Na Cidade de México, a cada ano morrem 1.000 pessoas em acidentes de trânsito e no país, 50 pessoas a cada dia. Estes dados posição o México como sétimo à nível mundial nesta problemática urbana, segundo dados da sede local do Instituto de Políticas para o Transporte e Desenvolvimento (ITDP de México).
A necessidade de assegurar a integridade durante os deslocamentos a pé fez com que a cidade modificasse seu Regimento de Trânsito ao introduzir a política "Visão Zero". Esta é uma iniciativa que surgiu em 1997 na Suécia e que sugere que não existam mortos ou feridos frutos de acidentes viários através de mudanças na normativa e no desenho urbano.
Como isto se implementaria no Distrito Federal? Explicaremos a seguir.
Em 2010, após a eleição de um novo prefeito, a Prefeitura de Moscou começou a trabalhar para ciar um ambiente urbano confortável onde cidadãos pudessem se sentir como residentes, em vez de apenas meros usuários da cidade. A ênfase estava na criação de espaços públicos para que os moscovitas pudessem preencher seu potencial e sentir que a cidade é seu lar.
O Gorky Park estava na linha de frente das mudanças. Durante os anos 1990, o "Parque Central para Cultura e Lazer" acumulou uma variedade de brinquedos de parques de diversão para se tornar uma espécie de Parque de Diversão Popular principalmente para visitantes de outras cidades, uma vez que os moscovitas raramente o frequentavam. Três anos atrás, o governo municipal fez de sua missão transformar a imagem do parque e trazer os residentes de Moscou de volta. Uma restauração e reconstrução em todas as escalas começou na primavera de 2011.
Hoje em dia, o Gorky Park representa um novo nível de espaços urbanos: centrado nas pessoas com uma infra-estrutura escrupulosamente concebida. Todas as alterações foram destinadas a criar um ambiente confortável para a vida - para passear e praticar esportes, trabalho e estudo, cultura e lazer. Além disso, em um curto espaço de tempo o parque desenvolveu um modelo econômico eficaz no qual recebe metade do seu orçamento a partir da cidade e gera a outra metade em si.
“Barcelona Dynamics” é um projeto de visualização de dados sobre Barcelona que, através de uma série de 24 mapas virtuais, mostra os usos do solo das diferentes regiões, o tipo de construção predominante em cada bairro e as diferenças entre o centro e as periferias, entre outros aspectos.
A iniciativa foi desenvolvida pelo estúdio 300.000 Km/s, juntamente com membros da Área Metropolitana de Barcelona (AMB), instituição encarregada de administrar a conurbação de 36 municípios, com o objetivo de disponibilizar os dados necessários para a elaboração de um novo plano urbano para a Área Metropolitana.
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“500 Plates” em Akron, Ohio, EUA. Foto por @ediblecleveland. Imagem via Twitter
Em 1970 vários bairros de Akron, nos estado de Ohio (EUA), foram divididos pela construção da rodovia Ohio State Route 59, mais conhecida na cidade como Innerbelt. Na época, decidiu-se construí-la estimando a circulação diária de 120 mil veículos, todavia, hoje a cifra não passa de 18 mil.
Por este motivo, as autoridades municipais determinaram que um trecho da rodovia próximo ao centro será definitivamente fechado para automóveis a partir deste ano.
Embora não haja planos definidos para o futuro espaço livre de automóveis, uma intervenção urbana realizada em outubro do ano passado transformou o local em um grande refeitório ao ar livre onde mais de 500 pessoas se reuniram para almoçar, demonstrando o potencial do local como ponto de encontro dos habitantes.
Este ano que acaba foi intenso no ArchDaily e gostaria de olhar para trás e compartilhar com vocês o que fizemos de melhor em 2015 e também oferecer um rápido olhar sobre o que virá em 2016.
Iniciamos este projeto em 2008 de modo bastante instintivo, mas sempre compreendendo que deveríamos valorizar a arquitetura e os arquitetos. Hoje, publicamos em 4 idiomas, alcançamos mais de 400 mil leitores diariamente que acessam 120 milhões de páginas todo mês. Esta escala nos fez compreender o que é proporcionar valor aos arquitetos através do fornecimento de dados. Nossa análise para os posts de final de ano nos mostrou o quão importante para vocês é ter acesso à tecnologia e recursos que podem lhes auxiliar em seus trabalhos.
