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Ásia: O mais recente de arquitetura e notícia

Orientalismo e arquitetura

Estamos há vinte e um anos no século vinte e um. O mundo nunca esteve mais conectado com o advento de novas tecnologias, mas as desigualdades históricas ainda são enormes. Essas desigualdades se manifestam de maneiras diferentes. As viagens globais, por exemplo - apesar da onipresença dos aviões hoje em dia - ainda são amplamente acessíveis apenas aos cidadãos de países “desenvolvidos” devido às restrições proibitivas de visto. No ensino de arquitetura, muitas instituições ainda priorizam um currículo eurocêntrico, cuja arquitetura de populações não ocidentais é amplamente ignorada. Outra perpetuação de sistemas preconceituosos é o Orientalismo - e explorar este conceito através de lentes arquitetônicas é útil para interrogar abordagens projetuais contemporâneas e futuras.

Royal Pavilion - Brighton. Imagem © Wikimedia User Hassocks5489 under the Creative Commons CC0 1.0 Universal Public Domain Dedication.Edifícios de estilo orientalista - Beirut. Imagem © Wikimedia User Francisco Anzola under the Creative Commons Attribution 2.0 Generic license.Royal Pavilion - Brighton. Imagem © Wikimedia User Michael Coppins under the Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 International license.Sezincote House . Imagem © Cotswold Tourism+ 11

Território contestado: relações entre a crise climática e a propriedade da terra

A arquitetura é um ofício ou prática que, na maioria dos casos, envolve a construção de estruturas físicas e materiais. A arquitetura procura dar forma a edifícios destinados a servirem diferentes propósitos como trabalho, moradia, convivência, oração entre outros tantos. Estruturas construídas e intervenções arquitetônicas, no entanto, necessitam de um espaço físico para materializar-se. Dito isso, a melhor compreensão a relação intrínseca entre espaço e arquitetura, pode ser a chave para estabelecermos práticas mais sustentáveis nos campos da arquitetura, engenharia e construção civil.

O que é uma torre de vento?

Antes que o ar-condicionado, movido a combustível fóssil, se tornasse amplamente disponível, as pessoas que viviam em climas adversos não tinham nada além de meios naturais para ventilar seus espaços e controlar a temperatura interna. Para isso, eles consideravam vários fatores externos, como sua localização, orientação em relação ao sol e ao vento, as condições climáticas da área e os materiais locais. Neste artigo, exploramos como civilizações antigas na Ásia Ocidental e no Norte da África utilizaram as torres de vento para se adaptar ao clima rigoroso da região, de forma a fornecer soluções de resfriamento passivo. As torres de vento ainda estão sendo usadas na arquitetura contemporânea, provando que as abordagens locais para adaptabilidade climática são fundamentais para o desenvolvimento do ambiente construído de hoje.

© Amer Jaber© Shervin Abdolhamidi / BBC© Shervin Abdolhamidi / BBCTipos de torres de vento de acordo com as posições das lâminas . Imagem © Parham Kheirkhah Sangdeh and Nazanin Nasrollahi+ 18

Como as smart cities podem agravar a desigualdade

As metrópoles urbanas de nosso planeta são o lar de uma abundância de histórias. Elas são o lar de histórias de riqueza, de inovação e de maravilhas arquitetônicas, assim como de histórias de desigualdade, iniquidade e segregação urbana — lugares onde a renda determina a qualidade do ambiente espacial ao seu redor. Dentro destas histórias se desenvolveu uma crescente defesa para tornar as cidades "mais inteligentes", para usar dados e tecnologia digital para construir ambientes urbanos mais eficientes e convenientes.

