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Jektvik: O mais recente de arquitetura e notícia

Em trânsito: infraestruturas viárias de grande escala vistas de cima

Vivemos em um emaranhado de fluxos – de capital, de informação, de tecnologia, de imagens, de estruturas, um constante ímpeto pelo movimento que domina todas as esferas da nossa vivência. As grandes infraestruturas viárias aqui apresentadas são frutos desse poderoso desejo de movimento que, por muitos anos foi também sinônimo desenvolvimento, como o retratado em Fausto, célebre personagem goethiano, na sua defesa pela eterna caminhada rumo ao (falso) sentido de progresso.

Destes emaranhados de concreto e aço, com múltiplos níveis em diferentes direções, um caos geometricamente organizado emerge rasgando as tramas urbanas na busca incessante por priorizar os fluxos com menor impedimento e maior capacidade possível.  

Houston, Texas. Created by @dailyoverview, source imagery: @nearmap New Orleans, Louisiana. Created by @benjaminrgrant, source imagery: @nearmapJacksonville, Florida. Created by @benjaminrgrant, source imagery: @digitalglobeLos Angeles, Califórnia. Created by @dailyoverview, source imagery: @nearmap+ 12

Mais estradas, mais problemas: como solucionar o problema do trânsito nas grandes cidades

Todos os países do mundo enfrentam problemas de mobilidade. Muitos destes entraves têm a ver com a própria infra-estrutura disponível mas, construir mais estradas nem sempre resultará em melhores índices de mobilidade urbana. Nos Estados Unidos, algumas cidades ficaram famosas por seus congestionamentos quilométricos, como Los Angeles, Minneapolis e Atlanta, cidades onde a relação entre quilômetros de infra-estrutura viária por habitante está na ordem de 8 para 1.000. Isso também tem a ver com a forma que o transporte público opera nestas cidades, onde os sistemas de mobilidade urbana são os menos eficientes. Então, por que continuamos a construir estradas cada vez maiores, mais largas e mais rápidas e como isso afeta os congestionamentos nas cidades?

Tubos de concreto transformados em elementos de arquitetura e espaços de estar

As infraestruturas urbanas permitem proporcionar conforto aos habitantes e mitigam possíveis riscos de desastres, como os alagamentos. As subterrâneas, especificamente, retiram dos nossos olhos os sistemas urbanos e configuram-se como verdadeiros labirintos sob as ruas. Distribuição de água potável, drenagem urbana, esgoto, e até fiação elétrica e fibra óptica em alguns casos, passam sob nossos pés sem que nos damos conta. Para tal, a indústria desenvolveu há cerca de 100 anos peças pré-moldadas de concreto que proporcionam rapidez construtiva, resistência adequada aos esforços e, principalmente, ao tempo. Tubulações de concreto de seção circular, nos mais diversos diâmetros, talvez sejam os condutos mais utilizados e são onipresentes no mundo. Mas há quem também use essas estruturas aparentes, em criativos usos arquitetônicos.

Metrô de Fortaleza - Ramal Parangaba-Mucuripe / Fernandes Arquitetos Associados

© Pedro Mascaro© Pedro Mascaro© Pedro Mascaro© Pedro Mascaro+ 42

  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  10608
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2012
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes: Arkos Brasil, AutoDesk, Deca, Docolo, Dânica, +1

Castelos d'água: infraestruturas icônicas, oportunidades desperdiçadas

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Sou relativamente novo na região Centro-Oeste dos EUA e, de todos os elementos que chamaram minha atenção, destacam-se os castelos d'água ou reservatórios elevados. Em meu estado natal, Minnesota, eles estão por toda parte. Essas maravilhas da engenharia têm mais de 45 m de altura e assumem todos os tipos de formas e proezas metalúrgicas, desde um tanque de armazenamento elevado (pedesphere) até estruturas com colunas caneladas para os tanques esferoidais e elipsoidais. Como diz a lenda, estes objetos foram alvos de tiros frenéticos durante a transmissão de Orson Welles em "Guerra dos Mundos". Posso afirmar que, ao chegar o crepúsculo do dia, essas torres com diversos apoios – ou, melhor, silhuetas – podem parecer de outro mundo.

