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Arquitetura Vernacular: O mais recente de arquitetura e notícia

Materiais para construir a identidade da Índia

© Andre J Fanthome
© Andre J Fanthome

Ao se tornar um país soberano, livre do domínio britânico, o povo da Índia se viu diante de perguntas que nunca haviam respondido. Vindo de diferentes culturas e origens, os cidadãos começaram a se perguntar o que significaria a Índia pós-independência. Os habitantes agora tinham a opção de construir seu próprio futuro, com a responsabilidade de recuperar sua identidade — mas qual era a identidade da Índia? Eram os templos e as cabanas do povo indígena, os altos palácios da era Mughal ou os escombros do domínio britânico? Iniciou-se a busca por uma sensibilidade indiana contemporânea que levasse as histórias coletivas dos cidadãos em direção a um futuro de esperança.

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Captação de água: antigas tipologias que nos sustentam

Em 22 de março de 2022, ocorreu a vigésima nona comemoração do Dia Mundial da Água - enfatizando a crise hídrica que continua deixando as populações vulneráveis. E esta é uma questão extremamente multifacetada. Os governos infelizmente determinam o acesso à água, com pessoas marginalizadas desproporcionalmente afetadas. Além disso, as tipologias urbanas são outro fator. O bombeamento excessivo de fontes de água subterrânea para atender às demandas de água de Hanói, por exemplo, resultou na contaminação com arsênico nos poços das vilas do Vietnã.

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Por que Francis Kéré ganhou o Prêmio Pritzker?

Francis Kéré, 2022 Pritzker Prize Laureate . Image © Lars Borges
Francis Kéré, 2022 Pritzker Prize Laureate . Image © Lars Borges

Na última terça-feira, 15 de março, Francis Kéré se tornou o primeiro arquiteto africano a ganhar o Prêmio Pritzker, a honraria mais importante da arquitetura.

A escolha de Kéré não é apenas simbólica em um momento de demandas identitárias, onde as instituições que compõem o mainstream enfim começam a representar mais fielmente as realidades sociais, culturais e sexuais que compõem nossas sociedades, mas também confirma a abordagem mais recente do júri do Prêmio Pritzker.

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Grupo ][ Fresta projeta infraestruturas e equipamentos comunitários para 12 aldeias guaranis e tupis de São Paulo

Trabalhando na interseção entre projetos arquitetônicos o sociais, o Grupo ][ Fresta foi um dos escritórios agraciados pela Premiação IAB 2021 na categoria Urbanismo, Planejamento e Cidades. O trabalho destacado propõe um conjunto de infraestruturas e equipamentos culturais e comunitários em 12 aldeias guaranis e tupis distribuídas em 24 mil hectares de terra ao sul da maior cidade do país.

Grupo ][ Fresta projeta infraestruturas e equipamentos comunitários para 12 aldeias guaranis e tupis de São PauloGrupo ][ Fresta projeta infraestruturas e equipamentos comunitários para 12 aldeias guaranis e tupis de São PauloGrupo ][ Fresta projeta infraestruturas e equipamentos comunitários para 12 aldeias guaranis e tupis de São PauloGrupo ][ Fresta projeta infraestruturas e equipamentos comunitários para 12 aldeias guaranis e tupis de São Paulo+ 18

Adulação e demonização: materialidade versus moralidade

Há séculos e séculos, nós construímos — e nossa diversidade no ambiente construído global é prova disso. As muitas culturas diferentes por todo o planeta já construíram de muitas maneiras diferentes ao longo da história, adaptando materiais encontrados localmente às suas estruturas. Hoje, em nosso presente globalizado, os materiais de construção são transportados por todo o globo, longe de suas origens, uma situação que significa que dois edifícios em lados completamente opostos do planeta podem ser mais ou menos similares. 

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Além do hegemônico: arquitetura e urbanismo em outros territórios

O ano de 2021 foi turbulento – a pandemia causada pelo novo coronavírus persiste, obrigando as indústrias de design e construção a continuar se adaptando por dois anos seguidos. À medida que os métodos de trabalho remoto e comunicação continuam a ser ajustados e aprimorados, uma infinidade de eventos virtuais fez com que o discurso arquitetônico fora dos paradigmas ocidentais e eurocêntricos pudesse ocupar um espaço central na discussão da arquitetura global.

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Vidas anfíbias: influência das cidades transforma a arquitetura ribeirinha

Os elementos da natureza, as pessoas e sua cultura, enquanto afirmação da arquitetura e organização de sociedade juntamente com a relação incisiva com o rio, criam a arquitetura com caráter amazônico. Esta pesquisa abrange o estudo dos conhecimentos sociais e simbólicos adquiridos ao longo dos anos pelas comunidades ribeirinhas da Ilha de Marajó, e suas consequências nas materialidades das construções locais, que passaram por mudanças ao longo das últimas décadas.