New York Times Square. Imagem © Wikimedia User Terabass sob a licença CC BY-SA 3.0.Songdo Masterplan, South Korea. Imagem Cortesia da KPFSongdo River Walk. Imagem Cortesia The NationalSeattle, Estados Unidos. Imagem © Nitish Meena via Unsplash+ 10

Ratã: projetos contemporâneos que usam este material tradicional do sudeste asiático

Ao longo dos últimos anos, muitos arquitetos e arquitetas têm expressado seu compromisso para com o desenvolvimento de uma arquitetura mais ética e sustentável, apropriando-se amplamente de materiais locais e técnicas tradicionais de construção. Neste âmbito, muitos deles foram buscar inspiração em sistemas construtivos vernáculos e na própria cultura e identidade local, ressignificando antigas soluções em contextos contemporâneos.

Em nossa constante busca por materiais locais e ecológicos, onde quer que estivermos, sempre vamos nos deparar com um dos materiais mais conhecidos, sustentáveis e recorrentemente utilizados por diferentes povos e culturas ao redor do mundo: o ratã. Atualmente estima-se que quase setecentas milhões de pessoas fazem uso constante do ratã em suas atividades diárias, sendo que em muitos países do sudoeste asiático este material é até considerado um importante elemento da própria cultura e identidade local. Neste artigo, procuramos analisar as formas como arquitetos e arquitetas têm explorado este versátil material em seus projetos de arquitetura contemporânea.

© Hoang Le© Dirk Weiblen© Chao Zhang© Chi, Ireen Sit+ 22

A arquitetura vernacular pode se tornar um fetiche?

Quando falamos de arquitetura vernacular, na maioria dos casos, estamos nos referindo a uma forma de se construir específica de uma determinada região—ou uma arquitetura que incorpora sistemas construtivos e materiais locais. As características que definem a arquitetura vernacular, portanto, variam enormemente de lugar para lugar, compreendendo exemplos que vão desde as Casas Colmeias de Harran, na Turquia, às tradicionais casas malaias encontradas em todo o sudeste da Ásia. Dito isso, a arquitetura vernácula continua sendo hoje uma das principais fontes de inspiração para muitos arquitetos e arquitetas ao redor do mundo.

Tulou dwellings, China. Image © Flickr user Slices of Light licensed under CC BY-NC-ND 2.0Reed Houses in Ma'dan, Iraq. Image © Flickr user davidstanleytravel licensed under CC BY 2.0Putucos. Image © Nicolás ValenciaWarka Village, Cameroon. Image © WarkaWater, via CicloVivo+ 9

Arquiteturas do Sul Global: conversa com Adengo Architecture, Taller de Arquitectura e DnA Design and Architecture

Arquiteturas do Sul Global é o título do curso ministrado pelos arquitetos Marco Artigas e Pedro Vada, por meio da Associação Escola da Cidade, que tinha como objetivo ampliar o repertório sobre a produção arquitetônica contemporânea levando em consideração a urgente necessidade de novos olhares, fundamentalmente contra-hegemônicos. Partindo do conceito de Sul Global em consonância com uma visão de união entre os países que passaram por processos de colonização, o curso, ministrado entre setembro e dezembro de 2020, estabeleceu constantes diálogos com arquitetas e arquitetos que mantém sua atuação ou residência nos países deste chamado sul.

A ideia desses encontros foi discutir o que e como estão construindo nesses países, com base em uma conversa mais direta sobre as questões colocadas pelos diversos territórios, sociedades e culturas, explorando com maiores detalhes o processo e as decisões tomadas em cada projeto, com documentação mais rica que as utilizadas em publicações, abordando reflexões estruturais e temas urgentes.

Arquiteturas do Sul Global: conversa com Remígio Chilaule, O Norte – Oficina de Criação, Matri-Archi(tecture) e El Sindicato de Arquitectura

Arquiteturas do Sul Global é o título do curso ministrado pelos arquitetos Marco Artigas e Pedro Vada, por meio da Associação Escola da Cidade, que tinha como objetivo ampliar o repertório sobre a produção arquitetônica contemporânea levando em consideração a urgente necessidade de novos olhares, fundamentalmente contra-hegemônicos. Partindo do conceito de Sul Global em consonância com uma visão de união entre os países que passaram por processos de colonização, o curso, ministrado entre setembro e dezembro de 2020, estabeleceu constantes diálogos com arquitetas e arquitetos que mantém sua atuação ou residência nos países deste chamado sul.

