A Bienal de Arquitetura de Veneza 2023 anunciou nesta terça-feira, 21 de fevereiro, que a edição deste ano incluirá 63 pavilhões nacionais. A exposição internacional, com curadoria de Lesley Lokko, contará com 89 participantes, mais da metade dos quais são da África ou da diáspora africana.
Entre os escritórios convidados estão Adjaye Associates, atelier masōmī, Kéré Architecture, MASS Design Group, Sumayya Vally e Moad Musbahi, Theaster Gates Studio, Andrés Jaque / Office for Political Innovation, Liam Young e Neri&Hu Design and Research Office, para citar apenas alguns.
Nos dois casos, área reduzida, materiais simples e orçamento modesto não foram impeditivos para um projeto arquitetônico virtuoso que tirou máximo proveito das qualidades do entorno e da orientação do terreno, provando que limitações podem servir de impulso para projetos de grande qualidade.
O comitê da UNESCO decidiu inscrever o Centro Histórico da Cidade Portuária de Odesa, na Ucrânia, na Lista do Patrimônio Mundial da Humanidade. A decisão simboliza o reconhecimento do valor excepcional do sítio e o compromisso dos 194 Estados da Convenção de não realizar nenhuma ação deliberada que possa prejudicá-lo, mas sim, auxiliar na sua proteção. O local também foi inscrito na Lista do Patrimônio Mundial em perigo, o que lhe dá acesso a assistência financeira ou técnica internacional para garantir sua proteção e, se necessário, contribuir para sua reabilitação.
Soluções construtivas tradicionais tendem a funcionar bem para seus respectivos contextos, por terem resistido a centenas de anos de testes e melhoramentos, e utilizarem técnicas e materiais disponíveis localmente. Ainda que a globalização e a democratização no acesso a tecnologias tenha trazido mais conforto e novas oportunidades à humanidade, no setor da construção civil observou-se uma homogeneização das soluções e a dependência nas cadeias de suprimentos globais para materiais e componentes de construção. Isso também constituiu uma ruptura entre a passagem de conhecimentos entre gerações e um apagamento das tradições.
Em relação a soluções passivas de resfriamento de edificações, atualmente há um esforço para recuperar antigas técnicas utilizadas no curso da história em localidades que sempre tiveram que lidar com o clima quente. Isso é ainda mais latente devido ao alto custo energético que o resfriamento impõe, a um cenário de aquecimento global e, principalmente, pelo fato de que dentre as projeções de incrementos populacionais, boa parte das megalópoles se localizarão na África e Ásia, com climas quentes. Pensando em um cenário futuro, é possível se inspirar no passado e aplicar essas técnicas antigas de resfriamento para edificações contemporâneas?
Por duzentos anos, a cidade de Nova York tem sido a maior metrópole dos Estados Unidos e continua a superar suas concorrentes. A cidade é uma das mais antigas e prósperas do país. Sua região metropolitana produz bens e serviços que equivalem em termos monetários à metade do que o Brasil produz. A sua estrutura urbana, capacidade produtiva e elevada renda per capita evidenciam sua posição privilegiada no mundo, e uma das chaves para entender a sua ascensão está no início da sua história e ao longo do seu processo de desenvolvimento. Em 1624, as terras da ilha de Manhattan foram compradas do povo indígena Lenape pelo holandês Peter Minuit, da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, que fundou a chamada Nova Amsterdã. A ilha é uma extensa área plana de 59 km² situada em meio à foz do Rio Hudson e do Rio do Leste. A baía permitia atracar grandes navios e era também um local mais fácil de se defender.
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Paris, França. Foto de Lespinas Xavier, via Unsplash
Até alguns anos atrás, a margem direita do Rio Sena, em Paris, era uma via de trânsito rápido por onde passavam mais de 40 mil veículos todos os dias. Apesar de ter sido nomeada Patrimônio Mundial da Unesco, a via costumava estar totalmente engarrafada nos horários de pico ou funcionar como um corredor para os carros em alta velocidade. Por isso, colaborava para as taxas de poluição atmosférica da cidade, que com frequência costumavam ultrapassar os limites da União Europeia, e para milhares de mortes na capital francesa todos os anos.
https://www.archdaily.com.br/br/996966/cidade-de-15-minutos-a-visao-de-paris-que-tem-inspirado-um-movimento-globalSalome Gongadze e Anne Maassen
A verdadeira beleza da arquitetura reside em sua capacidade de servir e melhorar a experiência humana, mas esse princípio fundamental nem sempre é respeitado. Muitas vezes, vemos edifícios “públicos” que não se integram ao tecido urbano, são desconectados de seu entorno e não contribuem para a vitalidade e qualidade de vida de uma cidade. Alguns podem até ser muito bonitos, mas se não forem funcionais, confortáveis e acolhedores para as pessoas, seu valor como espaços públicos torna-se bastante questionável. Ícones arquitetônicos como a Ópera de Sydney e o Museu Guggenheim de Bilbao, por exemplo, são celebrados não apenas por suas silhuetas impressionantes ou interiores de tirar o fôlego, mas porque aprimoram a cultura e a vida na cidade, enriquecem a comunidade e oferecem diversas oportunidades de interação e envolvimento do público. É essa abordagem holística de projeto, centrada no ser humano, que permite que esses marcos se tornem partes integrantes da identidade de uma cidade.
