Ir além da escala humana não é novidade. Por séculos, construtores, engenheiros e arquitetos têm criado edifícios monumentais para marcar a espiritualidade ou o poder político. Palácios, edifícios governamentais ou templos sempre atraíram a admiração e reverência das pessoas, alimentando a ainda não totalmente compreensível obsessão por construções em grande escala.
Hoje em dia, algumas das maiores e mais impressionantes estruturas estão menos relacionadas a funções religiosas ou governamentais e parecem estar se voltando para programas mais culturais. Além disso, na maioria das vezes, as estruturas são abertamente releituras da natureza.
Na segunda parte de sua entrevista com o ArchDaily, Hashim Sarkis reflete sobre o futuro da arquitetura ao abordar a questão atemporal da Bienal de Veneza de 2021. O curador da Bienal, que propõe o tema “Como viveremos juntos?”, discute o papel da profissão em meio a todos esses novos paradigmas, afirmando que “os arquitetos mudam o mundo [...] criando [... ] imagens de desejos do que o mundo poderia ser."
Neste artigo, o curador da esperada bienal e reitor da Escola de Arquitetura e Planejamento do MIT apresenta suas visões sobre a evolução da arquitetura e os novos rumos que o mundo acadêmico deve tomar para refletir "a complexidade dos problemas urbanos de hoje". Sarkis também menciona Beirute, discutindo abordagens de reconstrução, sociedade civil e a noção exasperante de resiliência.
Prevista originalmente para ocorrer entre agosto e novembro de 2020, a 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza foi adiada, como todos os outros eventos deste ano, e será realizada de 22 de maio a 21 de novembro de 2021. Questionando "como viveremos juntos?", a inquietação do curador Hashim Sarkis convida os arquitetos “a imaginar espaços em que podemos viver juntos generosamente”. De tremenda relevância, o tema da Bienal é, de fato, foco de interesse do cenário global.
Após conversar com Sarkis há mais de um ano, o ArchDaily teve a chance de abrir o debate mais uma vez e reexaminar a questão da Bienal de Arquitetura. Em uma entrevista dividida em duas partes, o arquiteto aborda o tema, a Bienal, a situação atual e o futuro.
Enquanto meio de representação da arquitetura, a fotografia apresenta qualidades indiscutíveis. Com ela, é possível apresentar a um público distante obras erguidas em qualquer lugar do mundo, de vistas gerais a espaços internos e pormenores construtivos - ampliando o alcance e, de certo modo, o acesso à arquitetura.
Entretanto, como qualquer outra forma de representação, não é infalível. Na medida que avanços tecnológicos permitem fazer imagens cada vez mais bem definidas e softwares de edição oferecem ferramentas para retocar e, por vezes, alterar aspectos substanciais do espaço construído, a fotografia, por sua própria natureza, carece de meios para transmitir aspectos sensoriais e táteis da arquitetura. Não é possível - ao menos não satisfatoriamente - experienciar as texturas, sons, temperatura e cheiros dos espaços através de imagens estáticas.
O design sustentável é mais que água, energia e carbono. Para a arquitetura, está profundamente enraizado na compreensão dos ciclos de vida e nas mudanças culturais sistêmicas. Nos últimos trinta anos, a palavra "sustentabilidade" começou a perder peso à medida que se transformou em uma palavra da moda, vagamente definida. Mas as ideias por trás do termo abrangente cresceram e se expandiram e, por sua vez, novos edifícios icônicos estão sendo projetados para repensar o que o futuro reserva.
O recém-inaugurado edifício Opus, projetado pelo escritório Zaha Hadid Architects, traz ao horizonte de Dubai uma intrincada interação de sólidos e vazios, fluidez e ortogonalidade. Fotografias recentes feitas por Laurian Ghinitoiu registram a silhueta escultural do projeto – mais um ícone desenvolvido pelo escritório internacional.
À luz da pandemia de coronavírus que afeta o mundo inteiro, o conselho do Salone del Mobile. Milano decidiu adiar a edição de 2020 para o próximo ano. O evento internacional ocorrerá, portanto, de 13 a 18 de abril de 2021.
