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Resiliência: O mais recente de arquitetura e notícia

As cidades podem prosperar em tempos de crise? 3 perguntas para as cidades em 2022

Surtos de doenças contagiosas podem exercer uma influência de longo prazo no desenho urbano – muitos moldaram de forma inegável a maneira como as cidades modernas são e operam. Parques, ruas largas e até mesmo os banheiros de nossas casas são um legado importante de surtos de cólera no passado. Hoje estão tão incorporados em nosso dia a dia que são considerados elementos básicos das cidades modernas. Ao longo de gerações, as cidades se recuperaram do choque inicial do contágio e reconstruíram a confiança das pessoas depois de períodos de incerteza.

Soluções baseadas na Natureza: por cidades mais verdes, resilientes e inclusivas

O Brasil está no topo dos países que possuem maior biodiversidade. Com o maior número de espécies vegetais do mundo, das quais mais da metade são endêmicas, o Brasil abriga entre 15% e 20% da diversidade biológica do planeta. Considerando a grande extensão e diversidade dos ecossistemas do país, associados a uma ampla gama de serviços ecossistêmicos prestados, e a escala de degradação ambiental, torna-se crucial uma reflexão profunda e coletiva sobre como lidar com toda a riqueza biológica brasileira.

O processo de urbanização acelerado no Brasil transformou a paisagem de forma radical, pressionando os ecossistemas e retificando e enterrando corpos d’água. O modelo de rápido crescimento urbano adotado criou cidades insustentáveis, com baixa qualidade de vida, que alteraram profundamente os fluxos e processos naturais, gerando um território com altos índices de desigualdade e vulnerabilidade social, ecológica e econômica. Além de severos problemas como poluição do ar, da água, do solo e sonora que as cidades brasileiras enfrentam, observa-se uma falta de conexão das pessoas com a natureza e com os processos naturais, que está intrinsecamente relacionado a estilos de vidas sedentários e hábitos alimentares nocivos, levando a problemas de saúde física e mental que afetam o bem-estar da população urbana.

Londres: a história econômica de uma cidade resiliente

A existência de centros urbanos como centros de comércio e cultura é milenar. À medida que se desenvolviam as tecnologias de construção, abastecimento de água e transporte, especialmente as embarcações que transportavam grandes volumes de mercadorias e pessoas, as pequenas aldeias se transformavam em centros urbanos.

Em 500 A.C já havia um milhão de habitantes em Roma. Mas foi apenas depois de 1760, após a Revolução Industrial na Inglaterra, que o protagonismo das cidades começa a tomar o seu lugar. Desde então as cidades passaram por grandes desafios e, até o momento, absolutamente nada foi capaz de dissipar as pessoas e desconstruir os grandes centros urbanos.

Foto: David Wheater/UnsplashMapa das cidades de Londres e Westminster, 1700. Imagem: Nicholas de FehrFoto: Benjamin Davies via UnsplashAo centro, em cinza, City of London, com 3 km². Em vermelho, Inner London, com 319 km². Em amarelo, Outer London, com 1569 km². Imagem: Cities in England+ 8

Preservação e resiliência em Miami Beach

Ao longo do século XX, Miami Beach passou por inúmeras e profundas transformações, desde seu importante papel durante os anos dourados na virada do século, passando a ser conhecida como a capital americana do Art Déco até se transformar em um dos principais destinos de luxo da metade do século—para logo depois cair no esquecimento durante os anos 1970. Depois de quase uma década de abandono e decadência, pouco a pouco esta pequena cidade-distrito de Miami começou a despertar o interesse da comunidade de preservacionistas em meados dos anos 1980. Na década de 1990, Miami Beach ressurge como uma fênix para então se tornar novamente um dos destinos mais procurados dos Estados Unidos, atraindo novos ilustres residentes e personagens famosos como Gianni Versace entre outros.

Heatherwick projeta nova orla para San Francisco, Califórnia

O Heatherwick Studio divulgou seu mais novo projeto: Cove, uma "nova experiência à beira-mar" em San Francisco, Califórnia. Buscando ativar e melhorar a orla marítima, “ao mesmo tempo que prepara o distrito histórico e a cidade contra os riscos de terremotos e mudanças climáticas”, Cove oferecerá infraestrutura para uma comunidade de alto desempenho à beira-mar.

Cortesia de Heatherwick StudioCortesia de Wire CollectiveCortesia de Heatherwick StudioCortesia de Heatherwick Studio+ 6

Amsterdã em transformação: quatro projetos do KAAN Architecten que reconfiguram a capital holandesa

O escritório holandês de arquitetura, KAAN Architecten, tem se firmado ao longo dos últimos anos como um estúdio comprometido em investigar e desenvolver projetos capazes de proporcionar um melhor futuro para as nossas cidades. Trabalhando em estreita colaboração com as autoridades locais de Amsterdã, a maioria dos projetos desenvolvidos pelo escritório na capital holandesa têm abordado questões relacionados à sustentabilidade urbana e ambiental em busca de novas soluções para a arquitetura de alta densidade.

The Stack . Image Cortesia de KAAN ArchitectenDe Walvis. Image Cortesia de KAAN ArchitectenSPOT. Image Cortesia de KAAN ArchitectenAmsterdam Courthouse. Image Cortesia de KAAN Architecten+ 21

Planejamento integrado de soluções baseadas na natureza: a chave para a resiliência urbana

Pólis é uma (hipotética) metrópole costeira e tem uma população crescente. No entanto, a maior parte de sua infraestrutura foi construída 100 anos atrás e carece de manutenção, sendo incapaz de atender a necessidades futuras da cidade.