A ideia desses encontros foi discutir o que e como estão construindo nesses países, com base em uma conversa mais direta sobre as questões colocadas pelos diversos territórios, sociedades e culturas, explorando com maiores detalhes o processo e as decisões tomadas em cada projeto, com documentação mais rica que as utilizadas em publicações, abordando reflexões estruturais e temas urgentes.

Cidades dentro de cidades: as Chinatowns ao redor do mundo

A atual geografia humana de nosso planeta foi moldada ao longo dos séculos através de intensos processos migratórios e intercâmbios culturais. O constante movimento de bens e pessoas pelos quatro cantos do globo, inteiras comunidades que ao se afastar de seus lugares de origem levaram consigo traços de sua cultura e sociedade, acabou finalmente por influenciar o processo de desenvolvimento da arquitetura e construção de cidades ao redor do mundo. Isso significa também que,  no processo de estabelecimento em um novo território, muitas destas comunidades costumam reproduzir seus antigos padrões que geralmente, resultam na formação de pequenos enclaves que muito de distinguem das cidades onde se encontram.

© Andrea Badino via Unsplash© Wikimedia User Enoch Lau under Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported license© Wikimedia User chensiyuan under the Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 International license© NYC DOT+ 13

As influências orientais que moldaram a arquitetura soviética na Ásia Central

Após o fim da Segunda Guerra Mundial e com a clamorosa vitória dos Aliados sobre a Alemanha Nazista, a União Soviética se consolidou como uma das principais potências emergentes junto aos Estados Unidos, ampliando seu limites e expandindo sua influência e domínio sobre um vasto território da Europa Central à Ásia. Ao longo da segunda metade do século XX, em um período marcado por uma vaidosa disputa ideológica contra os EUA, a União Soviética utilizou a arquitetura como uma ferramenta para estabelecer uma aparente uniformidade e concordância sobre um território ocupado extremamente diverso e policromático. Neste contexto, procurava-se combater as especificidades locais em favor da supremacia de uma nova sociedade unificada e homogênea. No entanto, na prática, a arquitetura se mostrou suscetível a adaptações e influências locais—principalmente nos distantes territórios ocupados pela URSS na Ásia Central. Dito isso, este artigo ilustrado com fotografias de Roberto Conte e Stefano Perego procura analisar as especificidades e desdobramentos da arquitetura soviética em um território historicamente excluído das principais narrativas modernas, revelando todas as nuances de seu patrimônio construído e a variedade de tons de suas paisagens urbanas.

Chorsu Bazaar (1980). Tashkent, Uzbekistan. Image © Stefano PeregoResidential building (1970s). Chkalovsk, Tajikistan. Image © Stefano PeregoCircus (1976). Bishkek, Kyrgyzstan. Image © Stefano PeregoState Academic Russian Theatre for children and young people (former Palace of Culture AHBK) (1981). Almaty, Kazakhstan. Image © Roberto Conte+ 19

Curso "Arquiteturas do Sul Global"

Organizado por Marco Artigas e Pedro Vada, o curso tem como objetivo ampliar o repertório sobre a produção arquitetônica contemporânea levando em consideração as urgentes necessidades de novos olhares, fundamentalmente contra-hegemônicos. Temos como foco a atuação de arquitetas e arquitetos de países do Sul Global, seus repertórios e o debate sobre o que e como estão construindo nesses países. 

