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Desenho Urbano: O mais recente de arquitetura e notícia

Guia de desenho urbano de ruas: Uma nova proposta pensada nas pessoas

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Dezesseis cidades estadunidenses estão agrupadas no NACTO, uma organização que busca melhorar o transporte, público ou privado, e o desenho das ruas para que estas se foquem nas necessidades reais das pessoas.

Para conseguir isso, acabam de lançar o “Guia de Desenho Urbano de Ruas”, um documento que apresenta ferramentas e técnicas para fazer cidades com ruas mais habitáveis, seguras e mais atrativas em termos comerciais. Por isso, o guia funciona como um roteiro para que outras cidades possam implementar estratégias que já tem dado certo.

O guia trata de seis temas: Ruas, Intersecções, Elementos de Desenho de Ruas, Elementos de Desenho de Intersecções, Estratégias de Desenho Provisórias e Controles de Desenho:

Desenho ativo: fazendo a experiência da calçada

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O departamento de Planejamento da Cidade de Nova York publicou recentemente dois documentos sobre o desenho ativo nas calçadas e outras vias. Ambos apresentam a obra não a partir daqueles que a constroem, mas aqueles que realmente a utilizam. É centrado no ponto de vista do pedestre, ou seja, se priorizou a pessoa que habita e experimenta a calçada. Em “Desenho Ativo: Fazendo a experiência da calçada”, foi utilizado o marco conceitual da “sala de calçada” para lidar com a complexidade das políticas urbanas, os usuários e a forma física da configuração da experiência dos pedestres neste espaço público.

Diller Scofidio + Renfro vence competição Zaryadye Park

O Instituto Strelka anunciou o resultado da competição internacional para o Zaryadye Park, primeiro parque construído em Moscou nos últimos 50 anos. O escritório vencedor é Diller Scofidio + Renfro.

O consórcio liderado pelo estúdio novaiorquino venceu uma impressionante lista de finalistas. TPO Reserve, da Rússia, ficou com o segundo lugar, e o escritório holandês MVRDV em terceiro.

Zaryadye Park, 13 acres de terra a apenas um minuto de caminhada do Kremlin e da Praça Vermelha, deverá "projetar uma nova imagem de Moscou e da Rússia para o mundo". Veja a proposta vencedora de Diller Scofidio + Renfro para o mais novo espaço público de Moscou, a seguir...

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"A Country of Cities": um manifesto para uma América urbana

A Escola de Arquitetura, Planejamento e Preservação da Universidade de Columbia (GSAPP) abrigou recentemente o tão esperado evento que recebeu acadêmicos e profissionais respeitados da arquitetura e do mercado imobiliário. Vishaan Chakrabarti, sócio do escritório SHoP Architects e diretor do Center for Urban Real Estate de Colúmbia, palestrou sobre seu novo livro A Country of Cities: A Manifesto for an Urban America (Um País de Cidades: Um Manifesto para uma América Urbana).

Após vinte minutos de palestra, uma lista de reconhecidos arquitetos e historiadores - que inclui Kenneth Frampton, Gwendolyn Wright, Bernard Tschumi, Laurie Hawkinson e Reinhold Martin - discutiram o trabalho de Chakrabarti.

Avaliação comparativa de trafegabilidade em cidades globais

Vivemos em um mundo que se urbaniza a uma taxa surpreendente: há 100 anos, somente 20% das pessoas vivia na cidade, em 2010, mais da metade da população mundial vivia em áreas urbanas, e para 2050, espera-se que a cifra aumente para 70%. Conforme estas megacidades se tornam mais densas e superlotadas, seus sistemas de transporte lutam para enfrentar a enorme quantidade de pessoas se deslocando. Por isso, muitas cidades ao redor do mundo estão começando a despertar para o fato de que precisarão ser transitáveis e incentivar o uso da bicicleta, para simplesmente poder funcionar no futuro..

Mais detalhes a seguir.

Como trazer as cidades-fantasma da China de volta à vida

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Neste artigo, publicado originalmente no blog Point of View da revista Metropolis como "The Real Problem with China's Ghost Towns", o autor Peter Calthorpe explica os problemas dessas cidades, prevê o seu futuro sombrio e explora como o planejamento cuidadoso por trás da cidade de Chenggong poderia oferecer uma alternativa mais sustentável.

Nós todos vimos os relatórios sobre a evolução das “cidades-fantasma” na China, mostrando áreas imensas de arranhas céus e shopping centers vazios. Estas cidades estéreis parecem particularmente irônicas em um país onde planeja-se mover 250 milhões de pessoas do campo para as cidades nos próximos 20 anos. Mas essa demanda massiva e sem precedentes foi distorcida por uma série de fatores exclusivos da China. Incentivos financeiros falhos para as cidades e empreendedores, juntamente com a pobre oferta de serviços, comodidades e postos de trabalho cria a maioria dos problemas. Além disso, a classe média emergente chinesa está muito confortável (talvez demasiadamente) investindo no mercado imobiliário. Muitas vezes compram apartamentos em bairros incompletos, mas esperam para se mudar, com a esperança de que os valores subam. O resultado é uma sequência de grandes empreendimentos que permanecem como investimentos especulativos vazios, em vez de habitações e comunidades reais. Estes edifícios são uma preocupação atual, mas os problemas reais podem aparecer quando estes estiverem habitados.

