Com a maior parte do mundo vivendo em cidades e comunidades em crescimento, as pessoas tendem a passar a maior parte do tempo em ambientes internos. Quando não estamos em casa, estamos trabalhando, aprendendo ou até participando de atividades divertidas em ambientes fechados e construídos. Ao todo, 90% do nosso tempo é ocupado em interiores. É essencial garantir uma qualidade ambiental interna confortável, produtiva e saudável, seguindo parâmetros e práticas de projeto bem regulados que considerem temperatura, iluminação, poluição sonora, ventilação adequada e a qualidade do ar que respiramos. Este último é especialmente importante, pois, ao contrário do que podemos pensar, a poluição do ar é muito maior no interior do que no exterior.
Jardins verticais, paredes verdes ou paredes vivas são algumas das diferentes denominações usadas para uma mesma solução: a disposição vertical de diferentes espécies vegetais como forma de adquirir os benefícios proporcionados pela vegetação, mas em uma menor área projetada. Ou seja, a aplicação vertical das espécies permite um ganho de área útil horizontal, uma vantagem sobretudo para locais onde existe pouco espaço disponível para plantio diretamente no solo.
Os seres humanos usam espelhos desde 600 aC, empregando a rocha obsidiana altamente polida como superfície reflexiva básica. Com o tempo, as pessoas começaram a usar pequenos pedaços de ouro, prata e alumínio de maneira semelhante, tanto por suas propriedades refletivas quanto por decoração. No século I dC, as pessoas começaram a usar o vidro para fazer espelhos, mas foi apenas durante o Renascimento Europeu que os fabricantes venezianos começaram a fabricar espelhos aplicando suportes metálicos nas folhas de vidro, permanecendo o método geral mais comum hoje em dia. Desde então, os espelhos continuam a desempenhar papel decorativo e funcional na arquitetura, proporcionando uma estética moderna e limpa, apesar de suas origens antigas. Abaixo, investigamos como os espelhos são feitos, fornecemos um pouco de sua história na arquitetura e oferecemos várias dicas para arquitetos que desejam usá-los em seus projetos.
https://www.archdaily.com.br/br/942185/espelhos-na-arquitetura-possibilidades-de-espacos-refletidosLilly Cao
Ao contrário de uma série de sistemas e materiais construtivos, a paisagem não é um elemento especificável, ou mesmo desenhável, no projeto arquitetônico de um apartamento. No entanto, as paisagens são, de certa forma, atingidas pelas definições projetuais do edifício em questão, tanto do ponto de vista interno, como externo – ou seja, do seu entorno. As orientações das fachadas de um edifício e os tamanhos das janelas, por exemplo, são algumas das formas a partir das quais as vistas de um apartamento são afetadas, enquanto as dimensões da construção e seu gabarito afetam diretamente o contexto em que está inserida.
Arquitetos e arquitetas em geral são pessoas que gostam de falar o quanto influenciam comunidades através de seus desenhos e estão corretos ao dizer isso. Afinal, os espaços junto de diversos fatores sociais influenciam o modo como cada indivíduo se sente ao ocupar a cidade ou um edifício. Mas esses projetos respondem a todos os usuários da mesma maneira? Nos propomos a questionar o modo como a arquitetura lida com a comunidade LGBTQIA+ através de uma chamada aberta em nossos canais das redes sociais, trazendo o depoimento de nossos leitores sobre como eles vivem estes espaços e como seria possível representar, também, a própria comunidade LGBTQIA+ no campo arquitetônico.
