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A arquitetura de Chernobyl: passado, presente e futuro

A arquitetura de Chernobyl: passado, presente e futuro
Parque de Diversões Abandonado, Pripyat. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/oinkylicious/2329332355/in/photolist-4xQrmF-Zy21ao-Kk1D9g-Gb2HP2-Gbd54x-JowQgL-Gbd2dH-kmncdm-HhH4ar-vjHaG4-UEr5H6-a18skw-4Jfgyq-a15xDt-b8aKqR-79Cs8L-7f8k5o-6mTumV-AchudK-nMskBH-21Paa6J-YtFY7A-Zym38a-GqNxX-Zu4Rj7-Zvy49y-o4Cvtz-GvJskr-Zvy4ZV-a18r3j-nMrmxp-22mw4E4-a18sfj-9pfhyd-a18srJ-6mTu12-8AFucS-6mTu6v-6mXBWu-a18q1b-6mXBNJ-a18rMf-a15AuP-a15Aor-aR4JPT-CJcGwg-d7Z5uq-GqPr6-GqKb1-a15B3P'>Flickr user oinkylicious</a> licensed under <a href=' https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/'>CC BY-NC-ND 2.0</a>
Parque de Diversões Abandonado, Pripyat. Imagem © Flickr user oinkylicious licensed under CC BY-NC-ND 2.0

No dia 26 de abril completou-se 32 anos do desastre nuclear de Chernobyl ocorrido em 1986, com a explosão do Reator 4 da usina nuclear na Ucrânia, causando a morte direta de 31 pessoas, a dispersão de nuvens radioativas pela Europa e o desmantelamento efetivo de 30 km de terras em todas as direções desde o centro da explosão. Trinta e dois anos mais tarde forma-se uma leitura dual da paisagem: uma de extremos de engenharia e outra de inquietude e desolação.

A medida que se transcorre o aniversário do desastre e suas consequências, exploramos o passado, o presente e o futuro da arquitetura de Chernobyl traçando o caminho de uma paisagem que ardeu no fogo, mas que ainda pode ressurgir das cinzas.

Reator 4, Chernobyl foi envolvido na maior estrutura metálica móvel do mundo. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/entoropi/35375407185/in/photolist-VU1d6x-ikWQJ1-TsSEwh-9qYCRm-9r6pCQ-5m9uAf-hQxGTt-9qW5dX-9qZ86h-ikXxJp-VGwNBV-9r3mCk-9qW8b4-JnBeTu-JEs1bN-JPwDqi-5m9uKY-VTZpwk-9qW1gt-pquPBw-o5xhEA-o5CtPv-ikXzoX-9qYYe5-9qW5Cv-ViPtB3-a1f2LP-24v4vJn-ikXG5T-ikXae5-ikXbbA-HS2sCx-ikX47f-JFgyt9-ikWQvz-JFuDgD-4JaWEF-9qYUAA-4JaXwp-ikX25w-ikX5uL-9r3dEz-21K4gzj-VLhgQ8-9qZaH1-9qVN4v-9r3vVX-9qYCb9-qVuDsv-9qW9kr'>Flickr user entoropi</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/'>CC BY-NC-ND 2.0</a> O quinto reator inacabado de Chernobyl. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/spoilt_exile/35540029246/in/photolist-W9xWuW-8EJWzQ-8EFKjR-nYASP9-b5mfSF-KaKzfq-JoyU1p-LeqYKQ-db7Rjb-g9sy6Z-eFjTwt-8EJRUJ-9HxbYc-9ChyMP-eFqD41-9r6syY-b5jZX8-8E3Gq8-UBvtEu-eFjVJH-2cMJbu-S1h3Ni-G8UJNf-HbTHda-oDXEJ-SSthoT-JFpB8R-oDXyo-76kFmX-sfX8km-atjDdx-8EJBQm-GbcxvD-GbcuAR-FL67kj-FfKC19-G8UGMb-Gbchbv-25mkvaF-FBeQuK-HgSNsj-8EJX9S-5m9vfu-22Epjzj-fai36Q-8EJP1W-4jMERm-JFuDgD-YYzhkv-eFqCuS'>Flickr user spoilt_exile</a> licensed under <ahref='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>CC BY-SA 2.0</a> Piscina Abandonada, Pripyat. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/22746515@N02/26563907296/in/photolist-GtmYaE-eLaenJ-eeUnTA-SF9h32-Bo4Gq1-7f8nJw-uQ48C-6qxrvs-9BV2oD-HFWifd-6qxqAm-eLaehW-4JEQH3-RX8AcC-SNS9DU-RPNywP-TC6jR6-7FU6vg-D3PFi5-UYXshy-eLaeey-SSsDqz-V3p7Lt-TNWtAx-TNRUWT-TKSjx9-V3se2D-TKVEVC-TKWHey-6w9yh1-TNqymV-TNVDBr-RX6McY-V3r94z-TNpNft-RzXz6U-6jNwgu-TNsYHr-UN3K7h-UQEByr-V3rvgz-UYsKFu-UQKsgt-TKrHko-UMYEZY-9dGEHv-XRsh7D-7f8k5o-XArcfz-UsfA6W'>Flickr user Bert Kaufmann</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/'>CC BY-NC 2.0</a> Parque de Diversões Abandonado, Pripyat. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/thedakotakid/6216419723/in/photolist-atjM1p-9qZbyw-fai36Q-VU1fxr-fahXd9-o1wcX3-Dy5et5-VU1d6x-ikWQJ1-TsSEwh-9qYCRm-9r6pCQ-5m9uAf-hQxGTt-9qW5dX-9qZ86h-ikXxJp-VGwNBV-9r3mCk-9qW8b4-JnBeTu-JEs1bN-JPwDqi-5m9uKY-VTZpwk-9qW1gt-pquPBw-o5xhEA-o5CtPv-ikXzoX-9qYYe5-9qW5Cv-ViPtB3-a1f2LP-24v4vJn-ikXG5T-ikXae5-ikXbbA-HS2sCx-ikX47f-JFgyt9-ikWQvz-JFuDgD-4JaWEF-9qYUAA-4JaXwp-ikX25w-ikX5uL-9r3dEz-21K4gzj'>Flickr user thedakotakid</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>CC BY-SA 2.0</a> + 18