ONG leva banheiros secos ao nordeste brasileiro

De acordo com a Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento de 2018, 25,8% da população nordestina não têm acesso à água e 72% dos nordestinos não têm acesso à rede de esgoto. “Agora me diz, como eu faço pra ter um banheiro em casa nessas condições?”. Essa era a pergunta que tirava o sono e a tranquilidade de Vera.

Vera mora na pequena comunidade de Riacho das Almas (PE) e sua história se assemelha a de milhares de famílias que vivem na zona rural do semiárido nordestino. Onde o acesso a água é escasso e o esgotamento sanitário é praticamente inexistente, o uso de banheiros tradicionais, com torneira, chuveiro e descarga d’água, é incomum na região. Por conta disso, famílias como a de Vera e tantas outras utilizam espaços improvisados ao ar livre para suas necessidades: o banheiro de aveloz.

Para além da escala humana: ecossistemas, migrações e paisagens desumanizadas

A escala humana na arquitetura abrange desde dimensões físicas de um determinado edifício ou ambiente construído até a percepção ou experiência do espaço por meio dos sentidos. Portanto, a escala humana pode ser entendida como um parâmetro que surge do confrontamento entre o nosso corpo e o ambiente no qual estamos inseridos. Entretanto, à medida que passamos a observar a arquitetura para além da escala humana, onde a ergonometria já não mais desempenha um papel primordial na concepção do espaço e seus componentes, nos deparamos com uma série de novas tipologias arquitetônicas, as quais nos permitem refletir e repensar a maneira como concebemos nossos edifícios e espaços urbanos.

Dairy Farms & Greenhouses | Automated Landscapes. Imagem © Johannes SchwartzCaribou Pivot Stations. Imagem Cortesia de Lateral OfficeTurning Dunes into Architecture. Imagem Cortesia de Magnus LarssonData Center. Imagem Cortesia de Intel+ 13

Maior túnel submerso do mundo para trens e carros conectará Alemanha e Dinamarca

O projeto para o túnel ferroviário e rodoviário submerso mais longo do mundo, conhecido como Fehmarnbelt link, recebeu aprovação das autoridades. A infraestrutura de 18 km, a mais longa de seu tipo, conectará a região de Lolland Falster da Dinamarca à região de Schleswig Holstein da Alemanha através do Mar Báltico, reduzindo o tempo de viagem entre os dois países para apenas 10 minutos de carro e sete minutos de trem.

Cortesia de Femern A/SCortesia de Femern A/SCortesia de Femern A/SCortesia de Femern A/S+ 8

Mobilidade em Florianópolis: em direção à ressignificação das ruas

Uma cidade é um espaço compartilhado onde cada indivíduo busca a realização de seus desejos e objetivos. As ruas, calçadas e espaços públicos permitem o encontro e o contato entre os diversos, fortalecendo o senso de comunidade. A mobilidade urbana tem papel fundamental no desenvolvimento social e econômico das cidades, especialmente na qualidade de vida dos cidadãos. Não se trata apenas de transporte, mas da forma pela qual as pessoas se deslocam na cidade, interferindo no tempo e energia utilizados pelos cidadãos e, também, na migração, na comunicação, na formação das redes sociais pessoais, nos fluxos de tráfego, na habitação, na saúde e na distribuição espacial dos mais diversos locais de interesse. Segundo Ole B. Jensen, “cidades e lugares contemporâneos são definidos pela mobilidade e por seus fluxos.”

Ponte de Moisés / RO&AD Architecten

Courtesy of RO&AD ArchitectenCourtesy of RO&AD ArchitectenCourtesy of RO&AD ArchitectenCourtesy of RO&AD Architecten+ 15

  • Arquitetos: RO&AD Architecten
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  50
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes: Municipality of Bergen op Zoom, Accoya

Passarela Paleisbrug / Benthem Crouwel Architects

© Jannes Linders© Jannes Linders© Jannes Linders© Jannes Linders+ 21

's-Hertogenbosch, Países Baixos
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  2500
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2015
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes: Mohringer Liften

Usina Hidrelétrica de Belo Monte: a desterritorializacão dos ribeirinhos do Rio Xingu

A Usina Hidrelétrica Belo Monte, quarta maior hidrelétrica do mundo e 100% brasileira foi inaugurada em novembro de 2019 na bacia do Rio Xingu, no norte do Pará. O projeto da obra, operado pelo Consórcio Norte Energia S.A. estava inserido no PAC (Plano de Aceleração de Crescimento) – programa do governo federal estabelecido em 2007 que visa à implementação de grandes obras de infraestrutura a fim de alavancar o desenvolvimento nacional analogamente a planos anteriores existentes.