Mapa de nullahs em Deli. Cortesia de Morphogenesis
A cidade de Deli sofre com um grande problema de transporte. As ruas são superlotadas e perigosas e com 1.100 novos veículos sendo colocados em circulação todos os dias, a cidade está sofrendo as consequências. Ano passado, Nova Deli foi eleita a cidade mais poluída do mundo pela Organização Mundial da Saúde, apresentando quase três vezes a poluição de Pequim. Os níveis de ruído em toda a cidade frequentemente excedem o limite estabelecido pelas autoridades e o tráfego pesado se reflete em maiores tempos de deslocamento e piores condições para os pedestres.
Ao mesmo tempo, o rio sobre o qual a cidade foi fundada, o Yamuna (um dos principais afluentes do Ganges), tem sido consistentemente poluído a ponto de ter se tornado nada mais que um canal de esgoto glorificado. Assentamentos ilegais sem sistema de esgoto poluem o rio diretamente e mesmo na rede de drenagem legal da cidade, 17 canais desembocam diretamente no Yamuna. Para uma cidade que já está sofrendo com a escassez de água, poluir sua principal fonte deste recurso é o mesmo que jogar sal na ferida. No entanto, uma proposta concebida pelo escritório local Morphogenesis Architects busca resolver todas estas questões através da revitalização do rio e seus canais, conhecidos como nullahs.
Frank Gehry em 1970 trabalhando no projeto da Residência Ron Davis (1972). Imagem Cortesia de Gehry Partners
Frank Gehry não é só um dos arquitetos mais importantes do mundo, ele é também, sob todos os padrões públicos, um dos nossos maiores artistas vivos. A nova biografia escrita por Paul Goldberger (sua primeira), Building Art: The Life and Work of Frank Gehry, reconhece o status de celebridade do arquiteto, mas não o apoia. Em vez disso, Goldberger interroga a psique peculiar e as contradições recorrentes do indivíduo para iluminar as motivações por trás da arquitetura. O editor da Metropolis, Samuel Medina, conversou com o recém-proclamado biógrafo sobre desafiar as convenções, desembrulhar as ambiguidades da obra de Gehry, e “dar o dedo” aos repórteres.
Seja por perseguição política ou desastres naturais, as crises de refugiados em todo o mundo ocupam, nos últimos tempos, as manchetes de diversos meios de comunicação. Estes eventos serviram de inspiração para o abrigo de emergência conceitual da designer Abeer Seikaly, intitulado “Weaving A Home", que recebeu o Lexus Design Award em 2013. O abrigo têxtil desmontável pode se adaptar a vários climas e, ao mesmo tempo, proporcionar os confortos da vida contemporânea, como aquecimento, água corrente e eletricidade.
Administrar seu próprio escritório de arquitetura é difícil .Enquanto quase todo arquiteto começa com uma ideia forte do tipo de empresa que quer ser, sem o constante cuidado, ele pode facilmente cair na realização daqueles trabalhos que temos que fazer para pagar as contas, ao invés daqueles trabalhos que você gostaria de fazer desde o princípio. Neste artigo, originalmente publicado por Archipreneur como "9 Creative Business Development Strategies For Architects and Designers," Sabrina Wirth explora maneiras de não apenas sempre ter trabalho entrando, mas garantir que é o tipo certo de trabalho a fazer.
Não importa se você trabalha em um grande escritório de arquitetura ou um pequeno estúdio, todos necessitam um plano para conseguir novos contratos. O prospecto de trabalhar em Requisições para Propostas e Requisição para Qualificações (respectivamente Request for Proposals e Request for Qualifications em inglês, termos que se assemelham aos nossos concursos públicos) para ganhar um lugar no pódio, no entanto, pode ser amedrontador e algo que poucas pessoas querem fazer.
Felizmente, este não é o único caminho para a captação de novos projetos. Na verdade, as estratégias mais eficazes de desenvolvimento de negócios envolvem mais tempo gasto na construção de relacionamentos pró-ativos (antes do projeto ser tornado público), e menos tempo em responder às tais requisições que estão disponíveis a qualquer um.
