi se elevam sobre os barracos (ou “favelas”) da cidade. Homens e mulheres penduram roupas em telhados e varandas — fazendo com que os edifícios pareçam uma colcha de retalhos, um mosaico de tecido.
Já ouviu falar em neuroarquitetura? Como seriam os espaços se os arquitetos projetassem os edifícios baseados nas emoções, na cura e na felicidade do usuário? Hospitais que ajudam na recuperação do paciente, escolas que estimulam a criatividade, ambientes de trabalho que te deixam mais concentrado…
Isso é neuroarquitetura: projetar ambientes eficientes baseados não apenas em parâmetros técnicos de legislação, ergonomia e conforto ambiental, mas também em índices subjetivos como emoção, felicidade e bem-estar.
O novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas destaca o enorme potencial da natureza para reduzir os riscos das mudanças climáticas e aumentar a resiliência. O contexto político tem se tornado propício para essa abordagem. Em 2021, por exemplo, 137 países se comprometeram, de forma coletiva, a acabar com a perda de florestas e a degradação de paisagens até 2030 como parte da Declaração dos Líderes de Glasgow sobre Florestas e Uso da Terra. Os signatários reafirmaram a importância de todas as florestas para a adaptação aos impactos das mudanças climáticas e para manter saudáveis os serviços ecossistêmicos. Promessas de financiamento se seguiram à declaração, incluindo US$ 19,2 bilhões para proteger e restaurar florestas em todo o mundo.
Cidades com deficiências são aquelas que apresentam espaços e ambientes que impedem ou dificultam o acesso, a participação e a interação do cidadão, independentemente de qualquer perda ou anormalidade relacionada à sua estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatómica. Convido os leitores para que, comigo, mudem o foco da abordagem sobre as deficiências, transferindo para as cidades e os ambientes construídos a incapacidade em atender de maneira digna e eficaz a diversidade das habilidades e capacidades inerentes aos seres humanos.
Há muito tempo a história das civilizações vem sendo contada e ensinada de forma linear, com um sentido evolutivo, em prol de uma apreensão facilitada por uma didática mais direta. É fato que, muitas vezes, questionou-se esse método de pensar e organizar a forma como os eventos ou manifestações culturais aconteceram no decorrer do tempo, nas diversas partes do mundo, com suas especificidades que, muitas vezes, são deixadas de lado nas grandes narrativas históricas produzidas, sobretudo, no âmbito ocidental e, mais ainda, europeu.
Entre senhora e arquiteta, Lina Bo Bardi aparece nas páginas da revista O Cruzeiro, tanto nas colunas femininas por seu risoto à milanesa, como nas matérias sobre cultura como a arquiteta do MASP (Museu de Arte Moderna de São Paulo). Publicada semanalmente pelos Diários Associados de Assis Chateaubriand, O Cruzeiro dispunha de notoriedade e circulação no âmbito nacional e, apesar de direcionada para donas de casa das classes mais altas, apresentava um conteúdo bem amplo, abrangendo matérias de moda, cultura, cinema, política, além de “secções (sic) de aconselhamento feminino”.
Niamey 2000, by United4design, um coletivo que inclui Kamara, agrega densidade à cidade sem perturbar o tecido cultural da região. É construído principalmente com tijolos de terra não queimados, feitos localmente, para evitar o uso de concreto e aço importados. Imagem Cortesia de TORSTEN SEIDEL
A arquiteta Mariam Kamara - fundadora do escritório Atelier Masōmī, sediado em Niamey, no Níger - é contrária à pedagogia do design como a que é amplamente praticada hoje. Para Kamara, moderno não é sinônimo de formas europeias, arquitetura não é apenas para os ocidentais, e o chamado cânone dos grandes edifícios na verdade ignora a maior parte do mundo construído. O escritório de rápido crescimento da arquiteta sediada no Níger influenciou uma série de palestras que ela deu recentemente no MIT, na Columbia University GSAPP, no African Futures Institute em Gana e em Harvard GSD.