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Clássicos da Arquitetura: Ópera de Sydney / Jørn Utzon

Clássicos da Arquitetura: Ópera de Sydney / Jørn Utzon
Clássicos da Arquitetura: Ópera de Sydney / Jørn Utzon

Clássicos da Arquitetura: Ópera de Sydney / Jørn Utzon Clássicos da Arquitetura: Ópera de Sydney / Jørn Utzon Clássicos da Arquitetura: Ópera de Sydney / Jørn Utzon Clássicos da Arquitetura: Ópera de Sydney / Jørn Utzon + 22

  • Arquitetos

  • Localização

    Royal Botanic Gardens & Domain, Art Gallery Rd, Sydney NSW 2000, Austrália
  • Arquiteto Responsável

    Jørn Utzon
  • Engenharia Estrutural

    Ove Arup & Partners
  • Cliente

    New South Wales Government
  • Referências

    Sydney Opera House, New Jersey Institute of Technology
  • Ano do projeto

    1973
  • Fotografias

Descrição enviada pela equipe de projeto. Há poucos prédios tão famosos como a Ópera de Sydney. A longa história por trás de seu projeto iniciou-se em 1956, quando o Governo de Nova Gales do Sul lançou um concurso para a concepção de duas salas de espetáculos, para ópera e concertos sinfônicos, que colocariam Sydney no mapa.

O arquiteto dinamarquês Jørn Utzon era desconhecido por seu trabalho até então. Sua proposta para o concurso, que consistia em alguns croquis simples, intrigaram o famoso Eero Saarinen, um dos jurados. "Os desenhos enviados são simples a ponto de serem diagramáticos", observou o júri. "Entretanto, estamos convencidos de que eles apresentam um conceito de uma Ópera capaz de tornar-se um dos grandes edifícios do mundo."

Sala de Concerto
Sala de Concerto

A construção da Ópera de Sydney começou em março de 1959, após a demolição do existente Fort Macquarie Tram Depot. O projeto foi construído em três fases: a fundação e construção do embasamento com vista ao porto de Sydney, a construção das cascas externas e do interior.

Teatro de Ópera
Teatro de Ópera

A obra do embasamento foi iniciada quando Utzon ainda não havia feito o desenho da Ópera, e foi supervisionada pela empresa de engenharia renomada Ove Arup & Partners. Por a construção ter começado abruptamente com algumas questões estruturais não resolvidas, determinados aspectos da base tiveram que ser modificados e reconstruídos após sua conclusão em 1963, a fim de suportar o peso das estruturas de concreto maciço que iria suportar.

Entre 1957 e 1963, no meio da construção do embasamento, Utzon e Arup trabalharam no desenvolvimento de um sistema de estrutura em casca que tornaria o esquema esférico original estruturalmente possível. Doze iterações mais tarde, chegaram a uma solução que consistia em um sistema nervurado de cascas de concreto pré-moldado criados a partir de seções de uma esfera.

Este sistema permitiu que cada nervura fosse construída com uma série de segmentos padronizados, através de moldes comuns no próprio canteiro de obras. Utzon queria que as cascas tivessem o aspecto de grandes velas brancas em contraste às águas azuis profundas do oceano abaixo. Para atingir essa estética, as cascas foram cobertas com 1.056.066 telhas cerâmicas feitas na Suécia, a partir de argila e brita. Juntamente com a colocação das telhas, foram necessários onze anos para completar a icônica estrutura da cobertura.

Em 28 de fevereiro de 1966, após uma longa batalha com o Governo de Nova Gales do Sul por causa do aumento dos custos de construção, e com a quase finalização das estruturas de concreto, Utzon se demitiu do projeto. Apesar de um protesto com 3.000 assinatura para reintegrar Utzon ao projeto, o governo nomeou três arquitetos australianos, Peter Hall, DS Littlemore e Lionel Todd, para completar o projeto. Após o segmento pré-moldado de casca de número 2194 ser instalado em 1967, a segunda etapa do projeto estava concluída.

Na terceira e última etapa do projeto sob a supervisão dos arquitetos recém-nomeados, o projeto original de Utzon foi significativamente alterado. A pedido da Australian Broadcasting Commission, o salão principal, originalmente proposto como um espaço multiusos para ópera e concertos, tornou-se um espaço exclusivo para concertos, acomodando 2.800 pessoas.

A sala menor, originalmente planejada para produções teatrais, foi alterada como Casa de Óperas e Balés, e batizada de Teatro de Ópera. Grandes escadarias externas levam a estes dois auditórios principais, marcando uma entrada inesquecível. Devido à mudança dos principais salões, no entanto, o Teatro Ópera é, atualmente, muito pequeno para receber grandes produções de ópera e ballet. Três teatros menores, uma biblioteca e uma sala de cinema também foram adicionadas ao projeto original, juntamente com três restaurantes, seis bares, e sessenta vestiários. O edifício tem um total de 1.000 salas com acesso através de um pátio que circunda todo o edifício e conecta os cinco espaços de performances.

O projeto para as grandes paredes de vidro externas também foi deixada nas mãos dos arquitetos designados. São apoiadas por montantes de aço verticais que se estendem até a extremidade das cascas. Barras de bronze correm por esses montantes para ajudar no suporte dos 2000 painéis envidraçados, projetados por Ove Arup & Partners, e que consistem em duas camadas de vidro ligados por uma camada intermediária de plástico, a fim de reforçar as janelas e proporcionar melhor isolamento acústico.

O edifício foi finalizado e inaugurado pela Rainha Elizabeth II em outubro de 1973. Com uma estimativa inicial de 7 milhões de dólares, o orçamento foi amplamente ultrapassado, com um custo final de 102 milhões de dólares. Em 1989, o governo foi informado que a edificação necessitaria de reparos que custariam aproximadamente 86 milhões de dólares, devido às telhas caídas e à deterioração dos reforços estruturais.

No entanto, esse custo excessivo foi o preço pago para transformar a Ópera de Sydney em um monumento da tecnologia, da sociedade e do mundo durante o século 20. Em 2007, tornou-se Patrimônio Mundial da UNESCO, juntamente com monumentos antigos, como o Stonehenge. Em 2003 Jørn Utzon foi recompensado com o Prêmio Pritzker, cinco anos antes de sua morte. Devido às questões políticas que levaram à sua renúncia anos antes, o arquiteto nunca mais voltou à Austrália para conhecer sua obra-prima acabada, considerada como uma das maiores estruturas já criadas.

Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato. Cita: Perez, Adelyn. "Clássicos da Arquitetura: Ópera de Sydney / Jørn Utzon" [AD Classics: Sydney Opera House / Jørn Utzon] 23 Mar 2016. ArchDaily Brasil. (Trad. Souza, Eduardo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/784303/classicos-da-arquitetura-pera-de-sydney-jorn-utzon> ISSN 0719-8906