Abaixo estão 9 estratégias que podem te ajudar a definir uma boa abordagem de desenvolvimento de negócios para se destacar no mercado e ganhar mais clientes e projetos:
https://www.archdaily.com.br/br/779074/9-maneiras-de-conseguir-mais-trabalhos-para-seu-escritorio-de-arquiteturaSabrina Wirth for Archipreneur.com
Hoje em dia, inovações acontecem a uma velocidade jamais vista. E enquanto a maior parte das ideias pode ter um impacto pequeno antes de cair no esquecimento, algumas invenções se tornam realmente importantes em seus campos de influência. Nosso campo, claro, é a arquitetura, e este ano não foram poucas as inovações que podem mudar nossas vidas para sempre. Na lista anual das invenções do ano da TIME Magazine, pelo menos seis delas podem ter grande impacto no mundo da arquitetura, entre elas, inovações no próprio campo da arquitetura, mas também ideias que podem mudar o modo como projetamos e experienciamos os espaços. Saiba mais sobre estes projetos e o que eles podem significar para nosso futuro, a seguir.
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Cortesia de AADRL, AA School, Londres, Reino Unido
A arquitetura pode ser construída com elementos comprimíveis e com elementos tensionados, mas poucos materiais têm a capacidade de serem esticados e também resistir a esforços de compressão. Em um novo projeto dos alunos Soulaf Aburas, Maria Velasquez, Giannis Nikas e Mattia Santi, da Architectural Association DRL, um destes materiais - policaprolactona, um poliéster biodegradável - é usado para criar uma estrutura para pavilhões e instalações temporárias. Construído por braços robóticos programáveis, o produto resultante é um mono-material autoportante sem junções que lembra visualmente a estrutura dos ossos, rendendo ao projeto o nome de Osteobotics.
Inaugurada em janeiro deste ano, a Philharmonie de Paris foi projetada por Jean Nouvel, embora este tenha posteriormente se afastado da imagem do projeto. A sala de concertos, um equipamento com capacidade para 2.400 pessoas, busca "inventar um modelo próprio", segundo a página da Filarmônica. A proposta rompe com o bloco das salas de concerto ao criar matematicamente um espaço mais íntimo - "a distância entre o maestro e o espectador mais distante é de apenas 32 metros". O arquiteto trabalhou em conjunto com vários especialistas em acústica para "desenvolver um sistema ousado de balcões em balanço e nuvens flutuantes." Apresentamos aqui o edifício através das lentes da fotógrafa Danica O. Kus. Veja a série completa de fotografias, a seguir.
Quanto de edição é aceitável em fotografias de arquitetura? E se estas imagens alteradas forem a base para o julgamento em concursos e prêmios? O crítico de arquitetura do Chicago Tribune, Blair Kamin, explora estas questões em sua coluna após uma fotografia alterada ter feito o Departamento de Chicago do AIA conceder um prêmio de excelência a um projeto. O edifício em questão, o campus El Centro da Universidade de Illinois, projetado por Juan Moreno, foi um dos cinco vencedor do prêmio de honra, o nível mais alto de reconhecimento. Porém, uma das fotografias enviadas ao júri havia sido digitalmente alterada pelo fotógrafo para remover uma proeminente sequência de dutos de ar na cobertura que comprometia uma das melhores vistas do edifício.
Sempre fomos uma profissão de hackers. Cada edifício é único, feito a partir de inúmeras operações de alteração e modificação que trazem materiais e sistemas díspares em um todo coeso. Mas quando se trata de softwares a maioria de nós têm se contentado com o consumismo entusiasmado, aguardando ansiosamente os próximos lançamentos dos desenvolvedores de software, como Autodesk, McNeel (Rhino) e Bentley (MicroStation).
Faz cinco anos que lançamos oficialmente o nosso programa de pesquisa no Yazdani Studio of Cannon Design, e durante esse período, compreendemos que a evolução do nosso processo reflete no trabalho dos maiores arquitetos, mudando o relacionamento dos profissionais com os meios de produção. Especificamente, temos notado que no final de 2007, algo mudou. McNeel introduziu um plugin na programação visual chamado Grasshopper, e mais e mais arquitetos começaram a hackear suas ferramentas, bem como seus edifícios.
Falar sobre arquitetura e construção sem mencionar a questão das derrapagens orçamentais não é algo fácil de se fazer. Este tipo de problemas imprevistos acabam por acontecer na grande maioria dos projetos, pois as dinâmicas da arquitetura e da construção são extremamente complexas e muitas vezes apresentam desafios que não são 100% controláveis. Ao longo dos últimos anos várias empresas de project management têm vindo a integrar a gestão de custos nos seus portfólios de serviços, fazendo um esforço para ir ao encontro desta necessidade do mercado. No entanto a maior parte deste trabalho acaba por ser feito por consultores com um background na área financeira e com pouco (ou nenhum) conhecimento sobre arquitetura ou soluções e processos construtivos.
