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Arquitetura Emergencial: O mais recente de arquitetura e notícia

A arquitetura da cura: situações de emergência e recuperação

A arquitetura pode funcionar tanto como cura quanto como bem estar. Seja como um espaço capaz de minimizar a transmissão de doenças, ou simplesmente proporcionando um espaço tranquilo para o consolo, as construções do nosso dia-a-dia moldam diretamente a nossa experiência. Em situações de emergência, a arquitetura opera como um espaço da saúde e abrigo. À medida que os arquitetos continuam a repensar os projetos de habitação e necessidades humanas básicas, eles também estenderam seu foco para o bem-estar mental, físico e espiritual.

Maidan Tent. Image Courtesy of Delfino Sisto Legnani and Marco CappellettiNew Utoya Project. Image Courtesy of Fantastic NorwayThe Garden Library. Image Courtesy of Yoav Meiri ArchitectsCourtesy of alt Architects, Ville-Pekka Ikola+ 9

Campos de refugiados: de assentamentos temporários a cidades permanentes

Segundo dados veiculados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), mais de 70 milhões de pessoas têm sido forçadas à abandonar suas casas ao longo dos últimos anos devido a conflitos, violência e catástrofes naturais, sendo que 26 milhões destas são consideradas refugiados de guerra. Em um contexto tão crítico, não podemos apenas continuar pensando em números. É preciso considerar, em primeiro lugar, que cada unidade desta conta representa uma vida – seres humanos que precisam de ajuda. Portanto, chegou a hora de superarmos este permanente estado de perplexidade e partirmos para a ação, isso porque situações como esta não se resolvem da noite para o dia – elas podem durar uma vida inteira. Na atual conjuntura, campos de refugiados não mais podem ser vistos apenas como estruturas temporárias, e é exatamente ai que os arquitetos podem fazer a diferença.

Quando lidamos com crises humanitárias provocadas por conflitos armados, não estamos falando de um fenômeno passageiro. Trata-se, na maioria dos casos, de um caminho sem volta. De fato, segundo o próprio Comissariado das Nações Unidas do Quênia, de todas aquelas pessoas que se veem forçadas a abandonar os seus países de origem ––e têm a felicidade de encontrar um lugar para viver––, “a maioria delas passam mais de 16 anos vivendo em estruturas temporárias.”

Cortesia de ACNURSANLIURFA, TURKEY - February 19, 2014: Aerial view of Akcakale Refugee Camp. Approximately 28.000 Syrian people reside in Akcakale Tent Camp in Urfa.. Image via Shutterstock/ By answer5Vista aérea do campo de refugiados Sírios em Kilis, Turquia. Imagem via Shutterstock/ By savas_bozkayaVista aérea do Campo de Refugiados de Zaatari. Imagem Cortesia de Wikimedia+ 10

5 Organizações que usam a arquitetura como resposta a emergências

A arquitetura pode ser uma ferramenta de transformação social, e a crença nesta afirmação é o que motiva o trabalho de muitas ONGs dedicadas à construção de moradias em comunidades carentes, promovendo a qualidade de vida e o desenvolvimento econômico além de proporcionar uma maior resiliência destas pessoas e comunidades. Essas organizações costumam operar em duas grandes fretes: assistência em situações emergenciais e estratégias de desenvolvimento sócio-econômico – sendo que muitas delas procuram atuar em ambas frentes. Neste artigo procuramos elencar algumas das principais fundações que têm se dedicado à arquitetura de emergência ao longo dos últimos anos, destacando seu papel em recentes crises humanitárias assim como de que maneira podemos colaborar para fortalecer estas rede de assistência humanitária em tempos de crise.

O uso da pré-fabricação em 6 projetos emergenciais ao redor do mundo

Protótipo de residência rural em Apan / DVCH De Villar CHacon Architecture. Imagem: © Jaime Navarro Soto
Protótipo de residência rural em Apan / DVCH De Villar CHacon Architecture. Imagem: © Jaime Navarro Soto

A noção de situação emergencial abrange uma série de cenários contemporâneos que vão desde desastres naturais a situações de extrema pobreza ou isolamento por conflitos sociais e políticos. Em todos os casos, o caráter de suspensão da normalidade e afloramento das mais básicas necessidades para a manutenção de uma qualidade de vida digna se tornam os motes para pensar alternativas de desenho rápidas e eficientes que ofereçam uma resposta a este tipo de situação de urgência.

