Um guia para arquiteturas "off-grid"

Quem mora em uma grande cidade dificilmente nunca sonhou em viver isolado, em uma casa entre as árvores ou numa praia deserta. Durante a pandemia e os intermináveis meses de quarentena, muitos tiveram essa mesma ideia. Por mais romântica e sedutora que ela possa parecer, isso vem acompanhado de alguns desafios práticos importantes. Raramente abriríamos mão de pequenos confortos que estamos tão acostumados, como abrir uma torneira ou carregar o celular. Se o local é, de fato, remoto, possivelmente não contará com abastecimento de energia elétrica, água potável, gás, rede de esgoto e coleta de resíduos sólidos. Mas há diversas possibilidades de uma vida com conforto e sem vizinhos. Quais são as principais soluções para permitir isso e como um projeto de arquitetura pode proporcionar uma vida off-the-grid?

A iluminação pública está matando as aves

A conservação da biodiversidade tem ganhado espaço na discussão sobre as mudanças climáticas, principalmente em função das consequências que sua perda pode ter na saúde humana. Inúmeras espécies têm sido ameaçadas tanto pelo crescimento das áreas urbanas quanto pela expansão das áreas agrícolas e de produção, estimando-se que cerca de metade da população animal seja hoje destinada ao consumo humano. No entanto, parece que sabemos muito mais sobre as espécies comumente encontradas em terra firme. É difícil para muitos de nós reconhecer as espécies de aves e, assim, aprender sobre seu papel dentro de um ecossistema, enquanto nossos céus abrigam milhares de espécies de pássaros migrantes a cada ano. A verdade é que o projeto urbano que pensamos para nossa segurança, nossos carros e nossa arquitetura pode ajudá-los a sobreviver ou, de outra forma, matá-los.

Cortinas como divisórias para uma arquitetura fluida e adaptável

Durante as últimas décadas, os espaços interiores tornaram-se cada vez mais abertos e versáteis. Desde as paredes grossas e múltiplas subdivisões das villas paladianas, por exemplo, às plantas livres e multifuncionais de hoje, a arquitetura tenta combater a obsolescência, fornecendo ambientes mais eficientes para a vida transcorrer, facilitando as experiências cotidianas de pessoas no presente e futuro. E enquanto as antigas vilas de Palladio ainda podem acomodar uma variedade de recursos e estilos de vida, reajustando seus usos sem alterar um centímetro de sua simetria e modulação originais, hoje a flexibilidade parece ser a receita para prolongar a vida dos edifícios tanto quanto possível.

Por que nós, arquitetos, devemos entender e nos preocupar com o carbono?

Sim, eu sei. Temos falado muito sobre carbono. E não só aqui, mas por todo lado lemos sobre efeito estufa, dióxido de carbono, combustíveis fósseis, sequestro de carbono e diversos outros termos que têm entrado, cada vez mais, nos nossos cotidianos. Mas por que o carbono é tão importante e o que nós, arquitetos, estudantes de arquitetura ou entusiastas do tema, temos a ver com algo que parece tão intangível?

Como o Design Generativo deve impactar a arquitetura?

Tentativa e erro. Em um um guardanapo, papel manteiga, ou em um fundo preto do CAD, grande parte do trabalho de um arquiteto é fazer e refazer testes, linhas, formas, cópias. Descartar e recomeçar. De uma ideia inicial a um projeto final há um caminho extenuante e longo. Isso porque projetar é tomar infinitas decisões, sendo que uma alteração influencia em outros tantos elementos sendo, enfim, um exercício de escolhas e concessões. Seja conseguir construir o máximo da legislação no terreno sem impactar o entorno e deixando todas as unidades com boa exposição solar, ou encaixar o máximo de mesas de trabalho em um escritório sem perder uma boa circulação e fluidez no espaço, são muitos estudos até chegar na opção mais adequada. Ou, por exemplo, a posição de uma janela, ainda que fique muito bem na composição da fachada, pode inviabilizar a localização da cama em um dormitório ou aumentar muito o consumo energético da edificação.