Com esta atenção cada vez maior dada à questão do orçamento, o desempenho dos projetos quanto ao custo tem vindo a melhorar cada vez mais, mas normalmente às custas da estética e da qualidade final do projeto. Seria viável colocar os arquitetos a gerir esta vertente do projeto? No fim das contas, são eles que têm a sensibilidade conceptual e o conhecimento técnico necessários para desempenhar esta tarefa de forma verdadeiramente completa.
"Alguma vez já quiseste algo mais?" pergunta o personagem interpretado por Tom Hiddleston no trailer de "High Rise", um filme baseado no romance de J.G. Ballard escrito em 1975. Filmado quase como uma apologia à torre brutalista, o complexo conta com diversos equipamentos e comodidades: "quase não há razão para sair". A arquitetura retratada consiste em uma megaestrutura de concreto com belas empenas que destacam e contrastam com o mobiliário modernista dos interiores. Não diferente da megaestrutura residencial brutalista do Barbican, o "High Rise" conta com um supermercado, academia, piscina, spa e um escola. Talvez seja por isso que Hiddleston descreve o cenário do filme como "distintamente e definitivamente britânico". Assista, acima, ao trailer do filme, que será lançado em salas do mundo todo em 2016.
Ajudar uma pessoa com problemas de visão a desfrutar de um percurso mais seguro. Fazer com que um cidadão desempregado se encarregue das correspondências. Saber o nível de poluição atmosférica. Tudo isso através de aplicativos de celular.
Este tipo de informação tem ainda mais importância se levarmos em consideração as estimativas da ONU, que dizem que no ano de 2050 três quartos da população mundial viverá em áreas urbanas. A partir disso, foi recentemente realizada em Barcelona a quinta versão do Smart City World Congress, uma cúpula que reuniu representantes de cidades dos cinco continentes, 465 expositores e 14 mil participantes.
Temos o prazer de apresentar os artigos mais lidos de 2015. Ficamos muito felizes com a seleção, porque ela reúne quatro das nossas linhas de publicação: os editoriais, as traduções inéditas ao português, as re-publicações de textos de arquitetos brasileiros destacados, e as colaborações dos nossos leitores, que aumentaram exponencialmente este ano.
5.000 câmeras 3D para preservar a arquitetura de um país em guerra. Uma equipe de arquitetos latinoamericanos que adentram os bairros mais conflituosos da Venezuela para projetar e construir equipamentos públicos junto à comunidade. Um arquiteto legendário que soube entender e aplicar na arquitetura as transformações da tecnologia nos últimos 50 anos. Esses são alguns projetos, iniciativas e pessoas que provaram ser líderes em 2015.
A equipe editorial de ArchDaily gostaria de reconhecer esses projetos por seu compromisso em promover práticas em arquitetura que atendem a muitas pessoas, em todos os cantos do mundo –da Bolívia a Londres, de Chicago a Veneza, de equipamentos públicos em favelas a terminais de drones na África. Essas são as histórias que nos inspiraram em 2015, e cuja influência esperamos continuar a ver em 2016.
https://www.archdaily.com.br/br/778962/architectures-most-inspiring-leaders-projects-and-people-in-2015AD Editorial Team
Star Wars (1977) é mais que um filme. É um fenômeno mundial. A saga Star Wars é seu próprio universo, e com tais personagens e mitologia distintas, até falar sobre Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança como um filme independente (que faz parte de um todo maior) é um exercício fascinante. É bastante notável que um filme que se passa no espaço, em mundos externos ao nosso, tenha sustentação arquitetonicamente.
A humanidade se tornou obcecada em romper limites, estabelecendo recordes com o único propósito de rompê-los mais uma vez. Com efeito, o skyline de nossas cidades sempre fora definido por quem ostenta o poder em cada época da história. Já foram as igrejas, em seguida as instituições públicas e, nas últimas décadas, são os arranha-céus comerciais que nos lembram quem são aqueles que podem chegar mais alto, literalmente.
Atualmente existem instituições que estabelecem os parâmetros objetivos para definir quanto mede exatamente um edifício. Considera-se as antenas e outros equipamentos para somar alguns metros? E se o último nível não for habitável? O CTBUH (Council on Tall Buildings and Urban Habitat) tem bastante claro estes parâmetros, contabilizando mais de 3.400 edifícios com mais de 150 metros de altura.