Embora seja difícil obter dados sobre os níveis de vacância na China, há certamente muitos exemplos anedóticos em todo o país. Um exemplo bastante típico é Chenggong, a nova cidade planejada para 1,5 milhão de pessoas nos arredores de Kunming, no oeste do país. Esta cidade recém-construída ostenta a crescente Universidade de Yunnan, atualmente com 170 mil alunos e professores, um novo centro do governo, e uma indústria leve emergente. Ainda em construção estão a nova estação ferroviária de alta velocidade da cidade e duas linhas de metrô que conectam o centro histórico da cidade.

Como ser um cidadão "placemaker": pensar mais leve, mais rápido e mais econômico

Imagine viver em um lugar verdadeiramente vivo: um bairro alegre, dos sonhos! Imagine-se nas ruas, na praça local, na orla ou no mercado público. Pense nas cores, nas panorâmicas, nos odores, nos sons. Imagine as crianças brincando, a atividade no exterior das lojas e dos espaços de trabalho, vendedores de comida, eventos culturais locais e festivais ao ar livre. Pare um minuto, agora mesmo, feche os olhos e realmente imagine.

E agora a pergunta: nesta visão, o que você vem fazendo para colaborar com esta comunidade?

Competição Internacional Street Smart

A competição internacional Street Smart convida designers, arquitetos e planejadores urbanos a reimaginar e redesenhar as ruas das cidades tendo em vista as necessidades e especificidades dos usuários locais – a competição trata das cidades indianas – e não simplesmente seguir padrões globalizados.

Os profissionais participantes são convidados conceber projetos que possam, de fato, ser construídos para os habitantes das típicas cidades indianas, tendo em vista os modos como estes vivenciam seus ambientes urbanos.

Nova Campanha Kickstarter para Colorir uma Favela no Rio de Janeiro

A dupla holandesa Haas e Hahn ganhou fama em 2005 por pintar algumas casas, com uma paleta de cores brilhantes, numa favela do Rio de Janeiro. Agora eles estão de volta, desta vez com uma Campanha Kickstarter para levantar os fundos necessários para pintar o resto da favela, na esperança de transformar ainda mais esta comunidade.

O projeto não trata apenas de colocar novas cores em algumas paredes monótonas. A formação profissional e a contratação, onde as oportunidades são muitas vezes escassas, também são um elemento importante do projeto. Ao contrário de suas campanhas anteriores, esta também inclui o reboco das paredes - um elemento sustentável para controlar a umidade, a acústica e a temperatura das casas, elevando o valor de cada propriedade. O dinheiro doado vai para insumos e salários para os moradores. Para mais informações, visite sua página no Kickstarter.

Revitalização urbana através do manejo sustentável do lixo

A série “Building Tomorrow”, transmitida pela rede britânica BBC trata de diversos assuntos sobre as soluções tecnológicas que têm sido aplicadas nas cidades, a influência que estes espaços urbanos exercem nas pessoas e nos desafios ambientais que seus habitantes terão que enfrentar nos próximos anos e que seus efeitos já estão presentes em certos lugares do planeta.

Em um dos capítulos o arquiteto estadunidense Mitchell Joachim abordou o tema do lixo a partir da perspectiva que este tem aumentado nas cidades desde que se converteram – no começo do século XIX – no principal cenário da industrialização, e por isso, atraíram milhares de pessoas. Por conta disso e pelos efeitos atuais do lixo nas cidades, propôs criar uma estratégia sustentável para melhorar a gestão dos resíduos e que poderiam ser utilizados na construção de novas paisagens urbanas que seriam parte das cidades do futuro.

“Under the Elevated”: convertendo estacionamentos em espaços públicos

Em junho de 2009 foi inaugurado o que hoje conhecemos como High Line, o parque urbano que transformou uma antiga linha elevada de trens destinada a transporte de cargas que une três bairros em Nova York. Este lugar atraiu a atenção para este tipo de estrutura que pode assumir novas funções, evitando demolições.

O interesse que o High Line provocou a nível internacional também fez com que outras cidades colocassem em prática alguns projetos de renovação, como um supermercado abandonado que passou a ser uma biblioteca pública e uma antiga linha de trens na Itália que foi transformada em um grande calçadão, entre outros.