Como a participação comunitária pode ajudar na reconstrução arquitetônica e urbana pós-desastres

Os conceitos de autonomia, colaboração e participação têm ganhado destaque no âmbito da arquitetura e urbanismo em práticas realizadas por comunidades em conjunto com arquitetos, urbanistas e designers. Em um período no qual o número de desastres climáticos tem aumentado significativamente – a quantidade dobrou nos últimos 40 anos segundo relatório divulgado em 2016 pelo CRED (Centre for Research on the Epidemiology of Disasters) –, somado a conflitos e outras tragédias, a demanda por reconstrução de habitações e da infraestrutura nas localidades atingidas têm crescido simultaneamente. Este fator tem demandado um grande esforço colaborativo para a reconstrução arquitetônica e urbana.

Quando arquitetos se mobilizam em tempos de crise

Nos últimos meses, a comunidade de arquitetura vem tentando trazer sua contribuição para a luta contra a pandemia. A disseminação global dessa crise pode ter desencadeado um esforço coordenado e, mais visível, mas não é a primeira vez que os profissionais se mobilizam em momentos de crise. Ao longo dos anos, desastres naturais e emergências fizeram com que vários arquitetos se envolvessem em iniciativas de auxílio a desastres, bem como em uma ampla gama de ações humanitárias. Neste artigo, analisaremos diferentes ocasiões em que arquitetos e iniciativas contribuíram de forma significativa, ajudando as comunidades afetadas a superar as dificuldades.

Parques infantis em assentamentos de refugiados. Imagem Cortesia de CatalyticActionCatedral de Papelão / Shigeru Ban. Imagem © Bridgit AndersonHabitações por Yasmeen Lari. Imagem Cortesia de Al JazeeraCentro de Mulheres / Yasmeen Lari. Imagem Cortesia de Al Jazeera+ 13

Os projetos humanitários de Shigeru Ban

Catedral Cardboard. Imagem © Stephen Goodenough
Catedral Cardboard. Imagem © Stephen Goodenough

Shigeru Ban, Premio Pritzker de 2014, é conhecido pelo seu uso inovador de materiais assim como pela sua abordagem compassiva em seus projetos. Por um pouco mais de três décadas, Ban, fundador da Voluntary Architects Network, também aplicou seu extenso conhecimento em materiais recicláveis, principalmente papel e papelão, para construções de alta qualidade, abrigos de baixo custo para vítimas de desastres em todo o mundo – Ruanda, Haiti, Turquia e Japão, são alguns dos países que receberam seus projetos.

Casas Paper Log no Índia. Imagem © Kartikeya ShodhanEscola Primária Temporária Hualin. Imagem © Li JunSala de Concertos de Papel. Imagem © Didier Boy de la TourCatedral Cardboard. Imagem © Stephen Goodenough+ 25

Projeto "A arquitetura como direito humano" de EA-HR é premiado na Bienal do Chile

Na recente XX Bienal de Arquitetura e Urbanismo do Chile denominada "Diálogos Impostergables", a organização internacional fundada pelo arquiteto chileno Jorge Lobos, Arquitectura Emergencia y Derechos Humanos (EA-HR.ORG), obteve o Prêmio MASISA pela Melhor Proposta Profissional.

Entrevistas Archiculture: Shigeru Ban

"Um terremoto não mata pessoas, o colapso de um edifício mata." Na mais recente entrevista de Arbuckle Industries, lançada na sequência da première mundial de Archiculture, o arquiteto Shigeru Ban define claramente os desastres "naturais" como produtos da humanidade, e não da natureza. Ouça as opiniões do vencedor do Pritzker sobre projetar para as minorias e para situações de desastre no vídeo acima.