Recentemente a 6ª Bienal de Urbanismo e Arquitetura Bi-CidadeUABB) abriu as portas ao público em Shenzhen. Sob o tema geral "Re-Vivendo a Cidade, " os curadores Alfredo Brillembourg e Hubert Klumpner do Urban Think Tank lideraram a exposição "Urbanismo Radical" na sala principal. Brillembourg e Klumpner convidaram os visitantes da exposição para demonstrar como podemos aprender a partir de iniciativas pontuais e não hierárquicas soluções urbanas alternativas. No seguinte artigo, originalmente publicado no catálogo do UABB de 2015 - os curadores nos chamam a atenção para "repensar como nós operamos dentro da cidade, aprender de sua inteligência emergente e moldar seus resultados para fins radicais e táticos."
A noção de urbanismo radical inevitavelmente nos leva a esfera político. Imaginar um futuro com mais igualdade e mais sustentabilidade envolve uma crítica implícita das condições espaciais e de sociedade produzida pelas lógicas urbanas prevalecentes. [1] Como tal, nós não apenas somos lembrados do célebre ultimato de Le Corbusier "arquitetura ou revolução," mas seu eco geral no pronunciamento ainda mais catastrófico de Buckminster Fuller "utopia ou esquecimento.”[2] Ambos eram cenários nascidos da abertura social, seja as privações e tensões do período do entre guerras, ou os conflitos e ansiedade ecológica do final dos anos 1960. Enquanto a onda de práticas experimentais "pós utópicas" que emergeram nos anos 1970 se posicionaram explicitamente se opuseram as falhas perceptíveis do movimento moderno, esses grupos distintos compartilhavam uma crença - embora desencantada - com seus antecessores na ideia que a diferença radical era possível, assim como a convicção que uma pausa seria necessário.
https://www.archdaily.com.br/br/778603/a-evolucao-do-urbanismo-radical-o-que-o-futuro-reserva-para-nossas-cidadesAlfredo Brillembourg and Hubert Klumpner
Embora o dogma-histórico do modernismo pareça um ajuste perfeito para o rompimento da União Soviética com suas tradições, a história arquitetônica da URSS foi um pouco mais complexa. O socialismo neoclássico de Stalin substituiu o apogeu do construtivismo na União Soviética, apenas para ser, por sua vez, substituído por um retorno ao modernismo sob a liderança de Khrushchev, facilitado por uma abertura ao Ocidente. Os fotógrafos de arquitetura Denis Esakov e Dmitry Vasilenko recentemente utilizaram um drone para capturar imagens de várias estruturas marcantes do retorno da era-Khrushchev ao modernismo, mostrando como estas vistas aéreas reforçam suas geometrias e formas racionais. Até o recente advento dos drones, agora disponíveis comercialmente, estas imagens foram vistas apenas por arquitetos e oficiais que estudavam as plantas. Mesmo assim, o fotógrafo observa que estas formas metódicas devem ter sido muito atraentes para os oficiais estaduais encarregados da realização estética de Khrushchev.
As fotografias, tiradas em Moscou e seus arredores, incluem obras de vários arquitetos soviéticos proeminentes. A longa carreira de Leonid Pavlov durou todo o espectro de estilos arquitetônicos patrocinados pelo Estado, começando como um construtivista, até projetos mais historicistas sob a liderança de Stalin, antes de emergir como um dos mais proeminentes modernistas do pós-guerra na União Soviética. Da mesma forma, o trabalho de Yuri Platonov recebeu grande reconhecimento do Estado, o que lhe valeu o título de "arquiteto do Povo da URSS", bem como prêmios: a Medalha de Prata da Academia de Artes da URSS, o Prêmio de Estado da URSS e o Prêmio Estatal da Rússia.
Todos nós já ouvimos aquela velha estória de um croqui feito em um guardanapo que inspirou uma obra prima. Arquitetura é comunicação de ideias por meios visuais, e não há jeito melhor de expressar uma ideia que através de desenhos. Mas que habilidades são necessárias para articular nossos pensamentos? Voltado para jovens arquitetos e estudantes, um novo canal no youtube, chamado Architecture Daily Sketches, disponibiliza vídeos tutoriais que ensinam como potencializar seus croquis. Abrangendo tópicos que vão desde a espessura das linhas até noções de perspectiva e a inserção de escalas humanas nos desenhos, os vídeos seguem um formato simples e fácil de acompanhar. Assista aos vídeos a seguir e acesse o canal do youtube para mais tutoriais.