Este artigo é um trecho extraído do capítulo final do livro Draw in Order to See: A Cognitive History of Architectural Design, no qual Mark Alan Hewitt esboça algumas recomendações para uma reforma integral da prática e do ensino da arquitetura. Ele parte da teoria da cognição corporificada — a ciência que estuda a importância dos nossos sentidos no processo de cognição humana, e como através deles, percebemos e nos relacionamos com o espaço — para ressaltar a urgente necessidade de renunciarmos ao legado alienante do racionalismo iluminista que se estende desde a revolução industrial até os dias de hoje e que, tanto nos afasta de uma arquitetura menos visual e consequentemente, mais sensível. Embora a importância da cognição estendida para a nossa compreensão do espaço e portanto, para o desenvolvimento da prática e do ensino da arquitetura já esteja sendo explorada há décadas por muitos arquitetos e algumas poucas instituições de ensino ao redor do mundo, tais conceitos permanecem ocultos em um território inexplorado pela grande maioria de nossos colegas arquitetos.
https://www.archdaily.com.br/br/942060/12-conselhos-para-reinventar-o-ensino-da-arquiteturaMark Alan Hewitt
A história da representação na arquitetura passou por inúmeras transformações ao longo dos séculos. Sua relação com o objeto construído vai muito além da mera e simples reprodução de sua imagem objetiva, atuando principalmente, como uma ferramenta de expressão e crítica que, tem influenciado diretamente a forma como percebemos, nos relacionamos e até mesmo, como concebemos e construímos nossos edifícios e cidades.
As construções e estruturas destinadas ao cultivo de plantas - como as estufas e orquidários - são fundamentalmente espaços arquitetônicos que articulam o controle e a manipulação dos fatores ambientais como temperatura e umidade, permitindo adaptar esses parâmetros a demandas específicas das espécies mantidas - seja para seu cultivo, sua preservação ou sua exposição. Os projetos costumam variar segundo o uso e a localização geográfica da estrutura, sob influência de questões como o clima local, a altura das espécies a alojar, as demandas de ventilação, ou considerações como se a construção será temporária ou permanente, podendo por vezes se configurar a partir de sistemas de partes montáveis e desmontáveis. No entanto, existem alguns parâmetros comuns que atravessam esse tipo de construção. De forma geral, tendem a seguir uma linha similar em termos de materialidade e organização: para aproveitar os efeitos da radiação solar, as estufas apresentam com coberturas e fechamentos translúcidos, como vidro ou plástico, e se estruturam através de sistemas leves de peças que permitam grandes vãos, podendo ser de ferro, madeira, bambu, etc.
A busca por produtos mais sustentáveis deve começar na etapa de projeto. Nessa ótica, é essencial que os projetistas e todos os envolvidos neste processo tenham conhecimentos adequados, sendo que práticas sustentáveis devem fazer parte da formação do Arquiteto e Urbanista.
Verifica-se que ao longo dos anos, muitos cursos de Arquitetura têm incluído, de forma mais significativa e aprofundada, essa discussão em suas grades curriculares, seja através de disciplinas específicas e eletivas ou inserida em disciplinas obrigatórias do curso.
A Índia está repensando o futuro da habitação por meio de novas tipologias. Definida por influências históricas e culturais, a arquitetura contemporânea do país centra-se em discussões sobre a melhor forma de se modernizar. Construídos ao longo de milênios, os projetos habitacionais da Índia são feitos para atender a diversas escalas, programas e funções. Explorando uma paisagem urbana revitalizada, estes projetos habitacionais modernos começaram a dar um novo tom para o futuro.
Videos
Screenshot da série "Chernobyl", produzida pela HBO
Uma das formas mais instigantes de aprender sobre a cidade é através de filmes e séries. A seguir, Anthony Ling, da plataforma Caos Planejado, compartilha seis dicas de séries online para conhececer comunidades brasileiras, cidades soviéticas e outros cantos do mundo.