Passado

Reator 1 e 2, Chernobyl. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/pricey/789760160/in/photolist-2cMJbu-S1h3Ni-G8UJNf-HbTHda-oDXEJ-SSthoT-JFpB8R-oDXyo-76kFmX-sfX8km-atjDdx-8EJBQm-GbcxvD-GbcuAR-FL67kj-FfKC19-G8UGMb-Gbchbv-25mkvaF-FBeQuK-HgSNsj-8EJX9S-5m9vfu-22Epjzj-fai36Q-8EJP1W-4jMERm-JFuDgD-YYzhkv-eFqCuS-21dq2oQ-8EFHU8-JNchnk-JHtYnz-eFjvSp-FL5WM1-eFjUo8-9CgDwH-eFjVzX-8EFHHn-db7LuX-FfKyiE-nJ9LMQ-eFjXCe-eFqZwj-eFjXta-GdgVda-JNdWi8-9CgM8z-db7NcT'>Flickr user Chris Price</a> licensed under <ahref='https://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/'>CC BY-ND 2.0</a>
Reator 1 e 2, Chernobyl. Imagem © Flickr user Chris Price licensed under CC BY-ND 2.0
O quinto reator inacabado de Chernobyl. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/spoilt_exile/35540029246/in/photolist-W9xWuW-8EJWzQ-8EFKjR-nYASP9-b5mfSF-KaKzfq-JoyU1p-LeqYKQ-db7Rjb-g9sy6Z-eFjTwt-8EJRUJ-9HxbYc-9ChyMP-eFqD41-9r6syY-b5jZX8-8E3Gq8-UBvtEu-eFjVJH-2cMJbu-S1h3Ni-G8UJNf-HbTHda-oDXEJ-SSthoT-JFpB8R-oDXyo-76kFmX-sfX8km-atjDdx-8EJBQm-GbcxvD-GbcuAR-FL67kj-FfKC19-G8UGMb-Gbchbv-25mkvaF-FBeQuK-HgSNsj-8EJX9S-5m9vfu-22Epjzj-fai36Q-8EJP1W-4jMERm-JFuDgD-YYzhkv-eFqCuS'>Flickr user spoilt_exile</a> licensed under <ahref='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>CC BY-SA 2.0</a>
O quinto reator inacabado de Chernobyl. Imagem © Flickr user spoilt_exile licensed under CC BY-SA 2.0

A central nuclear de Chernobyl, conhecida como a V.I. Lenin Nuclear Power Plant, durante a era soviética, foi construída entre 1970 e 1977 e estava situada a 90 km ao norte da capital da ucrânia, Kiev. Ela foi a primeira usina nuclear construída no país e incluía quatro reatores nucleares. Os planos para os outros dois reatores foram abandonados longo após o desastre de 1986.