Sem solo disponível, futuro dos cemitérios asiáticos precisa ser repensado

Em algumas das cidades mais densas do mundo, está se tornando um desafio cada vez maior encontrar um espaço confortável para morar - e o mesmo fato se aplica para sepultar. Estima-se que 55 milhões de pessoas morrem a cada ano e, para cada pessoa viva, há 15 vezes o número de mortos. No entanto, urbanistas e arquitetos estão mais interessados em lidar com os vivos do que se envolver com a morte. Como resultado, é criada uma tensão entre os dois mundos paralelos - e com o passar do tempo, mais questões estão sendo levantadas sobre como abordamos o espaço público de forma que ele seja projetado para que os vivos e os mortos possam coexistir.

Para além dos templos: arquitetura contemporânea no Camboja

O Camboja é um país de vasta e rica história. Desde o final da idade média até meados do século XV, a região foi dominada pelo império Khmer e Agkor, sua capital, representa ainda hoje o maior legado arquitetônico da história do país. Estabelecida entre a segunda metade do século VIII à primeira metade do século XV, a cidade dos templos de Angkor, ou “Angkor Wat”, é o maior monumento religioso do mundo e patrimônio mundial declarado pela UNESCO. Entre 1431, ano da queda do império Khmer e abandono da cidade de Angkor, até a atualidade, muita coisa mudou no país que hoje chamamos de Caamboja. Um novo movimento na arquitetura local começa a ganhar importância no cenário internacional, uma abordagem contemporânea que re-interpreta a herança histórica cambojana para criar espaços modernos para a vida contemporânea.

© David YeowCortesia de Orkidstudio© David YeowCortesia de Khmeresque+ 13

As complexidades de Hong Kong exploradas através da fotografia

© Nico Van Orshoven
© Nico Van Orshoven

Hong Kong é um território autônomo no sudeste da China conhecido por seus arranha-céus, densidade urbana e altos preços. No entanto, no diário de viagem de Nico Van Orshoven, Everywhere in Particular, o arquiteto belga cria um retrato visual do território além dos estereótipos. Com espaços públicos animados e paisagens naturais deslumbrantes, Hong Kong pode e irá surpreendê-lo.

Abaixo, Van Orshoven narra sua visita a Hong Kong:

© Nico Van Orshoven© Nico Van Orshoven© Nico Van Orshoven© Nico Van Orshoven+ 32

Universidade de Hong Kong oferece curso online gratuito sobre arquitetura vernacular asiática

Um novo curso on-line oferecido pela Universidade de Hong Kong (UHK) através da plataforma de compartilhamento de conhecimento edX examinará a relação entre a cultura asiática e a arquitetura vernacular daquele continente. Livre e aberto a qualquer pessoa, o curso introdutório intitulado “Interpretando a arquitetura vernacular na Ásia” tem um objetivo inclusivo: tornar o mundo da arte e da história da arquitetura, muitas vezes alienante, acessível ao público em geral.

24 projetos de lojas, hotéis e restaurantes na Ásia são vencedores continentais do Prix Versailles 2018

O comitê do Prix Versailles anunciou os vencedores deste ano para as regiões "Ásia Central e Nordeste da Ásia" e "Sul da Ásia e Pacífico" da cerimônia continental de Pequim.

24 novos projetos de lojas, shopping centers, hotéis e restaurantes foram premiados e agora os vencedores competirão na sede da UNESCO - 15 de maio - para a seleção mundial do Prix Versailles 2018.

Conheça os vencedores da Ásia, abaixo.

Relatório Mundial das Cidades 2016: urbanização nos últimos 20 anos

Há algumas semanas, foi apresentado em Nova Iorque o Relatório Mundial das Cidades 2016, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, ONU-HABITAT.

Intitulado “Urbanização e Desenvolvimento: Futuros Emergentes”, este documento elabora uma análise global de como foi o processo de urbanização durante as últimas duas décadas, entre 1996 e 2016, que corresponde ao período entre cada Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável, mais conhecido como HABITAT, que teve sua primeira edição em Vancouver, Canadá.

Em junho de 1996, em Istambul (Turquia), realizou-se o Habitat II, em em outubro deste ano será realizado o Habitat III em Quito (Equador).