Para piorar, Pólis vive os danos causados pelo aumento das inundações e erosão das áreas costeiras. Seus habitantes, em especial os já afetados pela poluição ambiental, sofrem com o calor e a má qualidade do ar resultantes da atividade industrial e do trânsito congestionado.

Cidades inteligentes, mudanças climáticas e vulnerabilidades

Atualmente, mais da metade da população mundial vive em cidades e se espera que esse número cresça para cerca de 70% até 2050, sendo que a maior parte das construções se concentrará em cidades localizadas na África, Ásia e América Latina, de acordo com dados das Nações Unidas (2017).

Dessa forma, as cidades ocupam papel de destaque em relação às mudanças climáticas, já que tendem a ser os locais de maior emissão de gases de efeito estufa (GEE) causado pelas atividades antrópicas e onde muitos dos impactos ocorrerão.

White Arkitekter + ReGen Villages desenvolvem comunidade autossuficiente na Suécia

A White Arkitekter, em colaboração com a ReGen Villages, desenvolveu o projeto de uma comunidade autossuficiente e resiliente na Suécia, que funciona a partir de princípios de economia circular. Inspirado em jogos de computador, o projeto conta com produção de alimentos orgânicos e produção de energia de fontes renováveis, além de promover a reciclagens e contar com edifícios neutros em carbono.

Se o plano A é mitigar as mudanças climáticas, qual é o plano B?

Cem anos de inundações. Calor antártico recorde. Incêndios florestais e seca. As histórias se repetem com regularidade entorpecente. E, embora as particularidades sejam diferentes, todas apontam para a mesma conclusão sombria, somos incapazes de lidar com as mudanças climáticas. Com as emissões de carbono aumentando, o que antes era descartado como pior cenário, agora parece o melhor que podemos esperar.

Se o Plano A deveria impedir, ou pelo menos mitigar, os impactos mais graves das mudanças climáticas, qual é o Plano B?

Desenvolvimento Orientado ao Transporte Sustentável: da teoria aos territórios

Com o avanço acelerado da emergência climática e a consolidação de um planeta urbanizado, o desafio de transformar as cidades e regiões metropolitanas em ambientes mais inclusivos e sustentáveis passa pela diminuição dos impactos negativos do transporte. Reduzir as distâncias viajadas pelos habitantes, aproximar as residências do trabalho e das oportunidades, promover a substituição do transporte individual motorizado pelos modos ativos ou coletivos e criar territórios mais plurais e democráticos são resultados de políticas alinhadas com o enfrentamento dos desafios planetários do século XXI. Implementar as transformações necessárias no território urbano em escala global, considerando também as particularidades locais, é um desafio ainda maior, porém necessário para um futuro mais sustentável.

A solução para as enchentes não é inviabilizar a cidade

Nos últimos dias uma série de matérias e artigos diagnosticou corretamente o motivo das enchentes recentes nas capitais Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre, assim como em cidades menores como Iconha, no Espírito Santo. O principal motivo para estes desastres foi a urbanização das nossas cidades — tanto planejada quanto não planejada —, que reforçou os potenciais danos causados.

Como garantir que nossas cidades tenham futuro? 4 iniciativas para aumentar a resiliência

Nossas cidades, vulneráveis por natureza e desenho, geraram o maior desafio que a humanidade precisa enfrentar. Com a expectativa de que a grande maioria da população se estabeleça em aglomerações urbanas, a rápida urbanização levantará a questão da adaptabilidade à futuras transformações sociais, ambientais, tecnológicas e econômicas.

De fato, a principal problemática da década questiona como nossas cidades irão lidar com fatores que mudam rapidamente. Ela também analisa os aspectos mais importantes a serem considerados para garantir o crescimento a longo prazo. Neste artigo, destacamos os principais pontos que ajudam a proteger nossas cidades no futuro criando um tecido habitável, inclusivo e competitivo que se adapta a qualquer transformação futura inesperada.

KPF divulga torre de alto desempenho em Boston

A KPF e a Chiofaro Company divulgaram imagens de seu mais recente projeto, o The Pinnacle at Central Wharf, um desenvolvimento de alto desempenho e uso misto na orla marítima de Boston. Com o objetivo de reconectar o centro de Boston à orla, o projeto também cria um novo espaço público na cidade.

© KPF© KPF© KPF© KPF+ 10

Curso online gratuito sobre desafios urbanos do Sul Global

“Rethink the City: New Approaches to Global and Local Urban Challenges” é um curso online gratuito da Faculdade de Arquitetura da Universidade Tecnológica de Delft (Holanda). Depois de duas edições com mais de 17.000 alunos, a terceira edição começará em 19 de fevereiro de 2020. O curso recebeu o prêmio ‘Excellence in Teaching Award 2017” da Associação Europeia de Escolas de Planejamento Urbano (AESOP).
No curso você aprenderá sobre desafios urbanos das cidades do Sul Global através de três eixoes temáticos: “Justiça Espacial”, “Provimento e Gestão de Habitações”, e “Resiliência Urbana”. Através de una combinação de teoria, estudo de casos

BIG e Field Operations apresentam projeto que transformará a paisagem costeira de Nova Iorque

A empresa novaiorquina Two Trees Management, em parceira com o BIG e a Field Operations, apresentou o projeto de um novo plano diretor para o norte do Brooklyn, um mega empreendimento de uso misto acompanhado de um parque resiliente às margens do East River na cidade de Nova Iorque.

© James Corner Field Operations and BIG-Bjarke Ingels Group, cortesia de Two Trees Management© James Corner Field Operations and BIG-Bjarke Ingels Group, cortesia de Two Trees Management© James Corner Field Operations and BIG-Bjarke Ingels Group, cortesia de Two Trees Management© James Corner Field Operations and BIG-Bjarke Ingels Group, cortesia de Two Trees Management+ 12