Pripyat Abandonada. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/rapidtravelchai/13511309464/in/photolist-4QyBbS-hx7pa4-4Quo3Z-5dRKB7-Jnwntu-24wnxKp-E391AK-UAm2R9-23rxESb-mzWZzs-24wm1BK-24smu7E-24sjH7b-ESbcer-6Ghkma-VhC7ky-23rwN7d-Gozy49-21Lnsdb-ES97TX-ES8oLF-GoAxhs-23a6hYF-24smYq3-23a4FWD'>Flickr user rapidtravelchai</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/'>CC BY 2.0</a>
Pripyat Abandonada. Imagem © Flickr user rapidtravelchai licensed under CC BY 2.0
Escola Abandonada, Pripyat. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/henrik_larsson/5532945931/in/photolist-9qVN4v-9r3vVX-VC8b5Y-9qYCb9-9qW9kr-UFmKCW-GjhA6K-9qYTYA-4xkQpJ-9qW5Yr-9r3efV-21aShpw-b5kdJM-b5kCW6-9zB4Rv-JoyxWg-nMrm1v-Jow2Fm-9r3g9z-g9rGUb-22yPnEA-9CgDYX-9qVSwk-UAm1fJ-9qZd4W-9qVMKH-FH96jR-VEKZTm-UJc4gn-25kKcP7-5dMBgF-Higje3-nJa79q-9qVSJ8-9qW8tx-229e1cb-48F4cW-hx5E4P-nLGrph-9qYBad-23VXw32-9qVZW2-VU1fxr-VGwNBV-QLmePi-9r3frR-g9rTVQ-22CdtMb-5dLVbV-GjB4AP'>Flickr user henrik_larsson</a> licensed under <ahref='https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/'>CC BY-NC-ND 2.0</a>
Escola Abandonada, Pripyat. Imagem © Flickr user henrik_larsson licensed under CC BY-NC-ND 2.0

Em conjunto com a construção da central, deu-se também o estabelecimento da cidade de Pripyat, construída para abrigar os trabalhadores e famílias de Chernobyl. Pripyat continha mais 13 mil apartamentos, quase 100 escolas, um hospital e um centro administrativo central familiar para muitos planejamentos urbanos soviéticos. 

A cidade possuía marcas da arquitetura modernista soviética, otimizada pelos 160 grandes blocos de apartamentos pré-fabricados da cidade, financiados pelo Estado. Genericamente, o concreto recebia floreios e cores como os vitrais do cinema de Prometheus, que projetavam formas únicas de luz em fachadas incolores, ou o muito fotografado parque de diversões. Após o desastre de 1986, a cidade foi evacuada e permanece vazia até hoje.

Presente

A Cúpula Metal do Reator 4 em construção. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/paszczak000/9248954551/in/photolist-f6iiXD-bKBX6P-4wbCtE-21sgdUj-VPmnAW-Gj8DNx-9qYKBE-9qYYJq-5VxXKU-hx7nDi-cdcwih-8EFvKT-9qZ86h-eLaenJ-VC8PSb-GqC2d-9r3mCk-9qW1gt-Gj6N2R-HRVCTq-hx59x3-FFuwgX-9qVQNT-UJbxjD-5dMy7t-VEL73L-9qYYe5-hNRaLg-VGwtMF-ZaZySd-VLhgQ8-Zbrutb-22voGw1-9r3bnD-2HnUQt-4JAAkM-9qVFNn-9qZaH1-9qVHCg-9qW4BM-9qVN4v-9r3vVX-VC8b5Y-9qYCb9-9qW9kr-UFmKCW-GjhA6K-9qYTYA-4xkQpJ-9qW5Yr'>Flickr user paszczak000</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>CC BY-SA 2.0</a>
A Cúpula Metal do Reator 4 em construção. Imagem © Flickr user paszczak000 licensed under CC BY-SA 2.0
Reator 4, Chernobyl foi envolvido na maior estrutura metálica móvel do mundo. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/entoropi/35375407185/in/photolist-VU1d6x-ikWQJ1-TsSEwh-9qYCRm-9r6pCQ-5m9uAf-hQxGTt-9qW5dX-9qZ86h-ikXxJp-VGwNBV-9r3mCk-9qW8b4-JnBeTu-JEs1bN-JPwDqi-5m9uKY-VTZpwk-9qW1gt-pquPBw-o5xhEA-o5CtPv-ikXzoX-9qYYe5-9qW5Cv-ViPtB3-a1f2LP-24v4vJn-ikXG5T-ikXae5-ikXbbA-HS2sCx-ikX47f-JFgyt9-ikWQvz-JFuDgD-4JaWEF-9qYUAA-4JaXwp-ikX25w-ikX5uL-9r3dEz-21K4gzj-VLhgQ8-9qZaH1-9qVN4v-9r3vVX-9qYCb9-qVuDsv-9qW9kr'>Flickr user entoropi</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/'>CC BY-NC-ND 2.0</a>
Reator 4, Chernobyl foi envolvido na maior estrutura metálica móvel do mundo. Imagem © Flickr user entoropi licensed under CC BY-NC-ND 2.0

