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Ruínas Arquitetônicas: O mais recente de arquitetura e notícia

Fascínio e repulsa pela estética do abandono

Foto © Romain Veillon
Foto © Romain Veillon

As mãos seguram o peso do corpo inteiro, sentindo em sua membrana fina a textura áspera da argamassa não rebocada. Mesmo com todo corpo estirado contra o muro ainda assim não era possível ver o que havia por trás dele. O suor, num misto de adrenalina e calor, escorria por entre as têmporas indicando a movimentação para um esforço final, um derradeiro impulso antes da queda iminente que, por alguns segundos, permitiu ultrapassar a última fiada. Abriu-se, então, o campo de visão para um mundo fragmentado, desconexo e estranhamente livre. Uma potência urbana que se deixava estrangular pelo alento da vegetação tropical enquanto era consumida pelo abandono em meio a cidade ativa e dinâmica.

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Reconstruindo a Somália a partir de ruínas

Reconstruir vidas também significa reconstruir os espaços onde as pessoas vivem, e é aqui que entra o arquiteto ítalo-somali, Omar Degan.

“É verdade que a arquitetura e o design desempenham um papel fundamental na vida das pessoas, e em particular, elas são mais importantes ainda quando se trata de reconstruir um país”, diz Degan.

A arquitetura de Chernobyl: passado, presente e futuro

Parque de Diversões Abandonado, Pripyat. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/oinkylicious/2329332355/in/photolist-4xQrmF-Zy21ao-Kk1D9g-Gb2HP2-Gbd54x-JowQgL-Gbd2dH-kmncdm-HhH4ar-vjHaG4-UEr5H6-a18skw-4Jfgyq-a15xDt-b8aKqR-79Cs8L-7f8k5o-6mTumV-AchudK-nMskBH-21Paa6J-YtFY7A-Zym38a-GqNxX-Zu4Rj7-Zvy49y-o4Cvtz-GvJskr-Zvy4ZV-a18r3j-nMrmxp-22mw4E4-a18sfj-9pfhyd-a18srJ-6mTu12-8AFucS-6mTu6v-6mXBWu-a18q1b-6mXBNJ-a18rMf-a15AuP-a15Aor-aR4JPT-CJcGwg-d7Z5uq-GqPr6-GqKb1-a15B3P'>Flickr user oinkylicious</a> licensed under <a href=' https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/'>CC BY-NC-ND 2.0</a>
Parque de Diversões Abandonado, Pripyat. Imagem © Flickr user oinkylicious licensed under CC BY-NC-ND 2.0

No dia 26 de abril completou-se 32 anos do desastre nuclear de Chernobyl ocorrido em 1986, com a explosão do Reator 4 da usina nuclear na Ucrânia, causando a morte direta de 31 pessoas, a dispersão de nuvens radioativas pela Europa e o desmantelamento efetivo de 30 km de terras em todas as direções desde o centro da explosão. Trinta e dois anos mais tarde forma-se uma leitura dual da paisagem: uma de extremos de engenharia e outra de inquietude e desolação.

A medida que se transcorre o aniversário do desastre e suas consequências, exploramos o passado, o presente e o futuro da arquitetura de Chernobyl traçando o caminho de uma paisagem que ardeu no fogo, mas que ainda pode ressurgir das cinzas.

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