Alguns dos vencedores em potencial do Prêmio Pritzker 2020, de acordo com nossos leitores na pesquisa de 2019. Image
Como o(s) vencedor(es) do Prêmio Pritzker 2020 serão anunciados nesta terça-feira, 3 de março, perguntamos aos nossos leitores quem deveria ganhar o prêmio mais importante no campo da arquitetura.
Nada mais racional que utilizar o vento, um recurso natural, gratuito, renovável e saudável, para melhorar o conforto térmico de nossos projetos. A consciência da finitude dos recursos e a demanda pela redução no consumo energético tem retirado o protagonismo dos sistemas de ar condicionado, fazendo com que arquitetos e engenheiros voltem-se ao sistemas passivos para melhoria do conforto térmico nos interiores. É evidente que há climas extremos em que não há escapatórias, senão o uso de sistemas artificiais, mas em grande parte da superfície terrestre é possível proporcionar um fluxo de ar agradável através dos ambientes por meio de sistemas passivos, principalmente se as ações forem consideradas durante a etapa de projeto.
O tema é altamente complexo e abrangente, mas abordaremos sinteticamente alguns conceitos, exemplificando-os com projetos construídos. Uma série de sistemas de ventilação pode auxiliar nos projetos: ventilação natural cruzada, ventilação natural induzida, efeito chaminé e resfriamento evaporativo, que combinados à correta utilização de elementos construtivos possibilita melhoria no conforto térmico e diminuição no consumo de energia.
Recentemente no Architectural Photography Awards de 2019, o fotógrafo de arquitetura Laurian Ghinitoiu foi escolhido como o grande vencedor em três da seis categorias do prêmio. Ghinitoiu recebeu as honrarias por suas fotos inscritas nas categorias habitação social, exterior e edifícios construídos.
No início, a fotografia de arquitetura era apenas um hobbie para Ghinitoiu. Com o tempo, esta curiosidade latente passou a ocupar mais e mais espaço em sua vida e o reconhecimento profissional não tardou a chegar. A partir dai, o fotógrafo passou a viver de fotografia, viajando o mundo em uma jornada que lhe trouxe uma compreensão mais ampla e complexa da arquitetura.
Dezembro foi o momento de rever os pontos altos do ano de 2019. O ArchDaily compilou os melhores projetos de arquitetura, os melhores livros, e os melhores artigos. Agora, é hora de rever os projetos favoritos de nossos leitores no MeuArchDaily - isto é, aqueles que foram mais vezes favoritados.
O ano de 2019 foi rico em reconhecer projetos, visões e carreiras que abrangem várias camadas do campo da arquitetura, revelando a importância e profundidade da disciplina em nossa sociedade. Do reconhecimento de Arata Isozaki com o Prêmio Pritzker à divulgação do tema da Bienal de Veneza de 2020, veja, a seguir, alguns dos pontos altos da arquitetura mundial este ano.
BIM (Building Information Modeling) é uma sigla cada vez mais usual entre os arquitetos. A maioria dos escritórios e profissionais já vem migrando ou planeja mudar para esse sistema, que representa digitalmente as características físicas e funcionais de uma edificação, integrando diversas informações sobre todos os componentes presentes em um projeto. Através dos softwares BIM é possível criar digitalmente um ou mais modelos virtuais precisos de uma construção, o que proporciona maior controle de custos, eficiência na obra. Também há possibilidade simular o edifício, entendendo seu comportamento antes do início da construção, e seu respectivo suporte ao projeto ao longo de suas fases, inclusive após construído ou na sua desmontagem e demolição.
A terceira edição da Bienal de Arquitetura de Chicago (CAB) foi inaugurada em Chicago com uma série de novas exposições e instalações em toda a cidade. Com o tema "...E outras histórias semelhantes", a bienal mostra o trabalho de mais de 80 colaboradores, incluindo oMASS Design Group, Forensic Architecture, Theaster Gates e muito mais.No principal espaço da Bienal,mergulhamos em algumas das exposições e histórias emergentes.