O passar dos anos resultou em duas diferentes leituras da paisagem urbana em Chernobyl e Pripyat. Em Chernobyl, um esforço para conter o reator nuclear danificado resultou na construção de uma das maiores estruturas de metal móvel do mundo. Conhecido como "New Safe Confinement", a estrutura é suficientemente longa para abrigar a Estátua da Liberdade, ou dois Boeings 777 de começo ao fim. A estrutura de arqueada de aço foi movida na posição acima do terreno com a ajuda de macacos hidráulicos montados nas proximidades. O projeto, quase inteiramente sem precedentes, custou mais de 1.7 bilhões de dólares e foi finalizado em 2016.

Pripyat sendo tomada pela natureza. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/entoropi/35375407185/in/photolist-VU1d6x-ikWQJ1-TsSEwh-9qYCRm-9r6pCQ-5m9uAf-hQxGTt-9qW5dX-9qZ86h-ikXxJp-VGwNBV-9r3mCk-9qW8b4-JnBeTu-JEs1bN-JPwDqi-5m9uKY-VTZpwk-9qW1gt-pquPBw-o5xhEA-o5CtPv-ikXzoX-9qYYe5-9qW5Cv-ViPtB3-a1f2LP-24v4vJn-ikXG5T-ikXae5-ikXbbA-HS2sCx-ikX47f-JFgyt9-ikWQvz-JFuDgD-4JaWEF-9qYUAA-4JaXwp-ikX25w-ikX5uL-9r3dEz-21K4gzj-VLhgQ8-9qZaH1-9qVN4v-9r3vVX-9qYCb9-qVuDsv-9qW9kr'>Flickr user entoropi</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/'>CC BY-NC-ND 2.0</a>
Pripyat sendo tomada pela natureza. Imagem © Flickr user entoropi licensed under CC BY-NC-ND 2.0
Piscina Abandonada, Pripyat. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/22746515@N02/26563907296/in/photolist-GtmYaE-eLaenJ-eeUnTA-SF9h32-Bo4Gq1-7f8nJw-uQ48C-6qxrvs-9BV2oD-HFWifd-6qxqAm-eLaehW-4JEQH3-RX8AcC-SNS9DU-RPNywP-TC6jR6-7FU6vg-D3PFi5-UYXshy-eLaeey-SSsDqz-V3p7Lt-TNWtAx-TNRUWT-TKSjx9-V3se2D-TKVEVC-TKWHey-6w9yh1-TNqymV-TNVDBr-RX6McY-V3r94z-TNpNft-RzXz6U-6jNwgu-TNsYHr-UN3K7h-UQEByr-V3rvgz-UYsKFu-UQKsgt-TKrHko-UMYEZY-9dGEHv-XRsh7D-7f8k5o-XArcfz-UsfA6W'>Flickr user Bert Kaufmann</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/'>CC BY-NC 2.0</a>
Piscina Abandonada, Pripyat. Imagem © Flickr user Bert Kaufmann licensed under CC BY-NC 2.0

A leitura arquitetônica atual sobre o terreno nuclear pode significar os limites que a humanidade deve ter para conter seus próprios erros. Entretanto, a cidade de Pripyat demonstra um contraponto; os efeitos do abandono humano total. Congelada no tempo por 30 anos, as paisagens urbanas e naturais se entrelaçaram. As edificações foram consumidas por gramas e árvores absorvendo a radiação do solo, enquanto a única evidencia da interface humana está manifestada no grafite e na depreciação dos vidros e cabos metálicos. Hoje em dia, a cidade se tornou o foco de uma grande intriga pública, já que as imagens da cidade abandonada percorreram o mundo por meio de programas de televisão e exploradores urbanos.