Após alguns anos do grande sucesso do High Line, o Departamento de Transporte de Nova York (DOT) e a organização Design de Confiança para Espaços Públicos lançaram o projeto “Under the Elevated: Reclaiming Space, Connecting Communities”, que busca renovar os espaços abaixo da rodovia elevada Brooklyn Queens Expressway (BQE), que divide os bairros de Queens e Brooklyn, e da rodovia Cross Bronx Expressway, já que sob ambas as estruturas não há mais que alguns depósitos e estacionamentos que, por não atraírem atividade algum, contribuem com a insegurança.

A seguir, mais detalhes do projeto.

Primeiro Encontro de Desenho Urbano de Mogi das Cruzes - SP

O Primeiro Encontro de Desenho Urbano de Mogi das Cruzes acontece dias 11 e 12 de setembro e é promovido pelo programa e a revista Cidade Viva, com assessoria do urbanista Ciro Pirondi, diretor da Escola da Cidade – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, uma das parceiras do evento. A iniciativa é fruto de parceria com várias instituições, sociedade civil organizada, universidades, associações de bairro e cidadãos,e o objetivo do encontro é debater novos rumos da cidade, do ponto de vista arquitetônico, social e habitacional.

Mesa redonda e lançamento do livro “Desenho Urbano Contemporâneo no Brasil”, em São Paulo

Nesta quinta-feira, 12 de setembro, haverá o lançamento do livro “Desenho Urbano Contemporâneo no Brasil” na Livraria Bookstore, em São Paulo. O evento será acompanhado por uma mesa redonda com os autores da obra, Vicente del Rio e William Siembieda, na qual será debatido o tema tratado no livro.

Sobre o livro:

A obra traz à tona a discussão do desenho urbano brasileiro num período de superação do paradigma modernista e de abertura política, demonstrando os esforços por um urbanismo social e culturalmente engajado, e cidades mais justas de melhor qualidade de vida para todos.

Proposta vencedora para a Praça Central de Magok / Wooridongin Architects

Proposta vencedora para a Praça Central de Magok / Wooridongin Architects - Desenho Urbano
Cortesia de Wooridongin Architects

Localizada na interseção do eixo de pedestre da Festival Street, no coração de Magok, em Seul, a proposta vencedora da competição para a Praça Central de Magok, do escritório Wooridongin Architects, se entrelaça com o ambiente urbano circundante. A praça é um importante ponto nodal onde se cruzam as linhas 5 e 9 do metrô e o trem Incheon Airport. Sua localização próxima à vegetação e ecossistemas do Rio Han fazem dela um espaço aberto contínuo. Mais imagens e a descrição dos arquitetos a seguir.

Dez ideias sustentáveis para transformar as cidades. Parte II

Prosseguindo com o artigo da semana passada, continuamos com as outras 5 ideias sustentáveis para transformar as cidades, apresentadas pela organização dinamarquesa Sustainia.

6. Projetar a cidade aproveitando a luz natural

Um novo método de projetar a cidade é a otimização da distribuição de luz do dia, para revitalizar os edifícios e bairros e, por sua vez, reduzir o consumo de energia. A luz natural é um recurso valioso para ser aproveitado nas cidades e, por isso, Henning Larsen Architects e seus associados desenvolveram um método de planejamento urbano sustentável que analisa sistematicamente os mapas de incidência solar nas áreas urbanas e edifícios, implementando-o através de uma estratégia operacional para a reabilitação sustentável de habitações no âmbito da cidade.

Mais sobre as últimas ideias sustentáveis para transformar as cidades a seguir.

Dez ideias sustentáveis para transformar as cidades. Parte I

O site This Big City apresenta dez iniciativas sustentáveis pensadas para a cidade, que aparecem originalmente no catálogo da organização dinamarquesa Sustainia. A seguir as cinco primeiras delas:

Oficina de desenho urbano “Rua para Pessoas” em Porto Alegre

O 0E1 Arquitetos, através de seu braço colaborativo/investigativo 1E0, oferece, em parceira com o coletivo Mobicidade e o TransLAB, a oficina gratuita “Rua para Pessoas”, que pretende redesenhar e humanizar três setores de ruas do centro histórico de Porto Alegre - RS. As propostas serão entregues à Prefeitura Municipal ao final da oficina.

Os encontros acontecerão nos três últimos finais de semana de janeiro. Às sextas feiras serão realizadas mesas-redondas abertas ao público com temas pertinentes ao projeto de cidade; já ao longo dos sábados serão desenvolvidas, em ateliê, as propostas dos grupos.

Da urbanização selvagem aos exilados urbanos

Nós que trabalhamos com as cidades, urbanistas, sabemos que apenas as leis de uso de solo, ordenamento territorial, seus códigos e regulamentações correspondentes e uma participação ativa dos cidadãos é que nos garante não ficar à mercê das conveniências politicas e interesses arbitrários e insaciáveis das incorporadoras.

Vemos, com tristeza, que neste mundo globalizado o destino de nossas cidades está nas mãos do mercado e não dos direitos do homem a ter acesso a uma melhor qualidade de vida.