Fotografias de Marcel Gautherot presentes no acervo do Instituto Moreira Salles (IMS) editadas pela autora
O Museu de Arte Popular de Recife (MAP), inaugurado em 1955, foi um dos primeiros museus dedicados ao gênero no país. Foi organizado e idealizado pelo advogado e colecionador recifense Abelardo Rodrigues (1908 - 1971) e projetado pelo arquiteto carioca Acácio Gil Borsoi (1924 - 2009). Embora extinto, o projeto do museu foi uma adaptação de uma antiga escola infantil em um espaço com características modernas para a exposição de arte popular, localizado na entrada do Parque Zoobotânico de Dois Irmãos. Os únicos registros deste espaço foram realizados pelo fotógrafo francês Marcel Gautherot (1910 - 1996) no ano de inauguração do museu. Apesar das suas singularidades, estes três personagens estavam especialmente interessados no aspecto popular das narrativas modernas, e por esse motivo, é importante analisar as perspectivas que contribuíram no interesse dos usos dessa noção.
Paulo Mendes da Rocha. Fotografia de Maria Isabel Villac
Paulo Mendes da Rocha será homenageado com duas grandes exposições realizadas este ano pela Casa da Arquitectura, em Matosinhos, norte de Portugal. Geografias Construídas: Paulo Mendes da Rocha, uma Retrospectiva tem curadoria de Jean-Louis Cohen e Vanessa Grossman e projeto expositivo de Eduardo Souto de Moura e Nuno Graça Moura, enquanto que Paulo conta com curadoria de Rui Furtado e Marta Moreira e projeto expositivo de Ricardo Bak Gordon. Ambas inauguram em 26 de maio.
https://www.archdaily.com.br/br/996690/paulo-mendes-da-rocha-sera-homenageado-com-duas-exposicoes-na-casa-da-arquitectura-em-2023ArchDaily Team
"Nosso planeta está sufocando com plástico", afirma as Nações Unidas. Embora o material feito pelo homem tenha muitos usos valiosos, nosso vício em produtos plásticos de uso único levou a severas questões econômicas, de saúde e ambientais. Aproximadamente um milhão de garrafas plásticas são compradas a cada minuto e cinco trilhões de sacos plásticos são usados todos os anos em todo o mundo - usados apenas uma vez e depois jogados fora. Plásticos e microplásticos chegaram a todos os cantos de nosso ambiente natural, desde os picos das montanhas mais altas até as profundezas dos oceanos. Tanto que eles se tornaram parte do registro fóssil da Terra e criaram um habitat microbiano marinho totalmente novo conhecido como "Plastisfera".
O Arquicast conversa com Gustavo Utrabo, arquiteto brasileiro cujo trabalho se destaca por sua capacidade de experimentação e pesquisa contínua, além de ser formado no Paraná, ele tem experiências em Harvard, MIT, Hong Kong e Escola da Cidade. Foram abordados no episódio sua experiência em comunicação no podcast "Entre Mundos", as dificuldades iniciais da carreira autoral, a dinâmica e estrutura de seu trabalho atual, seus projetos notáveis, como as Moradias Infantis Canuanã, além de sua visão sobre o futuro da profissão e ainda um debate sobre as redes sociais.
O Nieuwe Instituut nomeou Jan Jongert, do Superuse Studios de Roterdã, como curador do Pavilhão dos Países Baixos na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia. Em resposta ao tema abrangente de Lesley Lokko para esta edição da Bienal, Laboratório do Futuro, a equipe curatorial holandesa pretende explorar os complexos sistemas que sustentam as estruturas de nossa sociedade. A exposição estará aberta de 20 de maio a 26 de novembro de 2023.
Domesticidade, palavra-chave curatorial do Pavilhão de Taiwan na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023. Imagem Cortesia do Museu Nacional de Belas Artes de Taiwan
A 18ª Exposição Anual de ArquiteturaLa Biennale Di Venezia acontece de maio a novembro sob o temaO Laboratório do Futuro. Este ano, o Pavilhão de Taiwan, organizado pelo Museu de Belas Artes de Taiwan, analisará a inteligência imbuída nas paisagens. Aparelhos diacrônicos de Taiwan mostra como os habitantes locais ao longo da história de Taiwan usaram sua intuição para moldar o ambiente. Além disso, o projeto também abre um diálogo sobre terreno artificial e natural para redescobrir o que podemos aprender com a natureza.
Em países tropicais como o Brasil muito se valoriza as áreas externas nos projetos residenciais. Nas casas brasileiras os quintais são utilizados de diferentes maneiras e se configuram também de acordo com o projeto arquitetônico. Sendo grandes ou pequenos, ajardinados, com piscina, ou equipados com outras funcionalidades, quando possível as famílias brasileiras buscam aproveitar ao máximo suas áreas externas.
O conceito de economia circular ganhou uma definição mais precisa em 1990 quando surgiu no artigo Economics of Natural Resources and the Environment(Economia dos Recursos Naturais e do Meio Ambiente), dos economistas e ambientalistas britânicos David W. Pearce e R. Kerry Turner. Na época, o principal intuito da pesquisa era demonstrar que a economia tradicional não incorporava a reciclagem. Desse modo, o meio ambiente assumia um papel secundário, tal qual um simples reservatório de resíduos. A economia circular ganharia forças, portanto, como uma oposição à economia linear, ou tradicional, em que a cadeia produtiva é regida sob o lema “extrair, produzir e descartar”. Um modelo profundamente enraizado na nossa economia, mas que tem se tornado insustentável por diversos motivos como o esgotamento dos recursos naturais, a contaminação do meio ambiente decorrente da produção e descarte, entre outros.
No dia 08 de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher, uma data lembrada há anos como um símbolo da luta pelos seus direitos. No entanto, apesar da legislação de muitos países estabelecer direitos iguais para homens e mulheres, a desigualdade de gênero e todas as suas consequências ainda são sentidas diariamente por meninas e mulheres em diferentes partes do mundo. O sistema patriarcal, enraizado em muitas sociedades ao longo dos séculos, foi responsável por uma desigualdade de poder entre os gêneros que, nos casos mais extremos, reflete-se na violência e no feminicídio.