Casas inteligentes (smart homes), a Internet das Coisas e as tecnologias Contactless (sem contato) tornaram-se parte indelével das indústrias de arquitetura e design de interiores, assim como iluminações e unidades AVAC (Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado) inteligentes, assim como alto-falantes como Alexa ou Google Home se tornando parte principal das residências mais modernas. À medida que novos dispositivos e sistemas concorrentes são lançados continuamente, listamos algumas das tecnologias domésticas mais populares desenvolvidas pela Lutron, juntamente com dicas de como integrá-las e escolher a mais adequada.
https://www.archdaily.com.br/br/942027/como-projetar-uma-residencia-inteligente-e-contactlessLilly Cao
Os sistemas mecânicos suportados por dispositivos como polias, engrenagens, bobinas, cabos e contrapesos podem ser muito úteis para impulsionar e transmitir forças, gerando o movimento ou deslocamento de certos elementos de uma maneira relativamente simples, sem a necessidade de envolver energia elétrica. A incorporação desses mecanismos em projetos arquitetônicos gera a possibilidade de alterar manualmente a disposição dos elementos que definem os espaços sob uma perspectiva didática e recreativa.
A arquitetura moderna da Romênia funde perspectivas globais com tradições locais. Dos estilos pré-modernos ao trabalho pós-revolução que começou no início dos anos 90, o ambiente construído do país é incrivelmente diversificado. De cidades como Bucareste a Cluj-Napoca e Timisoara, projetos modernos estão sendo criados entre estruturas históricas.
Aquários são construções com um programa bastante específico que têm como objetivo oferecer aos visitantes uma experiência quase mística: observar de perto a vida marinha. Com uma programação diversificada, muitas vezes incluem instalações para reabilitação e conservação, bem como espaços educacionais para apoiar o aprendizado e a descoberta. Hoje, os aquários modernos oferecem vislumbres da vida aquática tanto acima quanto abaixo da água.
Parque Buffalo Bayou em Houston/ SWA. Cortesia de Jonnu Singleton
A crise urbana traz muitos desafios, mas também apresenta oportunidades para os arquitetos paisagistas ajudarem a construir espaços verdes e cidades mais justas.
Como um morador de Los Angeles que não dirige, andar pela cidade a pé e de bicicleta sempre me fez sentir como se todos os lugares fossem meus.
Mas, nos últimos dois meses, os habitantes têm frequentado mais as ruas, como se todos tivessem descoberto pela primeira vez, que são capazes de explorar a cidade sem carro. Embora a maioria das praias e trilhas da cidade tenham sido fechadas, mesmo sendo reabertas, desde então, notei que o rio Los Angeles se tornou o novo "ponto de referência" da cidade, como um ponto de encontro, socialmente distante. Em uma cidade que não possui parques públicos adequados, as pessoas estão transformando qualquer pedaço de grama ou calçada - seja um pátio de uma escola, um canteiro central ou um trecho de concreto ao lado de um estacionamento - em um local de alívio da loucura.
Em 1977, um artigo do The New York Times escrito por Carter B. Horsley proclamava “o auge dos glamorosos tijolos de vidro”: antes um material “de segunda categoria”, os tijolos de vidro começavam a ganhar aceitação entre arquitetos em projetos residenciais e de restaurantes por sua translucidez, privacidade, interesse visual e senso de ordem. Após o uso breve, mas generalizado, de tijolos de vidro, muitos agora associam o material a estilos arquitetônicos desatualizados dos anos 80, uma estética que poucos parecem interessados em reviver. No entanto, arquitetos contemporâneos pioneiros começaram a usar esse material exclusivo de maneiras novas e distintamente modernas, seja para banheiros elegantes e minimalistas, bares e restaurantes industriais, janelas residenciais vintage ou até fachadas urbanas experimentais. Como Horsley afirmou, parece que os tijolos de vidro glamourosos estão no auge - de novo.
https://www.archdaily.com.br/br/941893/os-tijolos-de-vidro-estao-voltando-novamente-a-arquiteturaLilly Cao
Em diversos momentos da história, a escala humana e a aproximação dos edifícios à dimensão sensível e vinculada ao corpo foram valores perseguidos pelos arquitetos e objeto de reflexão dentro da produção teórica do campo. Embora seja uma virtude que um espaço possa ser apreendido em uma relação direta entre pessoa e construção, existem situações, e mais do que isso, algumas escalas de projeto, que só podem ser percebidas a partir de um olhar mais distanciado.