17 Estações intermodais que mesclam projeto de transporte e infraestrutura urbana

Um dos cernes do pensamento urbanístico é, e foi historicamente, o planejamento dos grandes equipamentos e infraestruturas de transporte nas cidades. Esses são projetos que lidam com uma diversidade de aspectos de um programa que, em geral, responde a demandas coletivas no espaço público, e por isso costumam ser construções de grande escala para amparar grandes fluxos de circulação e funcionar como verdadeiros articuladores das formas de se deslocar no espaço urbano.

MVRDV e Airbus apresentam projeto inovador que pretende transformar a mobilidade urbana de nossas cidades

Em parceria com a Airbus, a Bauhaus Luftfahrt, a ETH Zurich e a Systra, o MVRDV está desenvolvendo um projeto piloto para a Urban Air Mobility (UAM), uma iniciativa voltada a criação de um sistema de transporte aéreo seguro e eficiente que pretende transformar para sempre o mercado de transporte de bens e pessoas em nosso planeta. Como a culminação de uma extensa pesquisa, a Urban Air Mobility é uma iniciativa que pretende dar forma a um novo conceito de mobilidade urbana.

Cortesia de MVRDVCortesia de MVRDVCortesia de MVRDVCortesia de MVRDV+ 18

Como garantir que nossas cidades tenham futuro? 4 iniciativas para aumentar a resiliência

Nossas cidades, vulneráveis por natureza e desenho, geraram o maior desafio que a humanidade precisa enfrentar. Com a expectativa de que a grande maioria da população se estabeleça em aglomerações urbanas, a rápida urbanização levantará a questão da adaptabilidade à futuras transformações sociais, ambientais, tecnológicas e econômicas.

De fato, a principal problemática da década questiona como nossas cidades irão lidar com fatores que mudam rapidamente. Ela também analisa os aspectos mais importantes a serem considerados para garantir o crescimento a longo prazo. Neste artigo, destacamos os principais pontos que ajudam a proteger nossas cidades no futuro criando um tecido habitável, inclusivo e competitivo que se adapta a qualquer transformação futura inesperada.

Infraestrutura natural pode evitar desastres como as enchentes de Minas Gerais e São Paulo

As recentes enchentes em Belo Horizonte e em outras cidades mineiras assustaram a população. Vídeos mostrando a força das águas arrastando carros e derrubando estruturas impressionaram todo o país. O estado de alerta não se resumiu a Minas Gerais. Grande parte do Sudeste enfrentou fortes chuvas, provocando grandes transtornos. No Espírito Santo, por exemplo, mais de 5 mil pessoas tiveram que deixar suas casas, e São Paulo entrou em estado de atenção por alagamentos. Enquanto isso, no Rio, uma situação envolvendo algas nos mananciais provocou o contrário: crise de água causada pela qualidade da água que chegava à torneira das pessoas.

Porto Terrestre Mariposa / Jones Studio

© Bill Timmerman © Bill Timmerman © Bill Timmerman © Bill Timmerman + 6

  • Arquitetos: Jones Studio
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  10750
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2014
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes: Lutron, SONOS

O que a Roma Antiga tem para ensinar às metrópoles brasileiras?

Metrópole é uma palavra derivada do grego metropolis, união de meter (mãe ou ventre) e polis (cidade). Assim, a metrópole é a cidade mãe, a mais importante dentro de um contexto em que várias cidades estão interligadas, de forma que uma depende da outra para exercer as suas atividades de forma plena. Na maioria dos casos, temos conurbações entre vários aglomerados urbanos nas metrópoles.