Futuro

O desastre nuclear de 1986 tornou a paisagem circundante muito perigosa para a habitação humana e agricultura. Entretanto, o futuro de Chernobyl carrega otimismo e renovação. O local que uma vez recebeu a primeira usina nuclear da Ucrânia logo receberá a primeira usina de energia solar.

Somente 100 metros do epicentro do desastre e da cúpula de aço, mais de 3.800 painéis solares foram instalados na base de concreto. A usina irá utilizar algumas das antigas infraestruturas nucleares, operadas remotamente desde a Alemanha para minimizar a interação humana com reator danificado, ainda perigoso. Enquanto tiver operando, a usina abastecerá 200 residências, com planos para produzir mais eletricidade do que o antigo reator 4.

Parque de Diversões Abandonado, Pripyat. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/dalriada/27989112662/in/photolist-JDiw4Y-9WwDcY-4KfJg-a7jEq1-aprSQD-7f8pjS-bKAuMM-db7UGc-4KggE-a7giza-e19tPi-apuK91-a7jigY-KaKA5w-gF5VTd-a1gAwq-4KftH-F6Bz5L-bVQA4R-YdiMVM-apqUkB-JowGdS-4crU6w-euX1iB-4fFBcd-QuzcKA-ovJTLx-cdcLsA-EcqqNy-Mgz64c-ovZiUW-GbphVh-JowsKj-GncWbm-FS3oFt-VTrFd1-W9xWuW-eLae9o-TifWyf-6mTtRv-GtmYaE-eLaenJ-eeUnTA-SF9h32-Bo4Gq1-7f8nJw-uQ48C-6qxrvs-9BV2oD-HFWifd'>Flickr user dalriada</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/'>CC BY 2.0</a>
Parque de Diversões Abandonado, Pripyat. Imagem © Flickr user dalriada licensed under CC BY 2.0
Escola Abandonada, Pripyat. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/uwebrodrecht/34005221443/in/photolist-TNVDBr-RX6McY-V3r94z-TNpNft-RzXz6U-6jNwgu-TNsYHr-UN3K7h-UQEByr-V3rvgz-UYsKFu-UQKsgt-TKrHko-UMYEZY-9dGEHv-XRsh7D-7f8k5o-XArcfz-UsfA6W-eLaegd-9BXY79-9dKNcL-7BLWaX-UMYKJs-Usj3Lo-UrQfro-UYUARy-TKVCKW-UQKkve-TKYNVQ-TNTpfK-TNoNet-UME6nd-UsggQf-TKYo6E-UYRxjj-TNWnXi-UYuC39-V3mkr4-UYXDVJ-TNVWox-UQL3M2-TKSeFA-V2YTDp-TKw9fq-UN4uJN-TKZap5-UQD8HP-UYtx3w-UYrWaN'>Flickr user uwebrodrecht</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>CC BY-SA 2.0</a>
Escola Abandonada, Pripyat. Imagem © Flickr user uwebrodrecht licensed under CC BY-SA 2.0

Enquanto isso, a cidade de Pripyat está crescendo em popularidade como um ponto turístico, com visitas guiadas à arquitetura em ruínas da cidade, oferecendo aos espectadores um salto no tempo, por um máximo de duas horas por visita. Aqui, a beleza do abandono é derivada tanto de marcos arquitetônicos como a roda-gigante do parque de diversões, até detalhes como máscaras de gás espalhadas pelo chão da sala de aula.