Hologramas: como eles podem impactar o espaço arquitetônico

Embora os hologramas tenham sido uma possibilidade por décadas - o primeiro holograma foi desenvolvido no início dos anos 1960 após o desenvolvimento da tecnologia a laser - muitos ainda podem associá-los mais à ficção científica, o termo evocando imagens de dispositivos de super-heróis de alta tecnologia e naves espaciais no futuro distante. No entanto, à medida que nos aproximamos da realidade de um futuro hiper-tecnológico e uma variedade de indústrias - incluindo arquitetura e construção - começam a abraçar novas formas de tecnologia cada vez mais avançada, a holografia também tem a chance de remodelar completamente a maneira como conceitualizamos e arquitetura de experiência. Embora seja impossível prever exatamente como a tecnologia holográfica será usada no futuro, a seguir listamos vários exemplos de projetos existentes que usam hologramas e outros tipos de holografia para criar ambientes atmosféricos, cenas fantásticas e visualizações práticas. Esses exemplos vão além do uso de hologramas para visualizar estruturas e locais durante a fase de projeto; eles utilizam holografia para moldar o próprio espaço arquitetônico completo, alterando completamente a experiência sensorial e espacial de seu ambiente.

O que é o concreto ciclópico? Usos e aplicações em obras de arquitetura

Conhecida antigamente como “ciclópica”, essa técnica se baseia na utilização de grandes blocos de pedra que, sobrepostos e ligados entre si, sem qualquer tipo de argamassa, permitiam materializar várias estruturas. As civilizações às quais se atribui o uso desta técnica são muito diversas e é possível vê-la aplicada a diferentes funções que vão desde a construção de muralhas defensivas até templos e tumbas. Em geral, esse tipo de sistema costuma estar associado a qualquer construção antiga que utilize grandes elementos de pedra, cujo aparelhamento é mais ou menos poligonal.

Integrando a tecnologia solar em fachadas, claraboias, telhados e outros elementos de construção

A mudança climática continua sendo a principal preocupação na política, economia e pesquisa científica globais, particularmente no que diz respeito às indústrias de arquitetura e construção. Essa maior culpabilidade para o campo da arquitetura deriva do fato de que a indústria da construção contribui com 40% das emissões globais, e a demanda no setor de construção está projetada para aumentar apenas 70% até 2050. As energias renováveis fazem parte de um paradigma de sustentabilidade do século 21 que responde às mudanças climáticas e à degradação ambiental, fortalecendo o impulso para a transformação global. Estratégias de produção de energia renovável são necessárias para mitigar futuros problemas de segurança energética à medida que as fontes tradicionais de combustível se tornam cada vez mais escassas e são uma parte indispensável do projeto para a sustentabilidade na arquitetura.

Um museu sobre o plástico, de plástico, e que será completamente reciclado

O plástico é um material incrível. O grande problema é a forma como estamos usando-o e descartando-o na natureza. Foi com essa ideia em mente que o Museu do Plástico foi criado, para mostrar o papel vital que o plástico desempenha nas nossas vidas, bem como as possibilidades que o seu reaproveitamento e reciclagem oferecem. Inaugurado em Madri no dia 8 de maio, não conterá apenas plástico, mas será construído inteiramente a partir desse material. Através das peças que se encontram no interior, como objetos essenciais para os cuidados de saúde, comunicação, construção, alimentação e mobilidade sustentável, o visitante poderá conhecer tudo o que o plástico nos proporciona quando é feito o seu uso correto.

Detalhes construtivos de saunas: exemplos de arquiteturas de madeira em pequena escala

Pelas suas características específicas, a arquitetura das saunas é interessante pois nos dá lições relacionadas à eficiência e beleza da simplicidade. Geralmente são estruturas arquetípicas muito básicas, com uma distribuição clara e funcional, criadas para conter diferentes níveis de calor e umidade. Graças a este banho de vapor, as pessoas que nele se encontram liberam toxinas e melhoram a circulação sanguínea, sendo muito utilizadas em climas frios, em estreita relação com a natureza e a presença de água.

Como os materiais moldaram as Case Study Houses?

