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A escala humana na arquitetura abrange desde dimensões físicas de um determinado edifício ou ambiente construído até a percepção ou experiência do espaço por meio dos sentidos. Portanto, a escala humana pode ser entendida como um parâmetro que surge do confrontamento entre o nosso corpo e o ambiente no qual estamos inseridos. Entretanto, à medida que passamos a observar a arquitetura para além da escala humana, onde a ergonometria já não mais desempenha um papel primordial na concepção do espaço e seus componentes, nos deparamos com uma série de novas tipologias arquitetônicas, as quais nos permitem refletir e repensar a maneira como concebemos nossos edifícios e espaços urbanos. Ao longo dos últimos anos, disciplinas como a arquitetura, o urbanismo e o paisagismo, têm começado a lidar com uma série de conceitos espaciais  emergentes, principalmente aqueles relacionados à chamada “ecologia performativa”. Diferentemente dos ambientes construídos mais tradicionais, onde nos situamos a partir de uma experiência corpórea e portanto, física do espaço, ecologias performativas ou performáticas, prescindem de qualquer limite físico. Como espaços arquitetônicos “inteligentes” capazes de dialogar conosco através de uma interface já não mais apenas física, estas ecologias nos permitem imergir em vários territórios distintos, engendrando complexos sistemas de escalas para além daquela humana. Neste contexto, ecologias também afetam a maneira como percebemos e nos relacionamos com a paisagem natural e o meio ambiente. Como consequências disso, arquitetos e arquitetas têm se dedicado com cada vez mais intensidade à exploração de projetos de edifícios e espaços onde a escala humana—aparentemente—já não mais desempenha um papel fundamental. Veja mais Veja a descrição completa
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