Escola Abandonada, Pripyat. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/donmaedi/26461204149/in/photolist-GjhA6K-9qYTYA-4xkQpJ-9qW5Yr-9r3efV-21aShpw-b5kdJM-b5kCW6-9zB4Rv-JoyxWg-nMrm1v-Jow2Fm-9r3g9z-g9rGUb-22yPnEA-9CgDYX-9qVSwk-UAm1fJ-9qZd4W-9qVMKH-FH96jR-VEKZTm-UJc4gn-25kKcP7-5dMBgF-Higje3-nJa79q-9qVSJ8-9qW8tx-229e1cb-48F4cW-hx5E4P-nLGrph-9qYBad-23VXw32-9qVZW2-VU1fxr-VGwNBV-QLmePi-9r3frR-g9rTVQ-22CdtMb-5dLVbV-GjB4AP-25cfT1j-VhBQUd-nDm5RN-D8w6WQ-g9sasT-atno21'>Flickr user donmaedi</a> licensed under <ahref='https://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/'>CC BY-ND 2.0</a>
Escola Abandonada, Pripyat. Imagem © Flickr user donmaedi licensed under CC BY-ND 2.0
Casa de Barco Abandonada, Pripyat. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/22746515@N02/26563907296/in/photolist-GtmYaE-eLaenJ-eeUnTA-SF9h32-Bo4Gq1-7f8nJw-uQ48C-6qxrvs-9BV2oD-HFWifd-6qxqAm-eLaehW-4JEQH3-RX8AcC-SNS9DU-RPNywP-TC6jR6-7FU6vg-D3PFi5-UYXshy-eLaeey-SSsDqz-V3p7Lt-TNWtAx-TNRUWT-TKSjx9-V3se2D-TKVEVC-TKWHey-6w9yh1-TNqymV-TNVDBr-RX6McY-V3r94z-TNpNft-RzXz6U-6jNwgu-TNsYHr-UN3K7h-UQEByr-V3rvgz-UYsKFu-UQKsgt-TKrHko-UMYEZY-9dGEHv-XRsh7D-7f8k5o-XArcfz-UsfA6W'>Flickr user Bert Kaufmann</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/'>CC BY-NC 2.0</a>
Casa de Barco Abandonada, Pripyat. Imagem © Flickr user Bert Kaufmann licensed under CC BY-NC 2.0

A jornada de Chernobyl, passado, presente e futuro, incorpora uma narrativa política e social mais ampla. Ela operou no auge de uma das mais intensas crises políticas do século XX, e foi o resultado de um impulso determinado por duas ideologias opostas para demonstrar a superioridade tecnológica e arquitetônica.

Com o desastre de 1986, sem dúvida o acidente nuclear mais infame da história, o colapso e o abandono de Chernobyl logo seriam seguidos pelo colapso da ideologia política que a criou. O gigantesco empreendimento arquitetônico necessário para conter o local perigoso destaca tanto a força quanto a fraqueza da tecnologia moderna.

Pripyat sendo tomada pela natureza. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/mattwpbs/27821935834/in/photolist-JowGdS-4crU6w-euX1iB-4fFBcd-QuzcKA-ovJTLx-cdcLsA-EcqqNy-Mgz64c-ovZiUW-GbphVh-JowsKj-GncWbm-FS3oFt-VTrFd1-W9xWuW-eLae9o-TifWyf-6mTtRv-GtmYaE-eLaenJ-eeUnTA-SF9h32-Bo4Gq1-7f8nJw-uQ48C-6qxrvs-9BV2oD-HFWifd-6qxqAm-eLaehW-4JEQH3-RX8AcC-SNS9DU-RPNywP-TC6jR6-7FU6vg-D3PFi5-UYXshy-eLaeey-SSsDqz-V3p7Lt-TNWtAx-TNRUWT-TKSjx9-V3se2D-TKVEVC-TKWHey-6w9yh1-TNqymV'>Flickr user mattwpbs</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/'>CC BY-NC 2.0</a>
Pripyat sendo tomada pela natureza. Imagem © Flickr user mattwpbs licensed under CC BY-NC 2.0

No entanto, o renascimento da usina nuclear de Chernobyl como produtor de energia solar representa uma narrativa positiva tanto para a arquitetura quanto para a humanidade: um impulso contínuo para o progresso, o avanço e o renascimento.

Seja refletindo sobre o passado, presente ou futuro, o nome “Chernobyl” e a arquitetura que a incorpora continuarão a capturar nossa imaginação nas próximas décadas.

Via: BBC, CNN, IBT, Futurism

6 Structures Designed to Save Humanity From Itself

On April 26th 1986, the Chernobyl Nuclear Power Plant in the city of Pripyat in northern Ukraine suffered a catastrophic failure, resulting in a nuclear meltdown and a series of explosions which scattered radioactive material across large areas of Ukraine, Belarus and Russia.

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Sobre este autor
Niall Patrick Walsh
Autor
Cita: Walsh, Niall. "A arquitetura de Chernobyl: passado, presente e futuro" [The Architecture of Chernobyl: Past, Present, and Future] 03 Mai 2018. ArchDaily Brasil. (Trad. Sbeghen Ghisleni, Camila) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/893607/a-arquitetura-de-chernobyl-passado-presente-e-futuro> ISSN 0719-8906