As Case Study Houses (1945-1966), iniciativa patrocinada pela Arts & Architecture Magazine e imortalizada pelas icônicas fotografias em preto e branco de Julius Shulman, pode conter alguns dos exemplos mais famosos da arquitetura americana moderna na história. Projetadas para enfrentar a crise habitacional do pós-guerra com construção rápida e materiais baratos, ao mesmo tempo em que adotavam os princípios do design modernista e tecnologias contemporâneas avançadas, as Case Study Houses foram moldadas por seu foco central em materiais e projeto estrutural. Enquanto cada uma das casas foi projetada por diferentes arquitetos para uma variedade de clientes, esses objetivos compartilhados unificaram os muitos projetos em torno de várias estratégias estéticas e estruturais básicas: plantas abertas, volumes simples, janelas panorâmicas, estruturas de aço e muito mais. Embora alguns dos materiais e estratégias das Case Study Houses tenham ficado desatualizados nas décadas seguintes, esses produtos e recursos exclusivos viriam a definir uma era histórica da arquitetura nos Estados Unidos.

Como projetar uma piscina de borda infinita?

Há poucas coisas que nos fascinam mais que o mar. Sua contemplação suscita um sentimento de paz e suas cores, texturas, movimentos e amplitude proporcionam um efeito cientificamente comprovado de relaxamento no nosso sistema nervoso. Acima de tudo, nos faz perceber o quão pequenos somos ante o universo. Não é por acaso que uma casa de frente para o mar seja um sonho de consumo para muitos. E com uma piscina logo à frente, nem se fala. As piscinas de borda infinita brincam com esse sentimento de infinitude do mar com o céu. Através de um jogo inteligente de planos e níveis, criam uma ilusão de ótica que deixa qualquer um boquiaberto, fazendo com que a água da piscina pareça se fundir com o horizonte, transbordando em uma ou mais bordas. Mas antes de planejar sua foto no Instagram com uma taça de espumante na mão, é interessante entender como elas são construídas.

Fim do desperdício: dez maneiras de incorporar a economia circular em um projeto arquitetônico

Uma economia circular é um sistema econômico que visa eliminar o desperdício e o uso contínuo de recursos. Olhando para além do atual modelo industrial extrativo de coleta e descarte, uma economia circular visa redefinir o crescimento, com foco em benefícios positivos para toda a sociedade. Implica desvincular gradualmente a atividade econômica do consumo de recursos finitos e projetar os resíduos para fora do sistema. Apoiado por uma transição para fontes de energia renováveis, o modelo circular constrói capital econômico, natural e social.

As megacidades do futuro também podem se tornar inteligentes?

Cidades estão tão profundamente enraizadas na história da humanidade que dificilmente nos perguntamos por que vivemos nelas ou qual a razão de nos agruparmos em assentamentos urbanos. Ciro Pirondi, arquiteto brasileiro, aponta que vivemos em cidades porque gostamos de ter alguém para conversar, enquanto Paulo Mendes da Rocha classifica a cidade como “a suprema obra da arquitetura”. A cidade é o mundo que o homem constrói para si próprio. Tratam-se de imensas construções coletivas, palimpsestos, colagens de camadas de histórias, realizações, conquistas e perdas.  

Sistemas de cobertura para edifícios de bambu

As coberturas são, talvez, o elemento arquitetônico mais fundamental dos edifícios de bambu (junto com as fundações). Telhados bem projetados e construídos desempenham um papel fundamental na proteção de uma estrutura de bambu ao mesmo tempo em que aumentam a beleza e a experiência do espaço. O que se qualifica como um telhado de bambu bem projetado?

Acústica na arquitetura: estratégias e tendências

Qual a importância da acústica para a arquitetura? Ruídos indesejados podem trazem efeitos extremamente negativos ao nosso organismo, tais como: perda auditiva, doenças cardiovasculares, hipertensão, dores de cabeça, alterações hormonais, doenças psicossomáticas, distúrbios do sono, redução do desempenho físico e mental, estresse, agressividade, e desconforto em geral.

Dimensões mínimas e layouts típicos para banheiros pequenos

Ter acesso a um banheiro é, acima de tudo, um fator de dignidade. Por mais básico que isso possa parecer, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 2 bilhões de pessoas no mundo não possuem instalações de saneamento básico, como banheiros ou latrinas. Também, que o saneamento inadequado causa 432.000 mortes anualmente, principalmente por diarréia, além de ser um agravante para várias doenças tropicais negligenciadas, como vermes intestinais, esquistossomose e tracoma. Em 2010, a ONU (Organização das Nações Unidas) considerou o saneamento como um direito básico, assim como o acesso à água potável.