Parques Nacionais: uma jornada arquitetônica

O mundo abriga milhares de parques nacionais, os quais podem ser definidos como espaços alocados para a conservação, hospedando terras geralmente deixadas em seu estado natural para as pessoas visitarem. O próprio termo “parque nacional” difere em todo o mundo. No Reino Unido, por exemplo, a frase simplesmente descreve uma área relativamente pouco desenvolvida que atrai turistas. Nos Estados Unidos, essa terminologia é muito mais rígida, descrevendo 63 áreas protegidas operadas pelo serviço de Parques Nacionais dos Estados Unidos.

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Para além da terra e do bambu: tecnologias locais e as grandes cidades

As técnicas vernaculares e os materiais locais têm ganhado protagonismo no debate da arquitetura, mas, é possível trazer esses conceitos para os grandes centros urbanos?

O arquiteto amazonense Severiano Porto já apontava em 1984 a necessidade de se pensar em uma arquitetura mais conectada com o lugar onde está implantada. A lógica do uso de materiais e técnicas locais cada dia mais se mostra necessária quando pensamos no impacto que a cadeia produtiva da construção civil têm no planeta. Não à toa, cada dia está mais comum o número de projetos que partem do princípio das técnicas vernaculares e do uso de materiais locais, assim como a produção de Severiano já anunciava desde a década de 1980.

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A arquitetura vernacular pode se tornar um fetiche?

Quando falamos de arquitetura vernacular, na maioria dos casos, estamos nos referindo a uma forma de se construir específica de uma determinada região—ou uma arquitetura que incorpora sistemas construtivos e materiais locais. As características que definem a arquitetura vernacular, portanto, variam enormemente de lugar para lugar, compreendendo exemplos que vão desde as Casas Colmeias de Harran, na Turquia, às tradicionais casas malaias encontradas em todo o sudeste da Ásia. Dito isso, a arquitetura vernácula continua sendo hoje uma das principais fontes de inspiração para muitos arquitetos e arquitetas ao redor do mundo.

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Modos de saber: a sustentabilidade holística da arquitetura vernacular africana

Quando chegam os dias mais quentes do verão na cidade de Djenné, no coração do Mali, é momento de celebrar a La Fête de Crépissage, ou a “Festa do Reboco”. Acontece que, todos os anos é preciso reparar e reforçar as imensas paredes de barro da Grande Mesquita de Djenné, Patrimônio Mundial da UNESCO e um dos mais impressionantes marcos arquitetônicos de todo o continente africano.

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Aquatio Cave Luxury Hotel & SPA / Simone Micheli

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  • Arquitetos: Simone Micheli
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área :  5
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano :  2018
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes :  Adrenalina, Aquaspecial, AveChile, Daikin, Ecofibras Curiti, +1

Ressignificando o passado: a transformação contemporânea da arquitetura tradicional chinesa

Richard Buckminster Fuller certa vez resumiu o seu conceito de Dymaxion da seguinte forma: “construir o maior espaço e a estrutura mais sólida com o menor uso de material”.

UFMT lança livro sobre tecnologias e arquiteturas indígenas em Mato Grosso

O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Tecnologias Indígenas, o Tecnoíndia, criado pelo professor da UFMT, José Afonso Botura Portocarrero, arquiteto com doutorado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, e pela antropóloga aposentada pela UFMT, Maria Fátima Roberto Machado, doutora pelo Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, está lançando uma nova obra, reunindo artigos produzidos ao longo de 20 anos de pesquisa e ensino sobre tecnologias e arquitetura indígenas em Mato Grosso.

Memorial do Povo Indígena no Parque das Hortênsias: espaço de resgate, conexão e aprendizado

O Memorial do Povo Indígena foi idealizado para ser parte integrante do projeto de revitalização do Parque das Hortênsias, antigo zoológico de Taboão da Serra. O pavilhão estruturado em madeira homenageia às arquiteturas e culturas indígenas do Brasil com suas formas orgânicas de se estabelecer, cuidar, ser e estar.

Em 2016, por determinação do Prefeito, o Parque deixou de ser zoológico com a transposição cuidadosa dos animais. Foi estipulado pela Prefeitura Municipal que em 2019 o equipamento público com 48.000 m² de exuberante mata, nascentes, corpos e cursos d´água passassem por um zeloso processo de revitalização. 

Por que o Do-It-Together pode ser a solução para muitos problemas da arquitetura?

Ao redor do mundo, uma nova geração de arquitetos está questionando a “velha maneira de se fazer arquitetura”, trazendo consigo mudanças consideráveis para o nosso meio, especialmente no que se refere às camadas mais pobres da população, que antes não tinham acesso ou sequer condições de aceder ao serviço de profissionais. Este é o primeiro de uma série de artigos nos quais pretendemos apresentar e debater de que forma esta nova prática está transformando o campo de ação de muitos arquitetos e arquitetas ao redor do mundo. A arquitetura Do-It-Together é uma prática fundamentada no respeito mútuo entre as partes envolvidas e procura estabelecer processos colaborativos baseados na confiança entre arquitetos e clientes.